domingo, 14 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Na varanda ela via o rio, a quadra grande de futebol, os muitos prédios, árvores que pareciam decorar a rua, com as copas altas e cheias. Numa rua que subia, formava-se uma pequena fileira ondulada de luzinhas redondas. Vento que soprava devagar, fazendo carinho nas bochechas. Era quase um quadro.
Parecia que de madrugada os dias dela voltavam devagarzinho em sua cabeça, trazendo um extra de detalhes não percebidos nos momentos, na hora, em que ela os viveu.
Você não merece alguém que te olha e fala "desgruda". – E, então os detalhes, olhares e dizeres daquela tarde vieram como uma onda quebrando, chegando sem avisar, deixando ela imersa dentro dessa memória, a fazendo formar uma opinião sobre aquilo.
Pelo contrário, você merece alguém que enrosque os braços no seu pescoço, olhe no seu olho e diga "chega mais". Carinho, o que realmente é carinho, esse afeto simples e sincero, não é pra todo mundo. Eu até ia te dizer que todo mundo merece, mas mérito, ao meu ver, tem a ver com o interesse de alguém em te dar isso e com a sua postura em receber. Só pessoais legais tem isso. Não falo de gente que é popular, ou qualquer adjetivo semelhante, mas sim pessoas que são mesmo legais, as com o coração bom e com interesse no que há além do frívolo, como as relações que só existem por sua base serem o entretenimento e não as pessoas em si (que não são, na verdade, realmente relações).
E, na minha ótica otimista de mundo a maioria das pessoas são ou tem uma tendência a serem legais. Mas, mesmo que sendo uma maioria, não é todo mundo. E só por não ter a tendência, mas sim ser legal, você já não é todo mundo.
Saiu do lado de fora, foi ao banheiro e escovou os dentes.
– Uau, que dia.
E ela nem estava falando de hoje.
Parecia que de madrugada os dias dela voltavam devagarzinho em sua cabeça, trazendo um extra de detalhes não percebidos nos momentos, na hora, em que ela os viveu.
Você não merece alguém que te olha e fala "desgruda". – E, então os detalhes, olhares e dizeres daquela tarde vieram como uma onda quebrando, chegando sem avisar, deixando ela imersa dentro dessa memória, a fazendo formar uma opinião sobre aquilo.
Pelo contrário, você merece alguém que enrosque os braços no seu pescoço, olhe no seu olho e diga "chega mais". Carinho, o que realmente é carinho, esse afeto simples e sincero, não é pra todo mundo. Eu até ia te dizer que todo mundo merece, mas mérito, ao meu ver, tem a ver com o interesse de alguém em te dar isso e com a sua postura em receber. Só pessoais legais tem isso. Não falo de gente que é popular, ou qualquer adjetivo semelhante, mas sim pessoas que são mesmo legais, as com o coração bom e com interesse no que há além do frívolo, como as relações que só existem por sua base serem o entretenimento e não as pessoas em si (que não são, na verdade, realmente relações).
E, na minha ótica otimista de mundo a maioria das pessoas são ou tem uma tendência a serem legais. Mas, mesmo que sendo uma maioria, não é todo mundo. E só por não ter a tendência, mas sim ser legal, você já não é todo mundo.
Saiu do lado de fora, foi ao banheiro e escovou os dentes.
– Uau, que dia.
E ela nem estava falando de hoje.
Fred Elboni / Ele sempre fica com as gostosas
"Se a gente consegue respeitar o momento das pessoas, a gente consegue respeitar as pessoas, porque as pessoas são momentos, entendeu? As vezes eu sou chato, as vezes eu to bêbado, ás vezes eu to alegre, ás vezes eu to ranzinza, e você não pode compreender o meu todo por aquele instante, então é entender as fases que as pessoas estão passando na vida, isso é compreender as pessoas e ver que todo mundo é essa metamorfose aí"
"Se a gente consegue respeitar o momento das pessoas, a gente consegue respeitar as pessoas, porque as pessoas são momentos, entendeu? As vezes eu sou chato, as vezes eu to bêbado, ás vezes eu to alegre, ás vezes eu to ranzinza, e você não pode compreender o meu todo por aquele instante, então é entender as fases que as pessoas estão passando na vida, isso é compreender as pessoas e ver que todo mundo é essa metamorfose aí"
Feliz natal, para todos.
As propagandas de chester, peru, chocotones e panetones estão começando a aparecer aqui ou ali. No final do ano que, em sua maior parte, já foi. Já as propagandas de cosméticos, brinquedos e de shoppings, estão com um vermelho e um dourado a mais. Ambas, todas as citadas, tem em comum entre elas as famílias felizes – o pai, a mãe, um menino e uma menina, geralmente crianças – caminhando. Em outras, estão todos a mesa, avós, supostos tios e primos, rindo e conversando. Está citado em Anna Karenina que Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira.
E, na verdade, discordo. Acho que cada um é feliz a sua maneira também. Mas sim, isso, ser feliz a sua maneira, é a minoria, a maioria fica feliz com o que, na ótica comum de mundo, seria suficiente ou agradável a qualquer pessoa, satisfatório.
Um marido que trabalha no escritório de advocacia, uma esposa agradável, dois filhos, um cachorro, o carro do ano.
Não, não discordo que isso seja de fato agradável, mas por uma vida toda? Meu Deus, como acho isso morno, arrisco dizer que até reprimido. Faz tão bem sempre estar fazendo algo novo, mesmo que seja só mudar a rota pro trabalho um dia ou outro, aprender uma arte marcial, uma receita nova, ir pela primeira vez naquela cantina italiana que abriu ali na esquina e você olha por dois segundos quando volta pra casa, viajar pra um lugar onde as pessoas vivem de um jeito diferente de nós. A gente merece isso.
A vida tem muito mais pra fazer, conhecer, ver e ser do que estar nesse constante protótipo de propaganda de margarina.
Passividade não é uma vida leve, pode ser só uma camuflagem pra se manter na própria zona de conforto ousando dizer que isso é tranquilidade, plenitude.
Mas, como eu disse, isso agrada, talvez por toda uma vida, a maioria.
Feliz natal, famílias infelizes, e felizes, a sua maneira.
E, na verdade, discordo. Acho que cada um é feliz a sua maneira também. Mas sim, isso, ser feliz a sua maneira, é a minoria, a maioria fica feliz com o que, na ótica comum de mundo, seria suficiente ou agradável a qualquer pessoa, satisfatório.
Um marido que trabalha no escritório de advocacia, uma esposa agradável, dois filhos, um cachorro, o carro do ano.
Não, não discordo que isso seja de fato agradável, mas por uma vida toda? Meu Deus, como acho isso morno, arrisco dizer que até reprimido. Faz tão bem sempre estar fazendo algo novo, mesmo que seja só mudar a rota pro trabalho um dia ou outro, aprender uma arte marcial, uma receita nova, ir pela primeira vez naquela cantina italiana que abriu ali na esquina e você olha por dois segundos quando volta pra casa, viajar pra um lugar onde as pessoas vivem de um jeito diferente de nós. A gente merece isso.
A vida tem muito mais pra fazer, conhecer, ver e ser do que estar nesse constante protótipo de propaganda de margarina.
Passividade não é uma vida leve, pode ser só uma camuflagem pra se manter na própria zona de conforto ousando dizer que isso é tranquilidade, plenitude.
Mas, como eu disse, isso agrada, talvez por toda uma vida, a maioria.
Feliz natal, famílias infelizes, e felizes, a sua maneira.
domingo, 7 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
O tempo e os presentes que ele traz.
É frustrante esperar passar por alguma experiência pra poder escrever sobre ela, realmente entender o assunto, pior é ainda saber que a oportunidade de tê‐la é trazida naturalmente, pelo tempo – não exclusivamente por vontade própria.
Não posso escrever sobre o amor de homem para mulher, nem sobre paixões cegas, sobre escritórios de jornalismo, o dia a dia de um editor de moda, sobre como é dormir abraçando um labrador, qual prato gostoso sei fazer com facilidade, sobre meus países favoritos, o interior da França, sobre como sinto falta da época que morava com os meus pais, quais músicas mais gosto de tocar no violão, se já dormi com alguém num colchão da água, se eu aproveitei o momento ou caí na risada, se é legal.
Não posso escrever sobre uma mochilada pela Europa com o meu amor, sobre quando me senti quando percebi que aquele cara era o cara. Sobre ter ido pra Disney com minha irmã caçula. Sobre uma viagem pro litoral com os amigos, sobre um acampamento no lago num fim de semana, sobre como aprendi a surfar, sobre como envelheci e e quis aprender a velejar quando minhas pernas não me deixassem mais estar sobre uma prancha, sobre a beleza da neve sobre as montanhas do Canadá, sobre uma noite em meio a uma plateia de um show de MPB, sobre como gosto, ou não, de dirigir uma caminhonete, ou se prefiro motos, se prefiro câmbio manual ou automático. Também não posso falar sobre o desfile das escolas de samba no Rio, do cheiro das ondas da praia de Ipanema, sobre saber dançar tango, ou falar sobre ter um gosto para vinhos.
Não posso.
Ainda.
Não posso escrever sobre o amor de homem para mulher, nem sobre paixões cegas, sobre escritórios de jornalismo, o dia a dia de um editor de moda, sobre como é dormir abraçando um labrador, qual prato gostoso sei fazer com facilidade, sobre meus países favoritos, o interior da França, sobre como sinto falta da época que morava com os meus pais, quais músicas mais gosto de tocar no violão, se já dormi com alguém num colchão da água, se eu aproveitei o momento ou caí na risada, se é legal.
Não posso escrever sobre uma mochilada pela Europa com o meu amor, sobre quando me senti quando percebi que aquele cara era o cara. Sobre ter ido pra Disney com minha irmã caçula. Sobre uma viagem pro litoral com os amigos, sobre um acampamento no lago num fim de semana, sobre como aprendi a surfar, sobre como envelheci e e quis aprender a velejar quando minhas pernas não me deixassem mais estar sobre uma prancha, sobre a beleza da neve sobre as montanhas do Canadá, sobre uma noite em meio a uma plateia de um show de MPB, sobre como gosto, ou não, de dirigir uma caminhonete, ou se prefiro motos, se prefiro câmbio manual ou automático. Também não posso falar sobre o desfile das escolas de samba no Rio, do cheiro das ondas da praia de Ipanema, sobre saber dançar tango, ou falar sobre ter um gosto para vinhos.
Não posso.
Ainda.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Dei banho naquela pequena, como todos os dias, e, a pedidos dela, a vesti com um vestido bonito aquela tarde. Quente, no nosso país tropical, interior de São Paulo, o quarto invadido pelo sol pedia um ventilador, ligado. De chupeta e um cobertorzinho, que naquele calor era inconveniente como pizza sem Coca-Cola, ela encostou o rosto na borda da cama, só me deixando ver metade do seu rostinho juvenil. Séria, ela me olhava quieta, mandei um beijo. Naquele meio rosto, vi olhos apertadinhos e uma ruga descendo ao lado do nariz.
Ela era linda, adormeceu.
Ela era linda, adormeceu.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Quem você é, e em que profissão se vê
Ela tinha pensado em ser aeromoça. Aviões, ver o mundo todo... Ia ser incrível. Mas po, viajaria demais né? Se ela se apaixonasse viveria com o peito pesado de saudade, seria presa por uma falsa liberdade que é a sensação que viajar pra qualquer lugar daria.
Ela tinha pensado em Direito e, uau, ela seria uma excelente advogada, mas ela não tinha estômago pra certas coisas como hipocrisia, gente desinteressada na própria profissão mesmo quando ter interesse mudaria realmente a vida de um réu, por exemplo. Detestava hipocrisia e corrupção.
Ela pensou em biologia também, com intenção de pesquisar e lecionar. Caramba, adorava biologia, e viver todos os dias no EM seria jovial e animado, ela ficaria feliz em ensinar. Mas... Ter aula em lugares diferentes, o que na profissão é algo bom, a deixaria incomodada, pelos trajetos de estar sempre indo aos mesmos lugares pra lá e pra cá todo dia, ela podia estar tanto certa quanto errada a respeito dessa impressão, mas, parecia muita rotina.
Pensou em atuar, nossa ela admirava intensa e sinceramente uma peça de teatro, saindo de tal sempre alegre e muito revigorada. Mas, no fim das contas, não tem jeito: ser uma atriz de sucesso tinha tudo a ver com estar na mídia. Além de que, ela achava as personagens das novelas patéticas e clichês, não se interessaria pela maioria delas. E, saber interpretar fora da tela seria necessário, era uma puxação de saco sem fim, fora os contratos com a TV que passariam a possuir ela, cada publicidade, viagem, sendo aprovada ou não por eles. Só quem ficava nos bastidores sabia a maçã podre que, em partes, era esse mundo que parecia tão completamente glamouroso pra quem via de fora.
Pensou em moda, passou um grande tempo matutando a ideia na cabeça, ela amava óculos, sapatos, chapéus, casacos e lingeries. Sempre achou que moda tinha tudo a ver com psicologia, era expansiva e influente. Como sempre desenhara, não teria dificuldades e tinha um bom senso de estilo. Adorava ler Vogue e assistia os desfiles da VSFS com um reconhecimento do que era aquela marca e do quão trabalhoso, grande e fantástico era esse negócio. Mas... Lidar sempre com uma competição de egos e marcas, não eram as circunstâncias mais atraentes.
E, caramba, o que ela faria com o gosto que tinha por escrever, por fatos do cotidiano e por pessoas?
No fim das contas, a questão não era que o problema era alguma das profissão anteriores, mas sim que elas só não preenchiam o que era prioridade dela: levar sua ótica de mundo para as pessoas.
Não que ela fosse melhor que alguém, mas começara a notar que muitas vezes seu jeito de lidar com as coisas ajudava alguns amigos, vira e mexe.
Ela ia ser jornalista. Ela amava causas sociais, era apaixonada pela quebra de tabus e misticismos. Foi a primeira profissão que pensou sem ver algum contra relevante. A profissão abria um bom leque, e entre as opções que esse leque oferecia, podia trabalhar com edição de moda caso desejasse. Ela poderia criar raízes em algum lugar, o fundamento de sua profissão seriam pessoas, fatos sociais e mundiais, veracidade. O que seria do mundo sem pessoas interessadas na verdade? E não uma versão que favorecesse ou atrapalhasse alguém, apenas a verdade, o que ela era. Ela era apaixonada por isso.
Ela tinha pensado em Direito e, uau, ela seria uma excelente advogada, mas ela não tinha estômago pra certas coisas como hipocrisia, gente desinteressada na própria profissão mesmo quando ter interesse mudaria realmente a vida de um réu, por exemplo. Detestava hipocrisia e corrupção.
Ela pensou em biologia também, com intenção de pesquisar e lecionar. Caramba, adorava biologia, e viver todos os dias no EM seria jovial e animado, ela ficaria feliz em ensinar. Mas... Ter aula em lugares diferentes, o que na profissão é algo bom, a deixaria incomodada, pelos trajetos de estar sempre indo aos mesmos lugares pra lá e pra cá todo dia, ela podia estar tanto certa quanto errada a respeito dessa impressão, mas, parecia muita rotina.
Pensou em atuar, nossa ela admirava intensa e sinceramente uma peça de teatro, saindo de tal sempre alegre e muito revigorada. Mas, no fim das contas, não tem jeito: ser uma atriz de sucesso tinha tudo a ver com estar na mídia. Além de que, ela achava as personagens das novelas patéticas e clichês, não se interessaria pela maioria delas. E, saber interpretar fora da tela seria necessário, era uma puxação de saco sem fim, fora os contratos com a TV que passariam a possuir ela, cada publicidade, viagem, sendo aprovada ou não por eles. Só quem ficava nos bastidores sabia a maçã podre que, em partes, era esse mundo que parecia tão completamente glamouroso pra quem via de fora.
