Ano de mudança. De cidade, estado – estado mental também – de casa, de gente com quem conviver dentro de casa, de início de pré vestibular, de saudade de quem ficou por lá mesmo – na cidade que ela deixava pra trás.
Em meio a ciência que ela tinha de sua necessidade de adaptação dali pra frente, o único pedido que fez sinceramente pros anjos lá no céu foi por um amigo – um ombro, um confidente, bastava, só um – pois é.
Ficou surpresa quando, no seu novo lar, ao passar do tempo, esse amigo – mais brincalhão, franco e leal – por quem pediu, acabou sendo o seu pai.
terça-feira, 30 de junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
O crescimento só é real quando você não deixa de ser quem é, mesmo sendo cada dia mais consciente do que ontem.
Sua comoção com o que é grandioso – seu reconhecimento de pessoas que, em vida, foram fantásticas e bondosas para com os demais – de nada vale se na sua própria vida você não aplica nem os pequenos passos.
O mesmo serve se você admira pessoas que foram, ou são, grandiosas apenas materialmente – um grande empresário ou uma figura pública de bastante influência, popular.
Esteja atento a estar dando os pequenos passos, a ordem na qual crescemos é sempre respectiva e razoável – há uma razão para (mesmo que ás vezes tenhamos pressa ou não a compreendamos).
Comece, por você, a dar importância para as grandes conquistas – palpáveis ou não – tenha interesse em um dia poder afirmar que você é alguém que admiraria, tenha a consciência tranquila a respeito de fazer o seu papel, a sua parte, nos meios em que você interage. E mantenha seu coração leve, não se vanglorie, isso é perca de energia, tempo e utilidade.
Mas, eis o fundamental, não se force a agir com uma determinada postura motivado pela admiração que nutre por ela, e nem a busque por almejar aplausos, a conduta de cada um resulta em bons frutos (bons no sentido de serem certeiros de acordo com o que cada um deseja como reação) quando serve como uma roupa do tamanho certo, respeite seu próprio tempo, mesmo que pra você ele pareça devagar – em relação a primeira situação, por exemplo, uma atitude boa sem espontaneidade e naturalidade perde sua essência, seu efeito e sua finalidade.
Seja sempre você mesmo, mas nunca perca o interesse em ser diferente do que foi há algum tempo atrás.
Crescer é isso.
O mesmo serve se você admira pessoas que foram, ou são, grandiosas apenas materialmente – um grande empresário ou uma figura pública de bastante influência, popular.
Esteja atento a estar dando os pequenos passos, a ordem na qual crescemos é sempre respectiva e razoável – há uma razão para (mesmo que ás vezes tenhamos pressa ou não a compreendamos).
Comece, por você, a dar importância para as grandes conquistas – palpáveis ou não – tenha interesse em um dia poder afirmar que você é alguém que admiraria, tenha a consciência tranquila a respeito de fazer o seu papel, a sua parte, nos meios em que você interage. E mantenha seu coração leve, não se vanglorie, isso é perca de energia, tempo e utilidade.
Mas, eis o fundamental, não se force a agir com uma determinada postura motivado pela admiração que nutre por ela, e nem a busque por almejar aplausos, a conduta de cada um resulta em bons frutos (bons no sentido de serem certeiros de acordo com o que cada um deseja como reação) quando serve como uma roupa do tamanho certo, respeite seu próprio tempo, mesmo que pra você ele pareça devagar – em relação a primeira situação, por exemplo, uma atitude boa sem espontaneidade e naturalidade perde sua essência, seu efeito e sua finalidade.
Seja sempre você mesmo, mas nunca perca o interesse em ser diferente do que foi há algum tempo atrás.
Crescer é isso.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
O outro lado da moeda, que existe e geralmente ninguém vê.
Vez ou outra vemos por aí tal frase que nos diz que nos preocupamos tanto com besteiras que esquecemos de nos importar com que é importante, relevante.
Pois é... As vezes podemos confundir o que faz a vida valer a pena (ou até esquecer de pensar nisso), o que vai trazer bons frutos, com o que é inteligente usarmos nossa energia e nosso tempo.
