Ele soube que ela tinha dado início à terapia,
E perguntou como estava indo.
Ela, de ar desinteressado e desanimado como de costume, respondeu que ainda não estava gerando algum efeito ou provocado quaisquer mudança, que ela ainda tinha muito para dizer nas sessões seguintes pra então começar a poder esperar algum retorno e alguma transformação ou melhora interior.
Ai, ai, mal sabia ela. Que ia se curar, não falando, mas compreendendo a necessidade e a importância de aprender a ouvir.
A ouvir ela mesma, suas próprias ideias, sentimentos de todo tipo, arrependimentos e ambições.
A ouvir os outros.
A ouvir músicas novas, não necessariamente de data, mas para os ouvidos.
A ouvir o som do vento.
A ouvir não só palavras, mas as intenções por trás delas, que muitas vezes trazem mais beleza que as palavras em si.
Ela ia se curar aprendendo a ouvir o que diziam gestos, olhares, toques.
Ouvindo as palavras de forma literal, em paz, sem falta de receptividade, sem desconfianças, sem julgamentos e réplicas (apenas mentais, ou não) instantâneas, sem dramatizar, fazer alarde, menosprezar, superestimar ou subestimar o que sai da boca do outro.
E, de todos esses, podendo ser comparados à remédios para curar um sentimento que tira sentimento de vivacidade, o antibiótico seria saber ouvir o silêncio, aliás, se ela o ouvisse, saberia que a cura pra algum mal que vivia dentro do peito, não era a necessidade de falar, mas sim a falta de saber ouvir.
Mas, bom, aí ele não teria necessidade de escrever sobre isso, este mesmo não existiria, seria um texto sem utilidade, ela já seria alguém feliz.
quinta-feira, 23 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
Fragilidade - claro - humana.
Me peguei sentindo medo.
E de coração ansioso, sem certeza se a vida ia dar certo.
Me peguei me questionando o que era dar certo.
Dar "certo".
Isso seria ter por perto, pra amar, quem eu amo, e ser amada?
Seria ser feliz com o meu trabalho?
Seria, uma ou duas vezes ao ano, ter toda a condição de viajar, e conhecer lugares que me despertassem emoção?
Seria, ser convidada para ser madrinha do bebê de alguém especial pra mim?
Ser convidada pra ser madrinha sempre foi visto por mim como um reconhecimento. Ser confiável o suficiente, ser uma pessoa boa ao ponto de ser dada, pelos pais, como uma referência de adulto pra um filho.
Seria isso, o dar certo, no futuro, eu ser alguém que se perdoou pelos próprios erros?
Eu acho meus erros importantes. Mas não os esqueço enquanto não me movo pra consertá-los de alguma maneira.
Talvez eu devesse fazer menos questão de corrigir(me), e aceitar que nem tudo precisa ser consertado, as vezes só precisa ser deixado pra lá, compreender o aprendizado que o erro trouxe e seguir em frente.
Seria eu, alguém de uma vida que deu certo, uma pessoa que reconhece a real relevância das coisas, de todas as coisas?
Ou, de repente, dar certo, seria ser alguém que ganha um salário de cinco dígitos?
Seria, dar certo na vida, eu ter a característica de saber enxergar a existência de, no mínimo, uma qualidade, ao ponto de sentir admiração, por absolutamente qualquer pessoa?
Seria, elevar minha consciência, e já ao acordar, saber que estou acordando pra construir mais um dia bom?
Seria, levantar da cama não de forma automática, mas sentindo o começo do meu dia?
O que seria esse dar certo, afinal? Será que o "torto" de algum momento ou outro da minha vida na verdade está perfeitamente correto, e está, na verdade, apenas fora das razões que eu conheço?
Eu não ouço em palavras a resposta de seres de luz quando faço orações.
O que de certa forma é coerente, pois eu não entenderia um Deus que fosse inacessível, que só vive do lado de fora, e longe de mim.
Parece que tudo que eu preciso está dentro do meu peito, e que minha tarefa é aprender a ouvir (aliás, talvez o ser de luz, aqui e agora, também seja eu, com muito trabalho pela frente e Amor pra aprender). E mais, agir de acordo, não 10 ou 20 horas por dia. Mas sempre, incessantemente.
Nunca me arrependi de algo que fiz com o coração, arrependi-me apenas das dores que senti por não tê-lo ouvido, seguido. Ou por ter tido alguma atitude sem ele.
Mas definitivamente, meu coração descansa quando sei que existe algo maior do que eu.
Ele descansa, por que sei que não está sobre os meus ombros a responsabilidade do mundo.
Ele descansa.
Porque eu sei que algo maior sabe meu tamanho hoje, e que o universo não vai ser injusto comigo. Já não o é.