Pensou em moda, passou um grande tempo matutando a ideia na cabeça, ela amava óculos, sapatos, chapéus, casacos e lingeries. Sempre achou que moda tinha tudo a ver com psicologia, era expansiva e influente. Como sempre desenhara, não teria dificuldades e tinha um bom senso de estilo. Adorava ler Vogue e assistia os desfiles da VSFS com um reconhecimento do que era aquela marca e do quão trabalhoso, grande e fantástico era esse negócio. Mas... Lidar sempre com uma competição de egos e marcas, não eram as circunstâncias mais atraentes.
E, caramba, o que ela faria com o gosto que tinha por escrever, por fatos do cotidiano e por pessoas?
No fim das contas, a questão não era que o problema era alguma das profissão anteriores, mas sim que elas só não preenchiam o que era prioridade dela: levar sua ótica de mundo para as pessoas.
Não que ela fosse melhor que alguém, mas começara a notar que muitas vezes seu jeito de lidar com as coisas ajudava alguns amigos, vira e mexe.
Ela ia ser jornalista. Ela amava causas sociais, era apaixonada pela quebra de tabus e misticismos. Foi a primeira profissão que pensou sem ver algum contra relevante. A profissão abria um bom leque, e entre as opções que esse leque oferecia, podia trabalhar com edição de moda caso desejasse. Ela poderia criar raízes em algum lugar, o fundamento de sua profissão seriam pessoas, fatos sociais e mundiais, veracidade. O que seria do mundo sem pessoas interessadas na verdade? E não uma versão que favorecesse ou atrapalhasse alguém, apenas a verdade, o que ela era. Ela era apaixonada por isso.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
O "tanto faz" é bem vindo para evitar que demos ênfase e muita relevância ao que é pequeno, mas apenas para isso.
Ás vezes eu achava que devia querer menos. Menos das pessoas (não no sentido de exigir, mas de imaginar que a maioria delas não vivam a maior parte do tempo no piloto automático) e menos da vida. Menos surpresas e menos abraços apertados e carinhosos. Drinks menos bons. Dar menos importância a se expressar através das roupas e sapatos. Menos risadas no dia a dia, menos riso frouxo. Menos. Mas, infelizmente ou não, gosto muito de eu mesma pra querer realmente fazer isso, e acho que o exagero de certas coisas, como abraços aleatórios, são sua medida certa.
Ter sempre, inteira e exclusivamente momentos agradáveis não é ter uma amizade
Não me interesso em amizade alguma por puxa saquismo.
Acho que se alguém me critica, antes de tudo procuro entender a intenção da pessoa em me dizer aquilo, após isso, me deixo comigo mesma refletindo, pra me olhar no espelho – tentar enxergar o que eu fiz, porquê fiz. Aliás, se algum amigo te critica é porque te quer sendo o melhor que você pode ser. Quem se incomodaria com alguém que tem carinho por você a esse ponto? Carinho não é apenas isso, eu sei bem. Mas é uma das maneiras mais sutis e sinceras de você ver que alguém se importa com quem você é.
Já dizia Lord Henry no livro O Retrato de Dorian Gray, que é muito fácil ser sempre gentil e agradável com aqueles com que somos indiferentes.
Acho que se alguém me critica, antes de tudo procuro entender a intenção da pessoa em me dizer aquilo, após isso, me deixo comigo mesma refletindo, pra me olhar no espelho – tentar enxergar o que eu fiz, porquê fiz. Aliás, se algum amigo te critica é porque te quer sendo o melhor que você pode ser. Quem se incomodaria com alguém que tem carinho por você a esse ponto? Carinho não é apenas isso, eu sei bem. Mas é uma das maneiras mais sutis e sinceras de você ver que alguém se importa com quem você é.
Já dizia Lord Henry no livro O Retrato de Dorian Gray, que é muito fácil ser sempre gentil e agradável com aqueles com que somos indiferentes.
A irrelevância da generalização dos gêneros
Não concordo com a cultura, pelo menos a brasileira, de que homem que é homem não chora (e, se chora, sua masculinidade fica diminuída e o choro é motivo de vergonha), de que não pode cozinhar por não ser feito pra isso, de que mulher não manja de volante, que se transar com quem quiser é vagabunda, entre outros tantos (ignorantes) paradigmas que a gente vê, vira e mexe, por aí. Mas, se eu concordasse com esses termos, diria que sou um pouco (um pouco muito) homenzinho ás vezes.
Não quero brigar com a minha amiga se ela pegou o carinha na festa que eu queria ficar mas não me deu bola, por exemplo. Pelo contrário, vou comemorar com ela isso, não foi dessa vez pra mim mas foi pra ela.
E não vou achar nunca que um cara chorar, é ser viadinho. De novo, muito pelo contrário. Admitir o choro é coisa de gente segura. Só o inseguro tem receio de demonstrar ter sentimentos, como qualquer pessoa. E, sobre caras bonitos na balada, acho que existem causas mais relevantes pelas quais lutar e discutir.
Não quero brigar com a minha amiga se ela pegou o carinha na festa que eu queria ficar mas não me deu bola, por exemplo. Pelo contrário, vou comemorar com ela isso, não foi dessa vez pra mim mas foi pra ela.
E não vou achar nunca que um cara chorar, é ser viadinho. De novo, muito pelo contrário. Admitir o choro é coisa de gente segura. Só o inseguro tem receio de demonstrar ter sentimentos, como qualquer pessoa. E, sobre caras bonitos na balada, acho que existem causas mais relevantes pelas quais lutar e discutir.
domingo, 26 de outubro de 2014
A vida é arte.
Eu queria ter uma vida que se deparasse com várias pessoas diferentes com jeitos interessantes e manias peculiares. Quero eventos diversos pra ir, me sentir em cada um deles e observar o que acontece. Quero conhecer lugares, costumes, culturas e rotinas. Falo da diferença do gosto do pão francês daqui e do de Nice, do que é o flerte aqui e o que é lá na Itália. De como os jovens vivem seus amores, onde estão vivendo.
A vida é arte, mas sem olhos que tenham a consciência disso, ela pode parecer bem monótona. A gente precisa aprender a ser cativado por outras coisas além do material, do sexo, status e ego, pois essas outras coisas são as que (me) interessam e interessariam mais pessoas se elas se permitissem.
Vida, vida de verdade, tem seu material como consequência do trabalho e nada mais, o sexo é aquela hora gostosa com a pessoa que você admira pelos seus detalhes pequenininhos que a fazem ser importante, com o bem material de alto preço e padrão você tem um determinado status mas não pensa nisso e não se vangloria dele, o ego não existe, apenas o orgulho e auto estima, que são coisas saudáveis, necessárias e muito diferentes do mal que o ego – atrelado ao egoísmo – é.
A humildade, a única que pode ser chamado de tal, tem tudo a ver com não se colocar no pedestal (patético e infantil) do ego, tem tudo a ver com admitir, sem problema algum, errar. Tem tudo a ver com não fazer cara feia por ceder por alguém. Tem tudo a ver com ser uma pessoa legal de se conviver, e ser leve para si mesma.
A vontade e ânsia por conhecer lugares, realidades e pessoas em sua diversidade de ser e viver está ligada a querer levar comigo um pedacinho de cada uma dessas coisas citadas, como exemplo do que ser, não ser, referência do que fazer, criar, melhorar. O mundo é muito grande pra pensar que só vamos achar ideias úteis pra nós e as pessoas ao nosso redor no lugar em que residimos, por exemplo. E o mundo afora, é o mundo afora. Tem tudo de ruim, tem tudo de bom, tem tudo de tudo.
Você nunca é o mesmo nem depois de um dia rodeado pelas pessoas do seu cotidiano na sua cidade, imagine como seria um outro país, num outro cenário e contexto de vida, sentimentos e circunstâncias, outra cultura. Estar em um ambiente propício para sensações – da mais vibrante euforia até a mais genuína calma e consciência – que você, sem aquele ambiente e aquele momento, talvez demorasse pra conhecer.
Vale muito a pena.
A vida é arte, mas sem olhos que tenham a consciência disso, ela pode parecer bem monótona. A gente precisa aprender a ser cativado por outras coisas além do material, do sexo, status e ego, pois essas outras coisas são as que (me) interessam e interessariam mais pessoas se elas se permitissem.
Vida, vida de verdade, tem seu material como consequência do trabalho e nada mais, o sexo é aquela hora gostosa com a pessoa que você admira pelos seus detalhes pequenininhos que a fazem ser importante, com o bem material de alto preço e padrão você tem um determinado status mas não pensa nisso e não se vangloria dele, o ego não existe, apenas o orgulho e auto estima, que são coisas saudáveis, necessárias e muito diferentes do mal que o ego – atrelado ao egoísmo – é.
A humildade, a única que pode ser chamado de tal, tem tudo a ver com não se colocar no pedestal (patético e infantil) do ego, tem tudo a ver com admitir, sem problema algum, errar. Tem tudo a ver com não fazer cara feia por ceder por alguém. Tem tudo a ver com ser uma pessoa legal de se conviver, e ser leve para si mesma.
A vontade e ânsia por conhecer lugares, realidades e pessoas em sua diversidade de ser e viver está ligada a querer levar comigo um pedacinho de cada uma dessas coisas citadas, como exemplo do que ser, não ser, referência do que fazer, criar, melhorar. O mundo é muito grande pra pensar que só vamos achar ideias úteis pra nós e as pessoas ao nosso redor no lugar em que residimos, por exemplo. E o mundo afora, é o mundo afora. Tem tudo de ruim, tem tudo de bom, tem tudo de tudo.
Você nunca é o mesmo nem depois de um dia rodeado pelas pessoas do seu cotidiano na sua cidade, imagine como seria um outro país, num outro cenário e contexto de vida, sentimentos e circunstâncias, outra cultura. Estar em um ambiente propício para sensações – da mais vibrante euforia até a mais genuína calma e consciência – que você, sem aquele ambiente e aquele momento, talvez demorasse pra conhecer.
Vale muito a pena.
O que aprendi sendo empurrada para uma piscina (é, tudo tem seu lado bom).
Quanta gente – ela olhava em volta, movimento.
Pirulitos em forma de abóbora, aranhas de plástico, bebida colorida.
Via um aglomerado de monstros no bar, um fantasma, um médico ensanguentado, um esqueleto, uma diabinha, Amy Winehouse, uma bruxinha, um cara de jaleco fazendo drinks.
Ela, a menina fantasiada de Lana Del Rey, estava um pouco aérea, mas independente da tontura que ela estava começando a sentir e o formigamento das mãos, foi até o bar. A Lana bebeu bastante, e enquanto assistia aqueles monstrinhos dançando, fumando narguilé, conversando nos cantos e cantando por aí, percebeu um barulho estranho vindo de algum lugar e – levado pelo médico ensanguentado – um carrinho de mercado, que levava um cara, atravessou o salão em uma velocidade nada lenta. O carrinho parou na beira da piscina, antes de jogar o cara loiro de cabelo longo lá dentro. Ela riu.
No meio das bexigas laranjadas, pretas e roxas o loiro dava risada e espalhava água na piscina vazia de gente. Nadou até a borda, e, ao sair de lá, na beira da piscina, Lana chegou pertinho dele – perguntou se ele pularia lá dentro com ela depois, o fez ingenuamente, aliás, ao terminar a frase, ele lhe deu o sorriso mais largo, a abraçou e empurrou a Lana, de vestido e salto alto, sem dó nenhuma. Depois de um grito agudo, se viu imersa na água, ao imergir, deu uma gargalhada.
Naquele momento ela tinha se despido de tudo, da pose que a menina em sociedade tem que ter, da timidez, receios, qualquer tipo de preocupação, formalidades ou etiqueta. Foi uma alegria boba, sincera e simples.
Aliás, se despir sem tirar a roupa, é sempre o melhor jeito de ficar nu.
Pirulitos em forma de abóbora, aranhas de plástico, bebida colorida.
Via um aglomerado de monstros no bar, um fantasma, um médico ensanguentado, um esqueleto, uma diabinha, Amy Winehouse, uma bruxinha, um cara de jaleco fazendo drinks.
Ela, a menina fantasiada de Lana Del Rey, estava um pouco aérea, mas independente da tontura que ela estava começando a sentir e o formigamento das mãos, foi até o bar. A Lana bebeu bastante, e enquanto assistia aqueles monstrinhos dançando, fumando narguilé, conversando nos cantos e cantando por aí, percebeu um barulho estranho vindo de algum lugar e – levado pelo médico ensanguentado – um carrinho de mercado, que levava um cara, atravessou o salão em uma velocidade nada lenta. O carrinho parou na beira da piscina, antes de jogar o cara loiro de cabelo longo lá dentro. Ela riu.
No meio das bexigas laranjadas, pretas e roxas o loiro dava risada e espalhava água na piscina vazia de gente. Nadou até a borda, e, ao sair de lá, na beira da piscina, Lana chegou pertinho dele – perguntou se ele pularia lá dentro com ela depois, o fez ingenuamente, aliás, ao terminar a frase, ele lhe deu o sorriso mais largo, a abraçou e empurrou a Lana, de vestido e salto alto, sem dó nenhuma. Depois de um grito agudo, se viu imersa na água, ao imergir, deu uma gargalhada.
Naquele momento ela tinha se despido de tudo, da pose que a menina em sociedade tem que ter, da timidez, receios, qualquer tipo de preocupação, formalidades ou etiqueta. Foi uma alegria boba, sincera e simples.
Aliás, se despir sem tirar a roupa, é sempre o melhor jeito de ficar nu.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Ela tinha facilidade em ter carinho pelas pessoas. Isso só se tornava distante dela quando alguém era mau caráter, cínico, grosseiro ou um ignorante orgulhoso e convicto. Ela não tinha jogo de cintura (nem interesse em ter) pra lidar com pessoas que tivessem essas características. Ser indiferente a comportamentos e posturas desagradáveis de pessoas de pouca relevância na vida dela era a atitude mais sensata e natural, para ela, a se ter.
O egocentrismo e materialismo estão matando as pessoas, simplesmente por elas não viverem de verdade vivendo em prol deles. Esses dois reprimem tudo que existe de bom, as relações de verdade, que não tem nada a ver com ambos.
Amar, possuir afinidade, afeto, carinho – ter laços com alguém – intensos ou não, não tem nada a ver com o material, muito menos com ego.
Amar, possuir afinidade, afeto, carinho – ter laços com alguém – intensos ou não, não tem nada a ver com o material, muito menos com ego.
A linha tênue entre se iludir e pensar estar a não julgar alguém.
Ela sentou na cama e colocou os fones de ouvido, pensando um pouco no final do fim de semana. Seus amigos tinham julgado e rotulado aquele cara, já o tinham detestado de início. Mas ela sempre foi o tipo de pessoa que teve problemas com primeiras impressões, então sempre dava uma chance para as pessoas – e para si mesma – para provar que um rótulo podia ser algo ignorante, precipitado. De alguma maneira, era importante pra si própria que ela permitisse a possibilidade de ver que podia estar errada.
E ela detestava ver que na verdade seus amigos, pais – quem fosse – estavam certos e que aquele cara não era mais nada além do que parecia mesmo.
Essas situações traziam um pouco de cinza e azul pro dia dela.