Mas a gente esquece de falar do outro lado da moeda – lado esquecido, mas não menos considerável – de quem vive em prol só do que é importante e relevante, e esquece de fazer bobeira de vez em quando, esquece das besteiras, das risadas sem motivo, de aprender com os erros ao invés de ficar sempre na área segura de não fazer nada novo, de não se levar a sério, dos desabafos dos amigos, das festas juninas e julinas do colégio ou da faculdade, dos palavrões e xingamentos falados entre risos – o famoso rir pra não chorar – de comer um brigadeirão, um fast food, de se sujar com a comida e não se constranger com isso, mas fazer piada.
É, esqueceram de falar do outro lado da moeda, que é tão grave quanto o só ocupar seu tempo se preocupando com besteira.
No segundo trailer oficial do novo filme baseado no livro de John Green, Cidades de Papel, dá pra ver claramente essa situação, onde se trata de falar sobre esse outro lado, essa forma de agir que ninguém critica, vê problema ou risco (representada pelo personagem Quentin) e do choque entre os dois extremos desses estereótipos, Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman.
Cidades de Papel | Segundo Trailer Oficial Dublado | HD
E é mesmo mais fácil ser assim, não se conhecer, não viver experiências que não estão entre o que está dentro de um comportamento e conduta exemplares, ser o queridinho.
Não, calma, não estou dizendo que é ruim ser assim, como dizem, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, existem seus ganhos com isso, faculdade em seguida da formação no colégio, postura propícia pra um bom relacionamento com os pais, elogios dos familiares sobre os planos pro futuro – aquele clichê tapinha nas costas nas festas de fim de ano – saber a alegria tranquila que é passar um sábado em casa com os amigos comendo pizza e vendo filmes ou jogando videogame, ter a consciência geralmente limpa por só fazer algo com a certeza e exatidão do acerto, nunca estar em um clima ruim com alguém, ter um ótimo raciocínio lógico – você gosta de palavras cruzadas e matemática – se sair, poder ir a qualquer lugar pois não se preocupa em evitar uma ex namorada. É, é claro que tem vantagens, estabilidade costuma gerar esses aspectos favoráveis.
Não defendo ou apoio a libertinagem, ela é uma prisão tão real como andar sempre na linha, mas a liberdade sim, ela é fantástica, e está atrelada com respeito a si próprio, ao seu tempo, ao que não é violência contra você – contra seu corpo e quem você é – ao que te faz verdadeiramente bem, ou só ao que te traz mais conhecimento e mais bagagem cultural, histórias que vão valer a pena contar.
E é o fato de o mundo ser tão grande pra nós que me estranha essa ideologia, esse viver em prol só do que é importante e relevante, viver sempre assim, com essa ausência de avidez por novidades, pessoas, lugares, receitas, filmes, mudanças de hábitos, e achar que isso é tudo, é limitar uma vida toda. Limitar-se a só saber falar disso e daquilo, a só se interessar pelo que você sempre se interessou, a achar que há algo errado com você e a sua vida por não namorar, a não conhecer religiões de outras culturas, a só ver beleza no que tem glamour, a não ler biografias, só ver possibilidades onde elas são óbvias – como uma entrevista de emprego, uma audição, um vestibular – a falta de ciência de que você é um cidadão do mundo, e não da sua cidade ou bairro, ou país.
Tudo isso te faz perder muito, e você nem faz ideia, aliás, como de costume, está ocupado demais pra pensar em besteira agora.
Pois é... As vezes podemos confundir o que faz a vida valer a pena (ou até esquecer de pensar nisso), o que vai trazer bons frutos, com o que é inteligente usarmos nossa energia e nosso tempo.
