O sol estava quase se pondo, ela falava com uma amiga – amiga que se perguntava se valia a pena aceitar o encontro com o gringo legal que iria embora dali menos de uma semana.
Mas, afinal, qual era esse conceito de o que valia a pena?
Pra valer a pena, não tem que ter véu e grinalda, não tem que ser pra sempre pra ser lembrado com um sorriso jovial, malicioso e brincalhão. Acredito que se as pessoas começassem seus relacionamentos com essa leveza de não se sentir com alguma obrigação, nem pensar na existência de tal, e sem a intenção (imediata) de um relacionamento, tudo seria mais espontâneo e duradouro.
Geralmente, somos nós mesmos que nos pressionamos e isso nos distrai o suficiente pra que esqueçamos de perceber se estamos sentindo algo, nos ocupamos tanto com pré ocupações que não deixamos nós mesmos trilharmos um caminho com alguém sendo guiados pelo simples do gostar, do carinho que temos por esse outro, pela pureza que esses sentimentos tem.
Pra valer a pena, especialmente nesse caso, tem que ser divertido, leve e descompromissado – aliás, ele vai embora – mas ela pode ter um sincero afeto para com ele por quem e o que eles foram naqueles momentos, aquele dia legal que é o que vai dizer como ela vai lembrar dele. Se ele lembrará da mesma forma, o que importa? Talvez. Naquele momento vago aqui e acolá, provavelmente.
É um carinho leve a amistoso, carinho de quem não vai deixar de conhecer outra pessoa por isso. Só um carinho, daqueles pra guardar no peito com um sorriso quando a lembrança juvenil do dia juntos vier a cabeça de novo, numa tarde ou outra de domingo.
domingo, 31 de agosto de 2014
O amor incondicional é o único que pode ser chamado de amor.
A banalização do eu te amo, aquelas três palavrinhas que, dependendo de quem as ouve, podem mudar tanta coisa quando ditas de coração, do peito pra fora, está sendo falada sem sentido algum.
O verdadeiro – o único que pode ser chamado de tal – amor, é medido como existente pelo sentimento que temos com nossa família, pois o amor é isso. É a convivência, o cuidado, a preocupação e o interesse real de um outro alguém na sua vida, nos detalhes pequenos e acontecimentos grandes. Minha mãe – sempre com palavras inteligentes que quebram o silêncio – hoje me falou que quando nos casamos, estamos deixando a casa dos nossos pais e toda essa rotina de cuidado que eles tem conosco para estar com outra pessoa, como poderíamos nós nos casar com outra pessoa sem amá-la e ser amada por ela? Se o que nos motiva e nos importa para casar é nada mais e nada menos que o amor, não podemos. Estamos deixando a casa de quem nos ama incondicionalmente, seria uma falta de noção sem tamanho casar com outra pessoa que não saiba nos dar, e receber o nosso, amor.
Eu te amo é o que dizemos pra quem, pra nós, é da família – sendo de sangue ou não.
O verdadeiro – o único que pode ser chamado de tal – amor, é medido como existente pelo sentimento que temos com nossa família, pois o amor é isso. É a convivência, o cuidado, a preocupação e o interesse real de um outro alguém na sua vida, nos detalhes pequenos e acontecimentos grandes. Minha mãe – sempre com palavras inteligentes que quebram o silêncio – hoje me falou que quando nos casamos, estamos deixando a casa dos nossos pais e toda essa rotina de cuidado que eles tem conosco para estar com outra pessoa, como poderíamos nós nos casar com outra pessoa sem amá-la e ser amada por ela? Se o que nos motiva e nos importa para casar é nada mais e nada menos que o amor, não podemos. Estamos deixando a casa de quem nos ama incondicionalmente, seria uma falta de noção sem tamanho casar com outra pessoa que não saiba nos dar, e receber o nosso, amor.
Eu te amo é o que dizemos pra quem, pra nós, é da família – sendo de sangue ou não.