E ela detestava ver que na verdade seus amigos, pais – quem fosse – estavam certos e que aquele cara não era mais nada além do que parecia mesmo.
Essas situações traziam um pouco de cinza e azul pro dia dela.
sábado, 11 de outubro de 2014
Antes de embarcar.
Ela ia embora. Era hora de mudar de casa, de cidade, de colégio, de novo.
Mas a novidade era mudar de gente dentro de casa. A novidade foi que – dessa vez – ela escolheu ir.
E estava feliz por isso. Achava melhor sair da casa da mãe para a do pai que da casa da mãe pra casa vazia, em que ela morasse sozinha. Era melhor se desprender aos poucos antes de viver vida de adulta, pra mudança não ser muito brusca.
Terceiro ano estava vindo, finalmente. Finalmente, aliás, ela ficou presa, por si mesma, no primeiro ano do EM duas vezes.
Vestibular, São Paulo, apartamento, USP, 37 por vaga no curso que ela desejava.
Caramba, ela tava ferrada. Festa, show, bebida ou meninos seriam coisas das quais ela só ouviria falar por uns bons meses. Ela gostava de se divertir, seria difícil se focar para aquela prova – aquela provinha filha da mãe que a ingressaria na faculdade que ela mais queria no mundo – se ela não quisesse tanto e tão sinceramente.
Ia sentir falta de dormir na casa da amiga e de rir com a chegada da mãe dessa amiga, bêbada. Bêbada de coração bom, adorava conversar com ela e ouvir as histórias que ela contava, ás vezes ela pensava que ela era assim um pouco torta por ter ele, o coração bom, ferido – talvez até por ela mesma, mas ainda assim ferido.
Ia sentir falta daquela avenida que só tinha lojas bonitas, e coqueiros bem altos, também.
As saudades que ela dizia sentir hoje, de algum carinha ou lugar, pareceriam bobinhas e juvenis dali pra frente. Logo tudo alcançaria um patamar diferente, ela estava se permitindo.
Mas a novidade era mudar de gente dentro de casa. A novidade foi que – dessa vez – ela escolheu ir.
E estava feliz por isso. Achava melhor sair da casa da mãe para a do pai que da casa da mãe pra casa vazia, em que ela morasse sozinha. Era melhor se desprender aos poucos antes de viver vida de adulta, pra mudança não ser muito brusca.
Terceiro ano estava vindo, finalmente. Finalmente, aliás, ela ficou presa, por si mesma, no primeiro ano do EM duas vezes.
Vestibular, São Paulo, apartamento, USP, 37 por vaga no curso que ela desejava.
Caramba, ela tava ferrada. Festa, show, bebida ou meninos seriam coisas das quais ela só ouviria falar por uns bons meses. Ela gostava de se divertir, seria difícil se focar para aquela prova – aquela provinha filha da mãe que a ingressaria na faculdade que ela mais queria no mundo – se ela não quisesse tanto e tão sinceramente.
Ia sentir falta de dormir na casa da amiga e de rir com a chegada da mãe dessa amiga, bêbada. Bêbada de coração bom, adorava conversar com ela e ouvir as histórias que ela contava, ás vezes ela pensava que ela era assim um pouco torta por ter ele, o coração bom, ferido – talvez até por ela mesma, mas ainda assim ferido.
Ia sentir falta daquela avenida que só tinha lojas bonitas, e coqueiros bem altos, também.
As saudades que ela dizia sentir hoje, de algum carinha ou lugar, pareceriam bobinhas e juvenis dali pra frente. Logo tudo alcançaria um patamar diferente, ela estava se permitindo.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
As inúteis brigas ideológicas sobre estética, religião, orientação sexual e escolhas de vida pessoais.
Eu não era uma pessoa intolerante à diversidade, se eu me via diante do que não me encantava, que não afetasse diretamente a minha vida, eu só deixava aquilo ser o que era. Não tento mudar e nem luto pelo que sou indiferente, pelo que é indiferente comigo, não faz sentido algum.
(aliás, acho que seria ótimo se algumas igrejas fossem assim também com questões como a homossexualidade, o único prejudicado por um indivíduo ser gay é o ego de um religioso fanático. O mesmo possui a mesma validade referente aos homossexuais respeitarem a fé de cada um, nada é imposto a ninguém, o livre arbítrio é nosso, e isso também vale para aquele que é diferente e você.)
(aliás, acho que seria ótimo se algumas igrejas fossem assim também com questões como a homossexualidade, o único prejudicado por um indivíduo ser gay é o ego de um religioso fanático. O mesmo possui a mesma validade referente aos homossexuais respeitarem a fé de cada um, nada é imposto a ninguém, o livre arbítrio é nosso, e isso também vale para aquele que é diferente e você.)
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Pessoas e a busca por referências fora, ao invés de dentro de si mesmos.
Todo mundo adora os personagens de filmes, séries, novelas e até os que a mídia cria nos reality shows. O cara romântico que faz gestos doces para a namorada superando dificuldades como a distância, a moça independente sempre preocupada com a carreira que se apaixona por alguém da forma mais inesperada e pega a si mesma de surpresa, o aluno que fala algo interessante para o professor no final da aula com alguma frase que acaba sendo reflexiva, o cara de espírito livre que não liga para paradigmas ou o que ninguém pensa e ao desenrolar da trama se mostra mais feliz que o cara que se preocupa com tudo isso, o vilão que na verdade só agia assim por se sentir visto dessa maneira e acaba amolecendo e sendo o herói de alguém, as amigas que sempre se perdoam perante mal entendidos e com atitudes mostram que sempre estarão ali uma para a outra, a it girl que dita moda e tem atenção de todos por ser bonita e popular, o desconhecido que com alguma frase de efeito afeta, sem o propósito, o protagonista (e depois continua andando tendo tido só aquela cena), o cara que amadurece e muda suas próprias situações ruins para algo grande... E mais outros vários que eu poderia passar um dia falando.
Muitas das meninas e mulheres que admiram o carinha romântico de gestos bonitos nem saberiam reagir a tal se alguém o fizesse para elas, sendo o oposto da mocinha, geralmente madura e leve, que está na situação que elas acham tão fofa.
A verdade é que está todo mundo tão preocupado com merda – status, likes nas redes sociais, ostentar, ter, ter e mais ter – que esquece que ser tudo que eles desejam ser e admiram só depende de eles deixarem de serem patéticos e como todo mundo por motivos sempre fúteis e passageiros. Porém não fazem isso, aliás, o que terceiros por quem eles tem alguma admiração mínima, ou as vezes nem isso, podem pensar deles é super importante, quando na verdade eles – esses terceiros – não dão importância alguma, estão tão ocupados com os próprios narizes e em se ocupar em dar importância a própria reputação que nem olham para os outros a não ser que não faça parte da caçada deles de ter alguém pra admirar e tentar ser. E é por isso que a maioria das pessoas se esqueceu de ser espontâneo e de como fazer laços.
Muitas das meninas e mulheres que admiram o carinha romântico de gestos bonitos nem saberiam reagir a tal se alguém o fizesse para elas, sendo o oposto da mocinha, geralmente madura e leve, que está na situação que elas acham tão fofa.
A verdade é que está todo mundo tão preocupado com merda – status, likes nas redes sociais, ostentar, ter, ter e mais ter – que esquece que ser tudo que eles desejam ser e admiram só depende de eles deixarem de serem patéticos e como todo mundo por motivos sempre fúteis e passageiros. Porém não fazem isso, aliás, o que terceiros por quem eles tem alguma admiração mínima, ou as vezes nem isso, podem pensar deles é super importante, quando na verdade eles – esses terceiros – não dão importância alguma, estão tão ocupados com os próprios narizes e em se ocupar em dar importância a própria reputação que nem olham para os outros a não ser que não faça parte da caçada deles de ter alguém pra admirar e tentar ser. E é por isso que a maioria das pessoas se esqueceu de ser espontâneo e de como fazer laços.
Pra ele.
Era, sem dúvidas, claro que você gostava dela, muito. Nunca tinha andando de mãos dadas na rua com alguém antes, ou recebido na sua casa daquele jeito, chamado de "minha" ou dado pra alguém, num gesto estranhamente carinhoso, um pedaço de coral, ou uma palheta pra quem não tinha um violão. Apesar de ter ficado com várias meninas e todo mundo saber disso, e de ter uma doida com um interesse enorme e insistente em você, você achou aquela menina legal. Vocês se davam bem, ela entendia seu senso de humor e suas intenções e você os pensamentos, jeito dela, e tratou ela diferente, já que ela era diferente de algumas com quem você tinha convivido. Ela não via a necessidade nem a conveniência em tornar de seus assuntos apenas fofocas, não falava mal dos outros, sabia rir de si mesma e tinha jeitos legais de falar sobre as coisas e ver as pessoas, era honesta sobre o que pensava e não se negava a conhecer seu gosto musical por ser outro que o dela. Você gostou muito dela e por motivos nada mais que adolescentemente típicos de colegial começou a ter receio de algo que ela ainda não entendia o quê. E, bom, claro que quando vocês estiverem convivendo juntos de novo ela ia olhar pra você as vezes e saber que ter te dito tchau, através do silêncio, naquela hora foi melhor que uma sinceridade que podia soar dramática, apesar de ser sincera e serena. E aquela interrogação na cabeça dela ia continuar ali num cantinho dentro de si, junto com a falta que ela sentia de você quando passava por aqui ou por ali, onde vocês andaram juntos.
domingo, 21 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
A fé no amor, mesmo que ele exista para poucos casais
Eu queria que você continuasse acreditando no amor, de todo seu coração. Queria que você continuasse esperando, pois ela chegaria até você um dia, daqui alguns – muitos, que talvez passem rápido e pareçam poucos – dias. Queria que você ainda sonhasse com a morena de traços delicados e jeito surpreendente, queria que continuasse com seu amor platônico pelos amores que se vê em filme, algo que você acha ser inexistente, pra ela chegar e te mostrar que é real, que existe alguém que tem o mesmo conceito e ótica que você de o que é o amor. Queria que a luz que existe em você não se apagasse e que essa vitalidade que você tem estivesse sempre presente no seu interior e exterior. Queria que você não desanimasse em esperar demais e achar que devia esperar menos, ou que quando esse momento de frustração chegasse, ela chegasse junto pra te tirar dele. E ela realmente também não queria deixar de querer tudo isso, pois todo o amor do mundo, vale todo o tempo esperando.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Somos sentimentos, então, que saibamos conhecê-los e os dosar.
Somos sentimento, somos o que pensamos, falamos, fazemos (principalmente aliás, pois uma ação – mesmo que contradiga um pensamento ou dizer – vale mais que eles), enfim, o que sentimos. Mas a pessoa que não sabe mesclar o sentimento com a razão, não intensificar tudo e não colocar o ego acima do que é realmente relevante na vida, vira só carne e osso com um monte de bagunça, assuntos mal resolvidos e relacionamentos instáveis. No fim das contas, não da pra se relacionar bem com ninguém que nem se relaciona bem consigo mesmo.
Sempre me sinto grata quando ouço elogios, mesmo que fúteis, não deixam de ser gostosos de ouvir.
Mas apesar disso, não acho nada mais que algo frívolo quando vêm de alguém que eu não admire por alguma coisa.
Um elogio curto, podendo ser discreto e até sutil, vindo de alguém com significado têm um valor incomparável com o discurso bonito de alguém por quem não se sente nada.
Mas apesar disso, não acho nada mais que algo frívolo quando vêm de alguém que eu não admire por alguma coisa.
Um elogio curto, podendo ser discreto e até sutil, vindo de alguém com significado têm um valor incomparável com o discurso bonito de alguém por quem não se sente nada.
sábado, 13 de setembro de 2014
Sobre minha juventude e a queda por meninos de cabelo comprido
Dia desses, arrumando algumas coisas e tirando caixas no guarda-roupas, ela achou uma munhequeira. É, daquelas de pano que foram modinha entre 2009 e 2010 quando o auge eram os emos e todo mundo ouvia Restart e saía por aí de calça colorida – coladinha. Era uma pulseirinha de pano quadriculada pink e preto, e ela usou esse tal apetrecho todos os dias durante seus 13 e 14 anos, naquela época em que ela amava Avril Lavigne e tinha um skate.
Ela usava all star cano alto, até o joelho, cabelo bem liso da raiz até a pontinha (dupla), sempre dividido no meio, tinha um diário, gostava de andar só de moletom, e... Bom, tinha uma queda instantâneas e sonhava acordada com carinhas que tivessem uma, duas ou três tattoos, cabelo comprido e alargadores (mas dos pequenos).
Aliás, essa mocinha estranha fui eu, saindo da minha pré adolescência.
E, no fim das contas, comecei a pensar porque o meu gosto hoje é oposto ao que era, já que hoje me vejo atraída por caras bastante diferentes disso (é, dependendo, ainda acho legal caras com tattoo, mas cabelo comprido só se for um rosto, jeito de ser e estilo que combinem incontestavelmente. E alargadores ou piercings? Aaah, me desculpem os rockeiros e rockistas, mas depois de ouvir isso com a seguinte descrição de ser furar o corpo com bolinhas que parecem verrugas de metal, nem pensar!).
Não sou uma pessoa fúnebre ou fechada, muito pelo contrário, e essa fase pela que passei aconteceu numa crise de identidade, eu queria mostrar de algum modo para as pessoas que eu não era igual e tentava colocar isso como cartaz na minha testa usando a munhequeira, os moletons e o all star enquanto as meninas que todos os carinhas pegavam (e todas as outras meninas queriam ser) usavam tênis Ecko Red e tinham californianas no cabelo repicado e comprido.
Com meus 13 anos eu não via outra maneira de dizer que não queria ser só mais uma figurinha – que não queria ser daquelas que vai de acordo com a maré – sem ser pela maneira de me vestir, e eu via naqueles cabelos compridos e touquinhas (o que, aliás, hoje é acessório dos hipsters) essa mesma ideia, eu me via neles. A gente sempre vai atrás do que se identifica, mesmo sem perceber estar fazendo isso.
E tudo que descrevi, esses caras, me pareciam ser o estereótipo do que eu achava mais lindo, irresistível: liberdade, que era o que a aparência deles vendia pra mim.
E tudo que descrevi, esses caras, me pareciam ser o estereótipo do que eu achava mais lindo, irresistível: liberdade, que era o que a aparência deles vendia pra mim.
E, hoje entendo... Nesse aspecto, não mudei nadinha, nunca busquei por alguém pensando numa aparência em si, mas sim em uma ideologia, no que essa aparência pode representar – aliás, é o que todos nós fazemos, mesmo que inconscientemente.
Enfim, no que a pessoa parece ser. Alias, boa convivência e diálogos interessantes são o que fazem história, logo, sabemos disso... Histórias são o que fazem valer a pena, e não se fazem com alguém que é só um rostinho bonito.
domingo, 7 de setembro de 2014
As boas coisas que nos dizem e que, por vezes, até ouvimos, mas só com os ouvidos.
"Você vai ser uma boa mãe."
"Você sabe sentir os seus sentimentos."
"Sua casa é bagunçada. Parece ser divertida."
"Eu acho o seu jeito muito bonito, você luta pelas coisas que você quer."
Cada uma dessas frases, ditas algumas há anos, outras há meses, dirigidas a mim por pessoas que foram especiais (e outra por um professor de história), são palavras que vou levar comigo por toda a minha vida.
Se as pessoas estivessem mais atentas e atenciosas para com quem está ao seu redor no cotidiano veria que – além de ter virtudes que você pode nem perceber em si mesmo – já ouviu muitas frases bonitas pra guardar.