Mas a gente esquece de falar do outro lado da moeda – lado esquecido, mas não menos considerável – de quem vive em prol só do que é importante e relevante, e esquece de fazer bobeira de vez em quando, esquece das besteiras, das risadas sem motivo, de aprender com os erros ao invés de ficar sempre na área segura de não fazer nada novo, de não se levar a sério, dos desabafos dos amigos, das festas juninas e julinas do colégio ou da faculdade, dos palavrões e xingamentos falados entre risos – o famoso rir pra não chorar – de comer um brigadeirão, um fast food, de se sujar com a comida e não se constranger com isso, mas fazer piada.
É, esqueceram de falar do outro lado da moeda, que é tão grave quanto o só ocupar seu tempo se preocupando com besteira.
No segundo trailer oficial do novo filme baseado no livro de John Green, Cidades de Papel, dá pra ver claramente essa situação, onde se trata de falar sobre esse outro lado, essa forma de agir que ninguém critica, vê problema ou risco (representada pelo personagem Quentin) e do choque entre os dois extremos desses estereótipos, Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman.
Cidades de Papel | Segundo Trailer Oficial Dublado | HD
E é mesmo mais fácil ser assim, não se conhecer, não viver experiências que não estão entre o que está dentro de um comportamento e conduta exemplares, ser o queridinho.
Não, calma, não estou dizendo que é ruim ser assim, como dizem, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, existem seus ganhos com isso, faculdade em seguida da formação no colégio, postura propícia pra um bom relacionamento com os pais, elogios dos familiares sobre os planos pro futuro – aquele clichê tapinha nas costas nas festas de fim de ano – saber a alegria tranquila que é passar um sábado em casa com os amigos comendo pizza e vendo filmes ou jogando videogame, ter a consciência geralmente limpa por só fazer algo com a certeza e exatidão do acerto, nunca estar em um clima ruim com alguém, ter um ótimo raciocínio lógico – você gosta de palavras cruzadas e matemática – se sair, poder ir a qualquer lugar pois não se preocupa em evitar uma ex namorada. É, é claro que tem vantagens, estabilidade costuma gerar esses aspectos favoráveis.
Não defendo ou apoio a libertinagem, ela é uma prisão tão real como andar sempre na linha, mas a liberdade sim, ela é fantástica, e está atrelada com respeito a si próprio, ao seu tempo, ao que não é violência contra você – contra seu corpo e quem você é – ao que te faz verdadeiramente bem, ou só ao que te traz mais conhecimento e mais bagagem cultural, histórias que vão valer a pena contar.
E é o fato de o mundo ser tão grande pra nós que me estranha essa ideologia, esse viver em prol só do que é importante e relevante, viver sempre assim, com essa ausência de avidez por novidades, pessoas, lugares, receitas, filmes, mudanças de hábitos, e achar que isso é tudo, é limitar uma vida toda. Limitar-se a só saber falar disso e daquilo, a só se interessar pelo que você sempre se interessou, a achar que há algo errado com você e a sua vida por não namorar, a não conhecer religiões de outras culturas, a só ver beleza no que tem glamour, a não ler biografias, só ver possibilidades onde elas são óbvias – como uma entrevista de emprego, uma audição, um vestibular – a falta de ciência de que você é um cidadão do mundo, e não da sua cidade ou bairro, ou país.
Tudo isso te faz perder muito, e você nem faz ideia, aliás, como de costume, está ocupado demais pra pensar em besteira agora.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
We can be heroes, just for one day
Olhou pela janela – nessas horas era uma vantagem morar no sexto andar – aquelas luzes lá longe, estranhamente alinhadas de uma maneira aleatória que caiu tão bem, que vista.
A cabeça transbordava com mil pensamentos, os ouvidos ficavam atentos ao silêncio do começo da noite, a mão estava coçando, o corpo inquieto, sentiu um tremor dentro de si mesma, ela queria agir. Queria ser ela. Com tudo incluso – é, tudo incluso, incluindo o empenho nos estudos. Não era muito a cara dela, mas era fundamental pra dali um ou dois anos, ela estar onde queria, fazia parte do ser ela.