Eu te amo (para o meu melhor amigo)
Conte comigo pra tudo, sim, absolutamente tudo, pois o que estiver ao meu alcance, mesmo que com esforço, será feito. Eu sinto muito a sua falta quando ficamos sem nos ver, pois é sempre muito bom e faz meu coração feliz, me sinto em casa do seu lado. Sinto saudades sua – saudade gostosa e madura – que traz calor no meu peito, quando o tempo daquela semana corrida no trabalho torna-se curta para uma conversa entre nós e rio sozinha durante os poucos minutos de silêncio em que a ligação – da nossa excelente operadora – cai. Poucos minutos pois logo estarei falando com meu melhor amigo de novo.
Me sinto honrada até hoje por ter sido a primeira pessoa pra quem você disse – em voz alta – que era gay, o que obviamente não me faz diferença alguma, apenas a alegria de saber o quanto você confia em mim. Eu sou apaixonada pelo seu jeito de ser e admiro suas ideias e sua ótica de mundo, sempre inteligente e com aquela mescla de sentimento e razão a uma medida que forma uma opinião filosófica, tão sua.
Sempre que penso em algum momento cômico do seu lado me pego dando risada por revivê-lo e sei que sempre será assim do seu lado – bom e tão real, sem máscara alguma ou qualquer joguinho de egos.
Sua vida, pra mim, era interessante e eu me pegava te ouvindo falar dos acontecimentos contigo como uma criança ouve a mãe contando uma história antes de dormir, com atenção e curiosidade. O amor é maior que tudo, o real amor, recíproco e maduro. E – como dizemos – dia de amar quem ama a gente, é todos os dias.
Me sinto honrada até hoje por ter sido a primeira pessoa pra quem você disse – em voz alta – que era gay, o que obviamente não me faz diferença alguma, apenas a alegria de saber o quanto você confia em mim. Eu sou apaixonada pelo seu jeito de ser e admiro suas ideias e sua ótica de mundo, sempre inteligente e com aquela mescla de sentimento e razão a uma medida que forma uma opinião filosófica, tão sua.
Sempre que penso em algum momento cômico do seu lado me pego dando risada por revivê-lo e sei que sempre será assim do seu lado – bom e tão real, sem máscara alguma ou qualquer joguinho de egos.
Sua vida, pra mim, era interessante e eu me pegava te ouvindo falar dos acontecimentos contigo como uma criança ouve a mãe contando uma história antes de dormir, com atenção e curiosidade. O amor é maior que tudo, o real amor, recíproco e maduro. E – como dizemos – dia de amar quem ama a gente, é todos os dias.
É isso que, em outras palavras, te falo em resumidas sete letrinhas, quando digo que eu te amo, mon Dzi.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Em poucas mas existentes vezes, boa vontade não basta para solucionar algo.
Estava sendo um ano farto...
Foi a primeira coisa que ela pensou depois de desligar o chuveiro e secar os cabelos com a toalha enquanto se olhava no espelho. Ela tinha conhecido o teatro, o cinema, mais de seus sentimentos e de si mesma.
Se o diretor do longa não tivesse tentado várias vezes dormir com ela até que fosse dado por ela um fim a isso – abandonando a participação no projeto – ela passaria um momento vago ali ou aqui de sua vida pensando em como seria incrível ser uma atriz dona de uma carreira de sucesso e reconhecimento, mas, na verdade, antes disso ela mal conhecia uma pequena parte desse mundo, não como quem está do lado de dentro da tela da televisão.
O teatro era realmente fantástico e ela adorava – porém, não havia ainda feito uma peça com um roteiro realmente interessante, tendo em vista que haviam várias crianças em sua turma (única turma de teatro na cidade, aliás) de elenco e dando prioridade, naturalmente, a fazer algo semelhante ao cotidiano e realidade delas, o que a menina não via como algo errado, só uma consequência que não favorecia suas ideias de espetáculo.
Ela recebia alguns convites, e indiretas claras de alguns caras que eram legais, mas quando se via sem rir durante alguma conversa que não fluía e sem esboçar um sorriso quando casualmente lembrava de algum rosto, notava que não estava interessada em dar expectativas a alguém por quem ela não tinha.
