Todo mundo adora os personagens de filmes, séries, novelas e até os que a mídia cria nos reality shows. O cara romântico que faz gestos doces para a namorada superando dificuldades como a distância, a moça independente sempre preocupada com a carreira que se apaixona por alguém da forma mais inesperada e pega a si mesma de surpresa, o aluno que fala algo interessante para o professor no final da aula com alguma frase que acaba sendo reflexiva, o cara de espírito livre que não liga para paradigmas ou o que ninguém pensa e ao desenrolar da trama se mostra mais feliz que o cara que se preocupa com tudo isso, o vilão que na verdade só agia assim por se sentir visto dessa maneira e acaba amolecendo e sendo o herói de alguém, as amigas que sempre se perdoam perante mal entendidos e com atitudes mostram que sempre estarão ali uma para a outra, a it girl que dita moda e tem atenção de todos por ser bonita e popular, o desconhecido que com alguma frase de efeito afeta, sem o propósito, o protagonista (e depois continua andando tendo tido só aquela cena), o cara que amadurece e muda suas próprias situações ruins para algo grande... E mais outros vários que eu poderia passar um dia falando.
Muitas das meninas e mulheres que admiram o carinha romântico de gestos bonitos nem saberiam reagir a tal se alguém o fizesse para elas, sendo o oposto da mocinha, geralmente madura e leve, que está na situação que elas acham tão fofa.
A verdade é que está todo mundo tão preocupado com merda – status, likes nas redes sociais, ostentar, ter, ter e mais ter – que esquece que ser tudo que eles desejam ser e admiram só depende de eles deixarem de serem patéticos e como todo mundo por motivos sempre fúteis e passageiros. Porém não fazem isso, aliás, o que terceiros por quem eles tem alguma admiração mínima, ou as vezes nem isso, podem pensar deles é super importante, quando na verdade eles – esses terceiros – não dão importância alguma, estão tão ocupados com os próprios narizes e em se ocupar em dar importância a própria reputação que nem olham para os outros a não ser que não faça parte da caçada deles de ter alguém pra admirar e tentar ser. E é por isso que a maioria das pessoas se esqueceu de ser espontâneo e de como fazer laços.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Pra ele.
Era, sem dúvidas, claro que você gostava dela, muito. Nunca tinha andando de mãos dadas na rua com alguém antes, ou recebido na sua casa daquele jeito, chamado de "minha" ou dado pra alguém, num gesto estranhamente carinhoso, um pedaço de coral, ou uma palheta pra quem não tinha um violão. Apesar de ter ficado com várias meninas e todo mundo saber disso, e de ter uma doida com um interesse enorme e insistente em você, você achou aquela menina legal. Vocês se davam bem, ela entendia seu senso de humor e suas intenções e você os pensamentos, jeito dela, e tratou ela diferente, já que ela era diferente de algumas com quem você tinha convivido. Ela não via a necessidade nem a conveniência em tornar de seus assuntos apenas fofocas, não falava mal dos outros, sabia rir de si mesma e tinha jeitos legais de falar sobre as coisas e ver as pessoas, era honesta sobre o que pensava e não se negava a conhecer seu gosto musical por ser outro que o dela. Você gostou muito dela e por motivos nada mais que adolescentemente típicos de colegial começou a ter receio de algo que ela ainda não entendia o quê. E, bom, claro que quando vocês estiverem convivendo juntos de novo ela ia olhar pra você as vezes e saber que ter te dito tchau, através do silêncio, naquela hora foi melhor que uma sinceridade que podia soar dramática, apesar de ser sincera e serena. E aquela interrogação na cabeça dela ia continuar ali num cantinho dentro de si, junto com a falta que ela sentia de você quando passava por aqui ou por ali, onde vocês andaram juntos.
domingo, 21 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
A fé no amor, mesmo que ele exista para poucos casais
Eu queria que você continuasse acreditando no amor, de todo seu coração. Queria que você continuasse esperando, pois ela chegaria até você um dia, daqui alguns – muitos, que talvez passem rápido e pareçam poucos – dias. Queria que você ainda sonhasse com a morena de traços delicados e jeito surpreendente, queria que continuasse com seu amor platônico pelos amores que se vê em filme, algo que você acha ser inexistente, pra ela chegar e te mostrar que é real, que existe alguém que tem o mesmo conceito e ótica que você de o que é o amor. Queria que a luz que existe em você não se apagasse e que essa vitalidade que você tem estivesse sempre presente no seu interior e exterior. Queria que você não desanimasse em esperar demais e achar que devia esperar menos, ou que quando esse momento de frustração chegasse, ela chegasse junto pra te tirar dele. E ela realmente também não queria deixar de querer tudo isso, pois todo o amor do mundo, vale todo o tempo esperando.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Somos sentimentos, então, que saibamos conhecê-los e os dosar.
Somos sentimento, somos o que pensamos, falamos, fazemos (principalmente aliás, pois uma ação – mesmo que contradiga um pensamento ou dizer – vale mais que eles), enfim, o que sentimos. Mas a pessoa que não sabe mesclar o sentimento com a razão, não intensificar tudo e não colocar o ego acima do que é realmente relevante na vida, vira só carne e osso com um monte de bagunça, assuntos mal resolvidos e relacionamentos instáveis. No fim das contas, não da pra se relacionar bem com ninguém que nem se relaciona bem consigo mesmo.
