sexta-feira, 31 de julho de 2015

Vida simples - viva o agora, o que você vai fazer hoje?

Combatendo a Ansiedade (Professor e biólogo Paulo Jubilut)

Abordando, de uma maneira interativa e com ampla perspectiva, primeiramente a ansiedade (da qual, inclusive, ele falou muito bem, com propriedade e clareza), tal assunto - ansiedade - acabou estando ligado a diversas circunstancias externas e vários outros fatores (fatores esses, que temos poder de conduzir, como alimentação, sono, atividade física, pensamentos a longo prazo, pessimistas etc, excelente vídeo),  falou dos padrões impostos pra nós, sociedade ocidental e oriental, a rotina acelerada e atropelada que fomos criados para ter como normal, quebra de paradigmas, falou da natureza do ser humano, que envolve amor, calma, gentileza, afeto e contato realmente com a natureza em si, enfim, não falou pouco mas falou bonito - o professor cita também a pratica da Yoga, muito show.
Mas, bom, essa é minha interpretação e recepção do que foi falado nesse link ai em cima, talvez você até enxergue mais coisas.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Silencie o mundo lá fora, inclusive o de casa.

"Esquenta é programa de gente alienada", "Plim Plim, alienação, a gente vê por aqui", "Pff, sertanejo é coisa de gente burra mesmo", "Olha o cara querendo dar uma de cult ouvindo Caetano", "PT é coisa de pobre e idealista comunista né", "PSDB é um monte de coxinha alienado","Ah, a minha vó só assiste novela, alienada demais", "não, não me considero alienado, eu leio e estudo muito pra isso, alienação pra mim é ignorância" etc, etc, etc.

Das várias e diversas polêmicas com que nos deparamos no nosso cotidiano, vemos muito sendo falado a respeito de alienação, vemos debates e definições dos muitos conceitos que os diferentes grupos sociais têm de o que ela seja, aqui vai o – nem certo, nem melhor, nem errado  meu.
Não ser alienado não é dar atenção, audiência e repercussão para o que é contra o que é clichê, para o que não é popular ou até mesmo o que fala diretamente sobre a oposição ao que chamamos de alienação. Mesmo assim, quando você faz isso, está sob a influência de uma ideologia – está alienado está incluído numa massa que compartilha um pensamento que é, em muito, semelhante, está escolhendo ir pro preto ou pro branco, pra um dos extremos.

Não ser alienado é passar tempo com si mesmo sozinho.

Vamos supor que ser alienado, favorável a tudo que é visto como clichê, seja estar num lado que vamos chamar de branco, e que estar de acordo com as ideologias contra a alienação e o comum clichê seja estar do lado preto.
Einstein já dizia que, quanto mais tempo o indivíduo passasse por si, menos provável seria que ele se deixasse levar pela sociedade. Einstein foi Einstein, sabia que havia, de fato, um motivo para que o que chamam de solidão não fosse algo ruim, na verdade, pelo contrário.
Não ser alienado é habitar a área cinzenta de pensamento, aquela que precisa de um pouquinho do preto e do branco para ser o que é – cinza.

Não ser alienado é passar seu tempo em silêncio, não com essa TV ligada 24h no canal que passa aquele programa sátiro ou sensacionalista criticando o governo, ou naquele canal onde você vê programas que debatem e apoiam ferozmente o feminismo. Não é ouvir bandas alternativas e MPB que quase ninguém conhece ou ouve.

Não ser alienado é passar um pouco do seu tempo em silêncio – as vezes nem naqueles minutos antes de dormir as pessoas o fazem.

Você já tentou fazer isso? Já imaginou qual ia ser o barulho da sua mente se você silenciasse a TV, o celular, o rádio e o seu MP3? O que ia vir na sua cabeça quando você não estivesse perto dos pais, amigos, familiares e colegas de trabalho com quem você se importa em conviver bem e até mesmo agradar? O que você realmente pensaria se não tivesse que se preocupar em evitar um conflito, discussão ou divergência com alguém do seu círculo de convívio? Quem ia ser você se você não tivesse medo de não se identificar com um grupo?

Vez ou outra, silencie o mundo lá fora, que inclui também o lado de dentro da sua casa, vai ficar surpreso com o que você tem a (te) dizer.