Percebeu vários erros em si mesma quando notou que sua individualidade estava sendo deixada em um cantinho vazio dentro dela, esquecida, enquanto ela se preocupava com situações que não precisava. Existem problemas que podemos resolver, então devemos nos tranquilizar, e existem problemas que realmente estão – de alguma maneira – longe do nosso alcance, depois de pensarmos e repensarmos soluções inaplicáveis, nós temos que aceitar, nos conformar e tentar não pensar nisso, entendendo que não há o que fazer. E isso na verdade até então tem sido o mais difícil pra menina de cabelos molhados que olhava nos próprios olhos diante do espelho, ela não gostava de sentir que não tinha como ajudar alguém ou não melhorar algo que não estava bom.
Foi a primeira coisa que ela pensou depois de desligar o chuveiro e secar os cabelos com a toalha enquanto se olhava no espelho. Ela tinha conhecido o teatro, o cinema, mais de seus sentimentos e de si mesma.
Se o diretor do longa não tivesse tentado várias vezes dormir com ela até que fosse dado por ela um fim a isso – abandonando a participação no projeto – ela passaria um momento vago ali ou aqui de sua vida pensando em como seria incrível ser uma atriz dona de uma carreira de sucesso e reconhecimento, mas, na verdade, antes disso ela mal conhecia uma pequena parte desse mundo, não como quem está do lado de dentro da tela da televisão.
O teatro era realmente fantástico e ela adorava – porém, não havia ainda feito uma peça com um roteiro realmente interessante, tendo em vista que haviam várias crianças em sua turma (única turma de teatro na cidade, aliás) de elenco e dando prioridade, naturalmente, a fazer algo semelhante ao cotidiano e realidade delas, o que a menina não via como algo errado, só uma consequência que não favorecia suas ideias de espetáculo.
Ela recebia alguns convites, e indiretas claras de alguns caras que eram legais, mas quando se via sem rir durante alguma conversa que não fluía e sem esboçar um sorriso quando casualmente lembrava de algum rosto, notava que não estava interessada em dar expectativas a alguém por quem ela não tinha.
Percebeu vários erros em si mesma quando notou que sua individualidade estava sendo deixada em um cantinho vazio dentro dela, esquecida, enquanto ela se preocupava com situações que não precisava. Existem problemas que podemos resolver, então devemos nos tranquilizar, e existem problemas que realmente estão – de alguma maneira – longe do nosso alcance, depois de pensarmos e repensarmos soluções inaplicáveis, nós temos que aceitar, nos conformar e tentar não pensar nisso, entendendo que não há o que fazer. E isso na verdade até então tem sido o mais difícil pra menina de cabelos molhados que olhava nos próprios olhos diante do espelho, ela não gostava de sentir que não tinha como ajudar alguém ou não melhorar algo que não estava bom.
domingo, 17 de agosto de 2014
Que contraditório, exatamente por cada um ser único, ninguém é único. Com isso, não quero dizer que alguém não possa ser especial para você, isso é uma questão de sentimento pela pessoa e de se apaixonar por quem ela é. As pessoas são únicas, cada uma, mas se alguém é único para você, é pois você a tornou isso, você a escolheu.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Dúvidas são uma indução para o autoquestionamento.
Fred Elboni disse uma vez que as dúvidas nos amadurecem.
Fiquei um certo tempo pensando nisso, e em como isso está certo. Sem nos questionarmos, sobre nossas atitudes, sobre escolhas que fazemos e nossa vida, realmente não há como crescer. Porém, para se questionar, primeiro precisamos pegar nosso ego e deixá-lo ali no cantinho, parar de achar que estamos sempre certos, que admitir um erro vai nos por numa saia justa – mesmo que com nós mesmos.
Não digo que devemos dispensar nosso orgulho e nossa auto estima, mas o ego certamente nos faz mal e nos cega de muitas coisas. As pessoas vivem falando sobre o que é normal numa vida ou não e criando uma ideologia de que o normal seja uma vida sem problemas pessoais, sociais entre outros, mas na verdade, o anormal é ignorar todo esse lado que – naturalmente – também faz parte da vida.
Colocar-se em um pedestal de ser humano perfeito – super homem, mulher maravilha – absoluto dono da verdade e da razão, só te leva aos mesmos erros, fazer isso a si mesmo te condena a ser duro, cada vez mais inflexível como pessoa, imutável – pedra.