Inclusive, devo ter perdido várias mais, que besteira a minha não me importar em ter essa consciência algum tempo atrás.
"Você sabe sentir os seus sentimentos."
"Sua casa é bagunçada. Parece ser divertida."
"Eu acho o seu jeito muito bonito, você luta pelas coisas que você quer."
Cada uma dessas frases, ditas algumas há anos, outras há meses, dirigidas a mim por pessoas que foram especiais (e outra por um professor de história), são palavras que vou levar comigo por toda a minha vida.
Se as pessoas estivessem mais atentas e atenciosas para com quem está ao seu redor no cotidiano veria que – além de ter virtudes que você pode nem perceber em si mesmo – já ouviu muitas frases bonitas pra guardar.
Inclusive, devo ter perdido várias mais, que besteira a minha não me importar em ter essa consciência algum tempo atrás.
Sobre More Than Words
More than words / Extreme
Eu sempre gostei de várias músicas. Sou bem eclética e o único gênero que não tenho em uma playlist ou outra é o funk – apesar de ultimamente ele ser mais reconhecido e classificado pelas letras das músicas que pela batida e melodia em si, que é na verdade o que criou esse gênero.
Sentada ao banco de trás – com meus fiéis fones de ouvido brancos, durante a viagem para o litoral – o modo aleatório me trouxe uma música gostosa do grupo musical Extreme.
More Than Words faz eu me sentir numa cama bagunçada e aconchegante, de calcinha e baby look na cama do namorado, olhando seu violão encostado na parede e ouvindo a respiração dele ritmada com a minha, tranquila, enquanto ambos estamos enroscados a fazer nada – a cortina entreaberta e um feixe da luz do sol entrando no quarto, ao fim do dia – uau, tudo isso ouvindo uma música, é, esqueci de dizer que sou bem criativa. Viajada, viajada...
Mas, ao prestar atenção na letra, eu vi que ela é bem mais que uma tarde na cama do meu namorado de faz de conta.
Aliás, existem dois trechos que simplesmente resumem o que é o amor.
Sentada ao banco de trás – com meus fiéis fones de ouvido brancos, durante a viagem para o litoral – o modo aleatório me trouxe uma música gostosa do grupo musical Extreme.
More Than Words faz eu me sentir numa cama bagunçada e aconchegante, de calcinha e baby look na cama do namorado, olhando seu violão encostado na parede e ouvindo a respiração dele ritmada com a minha, tranquila, enquanto ambos estamos enroscados a fazer nada – a cortina entreaberta e um feixe da luz do sol entrando no quarto, ao fim do dia – uau, tudo isso ouvindo uma música, é, esqueci de dizer que sou bem criativa. Viajada, viajada...
Mas, ao prestar atenção na letra, eu vi que ela é bem mais que uma tarde na cama do meu namorado de faz de conta.
Aliás, existem dois trechos que simplesmente resumem o que é o amor.
Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real
Então, você não precisaria dizer que me ama, pois eu já saberia.
Realmente, não tem como eu, que conheço o amor, discordar da veracidade desses trechos. O amor é um sentimento, mas é possível vê-lo, assim como todos os outros. Eles estão nos gestos e atitudes.
E, exatamente por ele vir de tais – gestos e atitudes – ainda acredito que exista mesmo quem não saiba amar. Não por falta de interesse ou qualquer outra coisa que possa ser chamado de motivo. Simplesmente não sabe, não tem ideia de como conduzir, como lidar, não sabe o que ele é, nem mesmo que ele é a coisa mais simples que existe, e por medo continua a desconhecê-lo mesmo quando possui algumas oportunidades – pobres destas pessoas.
Se arriscar a conhecer o novo dói, mas a falta de algum obstáculo – como diz uma frase do Metallica – nunca levou a lugar algum. Mas... Voltando para a música, eu acho que ela é linda, pois fala de algo mágico que existe na vida – que em seu maior tempo, não é mole. Ouvindo-a toda e lendo sua letra, repensei uma coisa... Nos diálogos de filmes, séries e novelas, sempre achamos muito comovente quando um mocinho – ou vilão – diz para a garota (ou vice versa) que a ama, e ela responde que o ama também. Meninas, peguem seus potes de sorvete e o lencinho, essa é a parte mais emocionante da trama.
Pois é, costuma ser essa a reação.
Já eu, acho que mais que um recíproco sim, e mais comovente que ele, seria dizer "eu sei".
Se arriscar a conhecer o novo dói, mas a falta de algum obstáculo – como diz uma frase do Metallica – nunca levou a lugar algum. Mas... Voltando para a música, eu acho que ela é linda, pois fala de algo mágico que existe na vida – que em seu maior tempo, não é mole. Ouvindo-a toda e lendo sua letra, repensei uma coisa... Nos diálogos de filmes, séries e novelas, sempre achamos muito comovente quando um mocinho – ou vilão – diz para a garota (ou vice versa) que a ama, e ela responde que o ama também. Meninas, peguem seus potes de sorvete e o lencinho, essa é a parte mais emocionante da trama.
Pois é, costuma ser essa a reação.
Já eu, acho que mais que um recíproco sim, e mais comovente que ele, seria dizer "eu sei".
domingo, 31 de agosto de 2014
Não precisa ser pra vida toda pra ser pra sempre.
O sol estava quase se pondo, ela falava com uma amiga – amiga que se perguntava se valia a pena aceitar o encontro com o gringo legal que iria embora dali menos de uma semana.
Mas, afinal, qual era esse conceito de o que valia a pena?
Pra valer a pena, não tem que ter véu e grinalda, não tem que ser pra sempre pra ser lembrado com um sorriso jovial, malicioso e brincalhão. Acredito que se as pessoas começassem seus relacionamentos com essa leveza de não se sentir com alguma obrigação, nem pensar na existência de tal, e sem a intenção (imediata) de um relacionamento, tudo seria mais espontâneo e duradouro.
Geralmente, somos nós mesmos que nos pressionamos e isso nos distrai o suficiente pra que esqueçamos de perceber se estamos sentindo algo, nos ocupamos tanto com pré ocupações que não deixamos nós mesmos trilharmos um caminho com alguém sendo guiados pelo simples do gostar, do carinho que temos por esse outro, pela pureza que esses sentimentos tem.
Pra valer a pena, especialmente nesse caso, tem que ser divertido, leve e descompromissado – aliás, ele vai embora – mas ela pode ter um sincero afeto para com ele por quem e o que eles foram naqueles momentos, aquele dia legal que é o que vai dizer como ela vai lembrar dele. Se ele lembrará da mesma forma, o que importa? Talvez. Naquele momento vago aqui e acolá, provavelmente.
É um carinho leve a amistoso, carinho de quem não vai deixar de conhecer outra pessoa por isso. Só um carinho, daqueles pra guardar no peito com um sorriso quando a lembrança juvenil do dia juntos vier a cabeça de novo, numa tarde ou outra de domingo.
Mas, afinal, qual era esse conceito de o que valia a pena?
Pra valer a pena, não tem que ter véu e grinalda, não tem que ser pra sempre pra ser lembrado com um sorriso jovial, malicioso e brincalhão. Acredito que se as pessoas começassem seus relacionamentos com essa leveza de não se sentir com alguma obrigação, nem pensar na existência de tal, e sem a intenção (imediata) de um relacionamento, tudo seria mais espontâneo e duradouro.
Geralmente, somos nós mesmos que nos pressionamos e isso nos distrai o suficiente pra que esqueçamos de perceber se estamos sentindo algo, nos ocupamos tanto com pré ocupações que não deixamos nós mesmos trilharmos um caminho com alguém sendo guiados pelo simples do gostar, do carinho que temos por esse outro, pela pureza que esses sentimentos tem.
Pra valer a pena, especialmente nesse caso, tem que ser divertido, leve e descompromissado – aliás, ele vai embora – mas ela pode ter um sincero afeto para com ele por quem e o que eles foram naqueles momentos, aquele dia legal que é o que vai dizer como ela vai lembrar dele. Se ele lembrará da mesma forma, o que importa? Talvez. Naquele momento vago aqui e acolá, provavelmente.
É um carinho leve a amistoso, carinho de quem não vai deixar de conhecer outra pessoa por isso. Só um carinho, daqueles pra guardar no peito com um sorriso quando a lembrança juvenil do dia juntos vier a cabeça de novo, numa tarde ou outra de domingo.
O amor incondicional é o único que pode ser chamado de amor.
A banalização do eu te amo, aquelas três palavrinhas que, dependendo de quem as ouve, podem mudar tanta coisa quando ditas de coração, do peito pra fora, está sendo falada sem sentido algum.
O verdadeiro – o único que pode ser chamado de tal – amor, é medido como existente pelo sentimento que temos com nossa família, pois o amor é isso. É a convivência, o cuidado, a preocupação e o interesse real de um outro alguém na sua vida, nos detalhes pequenos e acontecimentos grandes. Minha mãe – sempre com palavras inteligentes que quebram o silêncio – hoje me falou que quando nos casamos, estamos deixando a casa dos nossos pais e toda essa rotina de cuidado que eles tem conosco para estar com outra pessoa, como poderíamos nós nos casar com outra pessoa sem amá-la e ser amada por ela? Se o que nos motiva e nos importa para casar é nada mais e nada menos que o amor, não podemos. Estamos deixando a casa de quem nos ama incondicionalmente, seria uma falta de noção sem tamanho casar com outra pessoa que não saiba nos dar, e receber o nosso, amor.
Eu te amo é o que dizemos pra quem, pra nós, é da família – sendo de sangue ou não.
O verdadeiro – o único que pode ser chamado de tal – amor, é medido como existente pelo sentimento que temos com nossa família, pois o amor é isso. É a convivência, o cuidado, a preocupação e o interesse real de um outro alguém na sua vida, nos detalhes pequenos e acontecimentos grandes. Minha mãe – sempre com palavras inteligentes que quebram o silêncio – hoje me falou que quando nos casamos, estamos deixando a casa dos nossos pais e toda essa rotina de cuidado que eles tem conosco para estar com outra pessoa, como poderíamos nós nos casar com outra pessoa sem amá-la e ser amada por ela? Se o que nos motiva e nos importa para casar é nada mais e nada menos que o amor, não podemos. Estamos deixando a casa de quem nos ama incondicionalmente, seria uma falta de noção sem tamanho casar com outra pessoa que não saiba nos dar, e receber o nosso, amor.
Eu te amo é o que dizemos pra quem, pra nós, é da família – sendo de sangue ou não.
Eu te amo (para o meu melhor amigo)
Conte comigo pra tudo, sim, absolutamente tudo, pois o que estiver ao meu alcance, mesmo que com esforço, será feito. Eu sinto muito a sua falta quando ficamos sem nos ver, pois é sempre muito bom e faz meu coração feliz, me sinto em casa do seu lado. Sinto saudades sua – saudade gostosa e madura – que traz calor no meu peito, quando o tempo daquela semana corrida no trabalho torna-se curta para uma conversa entre nós e rio sozinha durante os poucos minutos de silêncio em que a ligação – da nossa excelente operadora – cai. Poucos minutos pois logo estarei falando com meu melhor amigo de novo.
Me sinto honrada até hoje por ter sido a primeira pessoa pra quem você disse – em voz alta – que era gay, o que obviamente não me faz diferença alguma, apenas a alegria de saber o quanto você confia em mim. Eu sou apaixonada pelo seu jeito de ser e admiro suas ideias e sua ótica de mundo, sempre inteligente e com aquela mescla de sentimento e razão a uma medida que forma uma opinião filosófica, tão sua.
Sempre que penso em algum momento cômico do seu lado me pego dando risada por revivê-lo e sei que sempre será assim do seu lado – bom e tão real, sem máscara alguma ou qualquer joguinho de egos.
Sua vida, pra mim, era interessante e eu me pegava te ouvindo falar dos acontecimentos contigo como uma criança ouve a mãe contando uma história antes de dormir, com atenção e curiosidade. O amor é maior que tudo, o real amor, recíproco e maduro. E – como dizemos – dia de amar quem ama a gente, é todos os dias.
Me sinto honrada até hoje por ter sido a primeira pessoa pra quem você disse – em voz alta – que era gay, o que obviamente não me faz diferença alguma, apenas a alegria de saber o quanto você confia em mim. Eu sou apaixonada pelo seu jeito de ser e admiro suas ideias e sua ótica de mundo, sempre inteligente e com aquela mescla de sentimento e razão a uma medida que forma uma opinião filosófica, tão sua.
Sempre que penso em algum momento cômico do seu lado me pego dando risada por revivê-lo e sei que sempre será assim do seu lado – bom e tão real, sem máscara alguma ou qualquer joguinho de egos.
Sua vida, pra mim, era interessante e eu me pegava te ouvindo falar dos acontecimentos contigo como uma criança ouve a mãe contando uma história antes de dormir, com atenção e curiosidade. O amor é maior que tudo, o real amor, recíproco e maduro. E – como dizemos – dia de amar quem ama a gente, é todos os dias.
É isso que, em outras palavras, te falo em resumidas sete letrinhas, quando digo que eu te amo, mon Dzi.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Em poucas mas existentes vezes, boa vontade não basta para solucionar algo.
Estava sendo um ano farto...
Foi a primeira coisa que ela pensou depois de desligar o chuveiro e secar os cabelos com a toalha enquanto se olhava no espelho. Ela tinha conhecido o teatro, o cinema, mais de seus sentimentos e de si mesma.
Se o diretor do longa não tivesse tentado várias vezes dormir com ela até que fosse dado por ela um fim a isso – abandonando a participação no projeto – ela passaria um momento vago ali ou aqui de sua vida pensando em como seria incrível ser uma atriz dona de uma carreira de sucesso e reconhecimento, mas, na verdade, antes disso ela mal conhecia uma pequena parte desse mundo, não como quem está do lado de dentro da tela da televisão.
O teatro era realmente fantástico e ela adorava – porém, não havia ainda feito uma peça com um roteiro realmente interessante, tendo em vista que haviam várias crianças em sua turma (única turma de teatro na cidade, aliás) de elenco e dando prioridade, naturalmente, a fazer algo semelhante ao cotidiano e realidade delas, o que a menina não via como algo errado, só uma consequência que não favorecia suas ideias de espetáculo.
Ela recebia alguns convites, e indiretas claras de alguns caras que eram legais, mas quando se via sem rir durante alguma conversa que não fluía e sem esboçar um sorriso quando casualmente lembrava de algum rosto, notava que não estava interessada em dar expectativas a alguém por quem ela não tinha.
Percebeu vários erros em si mesma quando notou que sua individualidade estava sendo deixada em um cantinho vazio dentro dela, esquecida, enquanto ela se preocupava com situações que não precisava. Existem problemas que podemos resolver, então devemos nos tranquilizar, e existem problemas que realmente estão – de alguma maneira – longe do nosso alcance, depois de pensarmos e repensarmos soluções inaplicáveis, nós temos que aceitar, nos conformar e tentar não pensar nisso, entendendo que não há o que fazer. E isso na verdade até então tem sido o mais difícil pra menina de cabelos molhados que olhava nos próprios olhos diante do espelho, ela não gostava de sentir que não tinha como ajudar alguém ou não melhorar algo que não estava bom.
Foi a primeira coisa que ela pensou depois de desligar o chuveiro e secar os cabelos com a toalha enquanto se olhava no espelho. Ela tinha conhecido o teatro, o cinema, mais de seus sentimentos e de si mesma.
