quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Toda fase da vida vale a pena – mas não a galinha intera.
Eu não me permitia lamentar, choramingar ou me preocupar mais do que eu devia com nada, não sei ao certo se existe uma explicação pra isso, eu só não sentia necessidade de mais que alguns minutos e quando me via triste já me resgatava de mim mesma, a gente tem que se por pra cima quando consegue fazer isso sozinho, e, sim, a gente, na verdade, quase sempre consegue se tentar. Era compreensiva com situações tristes e brigas, é que, bom, a gente não pode julgar os sentimentos dos outros. Eu era aquela amiga a quem recorriam quando precisavam de riso, mas de consolo também, porém, não entendia a lógica de quem parecia gostar de estar em um clima deprimente dentro de si – insistir em se manter mal – achava mala aquelas pessoas que se esforçavam em enganar a si mesmas e forçavam esse tipo de situação – que por isso, se tornava dramática (e não no bom sentido). No fim das contas tudo é encarado em algum momento, é inevitável, adiar é perca de tempo e momentos bons, só traz coisas ruins pra si mesmo – só o fato de evitar conscientemente ou não coisas boas já é uma ruim .
Além de que, nada é o fim do mundo e tudo acaba bem. Mas, até acabar, entre as boas vão ter as más fases, onde você vai enxergar quem está ao seu lado, vai conseguir perceber quem são as pessoas que só estão com você pelos momentos de festa, ser alguém mais forte, e saber valorizar e diferenciar quais são os bons momentos.
Então, é claro que os momentos opostos aos de celebração, ás vezes de desunião, de má condição financeira... Enfim os malditos dos perrengues, tem valor e importância. Mas são momentos, não torne deles a sua vida – não coloque todo seu cotidiano em prol dessa situação que te desagrada.
A ênfase que damos pra cada coisa tem o poder de fazer uma diferença imensa no nosso dia a dia, tudo é postura mental. Como não deixar a sua a seu favor?
Ser bom pra si mesmo é imensamente inteligente e propício para a concretização e realização de tudo que almejamos, desde o material até nossa vida pessoal.
A liberdade de escolher é nossa, e, amigo... Fica tudo bom demais quando a gente descobre a veracidade em ter escolha.
Além de que, nada é o fim do mundo e tudo acaba bem. Mas, até acabar, entre as boas vão ter as más fases, onde você vai enxergar quem está ao seu lado, vai conseguir perceber quem são as pessoas que só estão com você pelos momentos de festa, ser alguém mais forte, e saber valorizar e diferenciar quais são os bons momentos.
Então, é claro que os momentos opostos aos de celebração, ás vezes de desunião, de má condição financeira... Enfim os malditos dos perrengues, tem valor e importância. Mas são momentos, não torne deles a sua vida – não coloque todo seu cotidiano em prol dessa situação que te desagrada.
A ênfase que damos pra cada coisa tem o poder de fazer uma diferença imensa no nosso dia a dia, tudo é postura mental. Como não deixar a sua a seu favor?
Ser bom pra si mesmo é imensamente inteligente e propício para a concretização e realização de tudo que almejamos, desde o material até nossa vida pessoal.
A liberdade de escolher é nossa, e, amigo... Fica tudo bom demais quando a gente descobre a veracidade em ter escolha.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Os bandidos de verdade tão em Brasília tudo solto (CBJR)
Não há quem não goste de política.
Há quem deteste problemas, e no Brasil um é sinônimo do outro. É muito mais difícil ter interesse nela e nas melhorias que o país precisa quando tem tantos problemas, se fosse só política, haveria interesse da população. Porém, acaba sendo uma situação que envolve egoísmo nessas guerras de ideologias contrárias, uma que busca o justo e coletivo – a teoria do conceito de o que é política e os discursos dos candidatos – e outra que luta pelo próprio ego, que busca o extremo do luxo em seu padrão de vida – preciso falar o que essa é?
Pois sabemos que o que motiva a corrupção e qual a sua finalidade, pra eles. Pra no final de semana comprar aquele Iate e contratar aquelas garotas de programa, no outro levar a família pro exterior, de repente comprar um jatinho.
Por que alguém ganharia satisfeito trinta mil reais por mês, se pode desviar dinheiro público em um esquema e esses trinta mil se tornarem dois milhões? Também não sei, aliás trinta mil é pouco pra tudo que alguém que preenche o próprio vazio com aquisições materiais quer ostentar.