Só consigo chegar a conclusão que, quase sempre, chego quando reflito sobre as pessoas. Apenas não melhoramos e crescemos dentro de nós mesmos por falta de interesse nisso. É muito mais fácil seguir o fluxo de pensamento popular (não digo certo nem errado, mas sim dos outros) dentro do círculo onde se convive apenas por insegurança de dizer o que pensa e alguém discordar. As pessoas não lidam bem com isso, quando alguém discorda do que elas pensam elas remetem tal atitude com briga, ao invés de algo que pode virar uma discussão, debate, uma possibilidade de apresentar e receber ideias em que cada um pode entender um pouco da perspectiva do outro – e isso sem ter de deixar de manter a sua, ouvir basta.Mudar sua própria opinião depois de um debate? Quem sabe, a escolha é sua.
Todos devem estar muito acostumados a serem agredidos e agredirem para manterem a guarda sempre tão alerta e levar tudo ao extremo do lado pessoal ao invés de pensar que o discordar de alguém pode ser, literalmente, só trocar uma ideia.
Crescer sempre cabe a cada pessoa, mas os demais podem – muitas vezes inconsciente e involuntariamente – nos dar uma mão pra isso.
Pegue, o que você tem medo de deixar pra trás?
Fiquei um certo tempo pensando nisso, e em como isso está certo. Sem nos questionarmos, sobre nossas atitudes, sobre escolhas que fazemos e nossa vida, realmente não há como crescer. Porém, para se questionar, primeiro precisamos pegar nosso ego e deixá-lo ali no cantinho, parar de achar que estamos sempre certos, que admitir um erro vai nos por numa saia justa – mesmo que com nós mesmos.
Não digo que devemos dispensar nosso orgulho e nossa auto estima, mas o ego certamente nos faz mal e nos cega de muitas coisas. As pessoas vivem falando sobre o que é normal numa vida ou não e criando uma ideologia de que o normal seja uma vida sem problemas pessoais, sociais entre outros, mas na verdade, o anormal é ignorar todo esse lado que – naturalmente – também faz parte da vida.
Colocar-se em um pedestal de ser humano perfeito – super homem, mulher maravilha – absoluto dono da verdade e da razão, só te leva aos mesmos erros, fazer isso a si mesmo te condena a ser duro, cada vez mais inflexível como pessoa, imutável – pedra.
Só consigo chegar a conclusão que, quase sempre, chego quando reflito sobre as pessoas. Apenas não melhoramos e crescemos dentro de nós mesmos por falta de interesse nisso. É muito mais fácil seguir o fluxo de pensamento popular (não digo certo nem errado, mas sim dos outros) dentro do círculo onde se convive apenas por insegurança de dizer o que pensa e alguém discordar. As pessoas não lidam bem com isso, quando alguém discorda do que elas pensam elas remetem tal atitude com briga, ao invés de algo que pode virar uma discussão, debate, uma possibilidade de apresentar e receber ideias em que cada um pode entender um pouco da perspectiva do outro – e isso sem ter de deixar de manter a sua, ouvir basta.Mudar sua própria opinião depois de um debate? Quem sabe, a escolha é sua.
Todos devem estar muito acostumados a serem agredidos e agredirem para manterem a guarda sempre tão alerta e levar tudo ao extremo do lado pessoal ao invés de pensar que o discordar de alguém pode ser, literalmente, só trocar uma ideia.
Crescer sempre cabe a cada pessoa, mas os demais podem – muitas vezes inconsciente e involuntariamente – nos dar uma mão pra isso.
Pegue, o que você tem medo de deixar pra trás?
domingo, 10 de agosto de 2014
A intimidade em dançar como um boneco de posto do lado de alguém – e esse outro alguém estar dançando igual
Estava escuro, aquelas luzes coloridas indo e vindo por cada canto do salão, o som eram aquelas músicas legais – antigonas – daquelas divertidas que se tocam em festas... Olha a onda, olha a onda!
