segunda-feira, 1 de junho de 2015

Meu caro, venha cá...

Tava fazendo falta.
Ter gente legal pra observar.
Não gente legal por serem legais, mas gente peculiar.
Podia ser gente amarga.
Podia ser doce também.
Mas gente, no seu modo de ser.
Hoje em dia, é tanta gente querendo fugir de si mesmo, que é pouca gente que tem graça.
Ter graça podia ser ser engraçado, ou ser gente delicada, dessas que sabe encantar.
Que coisa mais linda, mais cheia de graça.
E esses, que tem graça, são os que ainda carregam a própria essência.
São esses que quando você convive, sabe que quando se afastar vai carregar saudade no peito.
É que esses não são os que fazem falta, eles deixam a maldita da saudade mesmo.
Eles não estão preocupados com essa bobageira de fazer joguinho.
Quando você acordar, eles vão ter deixado um cappuccino ou uma xícara de chá pra ti.
Geralmente com um bilhete.
Eles não são de falar muito.
Não com a boca.
Não são os que tem mais likes na foto de perfil.
Ou os que vão em mais festas.
Mas eles, são eles.
E eu amava ter gente assim pra observar.
São esses que me inspiram.
A escrever sobre eles, a continuar sendo eu também.
A viver com mais poesia.
E com menos dureza.
A bater papo com o balconista do bar, do café.
A reparar naquelas flores que tem no arbusto do lado do ponto de ônibus.
A tomar banho no escuro.
Andar descalço.
Misturar comida doce com salgada.
Me deliciar com o silêncio.
A apreciar a solidão.
Dramaticamente mas com franqueza, amigo, te conto... Viver vale a pena quando é assim.

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