Beleza. Você compra seu Iate, seu jato particular, mora naquele condomínio onde o aluguel – pra quem paga aluguel – é vinte mil. Enquanto isso dezenas de pessoas morrem numa fila de um hospital onde o atendimento é público e precário, milhares de meninas são traficadas no Pará e regiões do norte tanto para dentro quanto para fora do país – a terra sem lei. Enquanto isso, alunos de colégios que não tem o privilégio de estarem nos privados, sofrem com o desinteresse dos professores, o que desencadeia a falta de qualidade na educação, e induz a uma maior possibilidade de desigualdade de oportunidades, e o governo assume tão descaradamente que o ensino que eles próprios oferecem é péssimo que há a existência de cotas para quem vem dessas instituições – eles reconhecem que tem que facilitar pra eles, é mais fácil que melhorar o ensino e tornar a cota dispensável. Enquanto isso também, famílias vivem sem saneamento básico, algumas tomam água contaminada, outras comem barro. É pouca gente com muito e muita gente com pouco. Concordo que cada um de nós deve ir atrás da própria vida, mas sem as condições mínimas e básicas de saúde, nutrição e sobrevivência, é difícil até pensar em haver oportunidades.
Não estou falando de caridade, apesar de concordar com a ideologia dela. Estou falando que, os que podem, deviam ajudar e ter interesse no próximo, naquele desconhecido que acha que a realidade de vida é ruim pois desconhece outra, naquela senhora que mora no interior do nordeste e cozinha para seus dez netos e vizinhanças.
Tudo isso pra você sentar seu cu no seu jatinho? Ah, ou num Porsche, numa Maserati, o que for, o favorito da sua coleção para aquele dia da semana. É, só vale a pena se forem esses automóveis, eu sei... Seu salário de trinta, quarenta mil, não era suficiente, não comprava um bom carro.
Acredito que o ser humano é incrível, somos bons e inteligentes, capazes e perceptivos – sim, todos nós.
E me da frustração saber que há quem viva desse modo, tão egoísta, vazio, ilusório e patético.
Há quem deteste problemas, e no Brasil um é sinônimo do outro. É muito mais difícil ter interesse nela e nas melhorias que o país precisa quando tem tantos problemas, se fosse só política, haveria interesse da população. Porém, acaba sendo uma situação que envolve egoísmo nessas guerras de ideologias contrárias, uma que busca o justo e coletivo – a teoria do conceito de o que é política e os discursos dos candidatos – e outra que luta pelo próprio ego, que busca o extremo do luxo em seu padrão de vida – preciso falar o que essa é?
Pois sabemos que o que motiva a corrupção e qual a sua finalidade, pra eles. Pra no final de semana comprar aquele Iate e contratar aquelas garotas de programa, no outro levar a família pro exterior, de repente comprar um jatinho.
Por que alguém ganharia satisfeito trinta mil reais por mês, se pode desviar dinheiro público em um esquema e esses trinta mil se tornarem dois milhões? Também não sei, aliás trinta mil é pouco pra tudo que alguém que preenche o próprio vazio com aquisições materiais quer ostentar.
Beleza. Você compra seu Iate, seu jato particular, mora naquele condomínio onde o aluguel – pra quem paga aluguel – é vinte mil. Enquanto isso dezenas de pessoas morrem numa fila de um hospital onde o atendimento é público e precário, milhares de meninas são traficadas no Pará e regiões do norte tanto para dentro quanto para fora do país – a terra sem lei. Enquanto isso, alunos de colégios que não tem o privilégio de estarem nos privados, sofrem com o desinteresse dos professores, o que desencadeia a falta de qualidade na educação, e induz a uma maior possibilidade de desigualdade de oportunidades, e o governo assume tão descaradamente que o ensino que eles próprios oferecem é péssimo que há a existência de cotas para quem vem dessas instituições – eles reconhecem que tem que facilitar pra eles, é mais fácil que melhorar o ensino e tornar a cota dispensável. Enquanto isso também, famílias vivem sem saneamento básico, algumas tomam água contaminada, outras comem barro. É pouca gente com muito e muita gente com pouco. Concordo que cada um de nós deve ir atrás da própria vida, mas sem as condições mínimas e básicas de saúde, nutrição e sobrevivência, é difícil até pensar em haver oportunidades.
