Natal representa muitas coisas. É ter luzes pelas ruas, árvores enfeitadas na sala - sem esquecer a estrela, ao topo, por favor - de casa, aquela leveza ao sentir o final de mais um ano que se vai.
É ter familiares, amigos e gente que mora no coração vindo de longe pra ficar por perto.
É comprar presentes, pensar em quem a gente ama.
É ficar junto e perceber o quanto sentiu saudades - aquela que é suave, gostosa, que deixa o rosto com sorriso largo.
É cozinhar pra fazer uma ceia generosa.
É dar abraços longos, cheios de aconchego.
É cheiro de vó.
É, também, comércio, claro. Que Papai Noel abençoe as pessoas que trabalham com o comércio nessa época do ano, que atendem tantas pessoas com pressa de ir e pouca paciência de estar.
É um dia bonito - e, quando não é, o é na intenção. Ah, o Natal...
Na realidade, Natal não é um dia, Natal é um momento do ano.
Natal é leveza, é um estado mental.
Bom, pois é. Ele é, de fato, tantas, tantas, coisas. Mas é principalmente trégua.
Trégua de sentir vontade de ostentar.
Trégua de querer exibir que tem isso, ou aquilo, que gera status; o diploma, os bens materiais, a namorada - aquela que é a bonita da turma.
Trégua de ter energia pra discutir.
Trégua de ser mesquinho.
Trégua de tantas, tantas, coisas.
De priorizar trivialidades, caracterizadas por irrelevâncias por aqueles que sabem ouvir-se, por aqueles que sabem qual é o tamanho do Bem e de tudo que é Bom.
Trégua de não se perdoar.
De não perdoar os outros.
De sentir qualquer sentimento que deixe gosto amargo na boca e peso no peito.
De querer brigar com a irmã que usou sua blusa sem pedir, aquele dia.
De julgar o colega de trabalho que ainda não têm condições de pagar por um bom terno.
De evitar a sogra.
De negar o que pode permitir.
De não demonstrar carinho por quem se sente bem-querer.
De não querer tentar ser melhor, já que querer ser melhor enche o ego de pancadas.
De brigar por razões que nem a gente sabe.
De sentir preguiça de tomar atitudes que carreguem altruísmo.
De ter preguiça de ter intenções altruístas.
Trégua de querer estar sempre certo, dominante, ao invés de só querer ver o outro sorrir.
Trégua de fazer cabo de guerra, aquele, verbal, por motivos sem finalidade construtiva.
Trégua de achar que o mundo gira ao redor do próprio umbigo.
Trégua de não ter tempo, principalmente tempo pra ouvir, compreender.
Trégua de sentir o que quer que seja, que não esteja próximo de Amor.
E, essa trégua, todos acatam. Ela traz pequenas grandes Verdades, pequenas sabedorias, deixa os grupos com uma relação quase, quase lá. Harmônica. É como se tudo que existe de nobre, tudo aquilo que lembra uma postura warm, como dizem os estadunidenses, mundo afora, estivesse na nossa frente, todos esses dias. Ela faz tão bem. Todos conseguem se sintonizar, entre si, à ela.
No entanto, que incoerente. É tão bonito, todos já sentiram. Todos sentem. E, depois do ano novo - bem, aqui no Brasil, depois do carnaval - elas começam, mais uma vez.
Guerras - fúteis, por conseguinte, inúteis.
Não é nem mais uma, é mais outra, vez.
Mais outra vez.
Tudo de novo. Mesmo a gente sabendo que já tem outro jeito de viver, mesmo a gente tendo dado Felicidade e tendo sido tão, tão, Feliz.
Que Papai Noel também abençoe nossa memória.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Ser jovial, de verdade, tem tudo a ver com ter sabedoria
Ouviu falarem de Botox.
De lipoaspiração.
De silicone nos seios.
De infinitas cores de tinta de cabelo.
De inúmeras possibilidades de cirurgias plásticas.
Ouviu falar até sobre processos de rejuvenescimento vaginal.
Ai, se soubessem... O que mais pode rejuvenescer alguém, no mundo todo, não tem nada a ver com valor monetário, ou com as mais recentes tecnologias.
Pois, ser jovem, nada tem a ver com estética.
Pode olhar por aí, nada deixa um sorriso ou um rosto mais jovem que um coração que não é apegado ao passado, à dores, fracassos.
Nada é mais rejuvenescedor que o perdão.
Quem perdoa, a si mesmo, aos pais, aos amigos, ao mundo, sempre vai carregar a leveza de saber abraçar começos e novidades com alegria. Sem tensões, sem nada pra provar, sem nada pra aprovar ou ser aprovado. Sem sentir medo.
Quem sabe perdoar sabe ser fiel à princípios individuais, sabe rir de si próprio, sabe que o erro e os tombos fazem parte da vida.
Quem sabe perdoar não condena, nem ele mesmo nem ninguém.
Quem sabe perdoar aprendeu a ser feliz sem depender da reação e da reciprocidade de quem quer que seja.
Quem sabe perdoar aprendeu razões de vida que se separam daquelas guiadas pelo próprio ego, aprendeu que a vida e o universo tem coisas muito maiores, coisas que são tão lindamente grandiosas, quando comparadas à, por exemplo, razões de vida egoístas ou egocêntricas.
Quem sabe perdoar sabe olhar pra frente, também sabe ser grato por cada pedacinho de vida. Pois, se soube perdoar, aprendeu a dosar o real valor de todas as coisas, a relevância das coisas.
Haveria pessoa, companhia, energia... Mais jovial que alguém de coração tão leve?
De lipoaspiração.
De silicone nos seios.
De infinitas cores de tinta de cabelo.
De inúmeras possibilidades de cirurgias plásticas.
Ouviu falar até sobre processos de rejuvenescimento vaginal.
Ai, se soubessem... O que mais pode rejuvenescer alguém, no mundo todo, não tem nada a ver com valor monetário, ou com as mais recentes tecnologias.
Pois, ser jovem, nada tem a ver com estética.
Pode olhar por aí, nada deixa um sorriso ou um rosto mais jovem que um coração que não é apegado ao passado, à dores, fracassos.
Nada é mais rejuvenescedor que o perdão.
Quem perdoa, a si mesmo, aos pais, aos amigos, ao mundo, sempre vai carregar a leveza de saber abraçar começos e novidades com alegria. Sem tensões, sem nada pra provar, sem nada pra aprovar ou ser aprovado. Sem sentir medo.
Quem sabe perdoar sabe ser fiel à princípios individuais, sabe rir de si próprio, sabe que o erro e os tombos fazem parte da vida.
Quem sabe perdoar não condena, nem ele mesmo nem ninguém.
Quem sabe perdoar aprendeu a ser feliz sem depender da reação e da reciprocidade de quem quer que seja.
Quem sabe perdoar aprendeu razões de vida que se separam daquelas guiadas pelo próprio ego, aprendeu que a vida e o universo tem coisas muito maiores, coisas que são tão lindamente grandiosas, quando comparadas à, por exemplo, razões de vida egoístas ou egocêntricas.
Quem sabe perdoar sabe olhar pra frente, também sabe ser grato por cada pedacinho de vida. Pois, se soube perdoar, aprendeu a dosar o real valor de todas as coisas, a relevância das coisas.
Haveria pessoa, companhia, energia... Mais jovial que alguém de coração tão leve?
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Vocação não devia produzir amarras
Pensava, deitada na rede do quiosque daquela praia perto de casa.
Um mar de água, um mar de gente, mas estava ali, ela, sozinha.
Durante vários momentos em seu dia, tinha um clique. Vários cliques. Boas ideias, boas sacadas. Ideias que ela tinha vontade de transformar em palavras, em legado. Pessoal, singelo, apenas pra deixar por aí num cantinho sem holofotes. Pra que, um dia ou outro, alguém, que não fosse tão apegado ao relógio e ao dinheiro, dispusesse o tempo de seu próprio olhar. Alguém que fosse ler por motivo nenhum, além de querer se conhecer o que ainda não se conhece e vontade de ver o que ainda não se viu. Não por ser um conto ou crônica de um dos livros dos dez mais vendidos na Veja, não por a vizinha que tem status social ter comentado sobre a autoria. Só por ler, por estar ali. Oportuno. Só por ser ele com si mesmo. E, aí, que deixasse aquilo entrar em quem se era. O intuito era deixar palavras em que, ao sair da leitura, se saísse carregando alguma coisa bonita a mais no peito. Mas, ainda assim, legado. Algo pra deixar, depois que ela e o corpo fossem embora desse mundo.
A vocação pra escrever era inegável, o reconhecimento era unânime, e tal, unanimidade, não incluía cinco, seis ou dez corações. Eram realmente muitos.
Mas, cursar jornalismo? Letras? Comunicação Social?
Que credibilidade tem um escritor que só escreve? Ele, por si próprio é uma metalinguagem. Um escritor que fala sobre sua vida de escritor. Sobre o que vê por aí, em sua esfera cotidiana. De escritor.
Que bobagem.
Um mar de água, um mar de gente, mas estava ali, ela, sozinha.
Durante vários momentos em seu dia, tinha um clique. Vários cliques. Boas ideias, boas sacadas. Ideias que ela tinha vontade de transformar em palavras, em legado. Pessoal, singelo, apenas pra deixar por aí num cantinho sem holofotes. Pra que, um dia ou outro, alguém, que não fosse tão apegado ao relógio e ao dinheiro, dispusesse o tempo de seu próprio olhar. Alguém que fosse ler por motivo nenhum, além de querer se conhecer o que ainda não se conhece e vontade de ver o que ainda não se viu. Não por ser um conto ou crônica de um dos livros dos dez mais vendidos na Veja, não por a vizinha que tem status social ter comentado sobre a autoria. Só por ler, por estar ali. Oportuno. Só por ser ele com si mesmo. E, aí, que deixasse aquilo entrar em quem se era. O intuito era deixar palavras em que, ao sair da leitura, se saísse carregando alguma coisa bonita a mais no peito. Mas, ainda assim, legado. Algo pra deixar, depois que ela e o corpo fossem embora desse mundo.
A vocação pra escrever era inegável, o reconhecimento era unânime, e tal, unanimidade, não incluía cinco, seis ou dez corações. Eram realmente muitos.
Mas, cursar jornalismo? Letras? Comunicação Social?
Que credibilidade tem um escritor que só escreve? Ele, por si próprio é uma metalinguagem. Um escritor que fala sobre sua vida de escritor. Sobre o que vê por aí, em sua esfera cotidiana. De escritor.
Que bobagem.
sábado, 19 de agosto de 2017
Yesterday
Olhava pra mim e soltava meus cabelos do coque eu eu tinha feito de manhã, sem dizer nada.
Me enrolava dentro dos meus próprios casacos. Aquecia, com o seu abraço e braços em volta dos meus ombros.
Me chamava de pintura. De "minha estudona", de magrela.
Elogiava minha cintura, contornava minha silhueta, sem nenhuma pressa.
Dizia sobre o monstro enorme na minha frente chamado Vida, e da minha postura frontal com ele "você chega, toda pequenininha, toda magrinha, e diz: sai da minha frente", admirava. A coragem , a persistência. Não tinha o menor interesse em esconder isso.
Quando eu chegava pertinho pra o acordar, sentada na beira da cama, abraçava minhas pernas e dava beijos nas minhas coxas e joelhos, resmungava qualquer coisa, continuava dormindo sem desfazer o abraço.
Acordava devagar, sutilmente mau humorado, mas não por mais de dez ou quinze minutos.
Cantava Beatles no chuveiro.
Me dizia muito sobre vencer, queria me ver vencer. Você é vencedor, acadêmico.
Falava com um instinto protetor imenso sobre sua família, bonito de ver.
E, mesmo com isso tudo, era intolerante. Era cético.
Aliás, o cético mais lindo do mundo.
Trazia uma certa autoridade, uma inflexibilidade. Engraçado.
Contraditório, pra alguém de coração tão quente. No mínimo divertido era, observar você.
Eu costumava ouvir de você, que você poderia ser o meu domingo. Meu day off, meu dia de descanso, minha calma.
Mas ah, a segunda-feira chegou.
A zona de conforto é quentinha, é segura. Como a rotina, como os dias úteis da semana.
Nem todo mundo está pronto pra ser o domingo de alguém.
Você preferiu a lógica, o palpável, o justificável, o raciocínio, a competição, à razão, à leveza, ao sentimento. Ao que simplesmente é, por ser simples. Por ser puro, sem as manchas dos medos, na realidade irrelevantes, que a sociedade ensina pra gente - e que, infelizmente, muitas vezes a gente aprende.
E você ficou com ela. Com a lógica.
Mas, que pena, para o que um dia foi nós dois, só com ela.
Me enrolava dentro dos meus próprios casacos. Aquecia, com o seu abraço e braços em volta dos meus ombros.
Me chamava de pintura. De "minha estudona", de magrela.
Elogiava minha cintura, contornava minha silhueta, sem nenhuma pressa.
Dizia sobre o monstro enorme na minha frente chamado Vida, e da minha postura frontal com ele "você chega, toda pequenininha, toda magrinha, e diz: sai da minha frente", admirava. A coragem , a persistência. Não tinha o menor interesse em esconder isso.
Quando eu chegava pertinho pra o acordar, sentada na beira da cama, abraçava minhas pernas e dava beijos nas minhas coxas e joelhos, resmungava qualquer coisa, continuava dormindo sem desfazer o abraço.
Acordava devagar, sutilmente mau humorado, mas não por mais de dez ou quinze minutos.
Cantava Beatles no chuveiro.
Me dizia muito sobre vencer, queria me ver vencer. Você é vencedor, acadêmico.
Falava com um instinto protetor imenso sobre sua família, bonito de ver.
E, mesmo com isso tudo, era intolerante. Era cético.
Aliás, o cético mais lindo do mundo.
Trazia uma certa autoridade, uma inflexibilidade. Engraçado.
Contraditório, pra alguém de coração tão quente. No mínimo divertido era, observar você.
Eu costumava ouvir de você, que você poderia ser o meu domingo. Meu day off, meu dia de descanso, minha calma.
Mas ah, a segunda-feira chegou.
A zona de conforto é quentinha, é segura. Como a rotina, como os dias úteis da semana.
Nem todo mundo está pronto pra ser o domingo de alguém.
Você preferiu a lógica, o palpável, o justificável, o raciocínio, a competição, à razão, à leveza, ao sentimento. Ao que simplesmente é, por ser simples. Por ser puro, sem as manchas dos medos, na realidade irrelevantes, que a sociedade ensina pra gente - e que, infelizmente, muitas vezes a gente aprende.
E você ficou com ela. Com a lógica.
Mas, que pena, para o que um dia foi nós dois, só com ela.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Sobre humildade e sutileza
Ele dizia almejar receber cinquenta mil de salário depois que sua graduação, de medicina, terminasse.
E dizia com seriedade.
Ele dizia que seu pai ganhava mais de vinte mil por mês.
Ele dizia que sua família não comprava casas que valessem menos de um milhão.
Ele falava sobre o patrimônio da família, das terras das quais eram proprietários. Chácaras, fazendas.
Ele falava sobre o custo de vida em São Paulo, que ele e os irmãos geravam. Falava sobre onze mil reais todos os meses, a cada mês.
Ele falava sobre qualidade de vida.
Ele falava sobre arquitetura, gastronomia, ambições de estilo de vida que apenas uma determinada quantia, generosa, de dinheiro poderia custear.
Ele falava pra ela sobre a importância de estudar para ter absolutamente tudo melhor na vida.
Ele falava pra ela sobre matemática, que ela deveria enfrentar e resolver sua dificuldade com a matéria. E foi para a sua casa ajudá-la com a correção de alguns exercícios.
Ele, para sentar-se com ela na cama e pegar as apostilas, descalçou seus tênis.
Ele, com tal gesto, deixou à mostra duas meias com, cada uma, dois ou três furos nos dedos. E explicava a matéria tranquilamente.
Ele era incrível.
E dizia com seriedade.
Ele dizia que seu pai ganhava mais de vinte mil por mês.
Ele dizia que sua família não comprava casas que valessem menos de um milhão.
Ele falava sobre o patrimônio da família, das terras das quais eram proprietários. Chácaras, fazendas.
Ele falava sobre o custo de vida em São Paulo, que ele e os irmãos geravam. Falava sobre onze mil reais todos os meses, a cada mês.
Ele falava sobre qualidade de vida.
Ele falava sobre arquitetura, gastronomia, ambições de estilo de vida que apenas uma determinada quantia, generosa, de dinheiro poderia custear.
Ele falava pra ela sobre a importância de estudar para ter absolutamente tudo melhor na vida.
Ele falava pra ela sobre matemática, que ela deveria enfrentar e resolver sua dificuldade com a matéria. E foi para a sua casa ajudá-la com a correção de alguns exercícios.
Ele, para sentar-se com ela na cama e pegar as apostilas, descalçou seus tênis.
Ele, com tal gesto, deixou à mostra duas meias com, cada uma, dois ou três furos nos dedos. E explicava a matéria tranquilamente.
Ele era incrível.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Objetivar é crescimento.
Ter coragem para reconhecer referências melhores de o quê ser, almejar e fazer, que as existentes no próprio ninho não é indolor. Aliás, optar por mudar, por, respectivamente, desaprender e aprender, sem a companhia dos integrantes da própria toca é escolher mudar por conquista individual de consciência, por necessidade de construção e crescimento. Por sentimento pessoal. Só seu. Só meu. Só dele. Só de cada um de nós.
Todo início de algo novo começa com o final de algo antigo.
E o que define o início e o término desses ciclos sempre serão os objetivos.
Quando, por exemplo, você ingere com frequência frituras e carboidratos, você o continuará fazendo durante toda a sua vida caso não objetive ser mais saudável, de repente, até ter uma pele e corpo que manifestem essa saúde. Aí o hábito muda. Aí o ciclo se fecha. E começa um novo. Sempre através de objetivos.
Quando, por exemplo, você nunca teve na sua conduta e rotina a atitude de estudar atenta e interessadamente em casa depois da aula no colégio. E, então, num instante, descobre que o dia a dia na profissão médica te preencheria o peito. Aí você abraça a necessidade de mudança. Aí você ou aceita se adaptar, ou vira as costas para o que com certeza poderia ser uma estrada muito, muito, bonita.