Que merda, agora tudo que ela queria era estar enroscada com algum cara cheiroso – é, primeiro vem o cheiro, depois a beleza – por aí, estar dirigindo noite adentro num carro carismático – podia ser um fusca, uma caminhonete antiga com um bom motor – pra ver lugares que pouca gente conhecia, viajar pra cidade natal e chamar uns amigos pela janela do quarto, partir pra um grande salão com música alta e rostos desconhecidos com quem dançar. Viajar de novo, juntar todo mundo, encontrar uma casa grande, com piscina, fazer uma festa pra comemorar o quanto eles podiam agir estupidamente aquela noite.
Todo mundo tem vontade de não ser quem é as vezes.
Não ter a idade que tem, nem os deveres, o pouco dinheiro, morar na cidade, bairro, estado, que mora.
E isso não tem nada a ver com não amar a vida, ou ser insatisfeito com o cotidiano, com como as coisas vão indo. Querer esses momentos intensos sem motivo algum não tem a ver com rebeldia, nem com fuga.
Fuga seria não admitir esse desejo. E, chega mais... Vou sussurrar pra você... Querer isso de vez em quando não tem problema algum.
Tem tudo a ver com ser jovem.
Com querer um amor adolescente que dure pra sempre.
Com acreditar em pra sempre.
Com rir de si mesmo.
Com confiar com facilidade nas pessoas.
Com não julgar os outros pelos seus momentos.
Com querer que seus amigos estejam sempre por perto.
Com desejar que o colégio nunca acabe.
Com saber que vai sentir falta de morar com os pais, mesmo as vezes não gostando de receber tanto cuidado e atenção.
Com pensar que, você, garoto, do lado da menina mais bonita da sala, pode acreditar que você pode ser imortal.
Com se sentir bem, mesmo no ambiente menos a sua cara, porque você tem aquele amigo do lado, se sentindo igual – mal, se estivesse sozinho (mas ele pode contar com você).
Tem tudo a ver com um dia de folga de quem você é hoje, de onde está, de quantos anos tem.
Tem tudo a ver com um dia longe de você, e ainda sendo você mesmo.
Tem tudo a ver com se sentir infinito.
A cabeça transbordava com mil pensamentos, os ouvidos ficavam atentos ao silêncio do começo da noite, a mão estava coçando, o corpo inquieto, sentiu um tremor dentro de si mesma, ela queria agir. Queria ser ela. Com tudo incluso – é, tudo incluso, incluindo o empenho nos estudos. Não era muito a cara dela, mas era fundamental pra dali um ou dois anos, ela estar onde queria, fazia parte do ser ela.
Que merda, agora tudo que ela queria era estar enroscada com algum cara cheiroso – é, primeiro vem o cheiro, depois a beleza – por aí, estar dirigindo noite adentro num carro carismático – podia ser um fusca, uma caminhonete antiga com um bom motor – pra ver lugares que pouca gente conhecia, viajar pra cidade natal e chamar uns amigos pela janela do quarto, partir pra um grande salão com música alta e rostos desconhecidos com quem dançar. Viajar de novo, juntar todo mundo, encontrar uma casa grande, com piscina, fazer uma festa pra comemorar o quanto eles podiam agir estupidamente aquela noite.
Todo mundo tem vontade de não ser quem é as vezes.
Não ter a idade que tem, nem os deveres, o pouco dinheiro, morar na cidade, bairro, estado, que mora.
E isso não tem nada a ver com não amar a vida, ou ser insatisfeito com o cotidiano, com como as coisas vão indo. Querer esses momentos intensos sem motivo algum não tem a ver com rebeldia, nem com fuga.
Fuga seria não admitir esse desejo. E, chega mais... Vou sussurrar pra você... Querer isso de vez em quando não tem problema algum.
Tem tudo a ver com ser jovem.
Com querer um amor adolescente que dure pra sempre.
Com acreditar em pra sempre.
Com rir de si mesmo.
Com confiar com facilidade nas pessoas.
Com não julgar os outros pelos seus momentos.
Com querer que seus amigos estejam sempre por perto.
Com desejar que o colégio nunca acabe.