Não estou falando de caridade, apesar de concordar com a ideologia dela. Estou falando que, os que podem, deviam ajudar e ter interesse no próximo, naquele desconhecido que acha que a realidade de vida é ruim pois desconhece outra, naquela senhora que mora no interior do nordeste e cozinha para seus dez netos e vizinhanças.
Tudo isso pra você sentar seu cu no seu jatinho? Ah, ou num Porsche, numa Maserati, o que for, o favorito da sua coleção para aquele dia da semana. É, só vale a pena se forem esses automóveis, eu sei... Seu salário de trinta, quarenta mil, não era suficiente, não comprava um bom carro.
Acredito que o ser humano é incrível, somos bons e inteligentes, capazes e perceptivos – sim, todos nós.
E me da frustração saber que há quem viva desse modo, tão egoísta, vazio, ilusório e patético.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Somos todos réus – uns dos outros, e principalmente de nós mesmos.
Eu não rotulava ninguém. Eu julgava, observava muito atenta e sutilmente as pessoas que passavam por mim – como figurantes ou atores na minha vida – pensava a respeito de como a pessoa parecia ser, olhava a linguagem corporal mais que a verbal, achava cada detalhezinho e gesto interessante.
Mas tal julgamento nunca me impediu de me aproximar dos meus réus. Aos poucos e abertamente, ia conhecendo-os, nunca houve um julgamento no sentido de criticá-los com maldade, espalhar boatos sobre e me afastar depois da ciência de algo que ele ou ela fez que eu não concorde – não precisava ser algo muito gritante ou absurdo – só algo que eu não faria.
Até nossos conhecidos são nossos réus – na verdade, quanto maior o laço com alguém, quanto mais próxima a relação, mais rígido é o nosso tribunal para com ele.
Mas, apesar da grande exigência antes de bater o meu martelo, era instantâneo que me deixasse triste pensar que alguém por quem eu tinha carinho estava em uma situação de adultério – como amante – não estar estudando, estar bebendo exageradamente no meio da semana, enfim, de alguma maneira, fazendo mal pra si mesmo.
Não acredito em certo e errado, mas sim no bom e ruim. Se algo que você faz, faz mal a alguém, como faria bem pra você? O bem não é bom só pra uma pessoa das envolvidas em uma situação, o bem é bom pra todo mundo, caso contrário não é bem. E não estou falando de um indivíduo, por exemplo, que não concorda com alguma maioria e por ser contrariado diz que a opinião dos demais, oposta a dele próprio, está errada ou algo do gênero. Mas sim de um indivíduo que saia realmente prejudicado de algum modo pela atitude de alguém – alguém inclusive, que pode ser ele mesmo. Coisas como desrespeitos, egoísmo, nunca trazem melhorias a nada, trazem ilusões, porém, a ilusão só existe para aquele que quer que ela esteja ali.
Quanto mais conscientes estivermos de nós mesmos, e das circunstâncias – culturais, emocionais, principalmente – que permeiam os ambientes que frequentamos consecutivamente, menos mal faremos, voluntaria ou involuntariamente, para os demais com quem a gente convive e para cada um de nós.
Mas tal julgamento nunca me impediu de me aproximar dos meus réus. Aos poucos e abertamente, ia conhecendo-os, nunca houve um julgamento no sentido de criticá-los com maldade, espalhar boatos sobre e me afastar depois da ciência de algo que ele ou ela fez que eu não concorde – não precisava ser algo muito gritante ou absurdo – só algo que eu não faria.
Até nossos conhecidos são nossos réus – na verdade, quanto maior o laço com alguém, quanto mais próxima a relação, mais rígido é o nosso tribunal para com ele.
Mas, apesar da grande exigência antes de bater o meu martelo, era instantâneo que me deixasse triste pensar que alguém por quem eu tinha carinho estava em uma situação de adultério – como amante – não estar estudando, estar bebendo exageradamente no meio da semana, enfim, de alguma maneira, fazendo mal pra si mesmo.
