Não há quem não goste de política.
Há quem deteste problemas, e no Brasil um é sinônimo do outro. É muito mais difícil ter interesse nela e nas melhorias que o país precisa quando tem tantos problemas, se fosse só política, haveria interesse da população. Porém, acaba sendo uma situação que envolve egoísmo nessas guerras de ideologias contrárias, uma que busca o justo e coletivo – a teoria do conceito de o que é política e os discursos dos candidatos – e outra que luta pelo próprio ego, que busca o extremo do luxo em seu padrão de vida – preciso falar o que essa é?
Pois sabemos que o que motiva a corrupção e qual a sua finalidade, pra eles. Pra no final de semana comprar aquele Iate e contratar aquelas garotas de programa, no outro levar a família pro exterior, de repente comprar um jatinho.
Por que alguém ganharia satisfeito trinta mil reais por mês, se pode desviar dinheiro público em um esquema e esses trinta mil se tornarem dois milhões? Também não sei, aliás trinta mil é pouco pra tudo que alguém que preenche o próprio vazio com aquisições materiais quer ostentar.
Beleza. Você compra seu Iate, seu jato particular, mora naquele condomínio onde o aluguel – pra quem paga aluguel – é vinte mil. Enquanto isso dezenas de pessoas morrem numa fila de um hospital onde o atendimento é público e precário, milhares de meninas são traficadas no Pará e regiões do norte tanto para dentro quanto para fora do país – a terra sem lei. Enquanto isso, alunos de colégios que não tem o privilégio de estarem nos privados, sofrem com o desinteresse dos professores, o que desencadeia a falta de qualidade na educação, e induz a uma maior possibilidade de desigualdade de oportunidades, e o governo assume tão descaradamente que o ensino que eles próprios oferecem é péssimo que há a existência de cotas para quem vem dessas instituições – eles reconhecem que tem que facilitar pra eles, é mais fácil que melhorar o ensino e tornar a cota dispensável. Enquanto isso também, famílias vivem sem saneamento básico, algumas tomam água contaminada, outras comem barro. É pouca gente com muito e muita gente com pouco. Concordo que cada um de nós deve ir atrás da própria vida, mas sem as condições mínimas e básicas de saúde, nutrição e sobrevivência, é difícil até pensar em haver oportunidades.
Não estou falando de caridade, apesar de concordar com a ideologia dela. Estou falando que, os que podem, deviam ajudar e ter interesse no próximo, naquele desconhecido que acha que a realidade de vida é ruim pois desconhece outra, naquela senhora que mora no interior do nordeste e cozinha para seus dez netos e vizinhanças.
Tudo isso pra você sentar seu cu no seu jatinho? Ah, ou num Porsche, numa Maserati, o que for, o favorito da sua coleção para aquele dia da semana. É, só vale a pena se forem esses automóveis, eu sei... Seu salário de trinta, quarenta mil, não era suficiente, não comprava um bom carro.
Acredito que o ser humano é incrível, somos bons e inteligentes, capazes e perceptivos – sim, todos nós.
E me da frustração saber que há quem viva desse modo, tão egoísta, vazio, ilusório e patético.
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