Para os mais céticos, bom, eu lhes ofereço o meu silêncio. A verdade dos meus sentimentos não existe pra persuadir quaisquer pessoa, a o que quer que seja.
Mas existe luz.
Há algo que olha, zela, orienta. Algo de enorme sutileza, generosidade e respeito.
Existe algo boníssimo aqui.
E lá.
E em todo lugar.
Tudo que reconhecemos do lado de fora do peito, é o que conhecemos do lado de dentro dele.
Se a gente conhecer a bondade em nós, e nobreza nas intenções, vamos começar a reconhecer a existência disso no mundo.
Da energia onipotente, e onipresente, tão cheia de sabedoria.
E de amor.
Viva, brilhando e emanando o que se é, em tudo.
Em toda pessoa.
E cada canto do Universo.
E de coração ansioso, sem certeza se a vida ia dar certo.
Me peguei me questionando o que era dar certo.
Dar "certo".
Isso seria ter por perto, pra amar, quem eu amo, e ser amada?
Seria ser feliz com o meu trabalho?
Seria, uma ou duas vezes ao ano, ter toda a condição de viajar, e conhecer lugares que me despertassem emoção?
Seria, ser convidada para ser madrinha do bebê de alguém especial pra mim?
Ser convidada pra ser madrinha sempre foi visto por mim como um reconhecimento. Ser confiável o suficiente, ser uma pessoa boa ao ponto de ser dada, pelos pais, como uma referência de adulto pra um filho.
Seria isso, o dar certo, no futuro, eu ser alguém que se perdoou pelos próprios erros?
Eu acho meus erros importantes. Mas não os esqueço enquanto não me movo pra consertá-los de alguma maneira.
Talvez eu devesse fazer menos questão de corrigir(me), e aceitar que nem tudo precisa ser consertado, as vezes só precisa ser deixado pra lá, compreender o aprendizado que o erro trouxe e seguir em frente.
Seria eu, alguém de uma vida que deu certo, uma pessoa que reconhece a real relevância das coisas, de todas as coisas?
Ou, de repente, dar certo, seria ser alguém que ganha um salário de cinco dígitos?
Seria, dar certo na vida, eu ter a característica de saber enxergar a existência de, no mínimo, uma qualidade, ao ponto de sentir admiração, por absolutamente qualquer pessoa?
Seria, elevar minha consciência, e já ao acordar, saber que estou acordando pra construir mais um dia bom?
Seria, levantar da cama não de forma automática, mas sentindo o começo do meu dia?
O que seria esse dar certo, afinal? Será que o "torto" de algum momento ou outro da minha vida na verdade está perfeitamente correto, e está, na verdade, apenas fora das razões que eu conheço?
Eu não ouço em palavras a resposta de seres de luz quando faço orações.
O que de certa forma é coerente, pois eu não entenderia um Deus que fosse inacessível, que só vive do lado de fora, e longe de mim.
Parece que tudo que eu preciso está dentro do meu peito, e que minha tarefa é aprender a ouvir (aliás, talvez o ser de luz, aqui e agora, também seja eu, com muito trabalho pela frente e Amor pra aprender). E mais, agir de acordo, não 10 ou 20 horas por dia. Mas sempre, incessantemente.
Nunca me arrependi de algo que fiz com o coração, arrependi-me apenas das dores que senti por não tê-lo ouvido, seguido. Ou por ter tido alguma atitude sem ele.
Mas definitivamente, meu coração descansa quando sei que existe algo maior do que eu.
Ele descansa, por que sei que não está sobre os meus ombros a responsabilidade do mundo.
Ele descansa.
Porque eu sei que algo maior sabe meu tamanho hoje, e que o universo não vai ser injusto comigo. Já não o é.
Para os mais céticos, bom, eu lhes ofereço o meu silêncio. A verdade dos meus sentimentos não existe pra persuadir quaisquer pessoa, a o que quer que seja.
Mas existe luz.
Há algo que olha, zela, orienta. Algo de enorme sutileza, generosidade e respeito.
Existe algo boníssimo aqui.
E lá.
E em todo lugar.
Tudo que reconhecemos do lado de fora do peito, é o que conhecemos do lado de dentro dele.
Se a gente conhecer a bondade em nós, e nobreza nas intenções, vamos começar a reconhecer a existência disso no mundo.
Da energia onipotente, e onipresente, tão cheia de sabedoria.
E de amor.
Viva, brilhando e emanando o que se é, em tudo.
Em toda pessoa.
E cada canto do Universo.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Ela também se deu bem (+18)
Eram 4h, madrugada de fim de sexta feira que já tinha virado sábado, começava a dar pra sentir aquele clima de fim de festa.
E os dois, nus e de corpo suado, estavam exaustos, deitados com as pernas entrelaçadas.
Rindo.
Contemplando.
Satisfeitos.
