segunda-feira, 30 de junho de 2014

Não são “só roupas”.
Dia desses num diálogo com a minha irmã ela estava me dizendo que não entendia grifes, a necessidade delas e o motivo das pessoas comprarem tanto, aliás, segundo ela, independente de quaisquer marca ou fama, são só roupas. Suspirei, olhando pro teto, deitada na minha cama. Eu e minha irmã sempre conversávamos antes de dormir, olhei pra ela no escuro e comecei a responder seu argumento com o meu. Expliquei pra ela minha visão, não são apenas roupas. Quando existe uma grife, uma marca, existe status, pois existe (alto) preço. Existe qualidade, exclusividade. Roupas de marca não podem de maneira alguma serem classificadas como "apenas roupas”. Quando você compra uma Prada, seu perfume é Paco Rabanne, seu shampoo e cosméticos foram comprados na Sephora, seu vestido é Dior e seu casaco é Chanel, você se torna influente onde trabalha, nos eventos que frequenta e por onde passa é notado, ainda mais se, além das vestes, tiver postura e souber transmitir elegância no jeito de falar, andar e lidar com os outros. Você muito dificilmente vai comprar um Louboutin e ver alguém na rua com o mesmo sapato, não se trata de uma compra em uma loja de departamento. Você usa uma marca. A palavra não foi escolhida para se referir a grifes a toa: marca. É o que poucos usam, são as roupas reservadas para a elite social, para as pessoas que vêem essas compras como o básico na realidade delas, dentre essas, as que precisam de um casaco de pele e um sapato de seis mil dólares para o evento no fim de semana. Na minha nada modesta opinião a vaidade é para ser explorada (sem exageros, com bom gosto e sem mudar o que se é na parte de dentro, aliás, ser bonito só por fora não faz boa convivência nem tira sorrisos sinceros e gostosos de ninguém, isso é a consequência do caráter e personalidade), principalmente se você é do sexo feminino, usa maquiagens e afins, afinal, não é todo mundo que tem o privilégio de nascer mulher para usufruir desse luxo que é pintar o rosto, ser natural e já aceito pela sociedade você, por ser mulher, usar um batom, não? Tudo que é autêntico e original faz sucesso, disso as pessoas sabem. A marca, a grife, tem fama e lucro por isso. Ela é ousada, as peças dos catálogos de coleções de cada estação são limitadas, o preço é alto mas, pra quem entende a indústria que tem por trás disso e todas as vidas envolvidas, é na verdade justo. Quando você compra um apetrecho, digamos assim, que possui uma marca, você não está pagando só pelo produto. Não está pagando só pela bolsa, pelo vestido, pelo rímel em si. É o vestido daquela coleção que aquela super model desfilou no SPFW, o batom que aquela atriz usou no Oscar. Você está pagando pela qualidade, pelo status que ela te proporciona, pelas pessoas dessa mesma classe social que vão estar ao seu redor e vão olhar pra você e reparar em como você se veste e no que você usa, você está pagando pela influência que vai ter na sua empresa pois quem se veste bem atrai dinheiro, esse é o mundo capitalista. Mas, é claro, minha irmã já estava dormindo quando terminei de falar tudo isso.
Bastille Pompeii