Com saber que vai sentir falta de morar com os pais, mesmo as vezes não gostando de receber tanto cuidado e atenção.
Com pensar que, você, garoto, do lado da menina mais bonita da sala, pode acreditar que você pode ser imortal.
Com se sentir bem, mesmo no ambiente menos a sua cara, porque você tem aquele amigo do lado, se sentindo igual – mal, se estivesse sozinho (mas ele pode contar com você).
Tem tudo a ver com um dia de folga de quem você é hoje, de onde está, de quantos anos tem.
Tem tudo a ver com um dia longe de você, e ainda sendo você mesmo.
Tem tudo a ver com se sentir infinito.
Conviver ≠ criar
Quando você, adulto, vive sob o mesmo teto que um sobrinho, colega de quarto, primo de 17, 18, 19, 20 anos, você não está criando esse jovem – não, não está e nem deve tentar criar, mudar, moldar – ele já está criado, crescido, formado. Claro, somos metamorfoses ambulantes a vida toda, ninguém é para o resto de seus dias exatamente quem era quando tinha essas idades joviais. Mas você está convivendo, não criando, nem tendo que criar, a não ser que tenha posto isso na cabeça – o que, sem verdades absolutas e ao meu ver, não é a escolha mais saudável. Ele não é um adulto formado, nem casado, mas não podemos falar que ainda é só um menino, só uma menina, já existe um pequeno adulto ali, em formação como ser humano, como ele mesmo. Se conviver com alguém que não foi criado à sua maneira é difícil ou leve – fácil – natural, se é bom, depende da sua recepção e interpretação das coisas referentes a essa pessoa, te cabe observar como você age e reage perante quem não se assemelha a quem você é – cultural, emocional e psicologicamente. Em qual contexto você se coloca com ele ou ela, esse jovem?
Não é leve para os dois quando um não tem interesse que seja, aliás, é esse mesmo um que vai se sentir mal com isso, com a consequência da própria conduta, e provavelmente vai se enganar e se justificar responsabilizando alguém por isso.
Mas começa já não sendo difícil se os dois se importam somente em ter a consciência tranquila com a própria postura para com essa segunda pessoa. O fato de não ser difícil naturalmente abre várias portas, como uma convivência legal, que é propícia para desencadear entre ambos amizade e carinho.
Mas estamos falando de seres humanos, primeiro o ego, a pose e a necessidade de controle tem que ser menos importante que ter uma convivência sincera e serena. A respeito de controle, primeiro João e Maria tem que não se preocupar com a postura de um terceiro, quarto, quinto, na casa, no circulo de convívio. João ou a Maria, primeiro tem que não se preocupar com todo o meio, em querer interferir na atitude de todo mundo ali.
Mas abrir mão dessa ilusão de poder controlar, da vontade de querer conduzir como cada pessoa funciona e age, exige coragem. Aliás, está a mercê dele, você vai estar confiando no interesse do outro em si mesmo para mudar-se e agir de maneira mais madura e benéfica para ele mesmo e para o meio sem nenhum dedinho seu no meio desse processo.
Quando você se vê apenas como um ser humano ajudando outro, sem laços de sangue que impõe obrigações, tudo flui, um laço mais verdadeiro – que independe de relações paternas ou familiares – e espontâneo nasce.
É.
Juízo, amor, e boa sorte, adultos e jovens.
Não é leve para os dois quando um não tem interesse que seja, aliás, é esse mesmo um que vai se sentir mal com isso, com a consequência da própria conduta, e provavelmente vai se enganar e se justificar responsabilizando alguém por isso.
Mas começa já não sendo difícil se os dois se importam somente em ter a consciência tranquila com a própria postura para com essa segunda pessoa. O fato de não ser difícil naturalmente abre várias portas, como uma convivência legal, que é propícia para desencadear entre ambos amizade e carinho.
Mas estamos falando de seres humanos, primeiro o ego, a pose e a necessidade de controle tem que ser menos importante que ter uma convivência sincera e serena. A respeito de controle, primeiro João e Maria tem que não se preocupar com a postura de um terceiro, quarto, quinto, na casa, no circulo de convívio. João ou a Maria, primeiro tem que não se preocupar com todo o meio, em querer interferir na atitude de todo mundo ali.