Tudo termina com começos.
E somente assim. E apenas assim, o Caminho - aquele, em que seu viajante enxerga distintas e inúmeras estradas, visando ser feliz e ser íntimo de si mesmo - começa.
Todo início de algo novo começa com o final de algo antigo.
E o que define o início e o término desses ciclos sempre serão os objetivos.
Quando, por exemplo, você ingere com frequência frituras e carboidratos, você o continuará fazendo durante toda a sua vida caso não objetive ser mais saudável, de repente, até ter uma pele e corpo que manifestem essa saúde. Aí o hábito muda. Aí o ciclo se fecha. E começa um novo. Sempre através de objetivos.
Quando, por exemplo, você nunca teve na sua conduta e rotina a atitude de estudar atenta e interessadamente em casa depois da aula no colégio. E, então, num instante, descobre que o dia a dia na profissão médica te preencheria o peito. Aí você abraça a necessidade de mudança. Aí você ou aceita se adaptar, ou vira as costas para o que com certeza poderia ser uma estrada muito, muito, bonita.
Tudo termina com começos.
E somente assim. E apenas assim, o Caminho - aquele, em que seu viajante enxerga distintas e inúmeras estradas, visando ser feliz e ser íntimo de si mesmo - começa.
domingo, 11 de junho de 2017
Por mais amores sweater weather.
Começou a notar como andavam os amores mundo afora.
Muito amor ao vestuário que o namorado ou namorada tinham.
Muito amor ao nome de família e o status que isso trazia.
Muito amor às noitadas regadas à álcool com aquela turma mais cool.
Muito amor aos donos dos perfis onde as fotos tinham muita repercussão e reação sociais, os tais likes - que agora já podiam ser configurados em "uau", até em "amei". Amei.
Muito amor por quem amava (não, não desse jeito bom, mas com idolatria) o próprio corpo, sempre expondo poses e peças de roupa que valorizavam o mesmo, nas fotos, no dia a dia.
Muito amor imediatista.
Amor fácil. Amor gratuito. Paixão sem conteúdo mental. Paixão pelo lifestyle do que o outro aparenta ter, ou têm, de fato.
E muito medo de sentir que se pode sentir amor por uma pessoa só.
Amor sem olhar calmo.
Amor sem olhar os projetos a longo prazo do outro.
Amor sem olhar as possibilidades de evolução e transformação individual.
Amor estático, amor pequeno. Amor, não jovial - sincero, leve, alegre, vivo - mas adolescente. Isso englobava algumas pessoas com mais de 40 primaveras também.
Começou a pensar nos amores gostosos.
Amor com presentes autênticos, incomuns, determinados não por etiquetas, mas por conversas. Presentes pessoais.
Amor sem fotos com o amado nas redes sociais todo fim de semana com longos textos.
Amor presente, mentalmente, fisicamente, amor sem ansiedade.
Amor honesto, amor que também sabe ser discreto.
Amor sem necessidade de se autoafirmar.
Amor que simplesmente é.
Amor que envolve duas pessoas que são elas mesmas o tempo todo.
Amor com segurança emocional individual.
Amor com generosidade, amor que não pensa na necessidade de recíproca pra sentir vontade de dar seu melhor lado. Amor que quer ser uma pessoa boa por princípios, por si mesmo, não por vanglória, não por moralidade, não por cobrança alheia.
Amor que também sabe ser fraternal por quem se sente desejo.
Amor altruísta.
Amor que deixa a si mesmo e o outro livres, amor que entende que ficar junto, que se mesclar com outro alguém, não tem a ver com limites, mas com expansão.
Amor que ama que o outro ame cozinhar, jogar tênis, estudar. Amor que ame que o outro tenha coisas que ele ama na vida.
Amor que não se resume a momentos dentro de um quarto, em cima de um colchão (aliás, por que criar determinados momentos apenas no quarto?).
Amor que ouve o que não é falado, porque conhece o outro. Suas reações, seu coração.
Amor que se sente feliz em conhecer os amigos e amigas de quem ama. Amor que mistura os amigos dos dois e cria algo gostoso.
Amor que gosta de arquitetura, gastronomia, artes.
Amor que ama as coisas do mundo, mesmo amando uma pessoa, mesmo amando alguém.
Amor que compra flores. Ou chocolates. Ou flores e chocolates.
Amor que tem identidade individual mesmo estando apaixonado.
Amor que tem identidade individual mesmo estando apaixonado.
Amor que divide amores com quem ama.
Amor que acha fidelidade natural, amor que não sabe ser amor sem fidelidade.
Amor que não sente ânsia descontrolada em saciar vontades físicas sem filtro e sem seleção alguma. Amor que se ocupa com si, com os amigos, com a família, amor que namora a vida e os próprios sonhos e objetivos quando está solteiro - amor que sabe dosar casualidade, caso ela exista.
Amor que faz cafuné.
Amor que não sente ânsia descontrolada em saciar vontades físicas sem filtro e sem seleção alguma. Amor que se ocupa com si, com os amigos, com a família, amor que namora a vida e os próprios sonhos e objetivos quando está solteiro - amor que sabe dosar casualidade, caso ela exista.
Amor que faz cafuné.
Amor que faz carinho nos dedos.
Amor que confia.
Amor que ri das manias peculiares do outro, amor que percebe as manias do outro.
Amor que se mostra emocionalmente, amor que é transparente.
Amor que sabe dizer que ama sem usar os lábios e a própria voz.
Amor que tem senso de humor. Sempre. Quase sempre.
Amor que faz café. Ou cappuccino.
Amor que não tem medo de novidades.
Amor que tem medo do desconhecido, mas se permite conhecê-lo.
Amor que gosta de sentir o cheiro do outro. E demonstra isso. Olha, chega perto. Bem perto.
Amor que beija gostosamente o pescoço. Demoradamente.
Amor criativo.
Amor que aprecia algo mais elaborado, ás vezes luxuoso, mas que sabe ser amor e ser feliz diante de programas singelos e aconchegantes. Sabe o valor de todas as coisas.
Amor que não desmerece aquilo que não lhe é familiar.
Amor criativo.
Amor que aprecia algo mais elaborado, ás vezes luxuoso, mas que sabe ser amor e ser feliz diante de programas singelos e aconchegantes. Sabe o valor de todas as coisas.
Amor que não desmerece aquilo que não lhe é familiar.
Amor de se enrolar no cobertor e olhar o céu a noite, na companhia de uma garrafa térmica.
Amor que independe de padrões sociais e conceitos gerais de o que é um relacionamento e de como funciona, para namorar, para cruzar seu caminho com o caminho de outra pessoa.
Amor que entende que a vida é composta por ciclos. Que começos são naturais, que términos também.
Amor que entende que a vida é composta por ciclos. Que começos são naturais, que términos também.
Amor que não depende de cor, etnia, classe social, distância.
Amor que só depende de quem ama, pra ser amor.
Amor em que, nos dias frios, se queira guardar as mãos da pessoa amada nos bolsos do próprio suéter.
sábado, 10 de junho de 2017
Sobre aceitar a própria chatice
Ela se incomodava quando não sentia que passava calma para os outros.
Se incomodava quando sentia que não se sentia bem e por isso deixava de passar sentimentos bons para aqueles que estavam por perto.
Se incomodava quando passava por algum dia de confusão de conceitos pessoais e expressava essa confusão para outra pessoa.
Se incomodava quando se notava dispersa em algum diálogo.
Se incomodava quando preferia o silêncio mas acabava falando. E, falando, dizia coisas não tão fiéis à ela mesma, mas sim efêmeras, sem credibilidade, já que eram apenas falas daquele determinado momento, passageiro, pequeno.
Se incomodava quando não via mais virtudes que características não tão boas nas pessoas. Aliás, ver virtudes nas pessoas não depende delas, depende dos olhos de quem vê. E ela queria ter bons olhos.
Se incomodava quando não estava totalmente presente mentalmente quando estava fisicamente com alguém. Com amigos, com a família, com ele.
Se incomodava quando não tirava uma nota melhor no simulado. Se pressionava. E, em partes, com razão.
Se incomodava quando não sentia equilíbrio na própria conduta.
Se incomodava quando não cumpria as proposições do dia, se incomodava quando não era, na sua máxima potencialidade, produtiva.
Se incomodava quando ficava ansiosa e não conseguia dominar com prontidão essa sensação, para voltar ao momento que estava de fato vivendo.
Se incomodava com si mesma.
Começou a concluir que se incomodar com suas falhas atrapalhava mais que as falhas em si.
Até que um dia começou a perceber que, se ela sabia dar tanta tolerância, colo e paciência para aqueles que moravam no seu cotidiano, podia incluir a si mesma também.
A família, os amigos e qualquer pessoa que morasse dentro de seu peito não iam deixar de sentir carinho por ela se ela fosse, em uma não tão bonita vertente, humana, um dia ou outro.
E ela também não deixaria.
Se incomodava quando sentia que não se sentia bem e por isso deixava de passar sentimentos bons para aqueles que estavam por perto.
Se incomodava quando passava por algum dia de confusão de conceitos pessoais e expressava essa confusão para outra pessoa.
Se incomodava quando se notava dispersa em algum diálogo.
Se incomodava quando preferia o silêncio mas acabava falando. E, falando, dizia coisas não tão fiéis à ela mesma, mas sim efêmeras, sem credibilidade, já que eram apenas falas daquele determinado momento, passageiro, pequeno.
Se incomodava quando não via mais virtudes que características não tão boas nas pessoas. Aliás, ver virtudes nas pessoas não depende delas, depende dos olhos de quem vê. E ela queria ter bons olhos.
Se incomodava quando não estava totalmente presente mentalmente quando estava fisicamente com alguém. Com amigos, com a família, com ele.
Se incomodava quando não tirava uma nota melhor no simulado. Se pressionava. E, em partes, com razão.
Se incomodava quando não sentia equilíbrio na própria conduta.
Se incomodava quando não cumpria as proposições do dia, se incomodava quando não era, na sua máxima potencialidade, produtiva.
Se incomodava quando ficava ansiosa e não conseguia dominar com prontidão essa sensação, para voltar ao momento que estava de fato vivendo.
Se incomodava com si mesma.
Começou a concluir que se incomodar com suas falhas atrapalhava mais que as falhas em si.
Até que um dia começou a perceber que, se ela sabia dar tanta tolerância, colo e paciência para aqueles que moravam no seu cotidiano, podia incluir a si mesma também.
A família, os amigos e qualquer pessoa que morasse dentro de seu peito não iam deixar de sentir carinho por ela se ela fosse, em uma não tão bonita vertente, humana, um dia ou outro.
E ela também não deixaria.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
O que aprendi com as rosas.
Li uma vez que, em um certo momento, Buda disse que quando gostamos de uma flor, a arrancamos. E que... Quando amamos uma flor, a regamos todos os dias. Disse, ele, que quem entendia isso, entendia a vida.
Tudo bem. Bonito, verdadeiro.
Aí, um tempo depois dessa leitura, me vi num local bom. Bom. Sem ilusões, sem ardilosidade, sem nenhuma intenção além da que era honestamente expressada. Local bom, era local sem segundas intenções. Local com pessoas boas - gente do bem. Gente que conhecia ciências. Matemática, psicologia, geografia, dança, medicina, engenharias, literatura, física quântica, história... Gente que conhecia características admiráveis, ouso dizer que exemplares, de culturas distintas, e diversas, mundo afora. Gente que conhecia alguns estudiosos, alguns pensadores... Einstein, Confúcio, Jung.
Gente que conhecia Cristo, também Buda, aliás.
E vi uma rosa. Logo ali, na mesa de uma das salas do local. Branca. Linda.
Mas fiquei intrigada. Como poderiam eles, aquela gente, boa, que tinha acesso a tanta grandiosidade nos conhecimentos ensinados ali, apenas gostar de uma flor?
Como poderiam, eles, a terem arrancado?
Pois é.
Bagunçou, por um momento, ou dois, a minha clareza a respeito do local, das pessoas, da situação em si. Teriam eles cometido um erro, um descuido? Estaria eu ignorando alguma sabedoria que, na verdade, eles tinham e eu desconhecia?
Quis compreender. Questionei.
Fui até uma das salas onde pessoas de maior autoridade intelectual estavam. Eu sabia, confiava, que ali eu encontraria uma resposta para a dúvida.
Ao entrar, fui recepcionada por uma amiga, já madura, senhora, de pouco mais de cinquenta anos. Cabelos negros, olhar hospitaleiro, firme, fraternal. Transparente. De feição espontaneamente gentil. Muito suave.
Manifestei minha análise, minha falta de luz, ou seja, a não capacidade de encontrar razão, perante o que eu sentia pelo que vi.
Com naturalidade, calma e sem rodeios, ela começou a me contar... Que todas as coisas tem utilidade, e que a de uma flor é enfeitar, trazer beleza... Que as flores tem um tempo de vida efêmero, e que elas passam esse tempo com uma utilidade quase que máxima, quando postas em locais em que não estariam por natureza. Me contou que para as flores era uma honra poder estar em ambientes bons, com pessoas boas e além de tudo, sendo úteis ali. As flores... Era como se ficassem felizes por passar o seu curto tempo de vida, singelo, estando e sendo flores onde naturalmente flores não se fazem presentes para encantar quaisquer olhos.
Senti que uma vida na roseira podia parecer o melhor para uma rosa, mas na verdade a roseira também podia ser uma vida comum, em escalas humanas, quase que uma zona de conforto, para essa mesma, rosa.
Pensei em nós, pessoas. No quanto defendemos a agarramo-nos à nossa natureza, às nossas roseiras. Mesmo com tantos lugares e tantos caminhos precisando de quem sinta vontade de ser útil, precisando de quem se doe, de quem deixe o dia, a noite, um instante, que seja, mais bonito. Precisando de quem traga a própria beleza - a própria característica, pessoal, quase sempre interior, que lhe torna belo.
Pode ser a beleza do jeito que você é. Você pode ser lírio, ou girassol. Só precisa ser você. Só precisa reconhecer que não tem nada de errado em seguir a vida, talvez comum, que a sua versão de roseira te ofereça. Mas que você pode extrair, ser, mais do próprio potencial, se buscar existir em um lugar onde não haja ainda flor alguma.
Achei belíssimo.
A amiga, senhora, que com aquelas palavras, mostrou, na realidade, ter coração de moça - delicado, diligente e dócil - coincidentemente, chamava-se Rosa.
Compreendi, então, agora, quando me diziam que a natureza é perfeita. Ela, sem as faculdades mentais das quais nos orgulhamos tanto ter à nossa disposição, sabe mais que nós ser exemplo - absoluto - de altruísmo, de objetivo... De razão de existência.
As flores têm muito a ensinar. E, depois disso, sei que elas sempre estarão cumprindo seu papel e oferecendo, apresentando, inúmeros exemplos, pra qualquer um, sem seleção, sem fazer distinções, que queira aprender. E que o farão com toda a graça, respeito, generosidade, sutileza e perfeição, que só a natureza têm.
Ou melhor... Que, pelo menos, por hora, só a natureza É.
Tudo bem. Bonito, verdadeiro.
Aí, um tempo depois dessa leitura, me vi num local bom. Bom. Sem ilusões, sem ardilosidade, sem nenhuma intenção além da que era honestamente expressada. Local bom, era local sem segundas intenções. Local com pessoas boas - gente do bem. Gente que conhecia ciências. Matemática, psicologia, geografia, dança, medicina, engenharias, literatura, física quântica, história... Gente que conhecia características admiráveis, ouso dizer que exemplares, de culturas distintas, e diversas, mundo afora. Gente que conhecia alguns estudiosos, alguns pensadores... Einstein, Confúcio, Jung.
Gente que conhecia Cristo, também Buda, aliás.
E vi uma rosa. Logo ali, na mesa de uma das salas do local. Branca. Linda.
Mas fiquei intrigada. Como poderiam eles, aquela gente, boa, que tinha acesso a tanta grandiosidade nos conhecimentos ensinados ali, apenas gostar de uma flor?
Como poderiam, eles, a terem arrancado?
Pois é.
Bagunçou, por um momento, ou dois, a minha clareza a respeito do local, das pessoas, da situação em si. Teriam eles cometido um erro, um descuido? Estaria eu ignorando alguma sabedoria que, na verdade, eles tinham e eu desconhecia?
Quis compreender. Questionei.
Fui até uma das salas onde pessoas de maior autoridade intelectual estavam. Eu sabia, confiava, que ali eu encontraria uma resposta para a dúvida.
Ao entrar, fui recepcionada por uma amiga, já madura, senhora, de pouco mais de cinquenta anos. Cabelos negros, olhar hospitaleiro, firme, fraternal. Transparente. De feição espontaneamente gentil. Muito suave.
Manifestei minha análise, minha falta de luz, ou seja, a não capacidade de encontrar razão, perante o que eu sentia pelo que vi.
Com naturalidade, calma e sem rodeios, ela começou a me contar... Que todas as coisas tem utilidade, e que a de uma flor é enfeitar, trazer beleza... Que as flores tem um tempo de vida efêmero, e que elas passam esse tempo com uma utilidade quase que máxima, quando postas em locais em que não estariam por natureza. Me contou que para as flores era uma honra poder estar em ambientes bons, com pessoas boas e além de tudo, sendo úteis ali. As flores... Era como se ficassem felizes por passar o seu curto tempo de vida, singelo, estando e sendo flores onde naturalmente flores não se fazem presentes para encantar quaisquer olhos.
Senti que uma vida na roseira podia parecer o melhor para uma rosa, mas na verdade a roseira também podia ser uma vida comum, em escalas humanas, quase que uma zona de conforto, para essa mesma, rosa.
Pensei em nós, pessoas. No quanto defendemos a agarramo-nos à nossa natureza, às nossas roseiras. Mesmo com tantos lugares e tantos caminhos precisando de quem sinta vontade de ser útil, precisando de quem se doe, de quem deixe o dia, a noite, um instante, que seja, mais bonito. Precisando de quem traga a própria beleza - a própria característica, pessoal, quase sempre interior, que lhe torna belo.