As pessoas estavam espalhadas, rindo e dançando, uma mistura de cores, estampas e vestidos girando, barulho de gente rindo e cantando – barulho de alegria. No meio de toda aquela bagunça gostosa e passos de dança sem sincronia, uma mulher magra de cabelos pretos e olhos marejados dançava também, do seu lado um cara feliz de terno e cartola colorida, rindo – noivos.
No discurso, além do costume de agradecer aos convidados a presença, eles falaram brevemente sobre o trabalho dos dois pra pagar pela festa e falaram sobre o amor de um pelo outro.
Mesmo não os conhecendo – aliás, só estava ali preparando drinks e coquetéis – fiquei comovida com o contexto. Casamentos são incríveis.
Não é só pelo evento em si, não são só os vestidos e os cabelos arrumados, os ternos e sapatos pretos brilhantes, ou a comida boa, a decoração, ou os perfumes diferentes que se misturam no ar e deixam cheiro de festa. É a celebração de duas pessoas que, vendo pela minha perspectiva, encontraram a si mesmos em outro alguém – encontraram quem lhes faz ser o seu melhor. Depois de ver os dois ali, dançando lado a lado tão desengonçadamente, totalmente descontraídos e felizes, comecei a pensar em como eles devem se amar mesmo, a liberdade que tem um com o outro, vi a intimidade deles naquele momento, e isso levou um sorriso sincero pro meu rosto. O amor é sim muito bonito. É feito de gentileza, compreensão, maturidade, humor, humildade e verdade, passos que os dois souberam ter dado juntos.
Não é só pelo evento em si, não são só os vestidos e os cabelos arrumados, os ternos e sapatos pretos brilhantes, ou a comida boa, a decoração, ou os perfumes diferentes que se misturam no ar e deixam cheiro de festa. É a celebração de duas pessoas que, vendo pela minha perspectiva, encontraram a si mesmos em outro alguém – encontraram quem lhes faz ser o seu melhor. Depois de ver os dois ali, dançando lado a lado tão desengonçadamente, totalmente descontraídos e felizes, comecei a pensar em como eles devem se amar mesmo, a liberdade que tem um com o outro, vi a intimidade deles naquele momento, e isso levou um sorriso sincero pro meu rosto. O amor é sim muito bonito. É feito de gentileza, compreensão, maturidade, humor, humildade e verdade, passos que os dois souberam ter dado juntos.
E é mesmo uma pena, pra ninguém mais que as próprias, que tenham pessoas que não entendam que isso é realmente maravilhoso e melhor que passar noites vazias com rostos diferentes.
(Parabéns, Lucas e Bárbara)
Uma das alegrias que ter um coração puro traz.
Eu acredito na pureza das pessoas. Acredito que as vezes, uma situação ambígua que poderia ser mal interpretada pode também ser só aquilo que se diz mesmo – verdade. Acredito que perguntas podem ser só perguntas e interesse real de alguém em você, mesmo que em coisas pequenas. Fé no outro desencadeia – entre outras coisas, como amizade, carinho, fraternidade e amor, por exemplo – intimidade.
E acredito que ela, esse sentimento gostoso de se sentir em casa com alguém em qualquer lugar, é feita disso – verdades, interesse recíproco e pureza. A junção desses sentimentos no cotidiano resulta numa vida mais leve, mais doce. Porém, só quem possui essas características tem a sorte de encontrar e enxerga-las em quem também as tenha, aliás, só da pra reconhecer (fora, nos outros) o que a gente já conhece (dentro, de nós).
E, assim – como amigos, amores, ou os dois (aliás, tem quem tenha na sua vida o somente, mas grande, papel de irmão) – caminharem juntos.
E acredito que ela, esse sentimento gostoso de se sentir em casa com alguém em qualquer lugar, é feita disso – verdades, interesse recíproco e pureza. A junção desses sentimentos no cotidiano resulta numa vida mais leve, mais doce. Porém, só quem possui essas características tem a sorte de encontrar e enxerga-las em quem também as tenha, aliás, só da pra reconhecer (fora, nos outros) o que a gente já conhece (dentro, de nós).
