Eu queria ter uma vida que se deparasse com várias pessoas diferentes com jeitos interessantes e manias peculiares. Quero eventos diversos pra ir, me sentir em cada um deles e observar o que acontece. Quero conhecer lugares, costumes, culturas e rotinas. Falo da diferença do gosto do pão francês daqui e do de Nice, do que é o flerte aqui e o que é lá na Itália. De como os jovens vivem seus amores, onde estão vivendo.
A vida é arte, mas sem olhos que tenham a consciência disso, ela pode parecer bem monótona. A gente precisa aprender a ser cativado por outras coisas além do material, do sexo, status e ego, pois essas outras coisas são as que (me) interessam e interessariam mais pessoas se elas se permitissem.
Vida, vida de verdade, tem seu material como consequência do trabalho e nada mais, o sexo é aquela hora gostosa com a pessoa que você admira pelos seus detalhes pequenininhos que a fazem ser importante, com o bem material de alto preço e padrão você tem um determinado status mas não pensa nisso e não se vangloria dele, o ego não existe, apenas o orgulho e auto estima, que são coisas saudáveis, necessárias e muito diferentes do mal que o ego – atrelado ao egoísmo – é.
A humildade, a única que pode ser chamado de tal, tem tudo a ver com não se colocar no pedestal (patético e infantil) do ego, tem tudo a ver com admitir, sem problema algum, errar. Tem tudo a ver com não fazer cara feia por ceder por alguém. Tem tudo a ver com ser uma pessoa legal de se conviver, e ser leve para si mesma.
A vontade e ânsia por conhecer lugares, realidades e pessoas em sua diversidade de ser e viver está ligada a querer levar comigo um pedacinho de cada uma dessas coisas citadas, como exemplo do que ser, não ser, referência do que fazer, criar, melhorar. O mundo é muito grande pra pensar que só vamos achar ideias úteis pra nós e as pessoas ao nosso redor no lugar em que residimos, por exemplo. E o mundo afora, é o mundo afora. Tem tudo de ruim, tem tudo de bom, tem tudo de tudo.
Você nunca é o mesmo nem depois de um dia rodeado pelas pessoas do seu cotidiano na sua cidade, imagine como seria um outro país, num outro cenário e contexto de vida, sentimentos e circunstâncias, outra cultura. Estar em um ambiente propício para sensações – da mais vibrante euforia até a mais genuína calma e consciência – que você, sem aquele ambiente e aquele momento, talvez demorasse pra conhecer.
Vale muito a pena.
domingo, 26 de outubro de 2014
O que aprendi sendo empurrada para uma piscina (é, tudo tem seu lado bom).
Quanta gente – ela olhava em volta, movimento.
Pirulitos em forma de abóbora, aranhas de plástico, bebida colorida.
Via um aglomerado de monstros no bar, um fantasma, um médico ensanguentado, um esqueleto, uma diabinha, Amy Winehouse, uma bruxinha, um cara de jaleco fazendo drinks.
Ela, a menina fantasiada de Lana Del Rey, estava um pouco aérea, mas independente da tontura que ela estava começando a sentir e o formigamento das mãos, foi até o bar. A Lana bebeu bastante, e enquanto assistia aqueles monstrinhos dançando, fumando narguilé, conversando nos cantos e cantando por aí, percebeu um barulho estranho vindo de algum lugar e – levado pelo médico ensanguentado – um carrinho de mercado, que levava um cara, atravessou o salão em uma velocidade nada lenta. O carrinho parou na beira da piscina, antes de jogar o cara loiro de cabelo longo lá dentro. Ela riu.
No meio das bexigas laranjadas, pretas e roxas o loiro dava risada e espalhava água na piscina vazia de gente. Nadou até a borda, e, ao sair de lá, na beira da piscina, Lana chegou pertinho dele – perguntou se ele pularia lá dentro com ela depois, o fez ingenuamente, aliás, ao terminar a frase, ele lhe deu o sorriso mais largo, a abraçou e empurrou a Lana, de vestido e salto alto, sem dó nenhuma. Depois de um grito agudo, se viu imersa na água, ao imergir, deu uma gargalhada.