Pode ser a beleza do jeito que você é. Você pode ser lírio, ou girassol. Só precisa ser você. Só precisa reconhecer que não tem nada de errado em seguir a vida, talvez comum, que a sua versão de roseira te ofereça. Mas que você pode extrair, ser, mais do próprio potencial, se buscar existir em um lugar onde não haja ainda flor alguma.
Achei belíssimo.
A amiga, senhora, que com aquelas palavras, mostrou, na realidade, ter coração de moça - delicado, diligente e dócil - coincidentemente, chamava-se Rosa.
Compreendi, então, agora, quando me diziam que a natureza é perfeita. Ela, sem as faculdades mentais das quais nos orgulhamos tanto ter à nossa disposição, sabe mais que nós ser exemplo - absoluto - de altruísmo, de objetivo... De razão de existência.
As flores têm muito a ensinar. E, depois disso, sei que elas sempre estarão cumprindo seu papel e oferecendo, apresentando, inúmeros exemplos, pra qualquer um, sem seleção, sem fazer distinções, que queira aprender. E que o farão com toda a graça, respeito, generosidade, sutileza e perfeição, que só a natureza têm.
Ou melhor... Que, pelo menos, por hora, só a natureza É.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Feminista?
Você não é feminista por depilar, ou não, qualquer parte do seu corpo.
Você não é feminista por fazer protesto mostrando os seios.
Você não é feminista por se denominar vagabunda, com orgulho.
Você não é feminista por pegar geral nas festas.
Você não é feminista por não colaborar com a limpeza e organização da própria casa.
Você não é feminista por não cozinhar para a sua família ou amigos.
Você não é feminista por ser lésbica ou bissexual.
Você não é feminista quando não deixa um cara abrir a porta do carro pra você.
Você não é feminista por não saber receber quaisquer tipo de atitude que carregue cavalheirismo.
Você não é feminista por não gostar de usar maquiagem ou sapatos de salto alto.
Você não é feminista por ter pintado o cabelo de uma cor incomum.
Você não é feminista quando faz textão no Facebook desmerecendo mulheres que vivem de uma forma diferente do que você seria feliz vivendo. O feminismo não condena.
Você é feminista quando estuda ou trabalha pra caramba, visando alcançar a conquista da própria independência - mental, financeira.
Você é feminista quando se veste da forma que lhe convém e que te agrada, mas compreendendo que existem conveniências, eventos, entrevistas de emprego, formalidades etc, e que isso é natural, para os homens também.
Você é feminista quando você sabe - através de estudo profundo de conceitos e observação de exemplos reais - o que é machismo.
Você é feminista quando sabe que os homens também sofrem com o machismo.
Que homem quer ouvir que chorar e ter sensibilidade é coisa de viado, ou "de mulherzinha"? Que homem quer ouvir que gostar das estampas e roupas que ele gosta é coisa de "bicha"? Que homem quer ser olhado mal, como se fosse burro, pelos colegas de trabalho, por ser fiel ao seu casamento mesmo com a secretaria gostosa dando mole pra ele? Que homem quer ser visto como "menos homem" por gostar de brincar com os filhos ao invés de passar horas intermináveis no happy hour? Quem inventou essa figura animal, frívola, como referência de "homem de verdade"? Que tipo de homem é esse? É um homem feliz? É um homem que se sente no direito de ser próximo da própria identidade independentemente do que a sociedade diz que ele deveria fazer e sentir? Ele tem consciência que tem identidade? Esse homem sente plenitude? Ele sente segurança? Ele é senhor da própria vida? Ou é só mais uma marionete na sociedade, e que além de ser marionete, nem sabe quem está manuseando as cordas? É rei de si, ou está condicionado, como um peixe morto em correnteza de água, sem voz, sem existência individual?
Daria para citar mais infinitos exemplos de situações em que o machismo interfere, sem benefício nenhum, como muitas pessoas pensam, na vida dos homens.
O machismo não é bom para as mulheres. O machismo não é bom para os homens. O machismo não é bom, para ninguém.
Você é feminista quando não condiciona para quê outras meninas você oferece ombro amigo.
Você é feminista quando não condena outra mulher simplesmente por ela ter uma beleza mais próxima dos padrões estéticos.
Você é feminista quando não xinga a atual namorada do seu ex, do que quer que seja, mas sim simplesmente respeita, nem se refere a ela.
Você é feminista quando o bem estar de outra mulher é maior que seu ego ou sua necessidade de autoafirmação.
Você é feminista quando você apoia os sonhos das suas amigas.
Você é feminista quando você não tem vergonha nenhuma em falar que se masturba. Por que teria?
Você é feminista quando conversa (que seja com si mesma) sobre sexo sem vitimismo ou sentimento de culpa.
Você é feminista quando se permite sentir prazer, nos limites e preferências que você propõe pra você própria.
Você é feminista quando aceita dividir as contas com seu parceiro.
Você é feminista quando quer dividir as contas com o seu parceiro.
Você é feminista quando se destaca na sua carreira, por mérito seu, de ter ido atrás e se dedicado naquilo em que você ganhou holofotes.
Você é feminista quando dá carona para aquela moça da sua classe na faculdade que não tem nada em comum com você além de ter educação e concordar em ser justo, normal, dividir contigo o valor da gasolina do carro, pois quem é feminista é feminista sem olhar a quem.
Você é feminista quando discute com essa moça com quem você divide a utilidade do seu carro, por um motivo banal qualquer de debate em sala, mas nem te passa pela cabeça deixar de dar carona pra ela e sujeitá-la a andar a pé ou de ônibus sozinha a noite.
Você é feminista quando rachar a grana da gasolina basta pra você dar uma carona, você é feminista quando você não precisa se sentir amiga, íntima, de outra mulher pra se importar em como ela vai pra casa depois da aula.
Você é feminista quando é mais importante pra você saber que tem uma irmã a menos passando pelo risco de ser assaltada, sequestrada ou estuprada nas ruas do que ter uma irmã que concorda com tudo o que você pensa.
Pois ser feminista é entender de corpo e alma que nós somos, todas, com todas as nossas diferenças - étnicas, sociais, culturais e pessoais - irmãs, e, ser feminista, é entender que irmãs também brigam.
Ser feminista não é estar feminista, não depende de circunstância nenhuma.
Ser feminista é ser feminismo.
É ser, por exemplo de conduta, a própria causa.
Você é feminista?
Você não é feminista por fazer protesto mostrando os seios.
Você não é feminista por se denominar vagabunda, com orgulho.
Você não é feminista por pegar geral nas festas.
Você não é feminista por não colaborar com a limpeza e organização da própria casa.
Você não é feminista por não cozinhar para a sua família ou amigos.
Você não é feminista por ser lésbica ou bissexual.
Você não é feminista quando não deixa um cara abrir a porta do carro pra você.
Você não é feminista por não saber receber quaisquer tipo de atitude que carregue cavalheirismo.
Você não é feminista por não gostar de usar maquiagem ou sapatos de salto alto.
Você não é feminista por ter pintado o cabelo de uma cor incomum.
Você não é feminista quando faz textão no Facebook desmerecendo mulheres que vivem de uma forma diferente do que você seria feliz vivendo. O feminismo não condena.
Você é feminista quando estuda ou trabalha pra caramba, visando alcançar a conquista da própria independência - mental, financeira.
Você é feminista quando se veste da forma que lhe convém e que te agrada, mas compreendendo que existem conveniências, eventos, entrevistas de emprego, formalidades etc, e que isso é natural, para os homens também.
Você é feminista quando você sabe - através de estudo profundo de conceitos e observação de exemplos reais - o que é machismo.
Você é feminista quando sabe que os homens também sofrem com o machismo.
Que homem quer ouvir que chorar e ter sensibilidade é coisa de viado, ou "de mulherzinha"? Que homem quer ouvir que gostar das estampas e roupas que ele gosta é coisa de "bicha"? Que homem quer ser olhado mal, como se fosse burro, pelos colegas de trabalho, por ser fiel ao seu casamento mesmo com a secretaria gostosa dando mole pra ele? Que homem quer ser visto como "menos homem" por gostar de brincar com os filhos ao invés de passar horas intermináveis no happy hour? Quem inventou essa figura animal, frívola, como referência de "homem de verdade"? Que tipo de homem é esse? É um homem feliz? É um homem que se sente no direito de ser próximo da própria identidade independentemente do que a sociedade diz que ele deveria fazer e sentir? Ele tem consciência que tem identidade? Esse homem sente plenitude? Ele sente segurança? Ele é senhor da própria vida? Ou é só mais uma marionete na sociedade, e que além de ser marionete, nem sabe quem está manuseando as cordas? É rei de si, ou está condicionado, como um peixe morto em correnteza de água, sem voz, sem existência individual?
Daria para citar mais infinitos exemplos de situações em que o machismo interfere, sem benefício nenhum, como muitas pessoas pensam, na vida dos homens.
O machismo não é bom para as mulheres. O machismo não é bom para os homens. O machismo não é bom, para ninguém.
Você é feminista quando não condiciona para quê outras meninas você oferece ombro amigo.
Você é feminista quando não condena outra mulher simplesmente por ela ter uma beleza mais próxima dos padrões estéticos.
Você é feminista quando não xinga a atual namorada do seu ex, do que quer que seja, mas sim simplesmente respeita, nem se refere a ela.
Você é feminista quando o bem estar de outra mulher é maior que seu ego ou sua necessidade de autoafirmação.
Você é feminista quando você apoia os sonhos das suas amigas.
Você é feminista quando você não tem vergonha nenhuma em falar que se masturba. Por que teria?
Você é feminista quando conversa (que seja com si mesma) sobre sexo sem vitimismo ou sentimento de culpa.
Você é feminista quando se permite sentir prazer, nos limites e preferências que você propõe pra você própria.
Você é feminista quando aceita dividir as contas com seu parceiro.
Você é feminista quando quer dividir as contas com o seu parceiro.
Você é feminista quando se destaca na sua carreira, por mérito seu, de ter ido atrás e se dedicado naquilo em que você ganhou holofotes.
Você é feminista quando dá carona para aquela moça da sua classe na faculdade que não tem nada em comum com você além de ter educação e concordar em ser justo, normal, dividir contigo o valor da gasolina do carro, pois quem é feminista é feminista sem olhar a quem.
Você é feminista quando discute com essa moça com quem você divide a utilidade do seu carro, por um motivo banal qualquer de debate em sala, mas nem te passa pela cabeça deixar de dar carona pra ela e sujeitá-la a andar a pé ou de ônibus sozinha a noite.
Você é feminista quando rachar a grana da gasolina basta pra você dar uma carona, você é feminista quando você não precisa se sentir amiga, íntima, de outra mulher pra se importar em como ela vai pra casa depois da aula.
Você é feminista quando é mais importante pra você saber que tem uma irmã a menos passando pelo risco de ser assaltada, sequestrada ou estuprada nas ruas do que ter uma irmã que concorda com tudo o que você pensa.
Pois ser feminista é entender de corpo e alma que nós somos, todas, com todas as nossas diferenças - étnicas, sociais, culturais e pessoais - irmãs, e, ser feminista, é entender que irmãs também brigam.
Ser feminista não é estar feminista, não depende de circunstância nenhuma.
Ser feminista é ser feminismo.
É ser, por exemplo de conduta, a própria causa.
Você é feminista?
sexta-feira, 5 de maio de 2017
A vida sem "mas"
A vida não estava em seu momento mais generoso.
Não de diversão e tranquilidade.
Ela pensava disciplinadamente em cursar medicina, mas sempre ouvia alguém sugerindo que ela se dedicasse para a comunicação social.
Ela via seis (de sete) amigos falando bem do cara com quem ela estava trocando mensagens, e quinzenalmente, beijos, durante a noite. Mas via um cara desse grupo de amigos olhando pra ela como quem quer dar no outro um abraço, e lhe mandando beijos discreta e carinhosamente durante as performances dela no karaokê, não lhe desgrudava o olhar. Isso chamava sua atenção.
Ela sentia saudades enormes do pai, mas não parecia ser recíproco, então ela escolhia o silêncio ao invés de se manifestar de qualquer maneira, não queria ser inconveniente.
Ela queria viajar pra ver os avós. Pra ver o mar. Queria mais liberdade de ir e vir, de viajar.
Ela queria morar sozinha, mas ainda faltava quase um ano para estar em outra cidade, para ser universitária.
Ela amava Curitiba. E amava São Paulo. Não morava em nenhuma das cidades em que seu coração vibrava.
Ela queria não querer que tantas coisas estivessem diferentes.
Mas ela se compreendia, não era uma mulher madura ou um ser humano pleno em luz e sabedoria, ainda estava aprendendo a gratidão.
E, mesmo ela fazendo seu papel, também devia deixar o Tempo fazer o dele.
Não de diversão e tranquilidade.
Ela pensava disciplinadamente em cursar medicina, mas sempre ouvia alguém sugerindo que ela se dedicasse para a comunicação social.
Ela via seis (de sete) amigos falando bem do cara com quem ela estava trocando mensagens, e quinzenalmente, beijos, durante a noite. Mas via um cara desse grupo de amigos olhando pra ela como quem quer dar no outro um abraço, e lhe mandando beijos discreta e carinhosamente durante as performances dela no karaokê, não lhe desgrudava o olhar. Isso chamava sua atenção.
Ela sentia saudades enormes do pai, mas não parecia ser recíproco, então ela escolhia o silêncio ao invés de se manifestar de qualquer maneira, não queria ser inconveniente.
Ela queria viajar pra ver os avós. Pra ver o mar. Queria mais liberdade de ir e vir, de viajar.
Ela queria morar sozinha, mas ainda faltava quase um ano para estar em outra cidade, para ser universitária.
Ela amava Curitiba. E amava São Paulo. Não morava em nenhuma das cidades em que seu coração vibrava.
Ela queria não querer que tantas coisas estivessem diferentes.
Mas ela se compreendia, não era uma mulher madura ou um ser humano pleno em luz e sabedoria, ainda estava aprendendo a gratidão.
E, mesmo ela fazendo seu papel, também devia deixar o Tempo fazer o dele.
O negócio, meu bem, é que não é.
Você tem um papo ótimo.
Um bom senso de humor.
Um bom coração, já pude sentir.
Bons braços, boas mãos, abraça gostosamente, me puxa pra perto de você.
Boas (admiráveis) ambições.
Uma vida acadêmica invejável, de tirar o chapéu.
Uma boa referência de estrutura familiar - acho bonito de ver.
Uma vida acadêmica invejável, de tirar o chapéu.
Uma boa referência de estrutura familiar - acho bonito de ver.
Boa conduta em relação a o que foi seu passado e a o que é seu presente.
Tem um beijo gostoso.
Tem também um corpo gostoso. Ai, ai, ai...
Você é bom.
Todo bom.
É objetivo, prestativo, generoso, acho que muitas vezes nem percebe, pra você é natural.
Eu gosto de você.
Meus amigos gostam de você.
Meus amigos gostam de você.
Minha vó disse que você tem uma "carinha boa", ela sentiu carisma.
Para muitos - pra não dizer todos - olhos que voltam o olhar pra nós dois, está tudo bom e tão certo, a gente combina demais.
Mas o negócio, meu bem, é que eu sinto que você não me conhece.
O negócio, meu bem, é que você tem tudo. Menos olhos, pra olhar pra mim e me enxergar, me reconhecer, da forma que eu sou - tanto que nem percebe que o faz. Ou melhor, que o deixa de fazer.
E não tem erro, problema ou tristeza alguma nisso. Diferenças, formas diferentes de falar a mesma língua, a do amor, se esbarram e cruzam caminhos o tempo todo na vida de qualquer e toda pessoa.
Só não tem também, nós.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
domingo, 16 de abril de 2017
Liberdade tem tudo a ver com (respectivamente) respeito e compreensão.
Se ela considerava até mesmo qualquer desconhecido merecedor de liberdade, imagina as pessoas por quem o seu coração batia.
domingo, 9 de abril de 2017
Pai que nunca se sentiu filho
Ele não teve riso leve, cumplicidade, gentileza, respeito, privacidade ou relações em que os outros o encontravam na metade do caminho.
Os pilares, os, eram carregados ambos, por ele.
Ele sempre teve que se preocupar em ser maduro.
Em ser completamente responsável por si, pela consequência de qualquer palavra, silêncio ou ação, na raça.
Em saber relevar.
Em motivar e cativar a si mesmo independente da opinião de seus familiares.
Em ser sensatez durante discussões.
Em aprender a orientar e aconselhar à si mesmo.
Em ter uma idade mental maior comparada à idade do corpo.
Em autoafirmar a própria existência e necessidades para não lhe faltar nada, para não esquecerem de serem justos, inclusivos, com ele.
Em deixar a inocência, de brincar e ser ele mesmo, num cantinho dentro de si reservado para, não muitas, selecionadas pessoas de luz.
Em, antes de absorver uma dura crítica sobre si e a ter como verdade, observar da boca de quem ela saía.
Em olhar com compreensão e fraternidade pra quem o machucava, fisicamente ou não, por não estar feliz consigo próprio.
Lembrava de situações assim desde os seus cinco anos.
Cresceu.
O corpo começou a aparentar a idade que a mente já tinha conquistado precocemente, mas sem deixar de acompanhar os novos aprendizados que moldavam sua fibra moral.
Estudou, passou no vestibular.
Fez, deliciosamente e absolutamente consensualmente, bagunça com algumas moças que também queriam bagunçar.
Se formou na faculdade.
Se apaixonou.
Estudou, prestou um concurso.
Perdoou sua família pela consciência que eles não tiveram (por serem humanos, como ele).
Foi aprovado no concurso na segunda vez que o prestou. E se tornou juiz no tribunal regional numa cidade linda, a mesma em que viu o mar pela primeira vez.
Casou com a metade do seu coração.
Teve uma festa de casamento maravilhosa, regada à bom gosto, boa música, e de salão cheio de amigos de alma. Sua noiva estava explodindo de felicidade, ambos estavam. Vitoriosos, caminhando e, agora, de alianças de ouro. Juntos.
Teve dificuldades emocionais em assistir alguns casos no trabalho. Chorou numa noite, refletiu sobre aquela situação.