Não acredito em certo e errado, mas sim no bom e ruim. Se algo que você faz, faz mal a alguém, como faria bem pra você? O bem não é bom só pra uma pessoa das envolvidas em uma situação, o bem é bom pra todo mundo, caso contrário não é bem. E não estou falando de um indivíduo, por exemplo, que não concorda com alguma maioria e por ser contrariado diz que a opinião dos demais, oposta a dele próprio, está errada ou algo do gênero. Mas sim de um indivíduo que saia realmente prejudicado de algum modo pela atitude de alguém – alguém inclusive, que pode ser ele mesmo. Coisas como desrespeitos, egoísmo, nunca trazem melhorias a nada, trazem ilusões, porém, a ilusão só existe para aquele que quer que ela esteja ali.
Quanto mais conscientes estivermos de nós mesmos, e das circunstâncias – culturais, emocionais, principalmente – que permeiam os ambientes que frequentamos consecutivamente, menos mal faremos, voluntaria ou involuntariamente, para os demais com quem a gente convive e para cada um de nós.
sábado, 12 de julho de 2014
Eu gostava de certezas. Gente que sabia sem hesitar o que sentia, gente que, apesar da mente aberta e a consciência de, vez ou outra, poder sim estar errado, tinha convicção em relação a suas opiniões, conhecimentos e pensamentos.
A gente tem que aprender a sentir. Ser realista, sem joguinhos e sem paranoias, só sentir. Ao meu ver, isso não é ser ingênuo, é ser maduro.
A gente tem que aprender a sentir. Ser realista, sem joguinhos e sem paranoias, só sentir. Ao meu ver, isso não é ser ingênuo, é ser maduro.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Eu não amava tudo. Eu gostava de algumas coisas, adorava outras, algumas eu amava e por fim, por algumas outras ainda, eu era apaixonada.
Eu gostava muito de colocar a mão num saco de feijão e sentir meus dedos entre eles, como Amélie Poulain. Gostava de comer melancia em qualquer hora no dia, gostava de ver como minhas mãos ficavam femininas depois de colocar um ou dois anéis. Eu gostava de ficar de olhos abertos embaixo do chuveiro e sentir a água passar pelos meus cílios, gostava de acordar cedo sem despertador num domingo e de sentir cheiro de orvalho nas plantas quando a manhã antes tinha sido uma noite fria, gostava de andar descalça no chão limpinho, gostava de jantar fora, gostava da alegria leve e sincera que eu sentia quando via alguém fazendo as pazes, de ouvir a gargalhada de alguma criança e gostava de ver lojas de sapatos.
E, adorar... Eu adorava pensar que não adiantava nada imaginar o futuro com exatidão pois sempre seria uma surpresa, bem melhor que o que eu pensei e com coisas que compensavam umas ás outras. Eu adorava passar o tempo com minhas irmãs e adorava quando minha mãe voltava do trabalho com chocolates daquela loja que tinha de todos os sabores. Eu adorava correr na educação física e adorava fazer parte do time de basquete. Adorava novidades, ler Vogue e mitologia egípcia. Adorava pesquisar antigos editorias de moda, adorava comida japonesa e italiana, adorava óculos de sol e lingerie. Adorava tomar banho num dia quente, colocar camiseta larga, um short e deitar na cama, em cima do edredom arrumado, me envolvendo com meu próprio cheirinho de quem acabou de sair do chuveiro e ficar ali cinco minutos só curtindo aquilo. Adorava esporte e exercícios físicos, adorava quando via algum conhecido na rua aleatoriamente que não via há tempos e adorava ver estranhos fazendo gentilezas uns para os outros, adorava quando você dizia que gostava de minha risada e de quando falava que sentia saudades, também adorava suco natural e cappuccino.
Quando é pra se falar de amor... Ah, eu amava minhas irmãs e meus pais. Amava minha cidade natal, amava meus melhores amigos de todo o coração. Amava vôlei de praia e amava piscina com boas companhias, amava filmes com diálogos bons e amava músicas que me lembravam pessoas que faziam da terra um pedacinho do céu. Amava Banana Nut Cake pois era a melhor sobremesa que já tinha provado e me lembrava meu pai e minhas irmãs. Amava abraçar alguém e ir embora com o cheiro dela, amava ver como o tempo passava tão rápido quando eu estava do lado daqueles que me faziam rir. Amava observar lagos e amava o barulho da noite, ás vezes tranquilo ou barulhento dependendo da cidade, mas sempre com alguns latidos e motos passando la longe. Amava olhar o céu as cinco da manhã ´pois era quando as estrelas, de mansinho, iam embora pra brilhar em outro lugar. Amava cães, gatinhos e seus ronronares e amava brincar com eles. Amava ver alguém que eu amava se tirando de uma situação ruim e subindo para algo melhor para si.
