terça-feira, 5 de agosto de 2014

A mania que geralmente temos de interpretar, apenas e impulsivamente, literalmente.

Uma vez, ouvi de alguém aquela citação me diga com quem tu andas, que direi quem tu és.

E, a pessoa que me disse isso, interpretava essa frase com o seguinte sentido: de que você é semelhante com as pessoas com quem caminha. Nem sempre. Acredito que quando isso é lido somente ao pé da letra, foi pouco pensado.

Se você anda com uma menina vulgar, porém boa amiga, você não é necessariamente vulgar também, pode ser só uma pessoa que sabe relevar o que é importante pra você ou não. Aliás, ela é uma boa amiga, não sua namorada, e, na relação de vocês, o importante que é saber viver uma amizade – ela sabe, isso basta. Se um menino é amigo de um novato que tem costumes diferentes e é estranho aos olhos dos que já estavam nesse ambiente, o menino que o apoia e acolhe não é necessariamente um cara, por algum motivo, estranho – diferente –  também. Pelo contrário, ele é uma pessoa que está sendo legal ao se importar em ter a iniciativa de enturmar alguém que não se sente em casa.

Calma, calma, claro que existe a realidade de sermos mesmo (muito, as vezes) parecidos com aqueles que são nossos amigos, aqueles com quem realmente convivemos. Temos semelhantes os gostos, o modo de pensar, as críticas, interesses e senso de humor, a maioria das coisas que influi e engloba o cotidiano.

Porém, isso não invalida a possibilidade de tal frase ser interpretada de outra forma e, ainda assim, manter sua veracidade nessa segunda interpretação.

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