E, assim – como amigos, amores, ou os dois (aliás, tem quem tenha na sua vida o somente, mas grande, papel de irmão) – caminharem juntos.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
A mania que geralmente temos de interpretar, apenas e impulsivamente, literalmente.
Uma vez, ouvi de alguém aquela citação me diga com quem tu andas, que direi quem tu és.
E, a pessoa que me disse isso, interpretava essa frase com o seguinte sentido: de que você é semelhante com as pessoas com quem caminha. Nem sempre. Acredito que quando isso é lido somente ao pé da letra, foi pouco pensado.
Se você anda com uma menina vulgar, porém boa amiga, você não é necessariamente vulgar também, pode ser só uma pessoa que sabe relevar o que é importante pra você ou não. Aliás, ela é uma boa amiga, não sua namorada, e, na relação de vocês, o importante que é saber viver uma amizade – ela sabe, isso basta. Se um menino é amigo de um novato que tem costumes diferentes e é estranho aos olhos dos que já estavam nesse ambiente, o menino que o apoia e acolhe não é necessariamente um cara, por algum motivo, estranho – diferente – também. Pelo contrário, ele é uma pessoa que está sendo legal ao se importar em ter a iniciativa de enturmar alguém que não se sente em casa.
Calma, calma, claro que existe a realidade de sermos mesmo (muito, as vezes) parecidos com aqueles que são nossos amigos, aqueles com quem realmente convivemos. Temos semelhantes os gostos, o modo de pensar, as críticas, interesses e senso de humor, a maioria das coisas que influi e engloba o cotidiano.
Porém, isso não invalida a possibilidade de tal frase ser interpretada de outra forma e, ainda assim, manter sua veracidade nessa segunda interpretação.
E, a pessoa que me disse isso, interpretava essa frase com o seguinte sentido: de que você é semelhante com as pessoas com quem caminha. Nem sempre. Acredito que quando isso é lido somente ao pé da letra, foi pouco pensado.
Se você anda com uma menina vulgar, porém boa amiga, você não é necessariamente vulgar também, pode ser só uma pessoa que sabe relevar o que é importante pra você ou não. Aliás, ela é uma boa amiga, não sua namorada, e, na relação de vocês, o importante que é saber viver uma amizade – ela sabe, isso basta. Se um menino é amigo de um novato que tem costumes diferentes e é estranho aos olhos dos que já estavam nesse ambiente, o menino que o apoia e acolhe não é necessariamente um cara, por algum motivo, estranho – diferente – também. Pelo contrário, ele é uma pessoa que está sendo legal ao se importar em ter a iniciativa de enturmar alguém que não se sente em casa.
Calma, calma, claro que existe a realidade de sermos mesmo (muito, as vezes) parecidos com aqueles que são nossos amigos, aqueles com quem realmente convivemos. Temos semelhantes os gostos, o modo de pensar, as críticas, interesses e senso de humor, a maioria das coisas que influi e engloba o cotidiano.
Porém, isso não invalida a possibilidade de tal frase ser interpretada de outra forma e, ainda assim, manter sua veracidade nessa segunda interpretação.
sábado, 2 de agosto de 2014
A normalidade em não ter sintonia com alguém.
Era uma noite qualquer, noite de sábado – aquela acompanhada de amigos e risadas. E, falando de amores que vem e vão, ouvi um deles dizendo que levar um fora de alguém faz sentir não ser bom o suficiente pra pessoa. Mas, o que para a outra pessoa seria o bom? O conceito de bom, agradável, é pessoal, variável, diverso e tão relativo.
Admito que, voltando pra casa na moto, eu fui pensando naquilo enquanto o vento bagunçava meu cabelo e a cidade passava rápido por mim – cada quadra e luzes ficando cada vez mais pra trás.
Acho que algo foi banalizado e generalizado ali, aliás, como julgar que você não é bom pra estar com um namorado ou namorada pela opinião de uma pessoa que você, muitas vezes, pode nem ter conhecido bem? Acho que pode ser bem mais que isso. Duas pessoas (três, quatro, vai saber, cada quais com suas relações) podem se afastar por simplesmente não terem se cativado em nada, e assim desencadeado desinteresse em continuar juntos. Ser indiferente a alguém ou ver que a relação é algo que nunca vai sair do que é, evoluir, e, então se despedir, não é uma questão de ser bom o suficiente ou a altura de alguém ou não.