Mas abrir mão dessa ilusão de poder controlar, da vontade de querer conduzir como cada pessoa funciona e age, exige coragem. Aliás, está a mercê dele, você vai estar confiando no interesse do outro em si mesmo para mudar-se e agir de maneira mais madura e benéfica para ele mesmo e para o meio sem nenhum dedinho seu no meio desse processo.
Quando você se vê apenas como um ser humano ajudando outro, sem laços de sangue que impõe obrigações, tudo flui, um laço mais verdadeiro – que independe de relações paternas ou familiares – e espontâneo nasce.
É.
Juízo, amor, e boa sorte, adultos e jovens.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Meu caro, venha cá...
Tava fazendo falta.
Ter gente legal pra observar.
Não gente legal por serem legais, mas gente peculiar.
Podia ser gente amarga.
Podia ser doce também.
Mas gente, no seu modo de ser.
Hoje em dia, é tanta gente querendo fugir de si mesmo, que é pouca gente que tem graça.
Ter graça podia ser ser engraçado, ou ser gente delicada, dessas que sabe encantar.
Que coisa mais linda, mais cheia de graça.
E esses, que tem graça, são os que ainda carregam a própria essência.
São esses que quando você convive, sabe que quando se afastar vai carregar saudade no peito.
É que esses não são os que fazem falta, eles deixam a maldita da saudade mesmo.
Eles não estão preocupados com essa bobageira de fazer joguinho.
Quando você acordar, eles vão ter deixado um cappuccino ou uma xícara de chá pra ti.
Geralmente com um bilhete.
Eles não são de falar muito.
Não com a boca.
Não são os que tem mais likes na foto de perfil.
Ou os que vão em mais festas.
Mas eles, são eles.
E eu amava ter gente assim pra observar.
São esses que me inspiram.
A escrever sobre eles, a continuar sendo eu também.
A viver com mais poesia.
E com menos dureza.
A bater papo com o balconista do bar, do café.
A reparar naquelas flores que tem no arbusto do lado do ponto de ônibus.
A tomar banho no escuro.
Andar descalço.
Misturar comida doce com salgada.
Me deliciar com o silêncio.
A apreciar a solidão.
Dramaticamente mas com franqueza, amigo, te conto... Viver vale a pena quando é assim.
Ter gente legal pra observar.
Não gente legal por serem legais, mas gente peculiar.
Podia ser gente amarga.
Podia ser doce também.
Mas gente, no seu modo de ser.
Hoje em dia, é tanta gente querendo fugir de si mesmo, que é pouca gente que tem graça.
Ter graça podia ser ser engraçado, ou ser gente delicada, dessas que sabe encantar.
Que coisa mais linda, mais cheia de graça.
E esses, que tem graça, são os que ainda carregam a própria essência.
São esses que quando você convive, sabe que quando se afastar vai carregar saudade no peito.
É que esses não são os que fazem falta, eles deixam a maldita da saudade mesmo.
Eles não estão preocupados com essa bobageira de fazer joguinho.
Quando você acordar, eles vão ter deixado um cappuccino ou uma xícara de chá pra ti.
Geralmente com um bilhete.
Eles não são de falar muito.
Não com a boca.
Não são os que tem mais likes na foto de perfil.
Ou os que vão em mais festas.
Mas eles, são eles.
E eu amava ter gente assim pra observar.
São esses que me inspiram.
A escrever sobre eles, a continuar sendo eu também.
A viver com mais poesia.
E com menos dureza.
A bater papo com o balconista do bar, do café.
A reparar naquelas flores que tem no arbusto do lado do ponto de ônibus.
A tomar banho no escuro.
Andar descalço.
Misturar comida doce com salgada.
Me deliciar com o silêncio.
A apreciar a solidão.
Dramaticamente mas com franqueza, amigo, te conto... Viver vale a pena quando é assim.
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