Sempre me sinto grata quando ouço elogios, mesmo que fúteis, não deixam de ser gostosos de ouvir.
Mas apesar disso, não acho nada mais que algo frívolo quando vêm de alguém que eu não admire por alguma coisa.
Um elogio curto, podendo ser discreto e até sutil, vindo de alguém com significado têm um valor incomparável com o discurso bonito de alguém por quem não se sente nada.
Mas apesar disso, não acho nada mais que algo frívolo quando vêm de alguém que eu não admire por alguma coisa.
Um elogio curto, podendo ser discreto e até sutil, vindo de alguém com significado têm um valor incomparável com o discurso bonito de alguém por quem não se sente nada.
sábado, 13 de setembro de 2014
Sobre minha juventude e a queda por meninos de cabelo comprido
Dia desses, arrumando algumas coisas e tirando caixas no guarda-roupas, ela achou uma munhequeira. É, daquelas de pano que foram modinha entre 2009 e 2010 quando o auge eram os emos e todo mundo ouvia Restart e saía por aí de calça colorida – coladinha. Era uma pulseirinha de pano quadriculada pink e preto, e ela usou esse tal apetrecho todos os dias durante seus 13 e 14 anos, naquela época em que ela amava Avril Lavigne e tinha um skate.
Ela usava all star cano alto, até o joelho, cabelo bem liso da raiz até a pontinha (dupla), sempre dividido no meio, tinha um diário, gostava de andar só de moletom, e... Bom, tinha uma queda instantâneas e sonhava acordada com carinhas que tivessem uma, duas ou três tattoos, cabelo comprido e alargadores (mas dos pequenos).
Aliás, essa mocinha estranha fui eu, saindo da minha pré adolescência.
E, no fim das contas, comecei a pensar porque o meu gosto hoje é oposto ao que era, já que hoje me vejo atraída por caras bastante diferentes disso (é, dependendo, ainda acho legal caras com tattoo, mas cabelo comprido só se for um rosto, jeito de ser e estilo que combinem incontestavelmente. E alargadores ou piercings? Aaah, me desculpem os rockeiros e rockistas, mas depois de ouvir isso com a seguinte descrição de ser furar o corpo com bolinhas que parecem verrugas de metal, nem pensar!).
Não sou uma pessoa fúnebre ou fechada, muito pelo contrário, e essa fase pela que passei aconteceu numa crise de identidade, eu queria mostrar de algum modo para as pessoas que eu não era igual e tentava colocar isso como cartaz na minha testa usando a munhequeira, os moletons e o all star enquanto as meninas que todos os carinhas pegavam (e todas as outras meninas queriam ser) usavam tênis Ecko Red e tinham californianas no cabelo repicado e comprido.
Com meus 13 anos eu não via outra maneira de dizer que não queria ser só mais uma figurinha – que não queria ser daquelas que vai de acordo com a maré – sem ser pela maneira de me vestir, e eu via naqueles cabelos compridos e touquinhas (o que, aliás, hoje é acessório dos hipsters) essa mesma ideia, eu me via neles. A gente sempre vai atrás do que se identifica, mesmo sem perceber estar fazendo isso.
E tudo que descrevi, esses caras, me pareciam ser o estereótipo do que eu achava mais lindo, irresistível: liberdade, que era o que a aparência deles vendia pra mim.
E tudo que descrevi, esses caras, me pareciam ser o estereótipo do que eu achava mais lindo, irresistível: liberdade, que era o que a aparência deles vendia pra mim.
E, hoje entendo... Nesse aspecto, não mudei nadinha, nunca busquei por alguém pensando numa aparência em si, mas sim em uma ideologia, no que essa aparência pode representar – aliás, é o que todos nós fazemos, mesmo que inconscientemente.
Enfim, no que a pessoa parece ser. Alias, boa convivência e diálogos interessantes são o que fazem história, logo, sabemos disso... Histórias são o que fazem valer a pena, e não se fazem com alguém que é só um rostinho bonito.
domingo, 7 de setembro de 2014
As boas coisas que nos dizem e que, por vezes, até ouvimos, mas só com os ouvidos.
"Você vai ser uma boa mãe."
"Você sabe sentir os seus sentimentos."
"Sua casa é bagunçada. Parece ser divertida."
"Eu acho o seu jeito muito bonito, você luta pelas coisas que você quer."
Cada uma dessas frases, ditas algumas há anos, outras há meses, dirigidas a mim por pessoas que foram especiais (e outra por um professor de história), são palavras que vou levar comigo por toda a minha vida.
Se as pessoas estivessem mais atentas e atenciosas para com quem está ao seu redor no cotidiano veria que – além de ter virtudes que você pode nem perceber em si mesmo – já ouviu muitas frases bonitas pra guardar.
Inclusive, devo ter perdido várias mais, que besteira a minha não me importar em ter essa consciência algum tempo atrás.