Se o diretor do longa não tivesse tentado várias vezes dormir com ela até que fosse dado por ela um fim a isso – abandonando a participação no projeto – ela passaria um momento vago ali ou aqui de sua vida pensando em como seria incrível ser uma atriz dona de uma carreira de sucesso e reconhecimento, mas, na verdade, antes disso ela mal conhecia uma pequena parte desse mundo, não como quem está do lado de dentro da tela da televisão.
O teatro era realmente fantástico e ela adorava – porém, não havia ainda feito uma peça com um roteiro realmente interessante, tendo em vista que haviam várias crianças em sua turma (única turma de teatro na cidade, aliás) de elenco e dando prioridade, naturalmente, a fazer algo semelhante ao cotidiano e realidade delas, o que a menina não via como algo errado, só uma consequência que não favorecia suas ideias de espetáculo.
Ela recebia alguns convites, e indiretas claras de alguns caras que eram legais, mas quando se via sem rir durante alguma conversa que não fluía e sem esboçar um sorriso quando casualmente lembrava de algum rosto, notava que não estava interessada em dar expectativas a alguém por quem ela não tinha.
Percebeu vários erros em si mesma quando notou que sua individualidade estava sendo deixada em um cantinho vazio dentro dela, esquecida, enquanto ela se preocupava com situações que não precisava. Existem problemas que podemos resolver, então devemos nos tranquilizar, e existem problemas que realmente estão – de alguma maneira – longe do nosso alcance, depois de pensarmos e repensarmos soluções inaplicáveis, nós temos que aceitar, nos conformar e tentar não pensar nisso, entendendo que não há o que fazer. E isso na verdade até então tem sido o mais difícil pra menina de cabelos molhados que olhava nos próprios olhos diante do espelho, ela não gostava de sentir que não tinha como ajudar alguém ou não melhorar algo que não estava bom.
domingo, 17 de agosto de 2014
Que contraditório, exatamente por cada um ser único, ninguém é único. Com isso, não quero dizer que alguém não possa ser especial para você, isso é uma questão de sentimento pela pessoa e de se apaixonar por quem ela é. As pessoas são únicas, cada uma, mas se alguém é único para você, é pois você a tornou isso, você a escolheu.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Dúvidas são uma indução para o autoquestionamento.
Fred Elboni disse uma vez que as dúvidas nos amadurecem.
Fiquei um certo tempo pensando nisso, e em como isso está certo. Sem nos questionarmos, sobre nossas atitudes, sobre escolhas que fazemos e nossa vida, realmente não há como crescer. Porém, para se questionar, primeiro precisamos pegar nosso ego e deixá-lo ali no cantinho, parar de achar que estamos sempre certos, que admitir um erro vai nos por numa saia justa – mesmo que com nós mesmos.
Não digo que devemos dispensar nosso orgulho e nossa auto estima, mas o ego certamente nos faz mal e nos cega de muitas coisas. As pessoas vivem falando sobre o que é normal numa vida ou não e criando uma ideologia de que o normal seja uma vida sem problemas pessoais, sociais entre outros, mas na verdade, o anormal é ignorar todo esse lado que – naturalmente – também faz parte da vida.
Colocar-se em um pedestal de ser humano perfeito – super homem, mulher maravilha – absoluto dono da verdade e da razão, só te leva aos mesmos erros, fazer isso a si mesmo te condena a ser duro, cada vez mais inflexível como pessoa, imutável – pedra.
Só consigo chegar a conclusão que, quase sempre, chego quando reflito sobre as pessoas. Apenas não melhoramos e crescemos dentro de nós mesmos por falta de interesse nisso. É muito mais fácil seguir o fluxo de pensamento popular (não digo certo nem errado, mas sim dos outros) dentro do círculo onde se convive apenas por insegurança de dizer o que pensa e alguém discordar. As pessoas não lidam bem com isso, quando alguém discorda do que elas pensam elas remetem tal atitude com briga, ao invés de algo que pode virar uma discussão, debate, uma possibilidade de apresentar e receber ideias em que cada um pode entender um pouco da perspectiva do outro – e isso sem ter de deixar de manter a sua, ouvir basta.Mudar sua própria opinião depois de um debate? Quem sabe, a escolha é sua.
Todos devem estar muito acostumados a serem agredidos e agredirem para manterem a guarda sempre tão alerta e levar tudo ao extremo do lado pessoal ao invés de pensar que o discordar de alguém pode ser, literalmente, só trocar uma ideia.
Crescer sempre cabe a cada pessoa, mas os demais podem – muitas vezes inconsciente e involuntariamente – nos dar uma mão pra isso.
Pegue, o que você tem medo de deixar pra trás?
Fiquei um certo tempo pensando nisso, e em como isso está certo. Sem nos questionarmos, sobre nossas atitudes, sobre escolhas que fazemos e nossa vida, realmente não há como crescer. Porém, para se questionar, primeiro precisamos pegar nosso ego e deixá-lo ali no cantinho, parar de achar que estamos sempre certos, que admitir um erro vai nos por numa saia justa – mesmo que com nós mesmos.
Não digo que devemos dispensar nosso orgulho e nossa auto estima, mas o ego certamente nos faz mal e nos cega de muitas coisas. As pessoas vivem falando sobre o que é normal numa vida ou não e criando uma ideologia de que o normal seja uma vida sem problemas pessoais, sociais entre outros, mas na verdade, o anormal é ignorar todo esse lado que – naturalmente – também faz parte da vida.
Colocar-se em um pedestal de ser humano perfeito – super homem, mulher maravilha – absoluto dono da verdade e da razão, só te leva aos mesmos erros, fazer isso a si mesmo te condena a ser duro, cada vez mais inflexível como pessoa, imutável – pedra.
Só consigo chegar a conclusão que, quase sempre, chego quando reflito sobre as pessoas. Apenas não melhoramos e crescemos dentro de nós mesmos por falta de interesse nisso. É muito mais fácil seguir o fluxo de pensamento popular (não digo certo nem errado, mas sim dos outros) dentro do círculo onde se convive apenas por insegurança de dizer o que pensa e alguém discordar. As pessoas não lidam bem com isso, quando alguém discorda do que elas pensam elas remetem tal atitude com briga, ao invés de algo que pode virar uma discussão, debate, uma possibilidade de apresentar e receber ideias em que cada um pode entender um pouco da perspectiva do outro – e isso sem ter de deixar de manter a sua, ouvir basta.Mudar sua própria opinião depois de um debate? Quem sabe, a escolha é sua.
Todos devem estar muito acostumados a serem agredidos e agredirem para manterem a guarda sempre tão alerta e levar tudo ao extremo do lado pessoal ao invés de pensar que o discordar de alguém pode ser, literalmente, só trocar uma ideia.
Crescer sempre cabe a cada pessoa, mas os demais podem – muitas vezes inconsciente e involuntariamente – nos dar uma mão pra isso.
Pegue, o que você tem medo de deixar pra trás?
domingo, 10 de agosto de 2014
A intimidade em dançar como um boneco de posto do lado de alguém – e esse outro alguém estar dançando igual
Estava escuro, aquelas luzes coloridas indo e vindo por cada canto do salão, o som eram aquelas músicas legais – antigonas – daquelas divertidas que se tocam em festas... Olha a onda, olha a onda!
As pessoas estavam espalhadas, rindo e dançando, uma mistura de cores, estampas e vestidos girando, barulho de gente rindo e cantando – barulho de alegria. No meio de toda aquela bagunça gostosa e passos de dança sem sincronia, uma mulher magra de cabelos pretos e olhos marejados dançava também, do seu lado um cara feliz de terno e cartola colorida, rindo – noivos.
No discurso, além do costume de agradecer aos convidados a presença, eles falaram brevemente sobre o trabalho dos dois pra pagar pela festa e falaram sobre o amor de um pelo outro.
Mesmo não os conhecendo – aliás, só estava ali preparando drinks e coquetéis – fiquei comovida com o contexto. Casamentos são incríveis.
Não é só pelo evento em si, não são só os vestidos e os cabelos arrumados, os ternos e sapatos pretos brilhantes, ou a comida boa, a decoração, ou os perfumes diferentes que se misturam no ar e deixam cheiro de festa. É a celebração de duas pessoas que, vendo pela minha perspectiva, encontraram a si mesmos em outro alguém – encontraram quem lhes faz ser o seu melhor. Depois de ver os dois ali, dançando lado a lado tão desengonçadamente, totalmente descontraídos e felizes, comecei a pensar em como eles devem se amar mesmo, a liberdade que tem um com o outro, vi a intimidade deles naquele momento, e isso levou um sorriso sincero pro meu rosto. O amor é sim muito bonito. É feito de gentileza, compreensão, maturidade, humor, humildade e verdade, passos que os dois souberam ter dado juntos.
Não é só pelo evento em si, não são só os vestidos e os cabelos arrumados, os ternos e sapatos pretos brilhantes, ou a comida boa, a decoração, ou os perfumes diferentes que se misturam no ar e deixam cheiro de festa. É a celebração de duas pessoas que, vendo pela minha perspectiva, encontraram a si mesmos em outro alguém – encontraram quem lhes faz ser o seu melhor. Depois de ver os dois ali, dançando lado a lado tão desengonçadamente, totalmente descontraídos e felizes, comecei a pensar em como eles devem se amar mesmo, a liberdade que tem um com o outro, vi a intimidade deles naquele momento, e isso levou um sorriso sincero pro meu rosto. O amor é sim muito bonito. É feito de gentileza, compreensão, maturidade, humor, humildade e verdade, passos que os dois souberam ter dado juntos.
E é mesmo uma pena, pra ninguém mais que as próprias, que tenham pessoas que não entendam que isso é realmente maravilhoso e melhor que passar noites vazias com rostos diferentes.
(Parabéns, Lucas e Bárbara)
Uma das alegrias que ter um coração puro traz.
Eu acredito na pureza das pessoas. Acredito que as vezes, uma situação ambígua que poderia ser mal interpretada pode também ser só aquilo que se diz mesmo – verdade. Acredito que perguntas podem ser só perguntas e interesse real de alguém em você, mesmo que em coisas pequenas. Fé no outro desencadeia – entre outras coisas, como amizade, carinho, fraternidade e amor, por exemplo – intimidade.
E acredito que ela, esse sentimento gostoso de se sentir em casa com alguém em qualquer lugar, é feita disso – verdades, interesse recíproco e pureza. A junção desses sentimentos no cotidiano resulta numa vida mais leve, mais doce. Porém, só quem possui essas características tem a sorte de encontrar e enxerga-las em quem também as tenha, aliás, só da pra reconhecer (fora, nos outros) o que a gente já conhece (dentro, de nós).
E, assim – como amigos, amores, ou os dois (aliás, tem quem tenha na sua vida o somente, mas grande, papel de irmão) – caminharem juntos.
E acredito que ela, esse sentimento gostoso de se sentir em casa com alguém em qualquer lugar, é feita disso – verdades, interesse recíproco e pureza. A junção desses sentimentos no cotidiano resulta numa vida mais leve, mais doce. Porém, só quem possui essas características tem a sorte de encontrar e enxerga-las em quem também as tenha, aliás, só da pra reconhecer (fora, nos outros) o que a gente já conhece (dentro, de nós).
E, assim – como amigos, amores, ou os dois (aliás, tem quem tenha na sua vida o somente, mas grande, papel de irmão) – caminharem juntos.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
A mania que geralmente temos de interpretar, apenas e impulsivamente, literalmente.
Uma vez, ouvi de alguém aquela citação me diga com quem tu andas, que direi quem tu és.
E, a pessoa que me disse isso, interpretava essa frase com o seguinte sentido: de que você é semelhante com as pessoas com quem caminha. Nem sempre. Acredito que quando isso é lido somente ao pé da letra, foi pouco pensado.
Se você anda com uma menina vulgar, porém boa amiga, você não é necessariamente vulgar também, pode ser só uma pessoa que sabe relevar o que é importante pra você ou não. Aliás, ela é uma boa amiga, não sua namorada, e, na relação de vocês, o importante que é saber viver uma amizade – ela sabe, isso basta. Se um menino é amigo de um novato que tem costumes diferentes e é estranho aos olhos dos que já estavam nesse ambiente, o menino que o apoia e acolhe não é necessariamente um cara, por algum motivo, estranho – diferente – também. Pelo contrário, ele é uma pessoa que está sendo legal ao se importar em ter a iniciativa de enturmar alguém que não se sente em casa.
Calma, calma, claro que existe a realidade de sermos mesmo (muito, as vezes) parecidos com aqueles que são nossos amigos, aqueles com quem realmente convivemos. Temos semelhantes os gostos, o modo de pensar, as críticas, interesses e senso de humor, a maioria das coisas que influi e engloba o cotidiano.
Porém, isso não invalida a possibilidade de tal frase ser interpretada de outra forma e, ainda assim, manter sua veracidade nessa segunda interpretação.
E, a pessoa que me disse isso, interpretava essa frase com o seguinte sentido: de que você é semelhante com as pessoas com quem caminha. Nem sempre. Acredito que quando isso é lido somente ao pé da letra, foi pouco pensado.
Se você anda com uma menina vulgar, porém boa amiga, você não é necessariamente vulgar também, pode ser só uma pessoa que sabe relevar o que é importante pra você ou não. Aliás, ela é uma boa amiga, não sua namorada, e, na relação de vocês, o importante que é saber viver uma amizade – ela sabe, isso basta. Se um menino é amigo de um novato que tem costumes diferentes e é estranho aos olhos dos que já estavam nesse ambiente, o menino que o apoia e acolhe não é necessariamente um cara, por algum motivo, estranho – diferente – também. Pelo contrário, ele é uma pessoa que está sendo legal ao se importar em ter a iniciativa de enturmar alguém que não se sente em casa.
Calma, calma, claro que existe a realidade de sermos mesmo (muito, as vezes) parecidos com aqueles que são nossos amigos, aqueles com quem realmente convivemos. Temos semelhantes os gostos, o modo de pensar, as críticas, interesses e senso de humor, a maioria das coisas que influi e engloba o cotidiano.
Porém, isso não invalida a possibilidade de tal frase ser interpretada de outra forma e, ainda assim, manter sua veracidade nessa segunda interpretação.
sábado, 2 de agosto de 2014
A normalidade em não ter sintonia com alguém.
Era uma noite qualquer, noite de sábado – aquela acompanhada de amigos e risadas. E, falando de amores que vem e vão, ouvi um deles dizendo que levar um fora de alguém faz sentir não ser bom o suficiente pra pessoa. Mas, o que para a outra pessoa seria o bom? O conceito de bom, agradável, é pessoal, variável, diverso e tão relativo.
Admito que, voltando pra casa na moto, eu fui pensando naquilo enquanto o vento bagunçava meu cabelo e a cidade passava rápido por mim – cada quadra e luzes ficando cada vez mais pra trás.
Acho que algo foi banalizado e generalizado ali, aliás, como julgar que você não é bom pra estar com um namorado ou namorada pela opinião de uma pessoa que você, muitas vezes, pode nem ter conhecido bem? Acho que pode ser bem mais que isso. Duas pessoas (três, quatro, vai saber, cada quais com suas relações) podem se afastar por simplesmente não terem se cativado em nada, e assim desencadeado desinteresse em continuar juntos. Ser indiferente a alguém ou ver que a relação é algo que nunca vai sair do que é, evoluir, e, então se despedir, não é uma questão de ser bom o suficiente ou a altura de alguém ou não.
Acredito que relacionamentos são coisas que fluem com naturalidade e são gostosos de se viver, quando sem joguinhos, com humor e maturidade.