Eles se conheceram naquela noite mesmo, através de amigos em comum, enquanto conversavam baixinho no ouvido um do outro devido o som alto que tocava dentro da casa do Gui.
Ele deu um olhar pra ela, daqueles olhares de quem quer saber mais sobre o quê se olha, ela sorriu olhando pra baixo, e depois ergueu o olhar, de igual pra igual.
Se alguém perguntasse a razão da iniciativa de um ou da recepção do outro, nenhum dos dois teria algum motivo especial.
Foi química, porte físico, sentimento de consciência do contexto, sem pejoratividade alguma, mas sentimento raso, foi por sexo, vontade de comer, desejo de explorar, de ser explorado, explorada.
Ambos não tinham quaisquer intenção romântica.
Ambos não tinham quaisquer intenção de sair contando coisa alguma sobre aquela noite, de roupa de cama úmida e de luzes da rua entrando no quarto e expondo cenas que provocavam tesão um no outro.
Ambos apreciaram o corpo que estava ali, sob ou sobre o próprio.
Ambos morderam, puxaram mechas de cabelo, fecharam com força os olhos, fizeram barulho, fizeram bagunça, fizeram o outro gozar.
Não foi um momento de classe ou refinamento algum.
Muito menos um momento determinante no futuro da vida dos dois, eles não eram o amor da vida um do outro e sabiam disso.
Mas ambos acharam natural e espontâneo usar preservativo.
Ambos estavam atentos, e atenderam os sinais do outro sobre qual seria o próximo passo.
Ambos se conduziram.
Ambos ouviram o que o olhar do outro disse durante as preliminares.
Ambos tinham bebido, mas não o suficiente pra não saberem o que e com quem, estavam fazendo.
E no dia seguinte, ambos demonstraram sentimento de amizade, descompromissado, leve, sincero.
O fato de eles não serem o amor da vida um do outro determinava que, realmente, não existia nenhuma possibilidade de eles dividirem um cotidiano e tardes de domingo o resto da vida.
No entanto, o fato de ele ter deixado claro, o tempo todo, que sabia que não era só ele que estava se dando bem, determinou pro futuro dela, que num dia aqui ou ali, ela lembraria que durante a vida conheceu um cara que, falando da forma mais clara e menos delicada, tinha todos os pedaços do cérebro na cabeça.
Um cara que entendia que sexo casual não é coisa de gente sem valor moral, de mulher sem valor.
Que entendia de uma maneira muito normal que ela tinha direito de ter liberdade sobre si, e que isso não interferia em nada pra que ela tivesse seus princípios, que isso não invalidava que ela tivesse sua fé ou religião, que isso não tornava ela menos do que ela era em sua totalidade.
Um cara que entendia que ele tinha faturado e ganhado uma boa por ter dormido com ela na festa, mas que ela também desejou ele.
Ela lembraria que, em um certo momento, numa festa, ela conheceu um cara que entendia que não existia vergonha, vitimismo ou fragilidade nenhuma no fato de uma mulher querer transar.
Pois, bom, se, como alguns gostam de falar, ele tinha "usado" ela, ué. Então ela também tinha usado ele.
Ela também se deu bem.
E os dois, nus e de corpo suado, estavam exaustos, deitados com as pernas entrelaçadas.
Rindo.
Contemplando.
Satisfeitos.
Eles se conheceram naquela noite mesmo, através de amigos em comum, enquanto conversavam baixinho no ouvido um do outro devido o som alto que tocava dentro da casa do Gui.
Ele deu um olhar pra ela, daqueles olhares de quem quer saber mais sobre o quê se olha, ela sorriu olhando pra baixo, e depois ergueu o olhar, de igual pra igual.
Se alguém perguntasse a razão da iniciativa de um ou da recepção do outro, nenhum dos dois teria algum motivo especial.
Foi química, porte físico, sentimento de consciência do contexto, sem pejoratividade alguma, mas sentimento raso, foi por sexo, vontade de comer, desejo de explorar, de ser explorado, explorada.
Ambos não tinham quaisquer intenção romântica.
Ambos não tinham quaisquer intenção de sair contando coisa alguma sobre aquela noite, de roupa de cama úmida e de luzes da rua entrando no quarto e expondo cenas que provocavam tesão um no outro.
Ambos apreciaram o corpo que estava ali, sob ou sobre o próprio.
Ambos morderam, puxaram mechas de cabelo, fecharam com força os olhos, fizeram barulho, fizeram bagunça, fizeram o outro gozar.
Não foi um momento de classe ou refinamento algum.
Muito menos um momento determinante no futuro da vida dos dois, eles não eram o amor da vida um do outro e sabiam disso.
Mas ambos acharam natural e espontâneo usar preservativo.
Ambos estavam atentos, e atenderam os sinais do outro sobre qual seria o próximo passo.
Ambos se conduziram.
Ambos ouviram o que o olhar do outro disse durante as preliminares.