Naquele momento ela tinha se despido de tudo, da pose que a menina em sociedade tem que ter, da timidez, receios, qualquer tipo de preocupação, formalidades ou etiqueta. Foi uma alegria boba, sincera e simples.
Aliás, se despir sem tirar a roupa, é sempre o melhor jeito de ficar nu.
Pirulitos em forma de abóbora, aranhas de plástico, bebida colorida.
Via um aglomerado de monstros no bar, um fantasma, um médico ensanguentado, um esqueleto, uma diabinha, Amy Winehouse, uma bruxinha, um cara de jaleco fazendo drinks.
Ela, a menina fantasiada de Lana Del Rey, estava um pouco aérea, mas independente da tontura que ela estava começando a sentir e o formigamento das mãos, foi até o bar. A Lana bebeu bastante, e enquanto assistia aqueles monstrinhos dançando, fumando narguilé, conversando nos cantos e cantando por aí, percebeu um barulho estranho vindo de algum lugar e – levado pelo médico ensanguentado – um carrinho de mercado, que levava um cara, atravessou o salão em uma velocidade nada lenta. O carrinho parou na beira da piscina, antes de jogar o cara loiro de cabelo longo lá dentro. Ela riu.
No meio das bexigas laranjadas, pretas e roxas o loiro dava risada e espalhava água na piscina vazia de gente. Nadou até a borda, e, ao sair de lá, na beira da piscina, Lana chegou pertinho dele – perguntou se ele pularia lá dentro com ela depois, o fez ingenuamente, aliás, ao terminar a frase, ele lhe deu o sorriso mais largo, a abraçou e empurrou a Lana, de vestido e salto alto, sem dó nenhuma. Depois de um grito agudo, se viu imersa na água, ao imergir, deu uma gargalhada.
Naquele momento ela tinha se despido de tudo, da pose que a menina em sociedade tem que ter, da timidez, receios, qualquer tipo de preocupação, formalidades ou etiqueta. Foi uma alegria boba, sincera e simples.
Aliás, se despir sem tirar a roupa, é sempre o melhor jeito de ficar nu.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Ela tinha facilidade em ter carinho pelas pessoas. Isso só se tornava distante dela quando alguém era mau caráter, cínico, grosseiro ou um ignorante orgulhoso e convicto. Ela não tinha jogo de cintura (nem interesse em ter) pra lidar com pessoas que tivessem essas características. Ser indiferente a comportamentos e posturas desagradáveis de pessoas de pouca relevância na vida dela era a atitude mais sensata e natural, para ela, a se ter.
O egocentrismo e materialismo estão matando as pessoas, simplesmente por elas não viverem de verdade vivendo em prol deles. Esses dois reprimem tudo que existe de bom, as relações de verdade, que não tem nada a ver com ambos.
Amar, possuir afinidade, afeto, carinho – ter laços com alguém – intensos ou não, não tem nada a ver com o material, muito menos com ego.
Amar, possuir afinidade, afeto, carinho – ter laços com alguém – intensos ou não, não tem nada a ver com o material, muito menos com ego.
A linha tênue entre se iludir e pensar estar a não julgar alguém.
Ela sentou na cama e colocou os fones de ouvido, pensando um pouco no final do fim de semana. Seus amigos tinham julgado e rotulado aquele cara, já o tinham detestado de início. Mas ela sempre foi o tipo de pessoa que teve problemas com primeiras impressões, então sempre dava uma chance para as pessoas – e para si mesma – para provar que um rótulo podia ser algo ignorante, precipitado. De alguma maneira, era importante pra si própria que ela permitisse a possibilidade de ver que podia estar errada.
E ela detestava ver que na verdade seus amigos, pais – quem fosse – estavam certos e que aquele cara não era mais nada além do que parecia mesmo.
Essas situações traziam um pouco de cinza e azul pro dia dela.
E ela detestava ver que na verdade seus amigos, pais – quem fosse – estavam certos e que aquele cara não era mais nada além do que parecia mesmo.
Essas situações traziam um pouco de cinza e azul pro dia dela.
sábado, 11 de outubro de 2014
Antes de embarcar.
Ela ia embora. Era hora de mudar de casa, de cidade, de colégio, de novo.
Mas a novidade era mudar de gente dentro de casa. A novidade foi que – dessa vez – ela escolheu ir.
