Ele dizia almejar receber cinquenta mil de salário depois que sua graduação, de medicina, terminasse.
E dizia com seriedade.
Ele dizia que seu pai ganhava mais de vinte mil por mês.
Ele dizia que sua família não comprava casas que valessem menos de um milhão.
Ele falava sobre o patrimônio da família, das terras das quais eram proprietários. Chácaras, fazendas.
Ele falava sobre o custo de vida em São Paulo, que ele e os irmãos geravam. Falava sobre onze mil reais todos os meses, a cada mês.
Ele falava sobre qualidade de vida.
Ele falava sobre arquitetura, gastronomia, ambições de estilo de vida que apenas uma determinada quantia, generosa, de dinheiro poderia custear.
Ele falava pra ela sobre a importância de estudar para ter absolutamente tudo melhor na vida.
Ele falava pra ela sobre matemática, que ela deveria enfrentar e resolver sua dificuldade com a matéria. E foi para a sua casa ajudá-la com a correção de alguns exercícios.
Ele, para sentar-se com ela na cama e pegar as apostilas, descalçou seus tênis.
Ele, com tal gesto, deixou à mostra duas meias com, cada uma, dois ou três furos nos dedos. E explicava a matéria tranquilamente.
Ele era incrível.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Objetivar é crescimento.
Ter coragem para reconhecer referências melhores de o quê ser, almejar e fazer, que as existentes no próprio ninho não é indolor. Aliás, optar por mudar, por, respectivamente, desaprender e aprender, sem a companhia dos integrantes da própria toca é escolher mudar por conquista individual de consciência, por necessidade de construção e crescimento. Por sentimento pessoal. Só seu. Só meu. Só dele. Só de cada um de nós.
Todo início de algo novo começa com o final de algo antigo.
E o que define o início e o término desses ciclos sempre serão os objetivos.
Quando, por exemplo, você ingere com frequência frituras e carboidratos, você o continuará fazendo durante toda a sua vida caso não objetive ser mais saudável, de repente, até ter uma pele e corpo que manifestem essa saúde. Aí o hábito muda. Aí o ciclo se fecha. E começa um novo. Sempre através de objetivos.
Quando, por exemplo, você nunca teve na sua conduta e rotina a atitude de estudar atenta e interessadamente em casa depois da aula no colégio. E, então, num instante, descobre que o dia a dia na profissão médica te preencheria o peito. Aí você abraça a necessidade de mudança. Aí você ou aceita se adaptar, ou vira as costas para o que com certeza poderia ser uma estrada muito, muito, bonita.
Tudo termina com começos.
E somente assim. E apenas assim, o Caminho - aquele, em que seu viajante enxerga distintas e inúmeras estradas, visando ser feliz e ser íntimo de si mesmo - começa.
Todo início de algo novo começa com o final de algo antigo.
E o que define o início e o término desses ciclos sempre serão os objetivos.
Quando, por exemplo, você ingere com frequência frituras e carboidratos, você o continuará fazendo durante toda a sua vida caso não objetive ser mais saudável, de repente, até ter uma pele e corpo que manifestem essa saúde. Aí o hábito muda. Aí o ciclo se fecha. E começa um novo. Sempre através de objetivos.
Quando, por exemplo, você nunca teve na sua conduta e rotina a atitude de estudar atenta e interessadamente em casa depois da aula no colégio. E, então, num instante, descobre que o dia a dia na profissão médica te preencheria o peito. Aí você abraça a necessidade de mudança. Aí você ou aceita se adaptar, ou vira as costas para o que com certeza poderia ser uma estrada muito, muito, bonita.
Tudo termina com começos.
E somente assim. E apenas assim, o Caminho - aquele, em que seu viajante enxerga distintas e inúmeras estradas, visando ser feliz e ser íntimo de si mesmo - começa.
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