Acredito que relacionamentos são coisas que fluem com naturalidade e são gostosos de se viver, quando sem joguinhos, com humor e maturidade.
Pessoas são diferentes, e não saber entender e aceitar a existência de diferenças é não conseguir conviver (bem) com ninguém. Alguém pode sim ser mais maduro que o outro, ter mais senso de humor ou de repente ter uma aparência mais atraente, mas acho que dizer que alguém não era bom o suficiente para um outro indivíduo é tão vago que se torna uma afirmativa precipitada, ignorante e até grosseira. Se seu jeito – alegre, introspectivo, falante, mais calado, brincalhão, sério – não agrada seu suposto companheiro, uma pena, mas o que fazer? Com a convivência, o que você faria? Pois é, que estranho, iria se reprimir e não se sentir a vontade com quem devia ser a sua casa onde quer que estivessem, por que é isso que a real (e na minha opinião única que pode ser chamada de tal) intimidade é.
Devemos aprender a lidar melhor com o fato de que as vezes simplesmente não combinarmos com outra pessoa, só isso, e entender que essa situação não é o fim do mundo e muito menos um motivo pra mudar nossa essência. Não estou me referindo a melhorias em nós como pessoa, mas em aspectos de personalidade, se a pessoa não lida bem com a sua ou você não se agrada com a dela, tranquilo.
Fica em paz, isso é normal.
Alguma lição, um pequeno detalhe, a gente acaba tirando dessas situações, talvez depois do ocorrido, talvez dez minutos, talvez um ano, ou talvez nem seja mais relevante.
Admito que, voltando pra casa na moto, eu fui pensando naquilo enquanto o vento bagunçava meu cabelo e a cidade passava rápido por mim – cada quadra e luzes ficando cada vez mais pra trás.
Acho que algo foi banalizado e generalizado ali, aliás, como julgar que você não é bom pra estar com um namorado ou namorada pela opinião de uma pessoa que você, muitas vezes, pode nem ter conhecido bem? Acho que pode ser bem mais que isso. Duas pessoas (três, quatro, vai saber, cada quais com suas relações) podem se afastar por simplesmente não terem se cativado em nada, e assim desencadeado desinteresse em continuar juntos. Ser indiferente a alguém ou ver que a relação é algo que nunca vai sair do que é, evoluir, e, então se despedir, não é uma questão de ser bom o suficiente ou a altura de alguém ou não.
Acredito que relacionamentos são coisas que fluem com naturalidade e são gostosos de se viver, quando sem joguinhos, com humor e maturidade.
Pessoas são diferentes, e não saber entender e aceitar a existência de diferenças é não conseguir conviver (bem) com ninguém. Alguém pode sim ser mais maduro que o outro, ter mais senso de humor ou de repente ter uma aparência mais atraente, mas acho que dizer que alguém não era bom o suficiente para um outro indivíduo é tão vago que se torna uma afirmativa precipitada, ignorante e até grosseira. Se seu jeito – alegre, introspectivo, falante, mais calado, brincalhão, sério – não agrada seu suposto companheiro, uma pena, mas o que fazer? Com a convivência, o que você faria? Pois é, que estranho, iria se reprimir e não se sentir a vontade com quem devia ser a sua casa onde quer que estivessem, por que é isso que a real (e na minha opinião única que pode ser chamada de tal) intimidade é.
Devemos aprender a lidar melhor com o fato de que as vezes simplesmente não combinarmos com outra pessoa, só isso, e entender que essa situação não é o fim do mundo e muito menos um motivo pra mudar nossa essência. Não estou me referindo a melhorias em nós como pessoa, mas em aspectos de personalidade, se a pessoa não lida bem com a sua ou você não se agrada com a dela, tranquilo.
Fica em paz, isso é normal.
Alguma lição, um pequeno detalhe, a gente acaba tirando dessas situações, talvez depois do ocorrido, talvez dez minutos, talvez um ano, ou talvez nem seja mais relevante.
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