Pessoas são diferentes, e não saber entender e aceitar a existência de diferenças é não conseguir conviver (bem) com ninguém. Alguém pode sim ser mais maduro que o outro, ter mais senso de humor ou de repente ter uma aparência mais atraente, mas acho que dizer que alguém não era bom o suficiente para um outro indivíduo é tão vago que se torna uma afirmativa precipitada, ignorante e até grosseira. Se seu jeito – alegre, introspectivo, falante, mais calado, brincalhão, sério – não agrada seu suposto companheiro, uma pena, mas o que fazer? Com a convivência, o que você faria? Pois é, que estranho, iria se reprimir e não se sentir a vontade com quem devia ser a sua casa onde quer que estivessem, por que é isso que a real (e na minha opinião única que pode ser chamada de tal) intimidade é.
Devemos aprender a lidar melhor com o fato de que as vezes simplesmente não combinarmos com outra pessoa, só isso, e entender que essa situação não é o fim do mundo e muito menos um motivo pra mudar nossa essência. Não estou me referindo a melhorias em nós como pessoa, mas em aspectos de personalidade, se a pessoa não lida bem com a sua ou você não se agrada com a dela, tranquilo.
Fica em paz, isso é normal.
Alguma lição, um pequeno detalhe, a gente acaba tirando dessas situações, talvez depois do ocorrido, talvez dez minutos, talvez um ano, ou talvez nem seja mais relevante.
Admito que, voltando pra casa na moto, eu fui pensando naquilo enquanto o vento bagunçava meu cabelo e a cidade passava rápido por mim – cada quadra e luzes ficando cada vez mais pra trás.
Acho que algo foi banalizado e generalizado ali, aliás, como julgar que você não é bom pra estar com um namorado ou namorada pela opinião de uma pessoa que você, muitas vezes, pode nem ter conhecido bem? Acho que pode ser bem mais que isso. Duas pessoas (três, quatro, vai saber, cada quais com suas relações) podem se afastar por simplesmente não terem se cativado em nada, e assim desencadeado desinteresse em continuar juntos. Ser indiferente a alguém ou ver que a relação é algo que nunca vai sair do que é, evoluir, e, então se despedir, não é uma questão de ser bom o suficiente ou a altura de alguém ou não.
Acredito que relacionamentos são coisas que fluem com naturalidade e são gostosos de se viver, quando sem joguinhos, com humor e maturidade.
Pessoas são diferentes, e não saber entender e aceitar a existência de diferenças é não conseguir conviver (bem) com ninguém. Alguém pode sim ser mais maduro que o outro, ter mais senso de humor ou de repente ter uma aparência mais atraente, mas acho que dizer que alguém não era bom o suficiente para um outro indivíduo é tão vago que se torna uma afirmativa precipitada, ignorante e até grosseira. Se seu jeito – alegre, introspectivo, falante, mais calado, brincalhão, sério – não agrada seu suposto companheiro, uma pena, mas o que fazer? Com a convivência, o que você faria? Pois é, que estranho, iria se reprimir e não se sentir a vontade com quem devia ser a sua casa onde quer que estivessem, por que é isso que a real (e na minha opinião única que pode ser chamada de tal) intimidade é.
Devemos aprender a lidar melhor com o fato de que as vezes simplesmente não combinarmos com outra pessoa, só isso, e entender que essa situação não é o fim do mundo e muito menos um motivo pra mudar nossa essência. Não estou me referindo a melhorias em nós como pessoa, mas em aspectos de personalidade, se a pessoa não lida bem com a sua ou você não se agrada com a dela, tranquilo.
Fica em paz, isso é normal.
Alguma lição, um pequeno detalhe, a gente acaba tirando dessas situações, talvez depois do ocorrido, talvez dez minutos, talvez um ano, ou talvez nem seja mais relevante.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Toda fase da vida vale a pena – mas não a galinha intera.
Eu não me permitia lamentar, choramingar ou me preocupar mais do que eu devia com nada, não sei ao certo se existe uma explicação pra isso, eu só não sentia necessidade de mais que alguns minutos e quando me via triste já me resgatava de mim mesma, a gente tem que se por pra cima quando consegue fazer isso sozinho, e, sim, a gente, na verdade, quase sempre consegue se tentar. Era compreensiva com situações tristes e brigas, é que, bom, a gente não pode julgar os sentimentos dos outros. Eu era aquela amiga a quem recorriam quando precisavam de riso, mas de consolo também, porém, não entendia a lógica de quem parecia gostar de estar em um clima deprimente dentro de si – insistir em se manter mal – achava mala aquelas pessoas que se esforçavam em enganar a si mesmas e forçavam esse tipo de situação – que por isso, se tornava dramática (e não no bom sentido). No fim das contas tudo é encarado em algum momento, é inevitável, adiar é perca de tempo e momentos bons, só traz coisas ruins pra si mesmo – só o fato de evitar conscientemente ou não coisas boas já é uma ruim .
Além de que, nada é o fim do mundo e tudo acaba bem. Mas, até acabar, entre as boas vão ter as más fases, onde você vai enxergar quem está ao seu lado, vai conseguir perceber quem são as pessoas que só estão com você pelos momentos de festa, ser alguém mais forte, e saber valorizar e diferenciar quais são os bons momentos.
Então, é claro que os momentos opostos aos de celebração, ás vezes de desunião, de má condição financeira... Enfim os malditos dos perrengues, tem valor e importância. Mas são momentos, não torne deles a sua vida – não coloque todo seu cotidiano em prol dessa situação que te desagrada.
A ênfase que damos pra cada coisa tem o poder de fazer uma diferença imensa no nosso dia a dia, tudo é postura mental. Como não deixar a sua a seu favor?
Ser bom pra si mesmo é imensamente inteligente e propício para a concretização e realização de tudo que almejamos, desde o material até nossa vida pessoal.
A liberdade de escolher é nossa, e, amigo... Fica tudo bom demais quando a gente descobre a veracidade em ter escolha.
Além de que, nada é o fim do mundo e tudo acaba bem. Mas, até acabar, entre as boas vão ter as más fases, onde você vai enxergar quem está ao seu lado, vai conseguir perceber quem são as pessoas que só estão com você pelos momentos de festa, ser alguém mais forte, e saber valorizar e diferenciar quais são os bons momentos.
Então, é claro que os momentos opostos aos de celebração, ás vezes de desunião, de má condição financeira... Enfim os malditos dos perrengues, tem valor e importância. Mas são momentos, não torne deles a sua vida – não coloque todo seu cotidiano em prol dessa situação que te desagrada.
A ênfase que damos pra cada coisa tem o poder de fazer uma diferença imensa no nosso dia a dia, tudo é postura mental. Como não deixar a sua a seu favor?
Ser bom pra si mesmo é imensamente inteligente e propício para a concretização e realização de tudo que almejamos, desde o material até nossa vida pessoal.
A liberdade de escolher é nossa, e, amigo... Fica tudo bom demais quando a gente descobre a veracidade em ter escolha.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Os bandidos de verdade tão em Brasília tudo solto (CBJR)
Não há quem não goste de política.
Há quem deteste problemas, e no Brasil um é sinônimo do outro. É muito mais difícil ter interesse nela e nas melhorias que o país precisa quando tem tantos problemas, se fosse só política, haveria interesse da população. Porém, acaba sendo uma situação que envolve egoísmo nessas guerras de ideologias contrárias, uma que busca o justo e coletivo – a teoria do conceito de o que é política e os discursos dos candidatos – e outra que luta pelo próprio ego, que busca o extremo do luxo em seu padrão de vida – preciso falar o que essa é?
Pois sabemos que o que motiva a corrupção e qual a sua finalidade, pra eles. Pra no final de semana comprar aquele Iate e contratar aquelas garotas de programa, no outro levar a família pro exterior, de repente comprar um jatinho.
Por que alguém ganharia satisfeito trinta mil reais por mês, se pode desviar dinheiro público em um esquema e esses trinta mil se tornarem dois milhões? Também não sei, aliás trinta mil é pouco pra tudo que alguém que preenche o próprio vazio com aquisições materiais quer ostentar.
Beleza. Você compra seu Iate, seu jato particular, mora naquele condomínio onde o aluguel – pra quem paga aluguel – é vinte mil. Enquanto isso dezenas de pessoas morrem numa fila de um hospital onde o atendimento é público e precário, milhares de meninas são traficadas no Pará e regiões do norte tanto para dentro quanto para fora do país – a terra sem lei. Enquanto isso, alunos de colégios que não tem o privilégio de estarem nos privados, sofrem com o desinteresse dos professores, o que desencadeia a falta de qualidade na educação, e induz a uma maior possibilidade de desigualdade de oportunidades, e o governo assume tão descaradamente que o ensino que eles próprios oferecem é péssimo que há a existência de cotas para quem vem dessas instituições – eles reconhecem que tem que facilitar pra eles, é mais fácil que melhorar o ensino e tornar a cota dispensável. Enquanto isso também, famílias vivem sem saneamento básico, algumas tomam água contaminada, outras comem barro. É pouca gente com muito e muita gente com pouco. Concordo que cada um de nós deve ir atrás da própria vida, mas sem as condições mínimas e básicas de saúde, nutrição e sobrevivência, é difícil até pensar em haver oportunidades.
Não estou falando de caridade, apesar de concordar com a ideologia dela. Estou falando que, os que podem, deviam ajudar e ter interesse no próximo, naquele desconhecido que acha que a realidade de vida é ruim pois desconhece outra, naquela senhora que mora no interior do nordeste e cozinha para seus dez netos e vizinhanças.
Tudo isso pra você sentar seu cu no seu jatinho? Ah, ou num Porsche, numa Maserati, o que for, o favorito da sua coleção para aquele dia da semana. É, só vale a pena se forem esses automóveis, eu sei... Seu salário de trinta, quarenta mil, não era suficiente, não comprava um bom carro.
Acredito que o ser humano é incrível, somos bons e inteligentes, capazes e perceptivos – sim, todos nós.
E me da frustração saber que há quem viva desse modo, tão egoísta, vazio, ilusório e patético.
Há quem deteste problemas, e no Brasil um é sinônimo do outro. É muito mais difícil ter interesse nela e nas melhorias que o país precisa quando tem tantos problemas, se fosse só política, haveria interesse da população. Porém, acaba sendo uma situação que envolve egoísmo nessas guerras de ideologias contrárias, uma que busca o justo e coletivo – a teoria do conceito de o que é política e os discursos dos candidatos – e outra que luta pelo próprio ego, que busca o extremo do luxo em seu padrão de vida – preciso falar o que essa é?
Pois sabemos que o que motiva a corrupção e qual a sua finalidade, pra eles. Pra no final de semana comprar aquele Iate e contratar aquelas garotas de programa, no outro levar a família pro exterior, de repente comprar um jatinho.
Por que alguém ganharia satisfeito trinta mil reais por mês, se pode desviar dinheiro público em um esquema e esses trinta mil se tornarem dois milhões? Também não sei, aliás trinta mil é pouco pra tudo que alguém que preenche o próprio vazio com aquisições materiais quer ostentar.
Beleza. Você compra seu Iate, seu jato particular, mora naquele condomínio onde o aluguel – pra quem paga aluguel – é vinte mil. Enquanto isso dezenas de pessoas morrem numa fila de um hospital onde o atendimento é público e precário, milhares de meninas são traficadas no Pará e regiões do norte tanto para dentro quanto para fora do país – a terra sem lei. Enquanto isso, alunos de colégios que não tem o privilégio de estarem nos privados, sofrem com o desinteresse dos professores, o que desencadeia a falta de qualidade na educação, e induz a uma maior possibilidade de desigualdade de oportunidades, e o governo assume tão descaradamente que o ensino que eles próprios oferecem é péssimo que há a existência de cotas para quem vem dessas instituições – eles reconhecem que tem que facilitar pra eles, é mais fácil que melhorar o ensino e tornar a cota dispensável. Enquanto isso também, famílias vivem sem saneamento básico, algumas tomam água contaminada, outras comem barro. É pouca gente com muito e muita gente com pouco. Concordo que cada um de nós deve ir atrás da própria vida, mas sem as condições mínimas e básicas de saúde, nutrição e sobrevivência, é difícil até pensar em haver oportunidades.
Não estou falando de caridade, apesar de concordar com a ideologia dela. Estou falando que, os que podem, deviam ajudar e ter interesse no próximo, naquele desconhecido que acha que a realidade de vida é ruim pois desconhece outra, naquela senhora que mora no interior do nordeste e cozinha para seus dez netos e vizinhanças.
Tudo isso pra você sentar seu cu no seu jatinho? Ah, ou num Porsche, numa Maserati, o que for, o favorito da sua coleção para aquele dia da semana. É, só vale a pena se forem esses automóveis, eu sei... Seu salário de trinta, quarenta mil, não era suficiente, não comprava um bom carro.
Acredito que o ser humano é incrível, somos bons e inteligentes, capazes e perceptivos – sim, todos nós.
E me da frustração saber que há quem viva desse modo, tão egoísta, vazio, ilusório e patético.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Somos todos réus – uns dos outros, e principalmente de nós mesmos.
Eu não rotulava ninguém. Eu julgava, observava muito atenta e sutilmente as pessoas que passavam por mim – como figurantes ou atores na minha vida – pensava a respeito de como a pessoa parecia ser, olhava a linguagem corporal mais que a verbal, achava cada detalhezinho e gesto interessante.
Mas tal julgamento nunca me impediu de me aproximar dos meus réus. Aos poucos e abertamente, ia conhecendo-os, nunca houve um julgamento no sentido de criticá-los com maldade, espalhar boatos sobre e me afastar depois da ciência de algo que ele ou ela fez que eu não concorde – não precisava ser algo muito gritante ou absurdo – só algo que eu não faria.
Até nossos conhecidos são nossos réus – na verdade, quanto maior o laço com alguém, quanto mais próxima a relação, mais rígido é o nosso tribunal para com ele.
Mas, apesar da grande exigência antes de bater o meu martelo, era instantâneo que me deixasse triste pensar que alguém por quem eu tinha carinho estava em uma situação de adultério – como amante – não estar estudando, estar bebendo exageradamente no meio da semana, enfim, de alguma maneira, fazendo mal pra si mesmo.
Não acredito em certo e errado, mas sim no bom e ruim. Se algo que você faz, faz mal a alguém, como faria bem pra você? O bem não é bom só pra uma pessoa das envolvidas em uma situação, o bem é bom pra todo mundo, caso contrário não é bem. E não estou falando de um indivíduo, por exemplo, que não concorda com alguma maioria e por ser contrariado diz que a opinião dos demais, oposta a dele próprio, está errada ou algo do gênero. Mas sim de um indivíduo que saia realmente prejudicado de algum modo pela atitude de alguém – alguém inclusive, que pode ser ele mesmo. Coisas como desrespeitos, egoísmo, nunca trazem melhorias a nada, trazem ilusões, porém, a ilusão só existe para aquele que quer que ela esteja ali.
Quanto mais conscientes estivermos de nós mesmos, e das circunstâncias – culturais, emocionais, principalmente – que permeiam os ambientes que frequentamos consecutivamente, menos mal faremos, voluntaria ou involuntariamente, para os demais com quem a gente convive e para cada um de nós.
Mas tal julgamento nunca me impediu de me aproximar dos meus réus. Aos poucos e abertamente, ia conhecendo-os, nunca houve um julgamento no sentido de criticá-los com maldade, espalhar boatos sobre e me afastar depois da ciência de algo que ele ou ela fez que eu não concorde – não precisava ser algo muito gritante ou absurdo – só algo que eu não faria.
Até nossos conhecidos são nossos réus – na verdade, quanto maior o laço com alguém, quanto mais próxima a relação, mais rígido é o nosso tribunal para com ele.