Ambos tinham bebido, mas não o suficiente pra não saberem o que e com quem, estavam fazendo.
E no dia seguinte, ambos demonstraram sentimento de amizade, descompromissado, leve, sincero.
O fato de eles não serem o amor da vida um do outro determinava que, realmente, não existia nenhuma possibilidade de eles dividirem um cotidiano e tardes de domingo o resto da vida.
No entanto, o fato de ele ter deixado claro, o tempo todo, que sabia que não era só ele que estava se dando bem, determinou pro futuro dela, que num dia aqui ou ali, ela lembraria que durante a vida conheceu um cara que, falando da forma mais clara e menos delicada, tinha todos os pedaços do cérebro na cabeça.
Um cara que entendia que sexo casual não é coisa de gente sem valor moral, de mulher sem valor.
Que entendia de uma maneira muito normal que ela tinha direito de ter liberdade sobre si, e que isso não interferia em nada pra que ela tivesse seus princípios, que isso não invalidava que ela tivesse sua fé ou religião, que isso não tornava ela menos do que ela era em sua totalidade.
Um cara que entendia que ele tinha faturado e ganhado uma boa por ter dormido com ela na festa, mas que ela também desejou ele.
Ela lembraria que, em um certo momento, numa festa, ela conheceu um cara que entendia que não existia vergonha, vitimismo ou fragilidade nenhuma no fato de uma mulher querer transar.
Pois, bom, se, como alguns gostam de falar, ele tinha "usado" ela, ué. Então ela também tinha usado ele.
Ela também se deu bem.
segunda-feira, 6 de março de 2017
Experiência e maturidade não são sinônimos
Vem cá, chega mais... Pertinho... Isso... Você, que diz que sabe demais por já ter passado por tudo nessa vida e por já ter uma determinada idade, ter experiências...
Já te passou pela cabeça que se você realmente soubesse demais e tivesse aprendido tudo que deveria ou poderia, ia ter muitas coisas pelas quais você não precisaria, e não teria, passado?
Já te passou pela cabeça que se você realmente soubesse demais e tivesse aprendido tudo que deveria ou poderia, ia ter muitas coisas pelas quais você não precisaria, e não teria, passado?
sábado, 4 de março de 2017
Jardim Botânico
Hoje eu senti saudade.
De sentir que meu coração podia agir como se estivesse em casa.
De dividir a cozinha com bom humor vestido de gente. E de acordar cedo pra ir na feirinha do centro comprar sabonete artesanal e incensos - ambos de mel, aveia, baunilha e jasmim.
Como um comum animal de quaisquer classe ou reino, me vi como peixe fora da água.
Como quem não está no seu habitat natural. Como quem não tem vestido a própria pele nos últimos tempos.
Senti saudade de ler poesia escrita nos muros das ruas. Entre, elas, tinha até Leminski.
Saudades, de saber que iria ver meus amigos em alguma festa, bem daquele jeitinho, com uma energia toda nossa, no fim de semana.
Senti saudade de sentir que estava onde devia estar, fazendo o que devia fazer. Senti falta de sentir movimento progressivo.
Fiquei nostálgica depois de chover, aqui, que não é lá.
Porque lá chove quase todos os dias, e ela, chuva, convida qualquer um pra tomar um, ou dois, cappuccinos de manhã.
Senti saudade do que, da mesma forma que me remetia ao meu passado, acabava sendo também um retrato do meu futuro.
Retrato de moça feliz, sutil e ela mesma... Leve.
Alegre, como quem ouve Sá Marina aos domingos.
De sentir que meu coração podia agir como se estivesse em casa.
De dividir a cozinha com bom humor vestido de gente. E de acordar cedo pra ir na feirinha do centro comprar sabonete artesanal e incensos - ambos de mel, aveia, baunilha e jasmim.
Como um comum animal de quaisquer classe ou reino, me vi como peixe fora da água.
Como quem não está no seu habitat natural. Como quem não tem vestido a própria pele nos últimos tempos.
Senti saudade de ler poesia escrita nos muros das ruas. Entre, elas, tinha até Leminski.
Saudades, de saber que iria ver meus amigos em alguma festa, bem daquele jeitinho, com uma energia toda nossa, no fim de semana.
Senti saudade de sentir que estava onde devia estar, fazendo o que devia fazer. Senti falta de sentir movimento progressivo.
Fiquei nostálgica depois de chover, aqui, que não é lá.
Porque lá chove quase todos os dias, e ela, chuva, convida qualquer um pra tomar um, ou dois, cappuccinos de manhã.
Senti saudade do que, da mesma forma que me remetia ao meu passado, acabava sendo também um retrato do meu futuro.
Retrato de moça feliz, sutil e ela mesma... Leve.
Alegre, como quem ouve Sá Marina aos domingos.
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