Ser apaixonada... Pra mim a paixão eram pessoas incríveis ou situações pequenas e gratificantes, mas não que algo aqui ou ali que escrevi antes também não seja.
Eu era apaixonada por ver um cara que não era bonito chegar na loja onde eu trabalhei, vestir um dos nossos ternos e ficar elegante e charmoso. Era apaixonada por pessoas atenciosas que se lembravam de detalhes, era apaixonada pelos abraços das minhas irmãs e pelos beijos na testa que recebia da minha mãe. Era apaixonada pelo senso de humor do meu pai, e apaixonada por ver que meu padrasto era apaixonado pela minha mãe e tinha um carinho sincero por quem eu, além dele, amava.
Eu era apaixonada por ver pessoas lutando por seus ideias com respeito, consciência e objetividade, era apaixonada por ver programas como o MSF (Médico sem fronteiras) acontecendo de verdade, era apaixonada pela sinceridade inocente das crianças, que sempre me fazia rir, era apaixonada pelo senso de humor da minha irmã e pelo senso crítico do meu melhor amigo. E, além de tudo isso e mais um pouco, era apaixonada por você.
Eu gostava muito de colocar a mão num saco de feijão e sentir meus dedos entre eles, como Amélie Poulain. Gostava de comer melancia em qualquer hora no dia, gostava de ver como minhas mãos ficavam femininas depois de colocar um ou dois anéis. Eu gostava de ficar de olhos abertos embaixo do chuveiro e sentir a água passar pelos meus cílios, gostava de acordar cedo sem despertador num domingo e de sentir cheiro de orvalho nas plantas quando a manhã antes tinha sido uma noite fria, gostava de andar descalça no chão limpinho, gostava de jantar fora, gostava da alegria leve e sincera que eu sentia quando via alguém fazendo as pazes, de ouvir a gargalhada de alguma criança e gostava de ver lojas de sapatos.
E, adorar... Eu adorava pensar que não adiantava nada imaginar o futuro com exatidão pois sempre seria uma surpresa, bem melhor que o que eu pensei e com coisas que compensavam umas ás outras. Eu adorava passar o tempo com minhas irmãs e adorava quando minha mãe voltava do trabalho com chocolates daquela loja que tinha de todos os sabores. Eu adorava correr na educação física e adorava fazer parte do time de basquete. Adorava novidades, ler Vogue e mitologia egípcia. Adorava pesquisar antigos editorias de moda, adorava comida japonesa e italiana, adorava óculos de sol e lingerie. Adorava tomar banho num dia quente, colocar camiseta larga, um short e deitar na cama, em cima do edredom arrumado, me envolvendo com meu próprio cheirinho de quem acabou de sair do chuveiro e ficar ali cinco minutos só curtindo aquilo. Adorava esporte e exercícios físicos, adorava quando via algum conhecido na rua aleatoriamente que não via há tempos e adorava ver estranhos fazendo gentilezas uns para os outros, adorava quando você dizia que gostava de minha risada e de quando falava que sentia saudades, também adorava suco natural e cappuccino.
Quando é pra se falar de amor... Ah, eu amava minhas irmãs e meus pais. Amava minha cidade natal, amava meus melhores amigos de todo o coração. Amava vôlei de praia e amava piscina com boas companhias, amava filmes com diálogos bons e amava músicas que me lembravam pessoas que faziam da terra um pedacinho do céu. Amava Banana Nut Cake pois era a melhor sobremesa que já tinha provado e me lembrava meu pai e minhas irmãs. Amava abraçar alguém e ir embora com o cheiro dela, amava ver como o tempo passava tão rápido quando eu estava do lado daqueles que me faziam rir. Amava observar lagos e amava o barulho da noite, ás vezes tranquilo ou barulhento dependendo da cidade, mas sempre com alguns latidos e motos passando la longe. Amava olhar o céu as cinco da manhã ´pois era quando as estrelas, de mansinho, iam embora pra brilhar em outro lugar. Amava cães, gatinhos e seus ronronares e amava brincar com eles. Amava ver alguém que eu amava se tirando de uma situação ruim e subindo para algo melhor para si.