Teve outros dias melhores.
Chegou em casa com a mesa posta com velas e um elegante jantar, e em seguida a esposa, maluca, apareceu correndo ao seu encontro, de moletom, rabo de cavalo e sorriso no rosto. E, tirando a parte do sorriso (já íntimo e freguês das feições do rosto dela), a cena foi o paradoxo mais coerente que ele já tinha visto. Soube que era pai de um neném que estava a caminho.
Tirou um aprendizado daquele dia, há um tempo atrás no trabalho, que o tinha feito chorar. Seguiu em frente, com mais compreensão.
Comprou roupinhas de bebê. Ficou espantado com os valores de carrinho e de berço, se incomodou. Mas, já babão, comprou sem dar prioridade para os preços.
O amor da sua vida trouxe pro mundo uma menininha, que tinha os pés parecidos com os dele, tinha também seu queixo e cor de cabelo. Já os olhos, escuros, como os da mãe.
Ela cresceu, mostrou ter senso de justiça como o pai, discrição na vida pessoal como a mãe e um senso de humor que, meu Deus, era só dela.
Na sua festa de quinze anos (que ela só ouviu do pai que aconteceria depois de uma manhã atolada de processos e, em seguida, uma noite bem dormida e um generoso café da manhã) manifestou sentimentos que comoveram o coração do seu gordinho. E de todos da festa. O juiz sabia que era uma pessoa cheia de características pra melhorar. Mas ele nunca soube de forma tão clara, como naquela noite, que estava indo bem como ser humano, como exemplo de marido, como pai. Antes da valsa que dançaram, em um discurso surpresa preparado por ela, a menina de olhos castanhos se referiu a ele como Lealdade, Generosidade, Paciência, Amizade, Disciplina, Respeito e Amor. Ele chorou, tentou disfarçar mas não teve por onde, se ele era tudo isso, então ele se viu pai de uma pequena mulher que era a Gratidão.
Fez uma segunda lua de mel com a esposa pra comemorar os vinte anos desde a noite de núpcias.
Levou os pais pra um cruzeiro na costa brasileira, eles ainda não tinha estado em alto mar, e adoraram as férias, divertiram-se.
Ao longo dos anos, viu-se reconhecido por uma reputação invejável no seu ramo profissional, sendo admirado por características como perspicácia, discernimento e incorruptibilidade.
Pouco antes dos sessenta, se permitiu fazer um trabalho voluntário durante uma semana de férias, plantando árvores e servindo sopa em uma periferia, seu amor o acompanhou. Foi indescritível.
Sentiu Deus. Conheceu com consciência e calma a existência inegável e inata da empatia e da bondade vivas dentro de seu peito.
Passou por um caso durante o trabalho que o fez lembrar dos radicais e pesados mal entendidos que já teve em casa, quando mais novo, sem que as recordações lhe causassem desconforto.
Ficou feliz com quem ele era, por ter construído-se, pela determinação que teve, pelas escolhas que fez e principalmente pelo que se propôs (des)aprender. Pelos erros que não repetiu, os de si mesmo e os que aprendeu com outros durante os anos de interações sociais e convívios. Não tinha acatado o papel que lhe foi dado pelos seus pais e irmãos mais velhos, acreditou em si mesmo, em sua individualidade, acreditou na possibilidade de haver uma vida diferente, um ele mesmo diferente, aceitou não ser vítima de uma medíocre e comum história de egoísmo dentro de casa, como tem milhões mundo afora (onde todos se acham muito únicos, sofredores e especiais).
Agradeceu a si mesmo por nunca ter negado o que a vida lhe trouxe e lhe exigiu, pois ele era um homem pleno, amava a família, que se sentia amada por ele em cada atitude, era leal aos seus princípios, era respeitável, humilde, presente e dedicado na carreira, tinha grandes amigos e uma vida social levada e vivida muito gostosamente. Provou durante sua caminhada emoções e sentimentos boníssimos, se sentia abençoado
Era verdadeiramente feliz, era peça rara por aí.
Não era um homem negligente. Nunca desistiu, nunca abandonou, nunca desprezou. Não teve preguiça de se adaptar à vida, de aprender a ser feliz, de aprender a amar. De assimilar a imensa alegria e valor que tem na vida de um indivíduo que entende, e doa, o altruísmo e a contemporização.
Faleceu aos 94, deixando saudade para amigos da vida pessoal e da belíssima, honrada, vida no Direito, sendo amado incondicionalmente pela esposa, pelos filhos (sim, ele ganhou um filho quando conheceu, e adorou conhecer, seu genro) e pelos três netos, é, ele tinha amado incondicionalmente.
Nenhuma falta dos outros justifica o que não somos. Ao menos no coração, na vida pessoal, bom, como seres humanos, a gente sempre pode, e vai ser, quem quisermos ser.
Os pilares, os, eram carregados ambos, por ele.
Ele sempre teve que se preocupar em ser maduro.
Em ser completamente responsável por si, pela consequência de qualquer palavra, silêncio ou ação, na raça.
Em saber relevar.
Em motivar e cativar a si mesmo independente da opinião de seus familiares.
Em ser sensatez durante discussões.
Em aprender a orientar e aconselhar à si mesmo.
Em ter uma idade mental maior comparada à idade do corpo.
Em autoafirmar a própria existência e necessidades para não lhe faltar nada, para não esquecerem de serem justos, inclusivos, com ele.
Em deixar a inocência, de brincar e ser ele mesmo, num cantinho dentro de si reservado para, não muitas, selecionadas pessoas de luz.
Em, antes de absorver uma dura crítica sobre si e a ter como verdade, observar da boca de quem ela saía.
Em olhar com compreensão e fraternidade pra quem o machucava, fisicamente ou não, por não estar feliz consigo próprio.
Lembrava de situações assim desde os seus cinco anos.
Cresceu.
O corpo começou a aparentar a idade que a mente já tinha conquistado precocemente, mas sem deixar de acompanhar os novos aprendizados que moldavam sua fibra moral.
Estudou, passou no vestibular.
Fez, deliciosamente e absolutamente consensualmente, bagunça com algumas moças que também queriam bagunçar.
Se formou na faculdade.
Se apaixonou.
Estudou, prestou um concurso.
Perdoou sua família pela consciência que eles não tiveram (por serem humanos, como ele).
Foi aprovado no concurso na segunda vez que o prestou. E se tornou juiz no tribunal regional numa cidade linda, a mesma em que viu o mar pela primeira vez.
Casou com a metade do seu coração.
Teve uma festa de casamento maravilhosa, regada à bom gosto, boa música, e de salão cheio de amigos de alma. Sua noiva estava explodindo de felicidade, ambos estavam. Vitoriosos, caminhando e, agora, de alianças de ouro. Juntos.
Teve dificuldades emocionais em assistir alguns casos no trabalho. Chorou numa noite, refletiu sobre aquela situação.
Teve outros dias melhores.
Chegou em casa com a mesa posta com velas e um elegante jantar, e em seguida a esposa, maluca, apareceu correndo ao seu encontro, de moletom, rabo de cavalo e sorriso no rosto. E, tirando a parte do sorriso (já íntimo e freguês das feições do rosto dela), a cena foi o paradoxo mais coerente que ele já tinha visto. Soube que era pai de um neném que estava a caminho.
Tirou um aprendizado daquele dia, há um tempo atrás no trabalho, que o tinha feito chorar. Seguiu em frente, com mais compreensão.
Comprou roupinhas de bebê. Ficou espantado com os valores de carrinho e de berço, se incomodou. Mas, já babão, comprou sem dar prioridade para os preços.
O amor da sua vida trouxe pro mundo uma menininha, que tinha os pés parecidos com os dele, tinha também seu queixo e cor de cabelo. Já os olhos, escuros, como os da mãe.
Ela cresceu, mostrou ter senso de justiça como o pai, discrição na vida pessoal como a mãe e um senso de humor que, meu Deus, era só dela.
Na sua festa de quinze anos (que ela só ouviu do pai que aconteceria depois de uma manhã atolada de processos e, em seguida, uma noite bem dormida e um generoso café da manhã) manifestou sentimentos que comoveram o coração do seu gordinho. E de todos da festa. O juiz sabia que era uma pessoa cheia de características pra melhorar. Mas ele nunca soube de forma tão clara, como naquela noite, que estava indo bem como ser humano, como exemplo de marido, como pai. Antes da valsa que dançaram, em um discurso surpresa preparado por ela, a menina de olhos castanhos se referiu a ele como Lealdade, Generosidade, Paciência, Amizade, Disciplina, Respeito e Amor. Ele chorou, tentou disfarçar mas não teve por onde, se ele era tudo isso, então ele se viu pai de uma pequena mulher que era a Gratidão.
Fez uma segunda lua de mel com a esposa pra comemorar os vinte anos desde a noite de núpcias.
Levou os pais pra um cruzeiro na costa brasileira, eles ainda não tinha estado em alto mar, e adoraram as férias, divertiram-se.
Ao longo dos anos, viu-se reconhecido por uma reputação invejável no seu ramo profissional, sendo admirado por características como perspicácia, discernimento e incorruptibilidade.
Pouco antes dos sessenta, se permitiu fazer um trabalho voluntário durante uma semana de férias, plantando árvores e servindo sopa em uma periferia, seu amor o acompanhou. Foi indescritível.
Sentiu Deus. Conheceu com consciência e calma a existência inegável e inata da empatia e da bondade vivas dentro de seu peito.
Passou por um caso durante o trabalho que o fez lembrar dos radicais e pesados mal entendidos que já teve em casa, quando mais novo, sem que as recordações lhe causassem desconforto.
Ficou feliz com quem ele era, por ter construído-se, pela determinação que teve, pelas escolhas que fez e principalmente pelo que se propôs (des)aprender. Pelos erros que não repetiu, os de si mesmo e os que aprendeu com outros durante os anos de interações sociais e convívios. Não tinha acatado o papel que lhe foi dado pelos seus pais e irmãos mais velhos, acreditou em si mesmo, em sua individualidade, acreditou na possibilidade de haver uma vida diferente, um ele mesmo diferente, aceitou não ser vítima de uma medíocre e comum história de egoísmo dentro de casa, como tem milhões mundo afora (onde todos se acham muito únicos, sofredores e especiais).
Agradeceu a si mesmo por nunca ter negado o que a vida lhe trouxe e lhe exigiu, pois ele era um homem pleno, amava a família, que se sentia amada por ele em cada atitude, era leal aos seus princípios, era respeitável, humilde, presente e dedicado na carreira, tinha grandes amigos e uma vida social levada e vivida muito gostosamente. Provou durante sua caminhada emoções e sentimentos boníssimos, se sentia abençoado
Era verdadeiramente feliz, era peça rara por aí.
Não era um homem negligente. Nunca desistiu, nunca abandonou, nunca desprezou. Não teve preguiça de se adaptar à vida, de aprender a ser feliz, de aprender a amar. De assimilar a imensa alegria e valor que tem na vida de um indivíduo que entende, e doa, o altruísmo e a contemporização.
Faleceu aos 94, deixando saudade para amigos da vida pessoal e da belíssima, honrada, vida no Direito, sendo amado incondicionalmente pela esposa, pelos filhos (sim, ele ganhou um filho quando conheceu, e adorou conhecer, seu genro) e pelos três netos, é, ele tinha amado incondicionalmente.
Nenhuma falta dos outros justifica o que não somos. Ao menos no coração, na vida pessoal, bom, como seres humanos, a gente sempre pode, e vai ser, quem quisermos ser.
sábado, 8 de abril de 2017
Última carta de uma cigana.
Nada do que eu fiz foi pra te magoar. Muita gente aí fala, e demais, sem saber. E eu sei que foram dizer maldizeres sobre minhas escolhas e minha vida também pra você, sei que eles sabem pouco sobre minha história e minhas histórias, mesmo ignorando isso na hora de emitir boatos. Mas você os ouve, pois não estou ai pra você saber a verdade, saberia só de olhar pra mim te olhando.
Eu sabia o tempo todo o que eu sentia e nunca duvidei de estar apaixonada por você, um segundo que fosse.
Quando ele me pediu em casamento e eu aceitei, sorri pra ele, da boca pra fora, não do peito pra dentro. Fiquei em pânico. Fui pro banho depois de dizer sim ao pedido, e debaixo do chuveiro fiquei apática, de boca fechada e coração gritando. Você me veio na cabeça instantaneamente, imediatamente.
Eu sabia que estava errando.
Eu sabia que estava sendo desleal ao meu sentimento, a mim mesma.
Desleal a você, que eu soube, desde aquela viagem, que eu o amo tanto, e que é recíproco, e que a gente nem precisava expressamente dizer um pro outro pra saber. Você me ensinou o quanto palavras podem ser dispensáveis.
Eu sabia que ia tirar a mim mesma dos trilhos certos se fosse morar com ele.
E mesmo tendo tão claro o meu amor, que não era por aquele que se ajoelhou pra mim, eu não consegui recusar. Estava sozinha, sem o apoio dos meus pais, como é desde que sou pequena de tamanho e de sentimentos maduros, e isso afetou meu juízo. Aprendi nessa experiência que devo fazer somente aquilo que eu faria se me sentisse completamente amparada pelos meus pais, isso me devolve à razão, fico mais sensata e coerente com os desejos que brotam dentro de mim, compreendo se realmente quero algo ou se na verdade era uma busca pra compensar algum vazio, pensar assim é como reencontrar minha identidade.
Eu sinto, meu amor, que pelo que eu manifesto sobre minhas ideias sobre o mundo e seus conceitos, as pessoas me superestimam e esquecem-se da minha oscilação entre sabedoria e humanidade, frágil, que pede colo, ombro amigo e conselhos fraternais.
Você foi a única alma além da minha que enxergou minha vulnerabilidade sem condenações ou mal entendidos, que compreendeu que minha força não era sinônimo de autossuficiência, mas sim apenas momentos de força, de garra, coragem. Momentos.
Quando você me abraça me sinto inteira, sem cacos, de alma não aos pedaços, mas sendo totalidade, sendo pura luz.
E isso é um absurdo. Meu coração pode ter a idade da minha existência mas meu corpo e mente desta vida são muito novos pra não morrer de saudade de te ter por perto, nem que seja pra conversar contigo pelos olhos, como a gente sabe tão naturalmente, tão bem, fazer. Não posso hoje nem olhar braba pra você por saber que você está brabo comigo e preferiu sumir ao me falar. É ridículo, pois apesar desse pesar que sentir a sua falta me traz, eu tenho consciência suficiente pra saber que agora não é lugar nem hora pra gente viver juntos dentro do nosso abraço que, de dois, vai pra o quê se torna apenas um.
Eu entendo que o Universo é justo, e confio nele pra saber que se nossos corações e desejos diante da Vida estiverem ainda condizentes a gente vai se encontrar, de forma bem mais propícia e simples, sem limitações ou dependências externas para os nossos caminhos se cruzarem.
Mas até lá, meu amor, saudade.
Eu, que sou cigana e sou apaixonada pelo riso e pela dança de alma nua, expelindo e expressando prazer e sentimento pra qualquer amigo que esteja tocando o pandeiro ou feirante que caminhe pelas ruas, perdi a vontade de banalizar o acontecimento de um beijo, ou a intenção de um olhar. Não banalizo mais, nem pra fazer graça ou charme.
Graça? Não há mais graça em brincar depois de conhecer alguém que se leva a sério e leva a gente a sério. Alguém que quer da Vida e de si mesmo os mesmos desejos que existem comigo em meu coração. Que coisa você fez. Quem diria que tanta calma e respeito podiam virar tudo de cabeça pra baixo no mundo de alguém.
Agora não danço mais, não beijo sem sentir amor e não abraço qualquer amigo que não esteja entre os amigos que são meus irmãos.
Não sei mais se sou ainda cigana, se cigana é aquela que dança, faz joguinho, rouba e encanta rindo, emanando leveza e ar maroto sem seleção a quem, se só sei ser cigana agora com você, se quero ser cigana só para você. De moça que um dia foi cigana, despreocupada e rindo a toa, achando graça em seduzir, virei mulher.
Ah Deus, energia essa a sua, tão sua... Poderosa, doando calor, pertencente a quem você é. Energia que invade sem ser invasiva, sendo a própria intimidade quando perto da minha, que emana de dentro pra fora pra te encontrar. Olha só o que você fez e que, gostosamente, eu te deixei fazer... Trouxe luz pro melhor pedaço de mim.
Eu sabia o tempo todo o que eu sentia e nunca duvidei de estar apaixonada por você, um segundo que fosse.
Quando ele me pediu em casamento e eu aceitei, sorri pra ele, da boca pra fora, não do peito pra dentro. Fiquei em pânico. Fui pro banho depois de dizer sim ao pedido, e debaixo do chuveiro fiquei apática, de boca fechada e coração gritando. Você me veio na cabeça instantaneamente, imediatamente.
Eu sabia que estava errando.
Eu sabia que estava sendo desleal ao meu sentimento, a mim mesma.
Desleal a você, que eu soube, desde aquela viagem, que eu o amo tanto, e que é recíproco, e que a gente nem precisava expressamente dizer um pro outro pra saber. Você me ensinou o quanto palavras podem ser dispensáveis.
Eu sabia que ia tirar a mim mesma dos trilhos certos se fosse morar com ele.
E mesmo tendo tão claro o meu amor, que não era por aquele que se ajoelhou pra mim, eu não consegui recusar. Estava sozinha, sem o apoio dos meus pais, como é desde que sou pequena de tamanho e de sentimentos maduros, e isso afetou meu juízo. Aprendi nessa experiência que devo fazer somente aquilo que eu faria se me sentisse completamente amparada pelos meus pais, isso me devolve à razão, fico mais sensata e coerente com os desejos que brotam dentro de mim, compreendo se realmente quero algo ou se na verdade era uma busca pra compensar algum vazio, pensar assim é como reencontrar minha identidade.
Eu sinto, meu amor, que pelo que eu manifesto sobre minhas ideias sobre o mundo e seus conceitos, as pessoas me superestimam e esquecem-se da minha oscilação entre sabedoria e humanidade, frágil, que pede colo, ombro amigo e conselhos fraternais.