"Você sabe sentir os seus sentimentos."
"Sua casa é bagunçada. Parece ser divertida."
"Eu acho o seu jeito muito bonito, você luta pelas coisas que você quer."
Cada uma dessas frases, ditas algumas há anos, outras há meses, dirigidas a mim por pessoas que foram especiais (e outra por um professor de história), são palavras que vou levar comigo por toda a minha vida.
Se as pessoas estivessem mais atentas e atenciosas para com quem está ao seu redor no cotidiano veria que – além de ter virtudes que você pode nem perceber em si mesmo – já ouviu muitas frases bonitas pra guardar.
Inclusive, devo ter perdido várias mais, que besteira a minha não me importar em ter essa consciência algum tempo atrás.
Sobre More Than Words
More than words / Extreme
Eu sempre gostei de várias músicas. Sou bem eclética e o único gênero que não tenho em uma playlist ou outra é o funk – apesar de ultimamente ele ser mais reconhecido e classificado pelas letras das músicas que pela batida e melodia em si, que é na verdade o que criou esse gênero.
Sentada ao banco de trás – com meus fiéis fones de ouvido brancos, durante a viagem para o litoral – o modo aleatório me trouxe uma música gostosa do grupo musical Extreme.
More Than Words faz eu me sentir numa cama bagunçada e aconchegante, de calcinha e baby look na cama do namorado, olhando seu violão encostado na parede e ouvindo a respiração dele ritmada com a minha, tranquila, enquanto ambos estamos enroscados a fazer nada – a cortina entreaberta e um feixe da luz do sol entrando no quarto, ao fim do dia – uau, tudo isso ouvindo uma música, é, esqueci de dizer que sou bem criativa. Viajada, viajada...
Mas, ao prestar atenção na letra, eu vi que ela é bem mais que uma tarde na cama do meu namorado de faz de conta.
Aliás, existem dois trechos que simplesmente resumem o que é o amor.
Sentada ao banco de trás – com meus fiéis fones de ouvido brancos, durante a viagem para o litoral – o modo aleatório me trouxe uma música gostosa do grupo musical Extreme.
More Than Words faz eu me sentir numa cama bagunçada e aconchegante, de calcinha e baby look na cama do namorado, olhando seu violão encostado na parede e ouvindo a respiração dele ritmada com a minha, tranquila, enquanto ambos estamos enroscados a fazer nada – a cortina entreaberta e um feixe da luz do sol entrando no quarto, ao fim do dia – uau, tudo isso ouvindo uma música, é, esqueci de dizer que sou bem criativa. Viajada, viajada...
Mas, ao prestar atenção na letra, eu vi que ela é bem mais que uma tarde na cama do meu namorado de faz de conta.
Aliás, existem dois trechos que simplesmente resumem o que é o amor.
Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real
Então, você não precisaria dizer que me ama, pois eu já saberia.
Realmente, não tem como eu, que conheço o amor, discordar da veracidade desses trechos. O amor é um sentimento, mas é possível vê-lo, assim como todos os outros. Eles estão nos gestos e atitudes.
E, exatamente por ele vir de tais – gestos e atitudes – ainda acredito que exista mesmo quem não saiba amar. Não por falta de interesse ou qualquer outra coisa que possa ser chamado de motivo. Simplesmente não sabe, não tem ideia de como conduzir, como lidar, não sabe o que ele é, nem mesmo que ele é a coisa mais simples que existe, e por medo continua a desconhecê-lo mesmo quando possui algumas oportunidades – pobres destas pessoas.
Se arriscar a conhecer o novo dói, mas a falta de algum obstáculo – como diz uma frase do Metallica – nunca levou a lugar algum. Mas... Voltando para a música, eu acho que ela é linda, pois fala de algo mágico que existe na vida – que em seu maior tempo, não é mole. Ouvindo-a toda e lendo sua letra, repensei uma coisa... Nos diálogos de filmes, séries e novelas, sempre achamos muito comovente quando um mocinho – ou vilão – diz para a garota (ou vice versa) que a ama, e ela responde que o ama também. Meninas, peguem seus potes de sorvete e o lencinho, essa é a parte mais emocionante da trama.
Pois é, costuma ser essa a reação.
Já eu, acho que mais que um recíproco sim, e mais comovente que ele, seria dizer "eu sei".
Se arriscar a conhecer o novo dói, mas a falta de algum obstáculo – como diz uma frase do Metallica – nunca levou a lugar algum. Mas... Voltando para a música, eu acho que ela é linda, pois fala de algo mágico que existe na vida – que em seu maior tempo, não é mole. Ouvindo-a toda e lendo sua letra, repensei uma coisa... Nos diálogos de filmes, séries e novelas, sempre achamos muito comovente quando um mocinho – ou vilão – diz para a garota (ou vice versa) que a ama, e ela responde que o ama também. Meninas, peguem seus potes de sorvete e o lencinho, essa é a parte mais emocionante da trama.
Pois é, costuma ser essa a reação.
Já eu, acho que mais que um recíproco sim, e mais comovente que ele, seria dizer "eu sei".
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