Mas, apesar da grande exigência antes de bater o meu martelo, era instantâneo que me deixasse triste pensar que alguém por quem eu tinha carinho estava em uma situação de adultério – como amante – não estar estudando, estar bebendo exageradamente no meio da semana, enfim, de alguma maneira, fazendo mal pra si mesmo.
Não acredito em certo e errado, mas sim no bom e ruim. Se algo que você faz, faz mal a alguém, como faria bem pra você? O bem não é bom só pra uma pessoa das envolvidas em uma situação, o bem é bom pra todo mundo, caso contrário não é bem. E não estou falando de um indivíduo, por exemplo, que não concorda com alguma maioria e por ser contrariado diz que a opinião dos demais, oposta a dele próprio, está errada ou algo do gênero. Mas sim de um indivíduo que saia realmente prejudicado de algum modo pela atitude de alguém – alguém inclusive, que pode ser ele mesmo. Coisas como desrespeitos, egoísmo, nunca trazem melhorias a nada, trazem ilusões, porém, a ilusão só existe para aquele que quer que ela esteja ali.
Quanto mais conscientes estivermos de nós mesmos, e das circunstâncias – culturais, emocionais, principalmente – que permeiam os ambientes que frequentamos consecutivamente, menos mal faremos, voluntaria ou involuntariamente, para os demais com quem a gente convive e para cada um de nós.
sábado, 12 de julho de 2014
Eu gostava de certezas. Gente que sabia sem hesitar o que sentia, gente que, apesar da mente aberta e a consciência de, vez ou outra, poder sim estar errado, tinha convicção em relação a suas opiniões, conhecimentos e pensamentos.
A gente tem que aprender a sentir. Ser realista, sem joguinhos e sem paranoias, só sentir. Ao meu ver, isso não é ser ingênuo, é ser maduro.
A gente tem que aprender a sentir. Ser realista, sem joguinhos e sem paranoias, só sentir. Ao meu ver, isso não é ser ingênuo, é ser maduro.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Eu não amava tudo. Eu gostava de algumas coisas, adorava outras, algumas eu amava e por fim, por algumas outras ainda, eu era apaixonada.
Eu gostava muito de colocar a mão num saco de feijão e sentir meus dedos entre eles, como Amélie Poulain. Gostava de comer melancia em qualquer hora no dia, gostava de ver como minhas mãos ficavam femininas depois de colocar um ou dois anéis. Eu gostava de ficar de olhos abertos embaixo do chuveiro e sentir a água passar pelos meus cílios, gostava de acordar cedo sem despertador num domingo e de sentir cheiro de orvalho nas plantas quando a manhã antes tinha sido uma noite fria, gostava de andar descalça no chão limpinho, gostava de jantar fora, gostava da alegria leve e sincera que eu sentia quando via alguém fazendo as pazes, de ouvir a gargalhada de alguma criança e gostava de ver lojas de sapatos.
E, adorar... Eu adorava pensar que não adiantava nada imaginar o futuro com exatidão pois sempre seria uma surpresa, bem melhor que o que eu pensei e com coisas que compensavam umas ás outras. Eu adorava passar o tempo com minhas irmãs e adorava quando minha mãe voltava do trabalho com chocolates daquela loja que tinha de todos os sabores. Eu adorava correr na educação física e adorava fazer parte do time de basquete. Adorava novidades, ler Vogue e mitologia egípcia. Adorava pesquisar antigos editorias de moda, adorava comida japonesa e italiana, adorava óculos de sol e lingerie. Adorava tomar banho num dia quente, colocar camiseta larga, um short e deitar na cama, em cima do edredom arrumado, me envolvendo com meu próprio cheirinho de quem acabou de sair do chuveiro e ficar ali cinco minutos só curtindo aquilo. Adorava esporte e exercícios físicos, adorava quando via algum conhecido na rua aleatoriamente que não via há tempos e adorava ver estranhos fazendo gentilezas uns para os outros, adorava quando você dizia que gostava de minha risada e de quando falava que sentia saudades, também adorava suco natural e cappuccino.
Quando é pra se falar de amor... Ah, eu amava minhas irmãs e meus pais. Amava minha cidade natal, amava meus melhores amigos de todo o coração. Amava vôlei de praia e amava piscina com boas companhias, amava filmes com diálogos bons e amava músicas que me lembravam pessoas que faziam da terra um pedacinho do céu. Amava Banana Nut Cake pois era a melhor sobremesa que já tinha provado e me lembrava meu pai e minhas irmãs. Amava abraçar alguém e ir embora com o cheiro dela, amava ver como o tempo passava tão rápido quando eu estava do lado daqueles que me faziam rir. Amava observar lagos e amava o barulho da noite, ás vezes tranquilo ou barulhento dependendo da cidade, mas sempre com alguns latidos e motos passando la longe. Amava olhar o céu as cinco da manhã ´pois era quando as estrelas, de mansinho, iam embora pra brilhar em outro lugar. Amava cães, gatinhos e seus ronronares e amava brincar com eles. Amava ver alguém que eu amava se tirando de uma situação ruim e subindo para algo melhor para si.
Ser apaixonada... Pra mim a paixão eram pessoas incríveis ou situações pequenas e gratificantes, mas não que algo aqui ou ali que escrevi antes também não seja.
Eu era apaixonada por ver um cara que não era bonito chegar na loja onde eu trabalhei, vestir um dos nossos ternos e ficar elegante e charmoso. Era apaixonada por pessoas atenciosas que se lembravam de detalhes, era apaixonada pelos abraços das minhas irmãs e pelos beijos na testa que recebia da minha mãe. Era apaixonada pelo senso de humor do meu pai, e apaixonada por ver que meu padrasto era apaixonado pela minha mãe e tinha um carinho sincero por quem eu, além dele, amava.
Eu era apaixonada por ver pessoas lutando por seus ideias com respeito, consciência e objetividade, era apaixonada por ver programas como o MSF (Médico sem fronteiras) acontecendo de verdade, era apaixonada pela sinceridade inocente das crianças, que sempre me fazia rir, era apaixonada pelo senso de humor da minha irmã e pelo senso crítico do meu melhor amigo. E, além de tudo isso e mais um pouco, era apaixonada por você.
Eu gostava muito de colocar a mão num saco de feijão e sentir meus dedos entre eles, como Amélie Poulain. Gostava de comer melancia em qualquer hora no dia, gostava de ver como minhas mãos ficavam femininas depois de colocar um ou dois anéis. Eu gostava de ficar de olhos abertos embaixo do chuveiro e sentir a água passar pelos meus cílios, gostava de acordar cedo sem despertador num domingo e de sentir cheiro de orvalho nas plantas quando a manhã antes tinha sido uma noite fria, gostava de andar descalça no chão limpinho, gostava de jantar fora, gostava da alegria leve e sincera que eu sentia quando via alguém fazendo as pazes, de ouvir a gargalhada de alguma criança e gostava de ver lojas de sapatos.
E, adorar... Eu adorava pensar que não adiantava nada imaginar o futuro com exatidão pois sempre seria uma surpresa, bem melhor que o que eu pensei e com coisas que compensavam umas ás outras. Eu adorava passar o tempo com minhas irmãs e adorava quando minha mãe voltava do trabalho com chocolates daquela loja que tinha de todos os sabores. Eu adorava correr na educação física e adorava fazer parte do time de basquete. Adorava novidades, ler Vogue e mitologia egípcia. Adorava pesquisar antigos editorias de moda, adorava comida japonesa e italiana, adorava óculos de sol e lingerie. Adorava tomar banho num dia quente, colocar camiseta larga, um short e deitar na cama, em cima do edredom arrumado, me envolvendo com meu próprio cheirinho de quem acabou de sair do chuveiro e ficar ali cinco minutos só curtindo aquilo. Adorava esporte e exercícios físicos, adorava quando via algum conhecido na rua aleatoriamente que não via há tempos e adorava ver estranhos fazendo gentilezas uns para os outros, adorava quando você dizia que gostava de minha risada e de quando falava que sentia saudades, também adorava suco natural e cappuccino.
Quando é pra se falar de amor... Ah, eu amava minhas irmãs e meus pais. Amava minha cidade natal, amava meus melhores amigos de todo o coração. Amava vôlei de praia e amava piscina com boas companhias, amava filmes com diálogos bons e amava músicas que me lembravam pessoas que faziam da terra um pedacinho do céu. Amava Banana Nut Cake pois era a melhor sobremesa que já tinha provado e me lembrava meu pai e minhas irmãs. Amava abraçar alguém e ir embora com o cheiro dela, amava ver como o tempo passava tão rápido quando eu estava do lado daqueles que me faziam rir. Amava observar lagos e amava o barulho da noite, ás vezes tranquilo ou barulhento dependendo da cidade, mas sempre com alguns latidos e motos passando la longe. Amava olhar o céu as cinco da manhã ´pois era quando as estrelas, de mansinho, iam embora pra brilhar em outro lugar. Amava cães, gatinhos e seus ronronares e amava brincar com eles. Amava ver alguém que eu amava se tirando de uma situação ruim e subindo para algo melhor para si.
Ser apaixonada... Pra mim a paixão eram pessoas incríveis ou situações pequenas e gratificantes, mas não que algo aqui ou ali que escrevi antes também não seja.
Eu era apaixonada por ver um cara que não era bonito chegar na loja onde eu trabalhei, vestir um dos nossos ternos e ficar elegante e charmoso. Era apaixonada por pessoas atenciosas que se lembravam de detalhes, era apaixonada pelos abraços das minhas irmãs e pelos beijos na testa que recebia da minha mãe. Era apaixonada pelo senso de humor do meu pai, e apaixonada por ver que meu padrasto era apaixonado pela minha mãe e tinha um carinho sincero por quem eu, além dele, amava.
Eu era apaixonada por ver pessoas lutando por seus ideias com respeito, consciência e objetividade, era apaixonada por ver programas como o MSF (Médico sem fronteiras) acontecendo de verdade, era apaixonada pela sinceridade inocente das crianças, que sempre me fazia rir, era apaixonada pelo senso de humor da minha irmã e pelo senso crítico do meu melhor amigo. E, além de tudo isso e mais um pouco, era apaixonada por você.
domingo, 6 de julho de 2014
Eu não precisava mais de você pra amarrar meus cadarços, ou pentear meus cabelos. Pra me buscar no colégio ou me ajudar com a lição de casa. Não chorava mais na sua frente e não te contava tudo que acontecia comigo, você não conhecia mais todos os meus amigos e só saberia de algum carinha novo se um dia eu o namorasse, ou não conseguisse evitar falar dele as vezes no almoço. Eu não recorria, todas as vezes, apenas a você pra me ouvir e me ajudar com meus problemas e sua atenção já não era mais só minha há algum tempo.
Pensar que isso faz parte com naturalidade do que é crescer faz parecer crescer ser bem ruim. Na verdade, nesse aspecto é sim. Colo de mãe é tão bom, o problema mais sério a se ter ser só não conseguir fazer a conta de divisão na tarefa de casa, também. Mas o tic tac ali no relógio não cessa por meio segundo. O cabelo cresce, o corpo também, as ideias se expandem e nossa consciência de existência se depara com todo um mundo, de pessoas, ideias, crescimento, aprendizado, diferenças, escolhas, sociedade e suas etiquetas, sentimentos, atitudes, o bom e o ruim, vários universos em um só. Só cabe a cada um fazer da própria vida o pior, o comum (o que não é necessariamente ruim), o diferente ou uma história que poderia ser colocada em um livro pois faria um sucesso de vendas extraordinário, todos querem conhecer aquele personagem, todos querem entender aquela trajetória e se sentir na trama, ver quem passou pela vida daquele personagem e como passou, se só passou ou se ficou.
Mas uma vez, eu li que se você quer ser diferente do que a maioria, você tem que fazer o que a maioria não faz. Depois de alguém ler isso, vai continuar se importando com a opinião de terceiros que na sua vida são só os figurantes?
Pensar que isso faz parte com naturalidade do que é crescer faz parecer crescer ser bem ruim. Na verdade, nesse aspecto é sim. Colo de mãe é tão bom, o problema mais sério a se ter ser só não conseguir fazer a conta de divisão na tarefa de casa, também. Mas o tic tac ali no relógio não cessa por meio segundo. O cabelo cresce, o corpo também, as ideias se expandem e nossa consciência de existência se depara com todo um mundo, de pessoas, ideias, crescimento, aprendizado, diferenças, escolhas, sociedade e suas etiquetas, sentimentos, atitudes, o bom e o ruim, vários universos em um só. Só cabe a cada um fazer da própria vida o pior, o comum (o que não é necessariamente ruim), o diferente ou uma história que poderia ser colocada em um livro pois faria um sucesso de vendas extraordinário, todos querem conhecer aquele personagem, todos querem entender aquela trajetória e se sentir na trama, ver quem passou pela vida daquele personagem e como passou, se só passou ou se ficou.
Mas uma vez, eu li que se você quer ser diferente do que a maioria, você tem que fazer o que a maioria não faz. Depois de alguém ler isso, vai continuar se importando com a opinião de terceiros que na sua vida são só os figurantes?
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Não são “só roupas”.
Dia desses num diálogo com a minha irmã ela estava me dizendo que não entendia grifes, a necessidade delas e o motivo das pessoas comprarem tanto, aliás, segundo ela, independente de quaisquer marca ou fama, são só roupas. Suspirei, olhando pro teto, deitada na minha cama. Eu e minha irmã sempre conversávamos antes de dormir, olhei pra ela no escuro e comecei a responder seu argumento com o meu. Expliquei pra ela minha visão, não são apenas roupas. Quando existe uma grife, uma marca, existe status, pois existe (alto) preço. Existe qualidade, exclusividade. Roupas de marca não podem de maneira alguma serem classificadas como "apenas roupas”. Quando você compra uma Prada, seu perfume é Paco Rabanne, seu shampoo e cosméticos foram comprados na Sephora, seu vestido é Dior e seu casaco é Chanel, você se torna influente onde trabalha, nos eventos que frequenta e por onde passa é notado, ainda mais se, além das vestes, tiver postura e souber transmitir elegância no jeito de falar, andar e lidar com os outros. Você muito dificilmente vai comprar um Louboutin e ver alguém na rua com o mesmo sapato, não se trata de uma compra em uma loja de departamento. Você usa uma marca. A palavra não foi escolhida para se referir a grifes a toa: marca. É o que poucos usam, são as roupas reservadas para a elite social, para as pessoas que vêem essas compras como o básico na realidade delas, dentre essas, as que precisam de um casaco de pele e um sapato de seis mil dólares para o evento no fim de semana. Na minha nada modesta opinião a vaidade é para ser explorada (sem exageros, com bom gosto e sem mudar o que se é na parte de dentro, aliás, ser bonito só por fora não faz boa convivência nem tira sorrisos sinceros e gostosos de ninguém, isso é a consequência do caráter e personalidade), principalmente se você é do sexo feminino, usa maquiagens e afins, afinal, não é todo mundo que tem o privilégio de nascer mulher para usufruir desse luxo que é pintar o rosto, ser natural e já aceito pela sociedade você, por ser mulher, usar um batom, não? Tudo que é autêntico e original faz sucesso, disso as pessoas sabem. A marca, a grife, tem fama e lucro por isso. Ela é ousada, as peças dos catálogos de coleções de cada estação são limitadas, o preço é alto mas, pra quem entende a indústria que tem por trás disso e todas as vidas envolvidas, é na verdade justo. Quando você compra um apetrecho, digamos assim, que possui uma marca, você não está pagando só pelo produto. Não está pagando só pela bolsa, pelo vestido, pelo rímel em si. É o vestido daquela coleção que aquela super model desfilou no SPFW, o batom que aquela atriz usou no Oscar. Você está pagando pela qualidade, pelo status que ela te proporciona, pelas pessoas dessa mesma classe social que vão estar ao seu redor e vão olhar pra você e reparar em como você se veste e no que você usa, você está pagando pela influência que vai ter na sua empresa pois quem se veste bem atrai dinheiro, esse é o mundo capitalista. Mas, é claro, minha irmã já estava dormindo quando terminei de falar tudo isso.