Você foi a única alma além da minha que enxergou minha vulnerabilidade sem condenações ou mal entendidos, que compreendeu que minha força não era sinônimo de autossuficiência, mas sim apenas momentos de força, de garra, coragem. Momentos.
Quando você me abraça me sinto inteira, sem cacos, de alma não aos pedaços, mas sendo totalidade, sendo pura luz.
E isso é um absurdo. Meu coração pode ter a idade da minha existência mas meu corpo e mente desta vida são muito novos pra não morrer de saudade de te ter por perto, nem que seja pra conversar contigo pelos olhos, como a gente sabe tão naturalmente, tão bem, fazer. Não posso hoje nem olhar braba pra você por saber que você está brabo comigo e preferiu sumir ao me falar. É ridículo, pois apesar desse pesar que sentir a sua falta me traz, eu tenho consciência suficiente pra saber que agora não é lugar nem hora pra gente viver juntos dentro do nosso abraço que, de dois, vai pra o quê se torna apenas um.
Eu entendo que o Universo é justo, e confio nele pra saber que se nossos corações e desejos diante da Vida estiverem ainda condizentes a gente vai se encontrar, de forma bem mais propícia e simples, sem limitações ou dependências externas para os nossos caminhos se cruzarem.
Mas até lá, meu amor, saudade.
Eu, que sou cigana e sou apaixonada pelo riso e pela dança de alma nua, expelindo e expressando prazer e sentimento pra qualquer amigo que esteja tocando o pandeiro ou feirante que caminhe pelas ruas, perdi a vontade de banalizar o acontecimento de um beijo, ou a intenção de um olhar. Não banalizo mais, nem pra fazer graça ou charme.
Graça? Não há mais graça em brincar depois de conhecer alguém que se leva a sério e leva a gente a sério. Alguém que quer da Vida e de si mesmo os mesmos desejos que existem comigo em meu coração. Que coisa você fez. Quem diria que tanta calma e respeito podiam virar tudo de cabeça pra baixo no mundo de alguém.
Agora não danço mais, não beijo sem sentir amor e não abraço qualquer amigo que não esteja entre os amigos que são meus irmãos.
Não sei mais se sou ainda cigana, se cigana é aquela que dança, faz joguinho, rouba e encanta rindo, emanando leveza e ar maroto sem seleção a quem, se só sei ser cigana agora com você, se quero ser cigana só para você. De moça que um dia foi cigana, despreocupada e rindo a toa, achando graça em seduzir, virei mulher.
Ah Deus, energia essa a sua, tão sua... Poderosa, doando calor, pertencente a quem você é. Energia que invade sem ser invasiva, sendo a própria intimidade quando perto da minha, que emana de dentro pra fora pra te encontrar. Olha só o que você fez e que, gostosamente, eu te deixei fazer... Trouxe luz pro melhor pedaço de mim.
Reflexão das seis da manhã (Rio Verde, rio de janeiro)
O (único) fardo de conhecer o Amor é saber esperá-lo, sem sentir tão imensas saudades e confiando no Tempo, que coloca tudo da maneira que tem que acontecer, e ser, no caminho de cada filho de Deus.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Diagnóstico
Ele soube que ela tinha dado início à terapia,
E perguntou como estava indo.
Ela, de ar desinteressado e desanimado como de costume, respondeu que ainda não estava gerando algum efeito ou provocado quaisquer mudança, que ela ainda tinha muito para dizer nas sessões seguintes pra então começar a poder esperar algum retorno e alguma transformação ou melhora interior.
Ai, ai, mal sabia ela. Que ia se curar, não falando, mas compreendendo a necessidade e a importância de aprender a ouvir.
A ouvir ela mesma, suas próprias ideias, sentimentos de todo tipo, arrependimentos e ambições.
A ouvir os outros.
A ouvir músicas novas, não necessariamente de data, mas para os ouvidos.
A ouvir o som do vento.
A ouvir não só palavras, mas as intenções por trás delas, que muitas vezes trazem mais beleza que as palavras em si.
Ela ia se curar aprendendo a ouvir o que diziam gestos, olhares, toques.
Ouvindo as palavras de forma literal, em paz, sem falta de receptividade, sem desconfianças, sem julgamentos e réplicas (apenas mentais, ou não) instantâneas, sem dramatizar, fazer alarde, menosprezar, superestimar ou subestimar o que sai da boca do outro.
E, de todos esses, podendo ser comparados à remédios para curar um sentimento que tira sentimento de vivacidade, o antibiótico seria saber ouvir o silêncio, aliás, se ela o ouvisse, saberia que a cura pra algum mal que vivia dentro do peito, não era a necessidade de falar, mas sim a falta de saber ouvir.
Mas, bom, aí ele não teria necessidade de escrever sobre isso, este mesmo não existiria, seria um texto sem utilidade, ela já seria alguém feliz.
E perguntou como estava indo.
Ela, de ar desinteressado e desanimado como de costume, respondeu que ainda não estava gerando algum efeito ou provocado quaisquer mudança, que ela ainda tinha muito para dizer nas sessões seguintes pra então começar a poder esperar algum retorno e alguma transformação ou melhora interior.
Ai, ai, mal sabia ela. Que ia se curar, não falando, mas compreendendo a necessidade e a importância de aprender a ouvir.
A ouvir ela mesma, suas próprias ideias, sentimentos de todo tipo, arrependimentos e ambições.
A ouvir os outros.
A ouvir músicas novas, não necessariamente de data, mas para os ouvidos.
A ouvir o som do vento.
A ouvir não só palavras, mas as intenções por trás delas, que muitas vezes trazem mais beleza que as palavras em si.
Ela ia se curar aprendendo a ouvir o que diziam gestos, olhares, toques.
Ouvindo as palavras de forma literal, em paz, sem falta de receptividade, sem desconfianças, sem julgamentos e réplicas (apenas mentais, ou não) instantâneas, sem dramatizar, fazer alarde, menosprezar, superestimar ou subestimar o que sai da boca do outro.
E, de todos esses, podendo ser comparados à remédios para curar um sentimento que tira sentimento de vivacidade, o antibiótico seria saber ouvir o silêncio, aliás, se ela o ouvisse, saberia que a cura pra algum mal que vivia dentro do peito, não era a necessidade de falar, mas sim a falta de saber ouvir.
Mas, bom, aí ele não teria necessidade de escrever sobre isso, este mesmo não existiria, seria um texto sem utilidade, ela já seria alguém feliz.
sábado, 11 de março de 2017
Fragilidade - claro - humana.
Me peguei sentindo medo.
E de coração ansioso, sem certeza se a vida ia dar certo.
Me peguei me questionando o que era dar certo.
Dar "certo".
Isso seria ter por perto, pra amar, quem eu amo, e ser amada?
Seria ser feliz com o meu trabalho?
Seria, uma ou duas vezes ao ano, ter toda a condição de viajar, e conhecer lugares que me despertassem emoção?
Seria, ser convidada para ser madrinha do bebê de alguém especial pra mim?
Ser convidada pra ser madrinha sempre foi visto por mim como um reconhecimento. Ser confiável o suficiente, ser uma pessoa boa ao ponto de ser dada, pelos pais, como uma referência de adulto pra um filho.
Seria isso, o dar certo, no futuro, eu ser alguém que se perdoou pelos próprios erros?
Eu acho meus erros importantes. Mas não os esqueço enquanto não me movo pra consertá-los de alguma maneira.
Talvez eu devesse fazer menos questão de corrigir(me), e aceitar que nem tudo precisa ser consertado, as vezes só precisa ser deixado pra lá, compreender o aprendizado que o erro trouxe e seguir em frente.
Seria eu, alguém de uma vida que deu certo, uma pessoa que reconhece a real relevância das coisas, de todas as coisas?
Ou, de repente, dar certo, seria ser alguém que ganha um salário de cinco dígitos?
Seria, dar certo na vida, eu ter a característica de saber enxergar a existência de, no mínimo, uma qualidade, ao ponto de sentir admiração, por absolutamente qualquer pessoa?
Seria, elevar minha consciência, e já ao acordar, saber que estou acordando pra construir mais um dia bom?
Seria, levantar da cama não de forma automática, mas sentindo o começo do meu dia?
O que seria esse dar certo, afinal? Será que o "torto" de algum momento ou outro da minha vida na verdade está perfeitamente correto, e está, na verdade, apenas fora das razões que eu conheço?
Eu não ouço em palavras a resposta de seres de luz quando faço orações.
O que de certa forma é coerente, pois eu não entenderia um Deus que fosse inacessível, que só vive do lado de fora, e longe de mim.
Parece que tudo que eu preciso está dentro do meu peito, e que minha tarefa é aprender a ouvir (aliás, talvez o ser de luz, aqui e agora, também seja eu, com muito trabalho pela frente e Amor pra aprender). E mais, agir de acordo, não 10 ou 20 horas por dia. Mas sempre, incessantemente.
Nunca me arrependi de algo que fiz com o coração, arrependi-me apenas das dores que senti por não tê-lo ouvido, seguido. Ou por ter tido alguma atitude sem ele.
Mas definitivamente, meu coração descansa quando sei que existe algo maior do que eu.
Ele descansa, por que sei que não está sobre os meus ombros a responsabilidade do mundo.
Ele descansa.
Porque eu sei que algo maior sabe meu tamanho hoje, e que o universo não vai ser injusto comigo. Já não o é.
Para os mais céticos, bom, eu lhes ofereço o meu silêncio. A verdade dos meus sentimentos não existe pra persuadir quaisquer pessoa, a o que quer que seja.
Mas existe luz.
Há algo que olha, zela, orienta. Algo de enorme sutileza, generosidade e respeito.
Existe algo boníssimo aqui.
E lá.
E em todo lugar.
Tudo que reconhecemos do lado de fora do peito, é o que conhecemos do lado de dentro dele.
Se a gente conhecer a bondade em nós, e nobreza nas intenções, vamos começar a reconhecer a existência disso no mundo.
Da energia onipotente, e onipresente, tão cheia de sabedoria.
E de amor.
Viva, brilhando e emanando o que se é, em tudo.
Em toda pessoa.
E cada canto do Universo.
E de coração ansioso, sem certeza se a vida ia dar certo.
Me peguei me questionando o que era dar certo.
Dar "certo".
Isso seria ter por perto, pra amar, quem eu amo, e ser amada?
Seria ser feliz com o meu trabalho?
Seria, uma ou duas vezes ao ano, ter toda a condição de viajar, e conhecer lugares que me despertassem emoção?
Seria, ser convidada para ser madrinha do bebê de alguém especial pra mim?
Ser convidada pra ser madrinha sempre foi visto por mim como um reconhecimento. Ser confiável o suficiente, ser uma pessoa boa ao ponto de ser dada, pelos pais, como uma referência de adulto pra um filho.
Seria isso, o dar certo, no futuro, eu ser alguém que se perdoou pelos próprios erros?
Eu acho meus erros importantes. Mas não os esqueço enquanto não me movo pra consertá-los de alguma maneira.
Talvez eu devesse fazer menos questão de corrigir(me), e aceitar que nem tudo precisa ser consertado, as vezes só precisa ser deixado pra lá, compreender o aprendizado que o erro trouxe e seguir em frente.
Seria eu, alguém de uma vida que deu certo, uma pessoa que reconhece a real relevância das coisas, de todas as coisas?
Ou, de repente, dar certo, seria ser alguém que ganha um salário de cinco dígitos?
Seria, dar certo na vida, eu ter a característica de saber enxergar a existência de, no mínimo, uma qualidade, ao ponto de sentir admiração, por absolutamente qualquer pessoa?
Seria, elevar minha consciência, e já ao acordar, saber que estou acordando pra construir mais um dia bom?
Seria, levantar da cama não de forma automática, mas sentindo o começo do meu dia?
O que seria esse dar certo, afinal? Será que o "torto" de algum momento ou outro da minha vida na verdade está perfeitamente correto, e está, na verdade, apenas fora das razões que eu conheço?
Eu não ouço em palavras a resposta de seres de luz quando faço orações.
O que de certa forma é coerente, pois eu não entenderia um Deus que fosse inacessível, que só vive do lado de fora, e longe de mim.
Parece que tudo que eu preciso está dentro do meu peito, e que minha tarefa é aprender a ouvir (aliás, talvez o ser de luz, aqui e agora, também seja eu, com muito trabalho pela frente e Amor pra aprender). E mais, agir de acordo, não 10 ou 20 horas por dia. Mas sempre, incessantemente.
Nunca me arrependi de algo que fiz com o coração, arrependi-me apenas das dores que senti por não tê-lo ouvido, seguido. Ou por ter tido alguma atitude sem ele.
Mas definitivamente, meu coração descansa quando sei que existe algo maior do que eu.
Ele descansa, por que sei que não está sobre os meus ombros a responsabilidade do mundo.
Ele descansa.
Porque eu sei que algo maior sabe meu tamanho hoje, e que o universo não vai ser injusto comigo. Já não o é.
Para os mais céticos, bom, eu lhes ofereço o meu silêncio. A verdade dos meus sentimentos não existe pra persuadir quaisquer pessoa, a o que quer que seja.
Mas existe luz.
Há algo que olha, zela, orienta. Algo de enorme sutileza, generosidade e respeito.
Existe algo boníssimo aqui.
E lá.
E em todo lugar.
Tudo que reconhecemos do lado de fora do peito, é o que conhecemos do lado de dentro dele.
Se a gente conhecer a bondade em nós, e nobreza nas intenções, vamos começar a reconhecer a existência disso no mundo.
Da energia onipotente, e onipresente, tão cheia de sabedoria.
E de amor.
Viva, brilhando e emanando o que se é, em tudo.
Em toda pessoa.
E cada canto do Universo.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Ela também se deu bem (+18)
Eram 4h, madrugada de fim de sexta feira que já tinha virado sábado, começava a dar pra sentir aquele clima de fim de festa.
E os dois, nus e de corpo suado, estavam exaustos, deitados com as pernas entrelaçadas.
Rindo.
Contemplando.
Satisfeitos.
Eles se conheceram naquela noite mesmo, através de amigos em comum, enquanto conversavam baixinho no ouvido um do outro devido o som alto que tocava dentro da casa do Gui.
Ele deu um olhar pra ela, daqueles olhares de quem quer saber mais sobre o quê se olha, ela sorriu olhando pra baixo, e depois ergueu o olhar, de igual pra igual.
Se alguém perguntasse a razão da iniciativa de um ou da recepção do outro, nenhum dos dois teria algum motivo especial.
Foi química, porte físico, sentimento de consciência do contexto, sem pejoratividade alguma, mas sentimento raso, foi por sexo, vontade de comer, desejo de explorar, de ser explorado, explorada.
Ambos não tinham quaisquer intenção romântica.
Ambos não tinham quaisquer intenção de sair contando coisa alguma sobre aquela noite, de roupa de cama úmida e de luzes da rua entrando no quarto e expondo cenas que provocavam tesão um no outro.
Ambos apreciaram o corpo que estava ali, sob ou sobre o próprio.
Ambos morderam, puxaram mechas de cabelo, fecharam com força os olhos, fizeram barulho, fizeram bagunça, fizeram o outro gozar.
Não foi um momento de classe ou refinamento algum.
Muito menos um momento determinante no futuro da vida dos dois, eles não eram o amor da vida um do outro e sabiam disso.
Mas ambos acharam natural e espontâneo usar preservativo.
Ambos estavam atentos, e atenderam os sinais do outro sobre qual seria o próximo passo.
Ambos se conduziram.
Ambos ouviram o que o olhar do outro disse durante as preliminares.
Ambos tinham bebido, mas não o suficiente pra não saberem o que e com quem, estavam fazendo.
E no dia seguinte, ambos demonstraram sentimento de amizade, descompromissado, leve, sincero.
O fato de eles não serem o amor da vida um do outro determinava que, realmente, não existia nenhuma possibilidade de eles dividirem um cotidiano e tardes de domingo o resto da vida.
No entanto, o fato de ele ter deixado claro, o tempo todo, que sabia que não era só ele que estava se dando bem, determinou pro futuro dela, que num dia aqui ou ali, ela lembraria que durante a vida conheceu um cara que, falando da forma mais clara e menos delicada, tinha todos os pedaços do cérebro na cabeça.
Um cara que entendia que sexo casual não é coisa de gente sem valor moral, de mulher sem valor.
Que entendia de uma maneira muito normal que ela tinha direito de ter liberdade sobre si, e que isso não interferia em nada pra que ela tivesse seus princípios, que isso não invalidava que ela tivesse sua fé ou religião, que isso não tornava ela menos do que ela era em sua totalidade.
Um cara que entendia que ele tinha faturado e ganhado uma boa por ter dormido com ela na festa, mas que ela também desejou ele.
Ela lembraria que, em um certo momento, numa festa, ela conheceu um cara que entendia que não existia vergonha, vitimismo ou fragilidade nenhuma no fato de uma mulher querer transar.
Pois, bom, se, como alguns gostam de falar, ele tinha "usado" ela, ué. Então ela também tinha usado ele.
Ela também se deu bem.
E os dois, nus e de corpo suado, estavam exaustos, deitados com as pernas entrelaçadas.
Rindo.
Contemplando.
Satisfeitos.
Eles se conheceram naquela noite mesmo, através de amigos em comum, enquanto conversavam baixinho no ouvido um do outro devido o som alto que tocava dentro da casa do Gui.
Ele deu um olhar pra ela, daqueles olhares de quem quer saber mais sobre o quê se olha, ela sorriu olhando pra baixo, e depois ergueu o olhar, de igual pra igual.
Se alguém perguntasse a razão da iniciativa de um ou da recepção do outro, nenhum dos dois teria algum motivo especial.
Foi química, porte físico, sentimento de consciência do contexto, sem pejoratividade alguma, mas sentimento raso, foi por sexo, vontade de comer, desejo de explorar, de ser explorado, explorada.
Ambos não tinham quaisquer intenção romântica.
Ambos não tinham quaisquer intenção de sair contando coisa alguma sobre aquela noite, de roupa de cama úmida e de luzes da rua entrando no quarto e expondo cenas que provocavam tesão um no outro.