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Silêncios com certeza falam mais que mil palavras, em discussões. E em alguns outros momentos também. No fim das contas, as palavras são só um recurso para quando olhares e silêncios não sabem ser lidos.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Diferença entre amor e paixão (Frederico Elboni)
Há muito sobre o que se escrever. Existe muita coisa, muita gente, muita vida diferente e muita coisa boa e ruim acontecendo o tempo todo, todos os dias, com todas as pessoas. No fim das contas, a inspiração, a minha pelo menos, vem disso. De tudo que eu enxergo. Eu vejo muita gente ignorante achando legal fazer polêmica com fatos aumentados e distorcidos. Vejo muita gente mentindo sobre coisas importantes, não bobeiras irrelevantes como quanto você pagou por um sapato em liquidação, sei la eu, pra ganharem algo com isso, vejo gente tirando dos outros pra pegar para si, gente que não se vê subindo na vida honestamente e, de um cargo a princípio pequeno, está ganhando o que ganharia em um cargo maior por desvio de dinheiro entre outros. Vejo gente julgando os irmãos e irmãs e querendo ver que eles se ferrem, e como se não bastasse, postando fotos com legendas que dizem coisas lindas, vejo gente se iludindo e gostando de se alimentar disso pra não ter que enfrentar a realidade e aprender a ser maduro e ter uma vida diferente das novelas adolescentes, aos poucos. Vejo gente dizendo ter compaixão e se comovendo com pobreza, violência, miséria e fome, mas eles se preocupam por dois minutos ou mais, porque seria mais que isso? Não é a realidade deles e isso não tem relevância nenhuma nem interferência em suas vidas. “Que horror”, vão dizer enquanto assistem o telejornal na hora do almoço, almoço em família, em um país sem guerras, pelo menos físicas, como as de la, almoço de mesa farta, antes dos filhos serem buscados pela van pra irem á escola, almoço antes do pai voltar para o escritório e a mãe voltar para a clínica. Somos todos uns filhos da puta hipócritas, sim, é isso que a gente é. O que eu sugiro não é uma questão radical a nível Gandhi de tirar de nós para dar aos outros, dar aos que não tem nada, aliás, pouca gente é evoluída o suficiente pra fazer isso por um motivo que não seja vaidade ou sentimento de obrigação, o que sugiro é não tirar dos outros. Também não sugiro que abracemos o mundo, mas que não fiquemos indiferentes a mudar o que está ao nosso alcance, o que, com interesse, pode sim estar, pois, fácil, mudanças não vão ser, é realmente só com interesse que ela acontece. Sugiro se contentar com o seu honestamente, descartando o “e se” desonesto, pra aprender a crescer por mérito, é uma questão de acreditar que a vida é justa e aprender a acreditar em si mesmo, acreditar que ter paciência e não usar a cabeça dos outros, aos seus olhos os fracos, de degrau, vale incontestavelmente a pena. Aprender a não invejar, mas admirar as qualidades, feitos e façanhas dos outros, os admirar, aprender a não querer atrapalhar um namoro por interesse em uma das pessoas mas sim ser alguém completo e leve, trabalhar em si pra ter aquela relação legal que você visa e se vê vivendo e viver numa boa, sem desejá-la com pressa. Aprender a querer ao seu lado quem te faz bem, e não querer ter a companhia de alguém por esse te proporcionar algo com isso. Aprender a não ter rancor, a deixar o que já foi resolvido pra trás, a não duvidar das boas oportunidades e sentimentos direcionados a você, a ser criticado por quem se importa realmente contigo, a acreditar nas pessoas, a não julgar um novato pelo que os outros, que podem não o conhecer de fato, pensam dele. Temos que aprender a sentir nossos sentimentos e identificar sem confusão cada um deles, pois fica tudo muito claro e leve quando a gente se conhece e identifica o que sente e pensa. Nossos sentimentos... Saber diferenciá-los, os sentir puramente. Saudade, falta, nostalgia. Raiva, irritação, incômodo. Amizade, interesse. Carinho, afeto, segunda, e talvez não bem vinda, intenção. Raiva, indiferença, mau humor, tristeza, desinteresse. Amor, paixão, ódio. Também temos que aprender a ter valores. A não concordar com algo que reprovamos por fazer mal a alguém só porque é um amigo nosso que o faz, mas sim alertar a ele seu erro, nada mais nada menos que por carinho, sentimento, a ele. Por que é que ninguém é leal a ninguém? Porque hoje nosso mundo, em sua maioria, é de aparência, é de casca, superfície e status. E não existe a associação de sentimento á futilidade. Porque você defenderia aquela moça com quem anda no colégio se está com ela por cortejo dos meninos e porque acha o cabelo dela bonito? Não acho que temos que achar todos agradáveis, muito menos criar laços com qualquer um que cruze nossa estrada, mas sim que devemos nos dar a chance de sentir. E não existe sentimento sem pessoas, são os outros que os cativam dentro de cada um de nós.