E estava feliz por isso. Achava melhor sair da casa da mãe para a do pai que da casa da mãe pra casa vazia, em que ela morasse sozinha. Era melhor se desprender aos poucos antes de viver vida de adulta, pra mudança não ser muito brusca.
Terceiro ano estava vindo, finalmente. Finalmente, aliás, ela ficou presa, por si mesma, no primeiro ano do EM duas vezes.
Vestibular, São Paulo, apartamento, USP, 37 por vaga no curso que ela desejava.
Caramba, ela tava ferrada. Festa, show, bebida ou meninos seriam coisas das quais ela só ouviria falar por uns bons meses. Ela gostava de se divertir, seria difícil se focar para aquela prova – aquela provinha filha da mãe que a ingressaria na faculdade que ela mais queria no mundo – se ela não quisesse tanto e tão sinceramente.
Ia sentir falta de dormir na casa da amiga e de rir com a chegada da mãe dessa amiga, bêbada. Bêbada de coração bom, adorava conversar com ela e ouvir as histórias que ela contava, ás vezes ela pensava que ela era assim um pouco torta por ter ele, o coração bom, ferido – talvez até por ela mesma, mas ainda assim ferido.
Ia sentir falta daquela avenida que só tinha lojas bonitas, e coqueiros bem altos, também.
As saudades que ela dizia sentir hoje, de algum carinha ou lugar, pareceriam bobinhas e juvenis dali pra frente. Logo tudo alcançaria um patamar diferente, ela estava se permitindo.
Mas a novidade era mudar de gente dentro de casa. A novidade foi que – dessa vez – ela escolheu ir.
E estava feliz por isso. Achava melhor sair da casa da mãe para a do pai que da casa da mãe pra casa vazia, em que ela morasse sozinha. Era melhor se desprender aos poucos antes de viver vida de adulta, pra mudança não ser muito brusca.
Terceiro ano estava vindo, finalmente. Finalmente, aliás, ela ficou presa, por si mesma, no primeiro ano do EM duas vezes.
Vestibular, São Paulo, apartamento, USP, 37 por vaga no curso que ela desejava.
Caramba, ela tava ferrada. Festa, show, bebida ou meninos seriam coisas das quais ela só ouviria falar por uns bons meses. Ela gostava de se divertir, seria difícil se focar para aquela prova – aquela provinha filha da mãe que a ingressaria na faculdade que ela mais queria no mundo – se ela não quisesse tanto e tão sinceramente.
Ia sentir falta de dormir na casa da amiga e de rir com a chegada da mãe dessa amiga, bêbada. Bêbada de coração bom, adorava conversar com ela e ouvir as histórias que ela contava, ás vezes ela pensava que ela era assim um pouco torta por ter ele, o coração bom, ferido – talvez até por ela mesma, mas ainda assim ferido.
Ia sentir falta daquela avenida que só tinha lojas bonitas, e coqueiros bem altos, também.
As saudades que ela dizia sentir hoje, de algum carinha ou lugar, pareceriam bobinhas e juvenis dali pra frente. Logo tudo alcançaria um patamar diferente, ela estava se permitindo.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
As inúteis brigas ideológicas sobre estética, religião, orientação sexual e escolhas de vida pessoais.
Eu não era uma pessoa intolerante à diversidade, se eu me via diante do que não me encantava, que não afetasse diretamente a minha vida, eu só deixava aquilo ser o que era. Não tento mudar e nem luto pelo que sou indiferente, pelo que é indiferente comigo, não faz sentido algum.
(aliás, acho que seria ótimo se algumas igrejas fossem assim também com questões como a homossexualidade, o único prejudicado por um indivíduo ser gay é o ego de um religioso fanático. O mesmo possui a mesma validade referente aos homossexuais respeitarem a fé de cada um, nada é imposto a ninguém, o livre arbítrio é nosso, e isso também vale para aquele que é diferente e você.)
(aliás, acho que seria ótimo se algumas igrejas fossem assim também com questões como a homossexualidade, o único prejudicado por um indivíduo ser gay é o ego de um religioso fanático. O mesmo possui a mesma validade referente aos homossexuais respeitarem a fé de cada um, nada é imposto a ninguém, o livre arbítrio é nosso, e isso também vale para aquele que é diferente e você.)
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)