Ambos apreciaram o corpo que estava ali, sob ou sobre o próprio.
Ambos morderam, puxaram mechas de cabelo, fecharam com força os olhos, fizeram barulho, fizeram bagunça, fizeram o outro gozar.
Não foi um momento de classe ou refinamento algum.
Muito menos um momento determinante no futuro da vida dos dois, eles não eram o amor da vida um do outro e sabiam disso.
Mas ambos acharam natural e espontâneo usar preservativo.
Ambos estavam atentos, e atenderam os sinais do outro sobre qual seria o próximo passo.
Ambos se conduziram.
Ambos ouviram o que o olhar do outro disse durante as preliminares.
Ambos tinham bebido, mas não o suficiente pra não saberem o que e com quem, estavam fazendo.
E no dia seguinte, ambos demonstraram sentimento de amizade, descompromissado, leve, sincero.
O fato de eles não serem o amor da vida um do outro determinava que, realmente, não existia nenhuma possibilidade de eles dividirem um cotidiano e tardes de domingo o resto da vida.
No entanto, o fato de ele ter deixado claro, o tempo todo, que sabia que não era só ele que estava se dando bem, determinou pro futuro dela, que num dia aqui ou ali, ela lembraria que durante a vida conheceu um cara que, falando da forma mais clara e menos delicada, tinha todos os pedaços do cérebro na cabeça.
Um cara que entendia que sexo casual não é coisa de gente sem valor moral, de mulher sem valor.
Que entendia de uma maneira muito normal que ela tinha direito de ter liberdade sobre si, e que isso não interferia em nada pra que ela tivesse seus princípios, que isso não invalidava que ela tivesse sua fé ou religião, que isso não tornava ela menos do que ela era em sua totalidade.
Um cara que entendia que ele tinha faturado e ganhado uma boa por ter dormido com ela na festa, mas que ela também desejou ele.
Ela lembraria que, em um certo momento, numa festa, ela conheceu um cara que entendia que não existia vergonha, vitimismo ou fragilidade nenhuma no fato de uma mulher querer transar.
Pois, bom, se, como alguns gostam de falar, ele tinha "usado" ela, ué. Então ela também tinha usado ele.
Ela também se deu bem.
segunda-feira, 6 de março de 2017
Experiência e maturidade não são sinônimos
Vem cá, chega mais... Pertinho... Isso... Você, que diz que sabe demais por já ter passado por tudo nessa vida e por já ter uma determinada idade, ter experiências...
Já te passou pela cabeça que se você realmente soubesse demais e tivesse aprendido tudo que deveria ou poderia, ia ter muitas coisas pelas quais você não precisaria, e não teria, passado?
Já te passou pela cabeça que se você realmente soubesse demais e tivesse aprendido tudo que deveria ou poderia, ia ter muitas coisas pelas quais você não precisaria, e não teria, passado?
sábado, 4 de março de 2017
Jardim Botânico
Hoje eu senti saudade.
De sentir que meu coração podia agir como se estivesse em casa.
De dividir a cozinha com bom humor vestido de gente. E de acordar cedo pra ir na feirinha do centro comprar sabonete artesanal e incensos - ambos de mel, aveia, baunilha e jasmim.
Como um comum animal de quaisquer classe ou reino, me vi como peixe fora da água.
Como quem não está no seu habitat natural. Como quem não tem vestido a própria pele nos últimos tempos.
Senti saudade de ler poesia escrita nos muros das ruas. Entre, elas, tinha até Leminski.
Saudades, de saber que iria ver meus amigos em alguma festa, bem daquele jeitinho, com uma energia toda nossa, no fim de semana.
Senti saudade de sentir que estava onde devia estar, fazendo o que devia fazer. Senti falta de sentir movimento progressivo.
Fiquei nostálgica depois de chover, aqui, que não é lá.
Porque lá chove quase todos os dias, e ela, chuva, convida qualquer um pra tomar um, ou dois, cappuccinos de manhã.
Senti saudade do que, da mesma forma que me remetia ao meu passado, acabava sendo também um retrato do meu futuro.
Retrato de moça feliz, sutil e ela mesma... Leve.
Alegre, como quem ouve Sá Marina aos domingos.
De sentir que meu coração podia agir como se estivesse em casa.
De dividir a cozinha com bom humor vestido de gente. E de acordar cedo pra ir na feirinha do centro comprar sabonete artesanal e incensos - ambos de mel, aveia, baunilha e jasmim.
Como um comum animal de quaisquer classe ou reino, me vi como peixe fora da água.
Como quem não está no seu habitat natural. Como quem não tem vestido a própria pele nos últimos tempos.
Senti saudade de ler poesia escrita nos muros das ruas. Entre, elas, tinha até Leminski.
Saudades, de saber que iria ver meus amigos em alguma festa, bem daquele jeitinho, com uma energia toda nossa, no fim de semana.
Senti saudade de sentir que estava onde devia estar, fazendo o que devia fazer. Senti falta de sentir movimento progressivo.
Fiquei nostálgica depois de chover, aqui, que não é lá.
Porque lá chove quase todos os dias, e ela, chuva, convida qualquer um pra tomar um, ou dois, cappuccinos de manhã.
Senti saudade do que, da mesma forma que me remetia ao meu passado, acabava sendo também um retrato do meu futuro.
Retrato de moça feliz, sutil e ela mesma... Leve.
Alegre, como quem ouve Sá Marina aos domingos.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Selecione
Seus ouvidos são mais atentos que seus pensamentos e sua atenção consciente.
Seus ouvidos dão atenção quando você não acha estar dando, da mesma forma, seus olhos.
Veja coisas boas, ouça coisas boas.
Não fale só de dinheiro.
De promessas. Não prometa.
Não fale só de comida.
De futebol.
De dinheiro.
De novela.
De séries.
De fofocas.
De boatos sobre pessoas que você não conhece de verdade.
Aliás, você se conhece de verdade?
Não veja, sempre, só notícias de guerra.
De estupro.
De assalto.
De sistema carcerário.
Não perca tempo falando do passado, principalmente se for dos problemas pelos quais você ou quaisquer pessoa passou. Pois o que passou, passou. Ou se aprende, ou se repete o erro. E aí, se vive de angústia, vitimização e fuga.
Cresça. Aprenda a mudar.
Inteligência se trata mais de adaptação prática do que de percepção.
Inteligência não tem nada a ver com apego ou impulsividade por estar sentindo medo. Ou com responsabilizar os outros por qualquer coisa que tenha acontecido na sua vida. Porque a vida não é o que acontece conosco por interferência, ou não, dos outros, mas sim como lidamos com o que nos ocorre.
A vida é o que podemos dar por ela, e para nós mesmos.
Podemos nos dar a alegria de dar alegria pra alguém que um dia nos magoou. Ou podemos dar frieza e indiferença, não aprender a perdoar.
Claro que podemos, qualquer um pode fazer o que desejar com si mesmo.
Podemos olhar fotografias de lugares que trazem beleza, e criar a ambição de olhar pra paisagem bonita pessoalmente um dia.
Podemos olhar com admiração as flores nas árvores, ou olhar com desgosto as folhas que caíram no chão e fizeram sujeira.
Mas, independente do que escolhemos enxergar, a delicadeza das flores estará lá para ser contemplada, assim como as pétalas antigas e folhas estarão caídas no chão para alguém reclamar.
Cabe a você, selecionar.
Cabe a você escolher pegar, em um papo, a vertente que te eleva e eleva o conteúdo do assunto, ou a vertente que traz difamação, pobreza de argumento, de agradabilidade, de análise.
Sempre vão haver boas notícias no mundo.
E quem escolher por olhá-las não precisa ignorar a tristeza do mundo.
Pois, escolher olhar o lado bom das coisas não é sinônimo de dar inexistência pro outro lado, é, na realidade, ter ciência dele, mas além disso, compreendê-lo.
Quando se compreende algo, não há mais necessidade de dar tanta atenção, não há segredo ou mistério, não há dogma, nem sensacionalismo.
Há apenas esclarecimento, lucidez e olhar sensato.
Imparcialidade não é indiferença.
Devíamos estudar a cultura estranha que temos de não nos permitirmos felicidade, e de questionarmos as alegrias dos outros. Não devia ser questionado, nem posto à prova.
Ninguém precisa provar nada pra ninguém, quem pensa assim precisa provar algo ainda para si mesmo, e acaba colocando os demais na mesma condição quando diante dele.
O sentimento de cada um será sempre genuíno, e pessoal.
Precisamos compreender melhor nossa própria individualidade, e dar espaço e respeito para quem já encontrou a de si mesmo, precisamos aceitar que tem gente que se aceita.
Que isso existe.
E que, pra quem quer, o mundo é bom.
Da mesma forma que é mau pra quem nisso escolhe acreditar.
Então, amigo, amiga, selecione.
Existem sempre dois lados.
E ainda mais, muito mais que dois.
Mas a liberdade e a escolha de cada pessoa é apenas uma.
Selecionar é dar existência a si mesmo, a que tipo de coisas, condutas, energias, estilos de vida, tudo, você quer dar voz.
Selecionar é ter coragem de pensar com a própria cabeça tendo a compreensão que isso não invalida, anula ou intervém de nenhuma forma naquilo que diverge do que você selecionou. Quando, entre escolher azul ou amarelo, você escolhe o amarelo, a única coisa que você fez para o azul foi dar a ele uma pessoa a menos. Não se fez mal algum para o azul, e ele também não deixou de ser azul ou de existir.
Selecionar é abraçar as divergências, é ser diversidade.
É ser a representação de uma diferença entre as inúmeras diferenças.
É ser um lado da história, entre os milhares da lados que existem por aí sobre uma mesma coisa.
É ser você mesmo.
Seus ouvidos dão atenção quando você não acha estar dando, da mesma forma, seus olhos.
Veja coisas boas, ouça coisas boas.
Não fale só de dinheiro.
De promessas. Não prometa.
Não fale só de comida.
De futebol.
De dinheiro.
De novela.
De séries.
De fofocas.
De boatos sobre pessoas que você não conhece de verdade.
Aliás, você se conhece de verdade?
Não veja, sempre, só notícias de guerra.
De estupro.
De assalto.
De sistema carcerário.
Não perca tempo falando do passado, principalmente se for dos problemas pelos quais você ou quaisquer pessoa passou. Pois o que passou, passou. Ou se aprende, ou se repete o erro. E aí, se vive de angústia, vitimização e fuga.
Cresça. Aprenda a mudar.
Inteligência se trata mais de adaptação prática do que de percepção.
Inteligência não tem nada a ver com apego ou impulsividade por estar sentindo medo. Ou com responsabilizar os outros por qualquer coisa que tenha acontecido na sua vida. Porque a vida não é o que acontece conosco por interferência, ou não, dos outros, mas sim como lidamos com o que nos ocorre.
A vida é o que podemos dar por ela, e para nós mesmos.
Podemos nos dar a alegria de dar alegria pra alguém que um dia nos magoou. Ou podemos dar frieza e indiferença, não aprender a perdoar.
Claro que podemos, qualquer um pode fazer o que desejar com si mesmo.
Podemos olhar fotografias de lugares que trazem beleza, e criar a ambição de olhar pra paisagem bonita pessoalmente um dia.
Podemos olhar com admiração as flores nas árvores, ou olhar com desgosto as folhas que caíram no chão e fizeram sujeira.
Mas, independente do que escolhemos enxergar, a delicadeza das flores estará lá para ser contemplada, assim como as pétalas antigas e folhas estarão caídas no chão para alguém reclamar.
Cabe a você, selecionar.
Cabe a você escolher pegar, em um papo, a vertente que te eleva e eleva o conteúdo do assunto, ou a vertente que traz difamação, pobreza de argumento, de agradabilidade, de análise.
Sempre vão haver boas notícias no mundo.
E quem escolher por olhá-las não precisa ignorar a tristeza do mundo.
Pois, escolher olhar o lado bom das coisas não é sinônimo de dar inexistência pro outro lado, é, na realidade, ter ciência dele, mas além disso, compreendê-lo.
Quando se compreende algo, não há mais necessidade de dar tanta atenção, não há segredo ou mistério, não há dogma, nem sensacionalismo.
Há apenas esclarecimento, lucidez e olhar sensato.
Imparcialidade não é indiferença.
Devíamos estudar a cultura estranha que temos de não nos permitirmos felicidade, e de questionarmos as alegrias dos outros. Não devia ser questionado, nem posto à prova.
Ninguém precisa provar nada pra ninguém, quem pensa assim precisa provar algo ainda para si mesmo, e acaba colocando os demais na mesma condição quando diante dele.
O sentimento de cada um será sempre genuíno, e pessoal.
Precisamos compreender melhor nossa própria individualidade, e dar espaço e respeito para quem já encontrou a de si mesmo, precisamos aceitar que tem gente que se aceita.
Que isso existe.
E que, pra quem quer, o mundo é bom.
Da mesma forma que é mau pra quem nisso escolhe acreditar.
Então, amigo, amiga, selecione.
Existem sempre dois lados.
E ainda mais, muito mais que dois.
Mas a liberdade e a escolha de cada pessoa é apenas uma.
Selecionar é dar existência a si mesmo, a que tipo de coisas, condutas, energias, estilos de vida, tudo, você quer dar voz.
Selecionar é ter coragem de pensar com a própria cabeça tendo a compreensão que isso não invalida, anula ou intervém de nenhuma forma naquilo que diverge do que você selecionou. Quando, entre escolher azul ou amarelo, você escolhe o amarelo, a única coisa que você fez para o azul foi dar a ele uma pessoa a menos. Não se fez mal algum para o azul, e ele também não deixou de ser azul ou de existir.
Selecionar é abraçar as divergências, é ser diversidade.
É ser a representação de uma diferença entre as inúmeras diferenças.
É ser um lado da história, entre os milhares da lados que existem por aí sobre uma mesma coisa.
É ser você mesmo.
Tudo se aprende, inclusive aprender.
Ficar perto de gente do bem é o maior bem que se pode fazer a si mesmo.
Pois, a partir do momento que alguém se permite receber coisas boas, esse alguém se coloca na posição de quem têm bem pra dar, aliás, ele, o bem, foi colocado no lado de dentro do peito.
Cada um só pode dar o que tem, então, a gente tem que aprender a receber coisas boas.
Isso sugere que pra sermos melhores, se quisermos ser, temos que aprender a ter a humildade de deixar outra pessoa colocar coisas boas diante de nós, reconhecê-las fora de nós, no outro, e recebermos destes mesmos, essas coisas.
Temos que aprender a admirar os outros pra estarmos no caminho de nos tornarmos um dia, uma pessoa admirável para os olhos de alguém (e não por vaidade, mas por mérito, pela conquista pessoal de ser exemplo suficiente sobre determinada conduta ou qualidade ao ponto em que alguém te admira, te tem como referência).
Quando conseguimos olhar pra uma diferença tendo a compreensão de que ela acrescenta algo bom, a gente é mais feliz, e mais rico, justamente por, dessa maneira, ter mais pra dar.
Pois, a partir do momento que alguém se permite receber coisas boas, esse alguém se coloca na posição de quem têm bem pra dar, aliás, ele, o bem, foi colocado no lado de dentro do peito.
Cada um só pode dar o que tem, então, a gente tem que aprender a receber coisas boas.
Isso sugere que pra sermos melhores, se quisermos ser, temos que aprender a ter a humildade de deixar outra pessoa colocar coisas boas diante de nós, reconhecê-las fora de nós, no outro, e recebermos destes mesmos, essas coisas.
Temos que aprender a admirar os outros pra estarmos no caminho de nos tornarmos um dia, uma pessoa admirável para os olhos de alguém (e não por vaidade, mas por mérito, pela conquista pessoal de ser exemplo suficiente sobre determinada conduta ou qualidade ao ponto em que alguém te admira, te tem como referência).
Quando conseguimos olhar pra uma diferença tendo a compreensão de que ela acrescenta algo bom, a gente é mais feliz, e mais rico, justamente por, dessa maneira, ter mais pra dar.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
"Somos mais do que mil, somos um" Rei Leão
Passa a ser impossível submeter-se à ditadura e dogmas sobre hierarquia depois de ter contato com cooperatividade, com o respeito pelo crescimento pessoal gradual e a valorização individual da função de cada pessoa.
Curiosamente, na valorização individual de cada um, não há egoísmo, pois todos trabalham de forma unida, como células em prol de fazer um corpo funcionar, existe harmonia, pois existe objetivo comum entre todos envolvidos, inexiste pré ocupação com a função ou o que quer que seja do outro, logo, existe confiança.
Já na hierarquia dogmática e na ditadura, diz-se que tudo tem uma ordenação, uma ordem, mas na verdade cada um é um corpo distinto sem ideal comum para alcançar com algum grupo, dessa forma, vai haver sempre divergência e pouca clareza. Não somos só carne e ossos, o lado psicológico vai estar presente e reagir, e, com sistemas de ditadura e hierarquia sempre vemos alguma história onde aconteceu abuso de poder, negligência e falta de didática, pois, numa lógica onde o que conta é o título, se você o conquista, não lhe importa mais o cumprimento da função ou o senso de dever sobre aquilo, não há de fato um compromisso, chega um momento que o te importa passa a ser que alguém te obedeça, e não que a própria função em si seja realizada por ter sua devida importância.
A ditadura, assim como o dogma e o falso moralismo hierárquico, é uma bagunça.
Curiosamente, na valorização individual de cada um, não há egoísmo, pois todos trabalham de forma unida, como células em prol de fazer um corpo funcionar, existe harmonia, pois existe objetivo comum entre todos envolvidos, inexiste pré ocupação com a função ou o que quer que seja do outro, logo, existe confiança.
Já na hierarquia dogmática e na ditadura, diz-se que tudo tem uma ordenação, uma ordem, mas na verdade cada um é um corpo distinto sem ideal comum para alcançar com algum grupo, dessa forma, vai haver sempre divergência e pouca clareza. Não somos só carne e ossos, o lado psicológico vai estar presente e reagir, e, com sistemas de ditadura e hierarquia sempre vemos alguma história onde aconteceu abuso de poder, negligência e falta de didática, pois, numa lógica onde o que conta é o título, se você o conquista, não lhe importa mais o cumprimento da função ou o senso de dever sobre aquilo, não há de fato um compromisso, chega um momento que o te importa passa a ser que alguém te obedeça, e não que a própria função em si seja realizada por ter sua devida importância.