Ser apaixonada... Pra mim a paixão eram pessoas incríveis ou situações pequenas e gratificantes, mas não que algo aqui ou ali que escrevi antes também não seja.
Eu era apaixonada por ver um cara que não era bonito chegar na loja onde eu trabalhei, vestir um dos nossos ternos e ficar elegante e charmoso. Era apaixonada por pessoas atenciosas que se lembravam de detalhes, era apaixonada pelos abraços das minhas irmãs e pelos beijos na testa que recebia da minha mãe. Era apaixonada pelo senso de humor do meu pai, e apaixonada por ver que meu padrasto era apaixonado pela minha mãe e tinha um carinho sincero por quem eu, além dele, amava.
Eu era apaixonada por ver pessoas lutando por seus ideias com respeito, consciência e objetividade, era apaixonada por ver programas como o MSF (Médico sem fronteiras) acontecendo de verdade, era apaixonada pela sinceridade inocente das crianças, que sempre me fazia rir, era apaixonada pelo senso de humor da minha irmã e pelo senso crítico do meu melhor amigo. E, além de tudo isso e mais um pouco, era apaixonada por você.
domingo, 6 de julho de 2014
Eu não precisava mais de você pra amarrar meus cadarços, ou pentear meus cabelos. Pra me buscar no colégio ou me ajudar com a lição de casa. Não chorava mais na sua frente e não te contava tudo que acontecia comigo, você não conhecia mais todos os meus amigos e só saberia de algum carinha novo se um dia eu o namorasse, ou não conseguisse evitar falar dele as vezes no almoço. Eu não recorria, todas as vezes, apenas a você pra me ouvir e me ajudar com meus problemas e sua atenção já não era mais só minha há algum tempo.
Pensar que isso faz parte com naturalidade do que é crescer faz parecer crescer ser bem ruim. Na verdade, nesse aspecto é sim. Colo de mãe é tão bom, o problema mais sério a se ter ser só não conseguir fazer a conta de divisão na tarefa de casa, também. Mas o tic tac ali no relógio não cessa por meio segundo. O cabelo cresce, o corpo também, as ideias se expandem e nossa consciência de existência se depara com todo um mundo, de pessoas, ideias, crescimento, aprendizado, diferenças, escolhas, sociedade e suas etiquetas, sentimentos, atitudes, o bom e o ruim, vários universos em um só. Só cabe a cada um fazer da própria vida o pior, o comum (o que não é necessariamente ruim), o diferente ou uma história que poderia ser colocada em um livro pois faria um sucesso de vendas extraordinário, todos querem conhecer aquele personagem, todos querem entender aquela trajetória e se sentir na trama, ver quem passou pela vida daquele personagem e como passou, se só passou ou se ficou.
Mas uma vez, eu li que se você quer ser diferente do que a maioria, você tem que fazer o que a maioria não faz. Depois de alguém ler isso, vai continuar se importando com a opinião de terceiros que na sua vida são só os figurantes?
Pensar que isso faz parte com naturalidade do que é crescer faz parecer crescer ser bem ruim. Na verdade, nesse aspecto é sim. Colo de mãe é tão bom, o problema mais sério a se ter ser só não conseguir fazer a conta de divisão na tarefa de casa, também. Mas o tic tac ali no relógio não cessa por meio segundo. O cabelo cresce, o corpo também, as ideias se expandem e nossa consciência de existência se depara com todo um mundo, de pessoas, ideias, crescimento, aprendizado, diferenças, escolhas, sociedade e suas etiquetas, sentimentos, atitudes, o bom e o ruim, vários universos em um só. Só cabe a cada um fazer da própria vida o pior, o comum (o que não é necessariamente ruim), o diferente ou uma história que poderia ser colocada em um livro pois faria um sucesso de vendas extraordinário, todos querem conhecer aquele personagem, todos querem entender aquela trajetória e se sentir na trama, ver quem passou pela vida daquele personagem e como passou, se só passou ou se ficou.
Mas uma vez, eu li que se você quer ser diferente do que a maioria, você tem que fazer o que a maioria não faz. Depois de alguém ler isso, vai continuar se importando com a opinião de terceiros que na sua vida são só os figurantes?
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