domingo, 22 de junho de 2014

Era complicado acreditar em algo quando esse algo era difícil. Eu receava várias coisas que poderiam parecer empecilho. No fim das contas, ficou claro que eu não queria realmente aquilo. Me senti como se procurasse problemas para não tornar daquela carreira parte da minha vida, como se eu flagrasse um culpado, mas o culpado era eu.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Eu não era o tipo de pessoa que percebia o interesse de um outro alguém em mim com facilidade quando não dito expressamente com a boca ou com os olhos.
Tratar bem não é sinônimo de segunda intenção, o mínimo sinônimo disso é educação,  perguntar como foi seu dia é pergunta que amigo e amiga também faz, consolar quando está triste é cumplicidade, podendo ser só isso, também. Defender é lealdade, como ajo, como você também age, com sua família de sangue e de laço, os amados amigos. Ficar feliz com o riso de alguém é carinho, querer fazer essa pessoa dar gargalhadas é querer momentos bons pra guardar.
Nós, numa, quase total, maioria das vezes julgamos por nós mesmos. Se você é uma pessoa educada, leal, divertida e espontânea, pode não ver, mesmo diante de você, o que é para um outro alguém todos os sinais que ela, ou ele, pode te dar se a sincronia entre vocês não existir por não ser a mesma. A gente tem mais facilidade em ver intenção de carinho dos outros para nós quando temos carinho por essa pessoa, como é mais fácil entender uma ironia quando também somos irônicos, a gente enxerga na atitude de cada pessoa pra nós a intenção que nós temos por ela.
Sabe quando você toma um chá bem quentinho? Se preocupa em cuidar da temperatura da água, pra não chegar a evaporar por estar tão quente, e depois espera o saquinho do chá deixar a água, completamente transparente, com alguma cor pra então ir para o toque final, colocar a medida certa de açúcar?
É como eu via a gente. Não podia esquentar muito pra não desaparecer. Não podia esquentar a cabeça com coisas pequenas e não podia esquentar sempre que estivéssemos sozinhos pra não virar rotina. Nossa cor não podia ser cinza com o passar das nossas páginas e do tempo, e eu queria que todo o afeto que te dou e vice versa desse pra nós dois a doçura que não faria de nós mel nem amargo.
Vem ali comigo, me ajuda a preparar um chá daqueles que você tomaria todas as noites, a vida toda, por ser sempre tão bom?

quarta-feira, 4 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Ela havia lido algumas (algumas várias) vezes que mulheres são emocionalmente mais maduras que os homens... E ela com certeza discordava. Discordava da generalização, ainda mais quando por sexo. E também discordava da afirmação que evidenciava as mulheres como melhores nesse ponto, o emocional.
Discordava pois a gente não pode generalizar, as pessoas são diferentes, algumas mais maduras que outras, isso independente de qualquer característica como idade, gênero, classe social... A vida de cada pessoa é a vida de cada pessoa, que acontece moldando isso, a maturidade de cada um.
Discordava pois (de maneira nenhuma, sendo machista, aliás, machismo e feminismo eram conceitos que ela ainda se surpreendia por ver existentes, eram ao seu ver dispensáveis) ela observava os demais, os homens eram leves.
Nenhuma brincadeira era levada pro lado pessoal, nem quando falava-se da mãe de algum deles, nem quando uma indireta era dada, pois era claro pra todos que aquilo foi dito apenas pra darem risada. Homem não fala mal do outro se esse outro está melhor vestido que ele mesmo. Eles não tentam provar pra todo mundo o tempo todo que eles tem valor e tem que ser levados a sério, como postos num tipo de pedestal pra própria autoestima. Homem é desencanado, não precisam não saber rir de si próprios como se fosse assim que eles sentissem que também são pessoas que sabem falar sério e tem seu lado focado. E são objetivos, não acham que existe uma intenção através de tudo, as coisas podem sim ser só o que são mesmo, eles aceitam com facilidade e naturalidade essa perspectiva.
O objetivo em toda essa opinião não é falar que as mulheres ouvem em vão que são emocionalmente mais maduras, entendemos a tristeza de alguém olhando por uma expressão diferente e a captamos, mesmo que ela dure cinco segundos, por exemplo... Mas sim que, se for pra falar em maturidade em gênero, dizer que também existe uma maturidade nos homens que devemos aprender a reconhecer e aderir.