A ditadura, assim como o dogma e o falso moralismo hierárquico, é uma bagunça.
Cultive
Pessoas que xingam se sentem poderosas.
Mas pessoas que xingam...
Pessoas que ridicularizam os objetivos alheios...
Pessoas que maculam e tentam ofender os sonhos de outras pessoas...
Na verdade não tem poder nenhum.
Ninguém vai deixar de alcançar algo na vida por ter ficado muito chateado com algum desiludido com si mesmo que tentou fazê-lo se sentir da mesma forma também.
É prepotente, e engraçado, como estes, que xingam, acham que podem interferir no curso de algo e ferir os outros.
Como eles se acham importantes.
Quando a gente controla a própria vida, não sente vontade de controlar a de mais ninguém.
Quando a gente conseguiu crescer como profissional e como pessoa, não sente vontade de verbalmente destruir os almejos de pessoa nenhuma.
As teorias de Jung já giravam em prol dessa ideia... Tudo na vida sempre se trata de si mesmo.
Ser importante não tem a ver com um ego inflado, se trata de conquistar esse mérito, de ter importância.
E, na vida, o que têm importância real são as coisas boas.
Então, seja bom.
Seja gentil.
Seja competente.
Seja educado.
Seja amável.
Seja dedicado.
Seja altruísta.
Seja uma pessoa que enxerga todo o contexto.
Seja grande.
Seja coração.
Seja constante.
Seja flexível.
Seja mente madura.
Seja responsabilidade.
Seja senso de dever.
Seja cooperação.
Seja um pouquinho mais de tudo que há de bom, a cada dia que passar.
Desse jeito você vai se tornar importante.
E, estando nesse ponto, você nem vai mais ligar pra isso.
Mas pessoas que xingam...
Pessoas que ridicularizam os objetivos alheios...
Pessoas que maculam e tentam ofender os sonhos de outras pessoas...
Na verdade não tem poder nenhum.
Ninguém vai deixar de alcançar algo na vida por ter ficado muito chateado com algum desiludido com si mesmo que tentou fazê-lo se sentir da mesma forma também.
É prepotente, e engraçado, como estes, que xingam, acham que podem interferir no curso de algo e ferir os outros.
Como eles se acham importantes.
Quando a gente controla a própria vida, não sente vontade de controlar a de mais ninguém.
Quando a gente conseguiu crescer como profissional e como pessoa, não sente vontade de verbalmente destruir os almejos de pessoa nenhuma.
As teorias de Jung já giravam em prol dessa ideia... Tudo na vida sempre se trata de si mesmo.
Ser importante não tem a ver com um ego inflado, se trata de conquistar esse mérito, de ter importância.
E, na vida, o que têm importância real são as coisas boas.
Então, seja bom.
Seja gentil.
Seja competente.
Seja educado.
Seja amável.
Seja dedicado.
Seja altruísta.
Seja uma pessoa que enxerga todo o contexto.
Seja grande.
Seja coração.
Seja constante.
Seja flexível.
Seja mente madura.
Seja responsabilidade.
Seja senso de dever.
Seja cooperação.
Seja um pouquinho mais de tudo que há de bom, a cada dia que passar.
Desse jeito você vai se tornar importante.
E, estando nesse ponto, você nem vai mais ligar pra isso.
Responsabilize-se
Não tem problema nenhum em errar.
Mas tem todo o problema do mundo não ter interesse em corrigir o erro cometido.
A insistência no egoísmo e a resistência à mudanças é o caminho mais certeiro pra infelicidade e a insatisfação constante a respeito de tudo.
A vida de cada um, e suas circunstâncias, é sempre dependente da conduta de cada um.
Sempre se trata de nós mesmos.
Nossas alegrias e vitórias são mérito nosso.
Nossos fracassos e tombos, também.
Aceite.
Olhe para os outros.
Incentive os sonhos dos outros.
Pense se o que você vai dizer vale a pena, se é mais bonito que o silêncio.
Seja útil.
Não exija dos outros, exija de si mesmo e seja exemplo.
Tenha objetivos na vida.
Encontre pique pra dormir menos e ocupar seu tempo com atividades que agregam a sua formação psíquica, mental, espiritual.
Observe o meio, observe as pessoas.
Pondere.
Contemporize.
Sinta vontade de se adaptar ao que você deseja alcançar.
Esteja em um estado mental de disponibilidade.
Seja disponibilidade.
Saiba aprender, o que quer que seja.
Estude, mesmo se já se graduou.
Enriqueça sua vida acadêmica.
Tenha ação.
Leia o jornal.
Tenha uma opinião sobre as coisas, reaja ao que acontece no mundo.
Interaja.
Converse.
Cumprimente.
Ouça as pessoas.
Compreenda.
Sinta carinho.
Sinta gratidão.
Reconheça.
Respeite com gentileza seu tempo e seus limites, mas não os aceite atemporalmente.
Trabalhe.
Não tem outra forma de crescer e ser feliz.
Mas tem todo o problema do mundo não ter interesse em corrigir o erro cometido.
A insistência no egoísmo e a resistência à mudanças é o caminho mais certeiro pra infelicidade e a insatisfação constante a respeito de tudo.
A vida de cada um, e suas circunstâncias, é sempre dependente da conduta de cada um.
Sempre se trata de nós mesmos.
Nossas alegrias e vitórias são mérito nosso.
Nossos fracassos e tombos, também.
Aceite.
Olhe para os outros.
Incentive os sonhos dos outros.
Pense se o que você vai dizer vale a pena, se é mais bonito que o silêncio.
Seja útil.
Não exija dos outros, exija de si mesmo e seja exemplo.
Tenha objetivos na vida.
Encontre pique pra dormir menos e ocupar seu tempo com atividades que agregam a sua formação psíquica, mental, espiritual.
Observe o meio, observe as pessoas.
Pondere.
Contemporize.
Sinta vontade de se adaptar ao que você deseja alcançar.
Esteja em um estado mental de disponibilidade.
Seja disponibilidade.
Saiba aprender, o que quer que seja.
Estude, mesmo se já se graduou.
Enriqueça sua vida acadêmica.
Tenha ação.
Leia o jornal.
Tenha uma opinião sobre as coisas, reaja ao que acontece no mundo.
Interaja.
Converse.
Cumprimente.
Ouça as pessoas.
Compreenda.
Sinta carinho.
Sinta gratidão.
Reconheça.
Respeite com gentileza seu tempo e seus limites, mas não os aceite atemporalmente.
Trabalhe.
Não tem outra forma de crescer e ser feliz.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
Bom marinheiro não tem que ser marinheiro infeliz
Mar calmo não faz bom marinheiro, mas mar agitado as vezes acostuma o marinheiro a não saber lidar com águas calmas, ou o fazer estar sempre esperando por tempestades mesmo quando tudo está bem.
No fim do dia, e da desordenação das ondas, de nada servem as habilidades do bom marinheiro após os momentos de chuva e turbulência se ele não souber ser feliz quando receber momentos de mar manso e céu limpo, banhando tudo de luz de Sol. Sabedoria é saber lidar com os caos sem perder a voz do próprio coração, mas também é saber reconhecer, aceitar e viver bênçãos.
No fim do dia, e da desordenação das ondas, de nada servem as habilidades do bom marinheiro após os momentos de chuva e turbulência se ele não souber ser feliz quando receber momentos de mar manso e céu limpo, banhando tudo de luz de Sol. Sabedoria é saber lidar com os caos sem perder a voz do próprio coração, mas também é saber reconhecer, aceitar e viver bênçãos.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Escolha inconsciente
Ouviu dizer que seria uma excelente psicóloga, pois sabia aconselhar com sabedoria e empatia os amigos e conhecidos quando lhes pediam, era observadora.
Ouviu dizer que seria uma advogada fodida. Pois sabia argumentar de forma afiada e persuasiva, nunca fugia da oportunidade de um debate, não havia medo em dar a cara a bater, além de compreender contextos.
Ouviu dizer que seria uma boa obstetra, pois era atenciosa e tinha tato para se dirigir às pessoas.
Ouviu dizer que seria uma professora fera, pois era dinâmica, comunicativa e paciente.
Ouviu dizer que publicidade e propaganda poderia cair bem, já que saíam palavras criativas e boas ideias de sua boca.
Ouviu dizer que antropologia seria bacana pra ela, já que tinha curiosidade sobre a origem das coisas.
Ouviu dizer sobre astronomia, que seria um complemento nota dez pra ela, já que se divertia quando estudava astrologia.
Ouviu dizer sobre moda, já que ela reconhecia a harmonia e a expressão nas peças que englobavam um bom look, gostava de desenhar, também.
Ouviu tanta coisa, e de repente se viu escrevendo sobre isso.
Mal sabia ela que já era jornalista.
Ouviu dizer que seria uma advogada fodida. Pois sabia argumentar de forma afiada e persuasiva, nunca fugia da oportunidade de um debate, não havia medo em dar a cara a bater, além de compreender contextos.
Ouviu dizer que seria uma boa obstetra, pois era atenciosa e tinha tato para se dirigir às pessoas.
Ouviu dizer que seria uma professora fera, pois era dinâmica, comunicativa e paciente.
Ouviu dizer que publicidade e propaganda poderia cair bem, já que saíam palavras criativas e boas ideias de sua boca.
Ouviu dizer que antropologia seria bacana pra ela, já que tinha curiosidade sobre a origem das coisas.
Ouviu dizer sobre astronomia, que seria um complemento nota dez pra ela, já que se divertia quando estudava astrologia.
Ouviu dizer sobre moda, já que ela reconhecia a harmonia e a expressão nas peças que englobavam um bom look, gostava de desenhar, também.
Ouviu tanta coisa, e de repente se viu escrevendo sobre isso.
Mal sabia ela que já era jornalista.
sábado, 14 de janeiro de 2017
Para ler de manhã
Amor não vem para quem não se ama.
O amor é um presente, e todo presente vêm acompanhado de mérito.
E, amar a si mesmo não se trata de ser soberbo ou o tipo de pessoa que nunca pede desculpas.
Se trata de ser alguém que se importa em ser uma pessoa boa.
Um profissional bom.
Um bom amigo.
Um bom irmão.
Um bom filho.
Um bom tio.
Um bom funcionário, um bom chefe.
Amar a si mesmo é sobre construir uma vida onde cada dia recebe dedicação e boa vontade, com leveza e espontaneidade.
Não se trata de não aceitar os dias em que o mau humor vem ou de tentar ignorá-lo.
Amar a si mesmo é dar o seu melhor dentro do limite que cada dia apresentar.
É acordar, lembrar de responsabilidades que apresentam desafios e que vão te exigir superação, mas então, se colocar debaixo do chuveiro, e logo mais vestir-se, borrifar um bom perfume, e ficar feliz com o detalhe bobo e leviano que é ir trabalhar estando cheiroso.
É sentir gratidão em silêncio por pequenas coisas, e sugerir pra sua mente um dia positivo.
É respirar de forma consciente e fazer com que as horas pela frente sejam de poucas emoções acaloradas, que sejam de momentos com mais calma, receptividade e lucidez.
Amar a si mesmo é deixar que suas atitudes e conduta falem de você para os outros, e não sua boca.
Aliás, existe tanto sobre o quê se falar.
Amar a si mesmo é saber abrir exceções.
Amar a si mesmo é saber ouvir, começando por fazer isso com você próprio, pra aprender a ouvir também os outros.
Amar a si mesmo é saber quando dizer sim ou não para convites.
Amar a si mesmo é respeitar os próprios sentimentos com naturalidade, todo mundo é humano.
Amar, começa com cada um se amando.
Amar é discernimento.
De quando brincar, de quando se manifestar, de quando agir, de quando ficar em silêncio.
Amor é perdoar quem não te pediu nem desculpas.
Amor é gentileza.
Amor é aprender a ouvir palavras que não são ditas.
Amor é aceitação.
Amor é compreender que cada um no mundo vive fazendo o papel que lhe cabe, inclusive você. E ninguém é mais, ou menos, somos todos diferentes, únicos.
Amor é confiar. Não exclusivamente em terceiros, ou em Deus. Mas confiar. Apenas confiar.
Amor é entrega e paciência.
Amor é contemporização.
Amor é também viver no mundo lá fora.
É leveza.
Gastronomia.
Noites de filme.
Eventos sociais.
Debates em reuniões de trabalho.
Hospitalidade sincera com pessoas de culturas distintas.
Amor é TCC feito sem preguiça.
É faculdade feita não só com a cabeça, mas também com o coração.
Amor é levar o irmão mais novo pra tomar sorvete. E conversar com ele sobre a razão de as notas dele terem caído.
Amor é dar atenção para o universo que mora e respira vida no peito de outro alguém que não o de si mesmo.
Amor é achar a vida interessante.
Amor é como um labirinto de um só caminho, mas a gente sempre vai acreditar estar perdido diante de várias bifurcações e becos sem saída se quiser.
Amor é querer ter os pés no chão sem deixar de ter doçura nos olhos.
Amor é maturidade, de se permitir criar raízes sem cortar asas.
Amor é esquecer de vaidades, e necessidades triviais.
É não precisar mostrar que sabe mais que alguém que está em um caminho já trilhado em algum instante por você.
É orientar com objetividade e empatia alguém que te pede orientação.
Amar é disponibilidade.
Amar é dar as boas vindas para o adulto que existe dentro de si, mas sem permitir que ele seja a única versão de você mesmo na sua vida. Sua criança ainda vive em você, e ela será necessária em determinados episódios, inclusive, até de forma muito mais conveniente que o adulto.
Amor é não generalizar.
Amar é reconhecer a função da prudência.
Amor é cuidar sem interferir na liberdade do outro.
Amor é sentir zelo e fraternidade.
Amar é parar de condenar as pessoas do nosso cotidiano por quaisquer que for o suposto motivo.
Pois amor é compreender.
É abraçar.
Tudo que empurramos pra longe é só aquilo que nos faz sentir como criança que para tudo precisa dos pais, com medo de falhar, ser reprovado por terceiros, ou pior, por si próprio.
Amor é olhar de frente. É ir em frente, sempre reescrevendo o passado, para cada história que você se recordar em cada instante em que tiver conquistado novos olhos, novo olhar.
Amor é fé. E é ter coragem de ser um contraste perante uma sociedade anestesiada dos nossos sentimentos básicos.
Amar não é confuso, ou coisa complicada.
Amor é apenas ser.
Seria bom a gente lembrar da profundidade e da beleza que habita na simplicidade, antes que viremos gente rasa demais.
No fim das contas, o bicho homem sabe que não quer ser deserto árido quando há tanto mais pra se ser.
Amor é amar.
O amor é um presente, e todo presente vêm acompanhado de mérito.
E, amar a si mesmo não se trata de ser soberbo ou o tipo de pessoa que nunca pede desculpas.
Se trata de ser alguém que se importa em ser uma pessoa boa.
Um profissional bom.
Um bom amigo.
Um bom irmão.
Um bom filho.
Um bom tio.
Um bom funcionário, um bom chefe.
Amar a si mesmo é sobre construir uma vida onde cada dia recebe dedicação e boa vontade, com leveza e espontaneidade.
Não se trata de não aceitar os dias em que o mau humor vem ou de tentar ignorá-lo.
Amar a si mesmo é dar o seu melhor dentro do limite que cada dia apresentar.
É acordar, lembrar de responsabilidades que apresentam desafios e que vão te exigir superação, mas então, se colocar debaixo do chuveiro, e logo mais vestir-se, borrifar um bom perfume, e ficar feliz com o detalhe bobo e leviano que é ir trabalhar estando cheiroso.
É sentir gratidão em silêncio por pequenas coisas, e sugerir pra sua mente um dia positivo.
É respirar de forma consciente e fazer com que as horas pela frente sejam de poucas emoções acaloradas, que sejam de momentos com mais calma, receptividade e lucidez.
Amar a si mesmo é deixar que suas atitudes e conduta falem de você para os outros, e não sua boca.
Aliás, existe tanto sobre o quê se falar.
Amar a si mesmo é saber abrir exceções.
Amar a si mesmo é saber ouvir, começando por fazer isso com você próprio, pra aprender a ouvir também os outros.
Amar a si mesmo é saber quando dizer sim ou não para convites.
Amar a si mesmo é respeitar os próprios sentimentos com naturalidade, todo mundo é humano.
Amar, começa com cada um se amando.
Amar é discernimento.
De quando brincar, de quando se manifestar, de quando agir, de quando ficar em silêncio.
Amor é perdoar quem não te pediu nem desculpas.
Amor é gentileza.
Amor é aprender a ouvir palavras que não são ditas.
Amor é aceitação.
Amor é compreender que cada um no mundo vive fazendo o papel que lhe cabe, inclusive você. E ninguém é mais, ou menos, somos todos diferentes, únicos.
Amor é confiar. Não exclusivamente em terceiros, ou em Deus. Mas confiar. Apenas confiar.
Amor é entrega e paciência.
Amor é contemporização.
Amor é também viver no mundo lá fora.
É leveza.
Gastronomia.
Noites de filme.
Eventos sociais.
Debates em reuniões de trabalho.
Hospitalidade sincera com pessoas de culturas distintas.
Amor é TCC feito sem preguiça.
É faculdade feita não só com a cabeça, mas também com o coração.
Amor é levar o irmão mais novo pra tomar sorvete. E conversar com ele sobre a razão de as notas dele terem caído.
Amor é dar atenção para o universo que mora e respira vida no peito de outro alguém que não o de si mesmo.
Amor é achar a vida interessante.
Amor é como um labirinto de um só caminho, mas a gente sempre vai acreditar estar perdido diante de várias bifurcações e becos sem saída se quiser.
Amor é querer ter os pés no chão sem deixar de ter doçura nos olhos.
Amor é maturidade, de se permitir criar raízes sem cortar asas.
Amor é esquecer de vaidades, e necessidades triviais.
É não precisar mostrar que sabe mais que alguém que está em um caminho já trilhado em algum instante por você.