Dia desses num diálogo com a minha irmã ela estava me dizendo que não entendia grifes, a necessidade delas e o motivo das pessoas comprarem tanto, aliás, segundo ela, independente de quaisquer marca ou fama, são só roupas. Suspirei, olhando pro teto, deitada na minha cama. Eu e minha irmã sempre conversávamos antes de dormir, olhei pra ela no escuro e comecei a responder seu argumento com o meu. Expliquei pra ela minha visão, não são apenas roupas. Quando existe uma grife, uma marca, existe status, pois existe (alto) preço. Existe qualidade, exclusividade. Roupas de marca não podem de maneira alguma serem classificadas como "apenas roupas”. Quando você compra uma Prada, seu perfume é Paco Rabanne, seu shampoo e cosméticos foram comprados na Sephora, seu vestido é Dior e seu casaco é Chanel, você se torna influente onde trabalha, nos eventos que frequenta e por onde passa é notado, ainda mais se, além das vestes, tiver postura e souber transmitir elegância no jeito de falar, andar e lidar com os outros. Você muito dificilmente vai comprar um Louboutin e ver alguém na rua com o mesmo sapato, não se trata de uma compra em uma loja de departamento. Você usa uma marca. A palavra não foi escolhida para se referir a grifes a toa: marca. É o que poucos usam, são as roupas reservadas para a elite social, para as pessoas que vêem essas compras como o básico na realidade delas, dentre essas, as que precisam de um casaco de pele e um sapato de seis mil dólares para o evento no fim de semana. Na minha nada modesta opinião a vaidade é para ser explorada (sem exageros, com bom gosto e sem mudar o que se é na parte de dentro, aliás, ser bonito só por fora não faz boa convivência nem tira sorrisos sinceros e gostosos de ninguém, isso é a consequência do caráter e personalidade), principalmente se você é do sexo feminino, usa maquiagens e afins, afinal, não é todo mundo que tem o privilégio de nascer mulher para usufruir desse luxo que é pintar o rosto, ser natural e já aceito pela sociedade você, por ser mulher, usar um batom, não? Tudo que é autêntico e original faz sucesso, disso as pessoas sabem. A marca, a grife, tem fama e lucro por isso. Ela é ousada, as peças dos catálogos de coleções de cada estação são limitadas, o preço é alto mas, pra quem entende a indústria que tem por trás disso e todas as vidas envolvidas, é na verdade justo. Quando você compra um apetrecho, digamos assim, que possui uma marca, você não está pagando só pelo produto. Não está pagando só pela bolsa, pelo vestido, pelo rímel em si. É o vestido daquela coleção que aquela super model desfilou no SPFW, o batom que aquela atriz usou no Oscar. Você está pagando pela qualidade, pelo status que ela te proporciona, pelas pessoas dessa mesma classe social que vão estar ao seu redor e vão olhar pra você e reparar em como você se veste e no que você usa, você está pagando pela influência que vai ter na sua empresa pois quem se veste bem atrai dinheiro, esse é o mundo capitalista. Mas, é claro, minha irmã já estava dormindo quando terminei de falar tudo isso.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Há muito sobre o que se escrever. Existe muita coisa, muita gente, muita vida diferente e muita coisa boa e ruim acontecendo o tempo todo, todos os dias, com todas as pessoas. No fim das contas, a inspiração, a minha pelo menos, vem disso. De tudo que eu enxergo. Eu vejo muita gente ignorante achando legal fazer polêmica com fatos aumentados e distorcidos. Vejo muita gente mentindo sobre coisas importantes, não bobeiras irrelevantes como quanto você pagou por um sapato em liquidação, sei la eu, pra ganharem algo com isso, vejo gente tirando dos outros pra pegar para si, gente que não se vê subindo na vida honestamente e, de um cargo a princípio pequeno, está ganhando o que ganharia em um cargo maior por desvio de dinheiro entre outros. Vejo gente julgando os irmãos e irmãs e querendo ver que eles se ferrem, e como se não bastasse, postando fotos com legendas que dizem coisas lindas, vejo gente se iludindo e gostando de se alimentar disso pra não ter que enfrentar a realidade e aprender a ser maduro e ter uma vida diferente das novelas adolescentes, aos poucos. Vejo gente dizendo ter compaixão e se comovendo com pobreza, violência, miséria e fome, mas eles se preocupam por dois minutos ou mais, porque seria mais que isso? Não é a realidade deles e isso não tem relevância nenhuma nem interferência em suas vidas. “Que horror”, vão dizer enquanto assistem o telejornal na hora do almoço, almoço em família, em um país sem guerras, pelo menos físicas, como as de la, almoço de mesa farta, antes dos filhos serem buscados pela van pra irem á escola, almoço antes do pai voltar para o escritório e a mãe voltar para a clínica. Somos todos uns filhos da puta hipócritas, sim, é isso que a gente é. O que eu sugiro não é uma questão radical a nível Gandhi de tirar de nós para dar aos outros, dar aos que não tem nada, aliás, pouca gente é evoluída o suficiente pra fazer isso por um motivo que não seja vaidade ou sentimento de obrigação, o que sugiro é não tirar dos outros. Também não sugiro que abracemos o mundo, mas que não fiquemos indiferentes a mudar o que está ao nosso alcance, o que, com interesse, pode sim estar, pois, fácil, mudanças não vão ser, é realmente só com interesse que ela acontece. Sugiro se contentar com o seu honestamente, descartando o “e se” desonesto, pra aprender a crescer por mérito, é uma questão de acreditar que a vida é justa e aprender a acreditar em si mesmo, acreditar que ter paciência e não usar a cabeça dos outros, aos seus olhos os fracos, de degrau, vale incontestavelmente a pena. Aprender a não invejar, mas admirar as qualidades, feitos e façanhas dos outros, os admirar, aprender a não querer atrapalhar um namoro por interesse em uma das pessoas mas sim ser alguém completo e leve, trabalhar em si pra ter aquela relação legal que você visa e se vê vivendo e viver numa boa, sem desejá-la com pressa. Aprender a querer ao seu lado quem te faz bem, e não querer ter a companhia de alguém por esse te proporcionar algo com isso. Aprender a não ter rancor, a deixar o que já foi resolvido pra trás, a não duvidar das boas oportunidades e sentimentos direcionados a você, a ser criticado por quem se importa realmente contigo, a acreditar nas pessoas, a não julgar um novato pelo que os outros, que podem não o conhecer de fato, pensam dele. Temos que aprender a sentir nossos sentimentos e identificar sem confusão cada um deles, pois fica tudo muito claro e leve quando a gente se conhece e identifica o que sente e pensa. Nossos sentimentos... Saber diferenciá-los, os sentir puramente. Saudade, falta, nostalgia. Raiva, irritação, incômodo. Amizade, interesse. Carinho, afeto, segunda, e talvez não bem vinda, intenção. Raiva, indiferença, mau humor, tristeza, desinteresse. Amor, paixão, ódio. Também temos que aprender a ter valores. A não concordar com algo que reprovamos por fazer mal a alguém só porque é um amigo nosso que o faz, mas sim alertar a ele seu erro, nada mais nada menos que por carinho, sentimento, a ele. Por que é que ninguém é leal a ninguém? Porque hoje nosso mundo, em sua maioria, é de aparência, é de casca, superfície e status. E não existe a associação de sentimento á futilidade. Porque você defenderia aquela moça com quem anda no colégio se está com ela por cortejo dos meninos e porque acha o cabelo dela bonito? Não acho que temos que achar todos agradáveis, muito menos criar laços com qualquer um que cruze nossa estrada, mas sim que devemos nos dar a chance de sentir. E não existe sentimento sem pessoas, são os outros que os cativam dentro de cada um de nós.
domingo, 22 de junho de 2014
Era complicado acreditar em algo quando esse algo era difícil. Eu receava várias coisas que poderiam parecer empecilho. No fim das contas, ficou claro que eu não queria realmente aquilo. Me senti como se procurasse problemas para não tornar daquela carreira parte da minha vida, como se eu flagrasse um culpado, mas o culpado era eu.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Eu não era o tipo de pessoa que percebia o interesse de um outro alguém em mim com facilidade quando não dito expressamente com a boca ou com os olhos.
Tratar bem não é sinônimo de segunda intenção, o mínimo sinônimo disso é educação, perguntar como foi seu dia é pergunta que amigo e amiga também faz, consolar quando está triste é cumplicidade, podendo ser só isso, também. Defender é lealdade, como ajo, como você também age, com sua família de sangue e de laço, os amados amigos. Ficar feliz com o riso de alguém é carinho, querer fazer essa pessoa dar gargalhadas é querer momentos bons pra guardar.
Nós, numa, quase total, maioria das vezes julgamos por nós mesmos. Se você é uma pessoa educada, leal, divertida e espontânea, pode não ver, mesmo diante de você, o que é para um outro alguém todos os sinais que ela, ou ele, pode te dar se a sincronia entre vocês não existir por não ser a mesma. A gente tem mais facilidade em ver intenção de carinho dos outros para nós quando temos carinho por essa pessoa, como é mais fácil entender uma ironia quando também somos irônicos, a gente enxerga na atitude de cada pessoa pra nós a intenção que nós temos por ela.
Tratar bem não é sinônimo de segunda intenção, o mínimo sinônimo disso é educação, perguntar como foi seu dia é pergunta que amigo e amiga também faz, consolar quando está triste é cumplicidade, podendo ser só isso, também. Defender é lealdade, como ajo, como você também age, com sua família de sangue e de laço, os amados amigos. Ficar feliz com o riso de alguém é carinho, querer fazer essa pessoa dar gargalhadas é querer momentos bons pra guardar.
Nós, numa, quase total, maioria das vezes julgamos por nós mesmos. Se você é uma pessoa educada, leal, divertida e espontânea, pode não ver, mesmo diante de você, o que é para um outro alguém todos os sinais que ela, ou ele, pode te dar se a sincronia entre vocês não existir por não ser a mesma. A gente tem mais facilidade em ver intenção de carinho dos outros para nós quando temos carinho por essa pessoa, como é mais fácil entender uma ironia quando também somos irônicos, a gente enxerga na atitude de cada pessoa pra nós a intenção que nós temos por ela.
Sabe quando você toma um chá bem quentinho? Se preocupa em cuidar da temperatura da água, pra não chegar a evaporar por estar tão quente, e depois espera o saquinho do chá deixar a água, completamente transparente, com alguma cor pra então ir para o toque final, colocar a medida certa de açúcar?
É como eu via a gente. Não podia esquentar muito pra não desaparecer. Não podia esquentar a cabeça com coisas pequenas e não podia esquentar sempre que estivéssemos sozinhos pra não virar rotina. Nossa cor não podia ser cinza com o passar das nossas páginas e do tempo, e eu queria que todo o afeto que te dou e vice versa desse pra nós dois a doçura que não faria de nós mel nem amargo.
Vem ali comigo, me ajuda a preparar um chá daqueles que você tomaria todas as noites, a vida toda, por ser sempre tão bom?
É como eu via a gente. Não podia esquentar muito pra não desaparecer. Não podia esquentar a cabeça com coisas pequenas e não podia esquentar sempre que estivéssemos sozinhos pra não virar rotina. Nossa cor não podia ser cinza com o passar das nossas páginas e do tempo, e eu queria que todo o afeto que te dou e vice versa desse pra nós dois a doçura que não faria de nós mel nem amargo.
Vem ali comigo, me ajuda a preparar um chá daqueles que você tomaria todas as noites, a vida toda, por ser sempre tão bom?
terça-feira, 3 de junho de 2014
Ela havia lido algumas (algumas várias) vezes que mulheres são emocionalmente mais maduras que os homens... E ela com certeza discordava. Discordava da generalização, ainda mais quando por sexo. E também discordava da afirmação que evidenciava as mulheres como melhores nesse ponto, o emocional.
Discordava pois a gente não pode generalizar, as pessoas são diferentes, algumas mais maduras que outras, isso independente de qualquer característica como idade, gênero, classe social... A vida de cada pessoa é a vida de cada pessoa, que acontece moldando isso, a maturidade de cada um.
Discordava pois (de maneira nenhuma, sendo machista, aliás, machismo e feminismo eram conceitos que ela ainda se surpreendia por ver existentes, eram ao seu ver dispensáveis) ela observava os demais, os homens eram leves.
Nenhuma brincadeira era levada pro lado pessoal, nem quando falava-se da mãe de algum deles, nem quando uma indireta era dada, pois era claro pra todos que aquilo foi dito apenas pra darem risada. Homem não fala mal do outro se esse outro está melhor vestido que ele mesmo. Eles não tentam provar pra todo mundo o tempo todo que eles tem valor e tem que ser levados a sério, como postos num tipo de pedestal pra própria autoestima. Homem é desencanado, não precisam não saber rir de si próprios como se fosse assim que eles sentissem que também são pessoas que sabem falar sério e tem seu lado focado. E são objetivos, não acham que existe uma intenção através de tudo, as coisas podem sim ser só o que são mesmo, eles aceitam com facilidade e naturalidade essa perspectiva.
O objetivo em toda essa opinião não é falar que as mulheres ouvem em vão que são emocionalmente mais maduras, entendemos a tristeza de alguém olhando por uma expressão diferente e a captamos, mesmo que ela dure cinco segundos, por exemplo... Mas sim que, se for pra falar em maturidade em gênero, dizer que também existe uma maturidade nos homens que devemos aprender a reconhecer e aderir.
Discordava pois a gente não pode generalizar, as pessoas são diferentes, algumas mais maduras que outras, isso independente de qualquer característica como idade, gênero, classe social... A vida de cada pessoa é a vida de cada pessoa, que acontece moldando isso, a maturidade de cada um.
Discordava pois (de maneira nenhuma, sendo machista, aliás, machismo e feminismo eram conceitos que ela ainda se surpreendia por ver existentes, eram ao seu ver dispensáveis) ela observava os demais, os homens eram leves.
Nenhuma brincadeira era levada pro lado pessoal, nem quando falava-se da mãe de algum deles, nem quando uma indireta era dada, pois era claro pra todos que aquilo foi dito apenas pra darem risada. Homem não fala mal do outro se esse outro está melhor vestido que ele mesmo. Eles não tentam provar pra todo mundo o tempo todo que eles tem valor e tem que ser levados a sério, como postos num tipo de pedestal pra própria autoestima. Homem é desencanado, não precisam não saber rir de si próprios como se fosse assim que eles sentissem que também são pessoas que sabem falar sério e tem seu lado focado. E são objetivos, não acham que existe uma intenção através de tudo, as coisas podem sim ser só o que são mesmo, eles aceitam com facilidade e naturalidade essa perspectiva.
O objetivo em toda essa opinião não é falar que as mulheres ouvem em vão que são emocionalmente mais maduras, entendemos a tristeza de alguém olhando por uma expressão diferente e a captamos, mesmo que ela dure cinco segundos, por exemplo... Mas sim que, se for pra falar em maturidade em gênero, dizer que também existe uma maturidade nos homens que devemos aprender a reconhecer e aderir.
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