Do outro lado do rio, olhou as montanhas ao longe, que não estavam assim tão longe. E se sentou na areia úmida e escura. Grãos quase pretos. E muito finos, então a aparência da superfície sugeria que, essa, era macia.
Fechou os olhos. Fazendo isso, olhou pra ele.
Como um flash, se lembrou dele, sentiu ele por perto. Mas apenas por alguns segundos, como se encostasse a cabeça em seu peito, num abraço.
O objetivo dela ao fechar os olhos era olhar para si, mas a imagem e a energia dele acabaram aparecendo. Devia ser porque sentia saudades dele as vezes.
Queria olhar para si porque não se sentia calma, queria se recolher em meditação.
Com o que houve, descobriu que, pelo jeito, ele tinha muita coisa a ver com a calma dela, isso se ele não a fosse, por alguma razão. É que, bem, o objetivo da introspecção foi buscar calma. Ela encontrou ele. Pois é.
O que traz calma pra o que se carrega no peito é sempre o que está do lado de dentro dele também.