É orientar com objetividade e empatia alguém que te pede orientação.
Amar é disponibilidade.
Amar é dar as boas vindas para o adulto que existe dentro de si, mas sem permitir que ele seja a única versão de você mesmo na sua vida. Sua criança ainda vive em você, e ela será necessária em determinados episódios, inclusive, até de forma muito mais conveniente que o adulto.
Amor é não generalizar.
Amar é reconhecer a função da prudência.
Amor é cuidar sem interferir na liberdade do outro.
Amor é sentir zelo e fraternidade.
Amar é parar de condenar as pessoas do nosso cotidiano por quaisquer que for o suposto motivo.
Pois amor é compreender.
É abraçar.
Tudo que empurramos pra longe é só aquilo que nos faz sentir como criança que para tudo precisa dos pais, com medo de falhar, ser reprovado por terceiros, ou pior, por si próprio.
Amor é olhar de frente. É ir em frente, sempre reescrevendo o passado, para cada história que você se recordar em cada instante em que tiver conquistado novos olhos, novo olhar.
Amor é fé. E é ter coragem de ser um contraste perante uma sociedade anestesiada dos nossos sentimentos básicos.
Amar não é confuso, ou coisa complicada.
Amor é apenas ser.
Seria bom a gente lembrar da profundidade e da beleza que habita na simplicidade, antes que viremos gente rasa demais.
No fim das contas, o bicho homem sabe que não quer ser deserto árido quando há tanto mais pra se ser.
Amor é amar.
Aconselhe-se
A gente sempre vai ser nosso melhor conselheiro.
Cada um sabe o que precisa ouvir.
Em quais palavras, com quais exemplos, com quais argumentos.
As vezes os desabafos são um pedido pra ouvir em voz alta da boca de outra pessoa o que a gente diz pra si.
Enfim, toda decisão quase tomada ou ideologia que se expõe e se manifesta é um pedido e uma abertura pra gente ouvir do outro estar fazendo algo bom, a coisa certa, ou pisando na bola e deixando de considerar uma ideia melhor pra todo mundo.
É bom se sentir apoiado.
Mas também é bom entender a naturalidade e o privilégio de criar o hábito de, sozinhos, conversarmos com quem somos.
O hábito oferece noites de sono melhores.
Evita erros.
Cada um sabe o que precisa ouvir.
Em quais palavras, com quais exemplos, com quais argumentos.
As vezes os desabafos são um pedido pra ouvir em voz alta da boca de outra pessoa o que a gente diz pra si.
Enfim, toda decisão quase tomada ou ideologia que se expõe e se manifesta é um pedido e uma abertura pra gente ouvir do outro estar fazendo algo bom, a coisa certa, ou pisando na bola e deixando de considerar uma ideia melhor pra todo mundo.
É bom se sentir apoiado.
Mas também é bom entender a naturalidade e o privilégio de criar o hábito de, sozinhos, conversarmos com quem somos.
O hábito oferece noites de sono melhores.
Evita erros.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Brigar por religião é temor, não fé (crítica resposta)
Foi tosco sim, indiscutível. Mas acho que Deus ia ficar muito mais feliz vendo as pessoas sendo compreensivas com alguém que está falando besteira do que a acusando e a condenando em nome de defender Ele.
Tipo, meu?? Não tem nexo isso. Você ofender alguém pesadamente porque acha que Deus precisa que você defenda Ele (sério?), e de uma coisa bobíssima dessa perto de tanta coisa séria no mundo que realmente precisa de gente tendo interesse em dar atenção.
Acreditar em Deus não tem nada a ver com recorrer a violência verbal e ameaças em nome dEle, tem a ver com compreensão, paciência e calma, se vocês fossem tão boas pessoas e religiosos assim iam entender que é uma irmã de vocês que pisou na bola, como todo mundo faz de vez em quando na vida.
Se vocês que estão incomodados fossem tão fiéis assim, como gostam de dizer serem, nem estariam incomodados, por que conheceriam o Deus de vocês, que com certeza não ta nadinha interessado numa palhaçada num vídeo de YouTube. Ao invés de nos ocuparmos com réplicas de ódio em nome de Deus (???), que tal fazer um trabalho voluntário num orfanato? Ou doar cestas básicas pra quem, em algum lugar perto da sua casa, está com fome agora? Vamos ser mais coerentes com o que dizemos ter como crenças.
Vocês não são tão diferentes dos grupos islâmicos radicais que matam por religião se se permitem xingar ou ameaçar alguém em nome de Deus, só pra avisar.
Acreditar em Deus não tem nada a ver com recorrer a violência verbal e ameaças em nome dEle, tem a ver com compreensão, paciência e calma, se vocês fossem tão boas pessoas e religiosos assim iam entender que é uma irmã de vocês que pisou na bola, como todo mundo faz de vez em quando na vida.
Se vocês que estão incomodados fossem tão fiéis assim, como gostam de dizer serem, nem estariam incomodados, por que conheceriam o Deus de vocês, que com certeza não ta nadinha interessado numa palhaçada num vídeo de YouTube. Ao invés de nos ocuparmos com réplicas de ódio em nome de Deus (???), que tal fazer um trabalho voluntário num orfanato? Ou doar cestas básicas pra quem, em algum lugar perto da sua casa, está com fome agora? Vamos ser mais coerentes com o que dizemos ter como crenças.
Vocês não são tão diferentes dos grupos islâmicos radicais que matam por religião se se permitem xingar ou ameaçar alguém em nome de Deus, só pra avisar.
E, mais, ela é aquariana (também sou), e eu sei que quando nós, de aquário, não estamos nos sentindo equilibrados na vida com alguma coisa, temos essa tendência tosca que só prejudica nós mesmos de ficar autoafirmando que se exploda todo mundo e a gente pensa e fala o que quer pois é dono de si, e isso é suuuper criança e não faz a gente chegar em lugar nenhum. Mas isso só mostra que ela ta numa fase bem bosta e com algum conflito de ideais gente, é babaca sim, mas vamos ter mais empatia, o que ela disse ou deixou de dizer não vai mudar o que é Deus pra ninguém.
A própria piada se derivou do fato de ela fazer referência a Deus na hora de comentar a criação e origem do ser humano e de sua beleza, existe a possibilidade (imensa) de ela ter falado o que falou justamente por confiar na postura dela com a vida e com as pessoas, e tem a consciência tranquila sobre ser uma pessoa boa nos conceitos dela, e é tão de boa com isso que teve a ingenuidade de ultrapassar esse limite do respeito, foi falta de senso sim, mas não acredito que houve intenção nenhuma de intolerância ou ridicularização das crenças dos outros, aliás, é a crença dela tb, ela só manifestou isso de forma inconsequente. Inconsequente, irresponsável, não maldosa.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Antes de ser pai ou mãe, deixe de desejar ser filho
Nesse mundo tão cheio de relatividades e diversidade, há muitos bons pais por aí.
Mas esse texto não vai se tratar dos pais e mães do ano.
Como tudo no Universo, existe sempre mais de um modo de conduzir uma atitude.
Obviamente, a importância dos pais na vida dos que forem filhos é indiscutível, pois está na responsabilidade dos pais a educação de um ser humano, assim como sua formação acadêmica, linguística, cultural, social, estética, material.
Portanto, não digam para suas filhas que elas são vagabundas.
Elas podem crescer e acabar acreditando, e pior, aceitar como natural ser chamada e vista assim por outras pessoas.
Portanto, não deleguem tarefas domésticas apenas entre as mulheres da família se há também homens.
Você vai estar ensinando machismo para seus filhos e afirmando para suas filhas que elas tem o dever de sempre fazerem tudo dentro de casa sozinhas, e isso inclui o dia em que elas dividirem um teto com um companheiro, trabalharem fora e tiverem filhos.
Portanto, não manifeste reações de reprovação e expressões de desgosto para seus filhos e filhas quando eles não tiverem interesse em algo oferecido, por vocês, a eles.
Eles vão crescer acreditando que devem aceitar algo mesmo quando sendo o que não querem, pois negar algo parece ser uma atitude que magoa e é falta de educação.
Portanto, repreenda, faça seu papel, mas não bata nos seus filhos.
Eles vão crescer completamente paralelos ao que conhecemos por diplomacia e diálogo, acreditando que amor e família são laços que envolvem violência e ausência de autocontrole.
Portanto, fique brabo, todos temos direito a dias ruins, mas não xingue seus filhos.
Você é o exemplo e a referência deles de como tratar o mundo do lado de fora de casa, e, mais uma vez é válido lembrar... Quando você se refere ao seu filho ou filha como alguém assim ou assado por um equívoco seu e falta de vocabulário seu, seu filho ou filha pode acreditar no que você disse sobre ele em um momento em que faltou postura sua como adulto.
Portanto, não diga para o seu filho que teatro é coisa de viado. Se ele tiver apenas seu ponto de vista sobre isso e for um completo apaixonado pelas artes dramáticas, ele vai acreditar que só pode sê-lo se tiver outra sexualidade.
Portanto, não diga para a sua filha que artes marciais não tem espaço para meninas delicadas, inteligentes ou bonitas como ela. Além de isso sugerir que ela associe mulheres atuantes nas artes marciais como brutas, burras ou feias e que se crie um preconceito, você pode ter tirado dela o que seria um local de amizades e uma válvula de escape para relaxar e ser um lazer perante as situações do dia a dia.
Portanto, não proíba que seus filhos escolham a roupa que vestem, ou o sabor do sorvete que vão tomar, sozinhos. Ele vai crescer sempre dependendo de uma segunda opinião para fazer as escolhas na vida dele.
Portanto, não diga para a sua filha que artes marciais não tem espaço para meninas delicadas, inteligentes ou bonitas como ela. Além de isso sugerir que ela associe mulheres atuantes nas artes marciais como brutas, burras ou feias e que se crie um preconceito, você pode ter tirado dela o que seria um local de amizades e uma válvula de escape para relaxar e ser um lazer perante as situações do dia a dia.
Portanto, não proíba que seus filhos escolham a roupa que vestem, ou o sabor do sorvete que vão tomar, sozinhos. Ele vai crescer sempre dependendo de uma segunda opinião para fazer as escolhas na vida dele.
Portanto, não converse com seus filhos que ainda nem saíram do ensino fundamental sobre problemas sérios do seu casamento.
Eles precisam de inocência, e de um porto seguro.
Portanto, não ridicularize desejos que seus filhos tem de serem pessoas melhores.
Seus limites são seus, não deles. E ridicularizar objetivos não faz com que pessoas não os alcancem, mas apenas faz com que não tenham interesse de compartilhar esses assuntos com você outra vez.
Portanto, na medida do que se puder, provenha para seus filhos vestuário.
Eles não estão na fase de conquistar poder monetário para se vestirem sozinhos, e os pais são as únicas pessoas pra quem eles vão poder pedir pelo atendimento de suas necessidades.
Portanto, não tire sarro das partes íntimas dos seus filhos e filhas.
Eles vão crescer prestando atenção nessas partes do corpo de forma excedente ao saudável, vendo tal morfologias como algo para rir e banalizando uma coisa que vai envolver a vida sexual deles.
Portanto, não duvide dos sentimentos que seus filhos tem, principalmente se forem altruístas.
Eles vão crescer acreditando que precisam provar e autoafirmar seus sentimentos como se eles mesmos não fossem pessoas de credibilidade para si próprios.
Portanto, não diga para seus filhos que eles se acham mais do que os outros simplesmente por, em diálogos, manifestarem serem mais dedicados no colégio ou no aprofundamento de algum assunto, prática ou esporte.
Eles vão começar a reprimir seus talentos e seu interesse em aprender por acreditarem que isso não é ser uma pessoa interessante, mas sim um metido a sabichão. Os oriente das conveniências de com quem, quando e em que ambientes mencionar conhecimentos adquiridos.
Portanto, não dê risada pelo interesse dos seus filhos em causas incomuns e mais nobres, mesmo que sejam projetos pequenos e aparentemente desimportantes.
Se não houvesse quem se interessasse por todos os assuntos atuais já desenvolvidos, o mundo seria diferente e algo nos faria diferença e falta, sem dúvidas. Esclareça para seus filhos a relevância das causas e o deixe pelo próprio juízo, mesmo que estando perto para qualquer dúvida dele.
Portanto, não fique brabo com seus filhos por não rirem da sua piada ou por não te acompanharem em um comentário, casual, banal ou crítico.
Eles vão crescer acreditando que ter o senso de humor e o discernimento deles é algo ofensivo.
Portanto, não obrigue seus filhos a abraçar e beijar pessoas que são do seu âmbito pessoal, e não do deles. O corpo é deles, e o desejo de demonstrar afeição também, independente da idade.
Portanto, não os proíba de viajar com o colégio. Seus filhos podem ser apenas jovens e dependentes de vocês, mas tem direito a terem momentos sem estar sob a asa dos pais.
Eles vão crescer acreditando que ter o senso de humor e o discernimento deles é algo ofensivo.
Portanto, não obrigue seus filhos a abraçar e beijar pessoas que são do seu âmbito pessoal, e não do deles. O corpo é deles, e o desejo de demonstrar afeição também, independente da idade.
Portanto, não os proíba de viajar com o colégio. Seus filhos podem ser apenas jovens e dependentes de vocês, mas tem direito a terem momentos sem estar sob a asa dos pais.
Portanto, não diga para seus filhos que eles não respeitam ninguém só por eles terem uma perspectiva diferente que a sua sobre um filme, uma marca de perfume ou qualquer assunto casual.
Eles não vão saber ter postura e reação quando houver um seminário ou debate no colégio e até na faculdade, aliás, o conceito deles de o que é respeito foi distorcido.
Portanto, reconheça sua responsabilidade como adulto e sua fundamental e imensa importância e interferência no rumo dos caminhos do seu filho. Permita. Repreenda. Seja firme. Pondere. Acredite. Abrace. Provenha. Oriente. Brinque. Mas se dedique a não ser uma criança cheia de necessidades, complexos e caprichos, que precisa de mais cuidados e atenção que suas próprias crianças.
Portanto... Amigo, tenha sua personalidade e peculiaridades que cada pessoa tem como única, mas se ame, saiba ter senso de humor, rir de si mesmo, ser leve, acreditar na alegria e nos sentimentos bons das pessoas, confiar em quem você é.
Quando você é mãe, ou pai, foi acreditado a você uma evolução, se trata de uma vidinha nas suas mãos.
Tenha boas mãos.
domingo, 8 de janeiro de 2017
A independência mental e emocional são as únicas formas de independência que podem levar a alçada de vôos mais altos e a conquista de todas as demais formas de independência. Aliás, todo grande prédio tem uma estrutura e uma base. Uma forte e bem pensada estrutura e uma selecionada e boa base. Fácil nunca é, se fosse, não haveria o mérito da vista lá de cima, quando se finaliza a construção da cobertura.
A única coisa que importa é que você se importe.
Antes dos dias de vitória, glória e conquistas, todo mundo passa por dias de caminho estreito, sacrifício, foco e suor.
E no meio dessa escalada antes de chegar ao topo da (primeira) montanha, muito menos coisas importam de fato do que pensamos.
Não importa que alguém ridicularize um objetivo seu.
Não importa que você não tenha a qualidade de vida na qual se sentiria amparado.
Não importa que não tenha apoio de quem você gostaria de ter apoio.
Não importa que seus amigos estejam longe, ou com um ritmo diferente de vida que o seu.
Não importa que você não esteja em um ambiente favorável para alcançar suas metas, das mais diversas.
Não importa que seus ouvidos escutem coisas que, se você acreditasse, desacreditaria de si mesmo.
Não importa que sua vida pessoal seja julgada e seja alvo de (tentativas de) ofensas.
Não importa que você tenha errado feio na vida em uma determinada situação recente, pois pessoa alguma teve interesse em te abrir os olhos, ser amigo, mas sim apenas, soberbamente te ridicularizar e condenar por estar com uma ideia ruim.
Pouco importa o mundo externo, se o seu interior se propor, de forma incomum, a ser rico.
Importa que você dedique-se e se veja fazendo com naturalidade aquilo que sua mente tem como objetivo.
Importa que você deixe alguns caprichos de lado e concentre-se no seu futuro, pois assim você constrói a qualidade de vida da qual te faz sentir bem e fiel pelo que há no seu lado de dentro.
Importa que você dê ouvidos aquele amigo ou amiga que te quer bem e reconhece você. E mais, que você dê ouvidos principalmente a si mesmo quando se tratar de ter força para ir em frente.
Importa que logo você alcançará o que é seu, e vai ter seu lugar ao sol. E seus amigos vão estar lá.
Importa que você crie sua própria energia, e faça o seu ambiente, mesmo que ocasionalmente, ou não, isso peça por momentos individuais.
Importa que, antes de os seus ouvidos acreditarem nas palavras que escutam, seus olhos interfiram na sua recepção e observem dos lábios de quem estão saindo tais palavras.
Importa que você e as pessoas realmente envolvidas na sua vida pessoal saibam dialogar, ter empatia e respeito, importa que você tenha a consciência tranquila com o que se passa e com o que já se passou.
Importa que você tem que aprender a se perdoar, e perdoar as pessoas que podiam, e até as que deviam, ter interferido em algumas decisões mais sérias que você pensou em tomar, e tomou.
Importa que você tem que aprender a se perdoar, e perdoar as pessoas que podiam, e até as que deviam, ter interferido em algumas decisões mais sérias que você pensou em tomar, e tomou.
No fim das contas, tudo (tudo) o que importa durante escaladas em montanhas, caminhos espinhosos antes de virem as rosas ou dias de luta pelo objetivo, é quem você é com si mesmo. Tudo se trata de colocar-se perante a vida como aluno e abraçar suas falhas com o intuito de crescer, repará-las, construir uma vida, construir-se, e não por necessidade de provar algo pra qualquer pessoa, mas pela própria liberdade de ter escolhido ser forte, por se dispor a aceitar o convite que a vida traz para amadurecer. É acolher o adulto dentro de si como um velho amigo, lhe dando boas vindas e apertando sua mão.
Aliás, não são carneiros que sacodem a poeira e se permitem enfrentar, e matar, um leão por dia.
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