Todo mundo adora os personagens de filmes, séries, novelas e até os que a mídia cria nos reality shows. O cara romântico que faz gestos doces para a namorada superando dificuldades como a distância, a moça independente sempre preocupada com a carreira que se apaixona por alguém da forma mais inesperada e pega a si mesma de surpresa, o aluno que fala algo interessante para o professor no final da aula com alguma frase que acaba sendo reflexiva, o cara de espírito livre que não liga para paradigmas ou o que ninguém pensa e ao desenrolar da trama se mostra mais feliz que o cara que se preocupa com tudo isso, o vilão que na verdade só agia assim por se sentir visto dessa maneira e acaba amolecendo e sendo o herói de alguém, as amigas que sempre se perdoam perante mal entendidos e com atitudes mostram que sempre estarão ali uma para a outra, a it girl que dita moda e tem atenção de todos por ser bonita e popular, o desconhecido que com alguma frase de efeito afeta, sem o propósito, o protagonista (e depois continua andando tendo tido só aquela cena), o cara que amadurece e muda suas próprias situações ruins para algo grande... E mais outros vários que eu poderia passar um dia falando.
Muitas das meninas e mulheres que admiram o carinha romântico de gestos bonitos nem saberiam reagir a tal se alguém o fizesse para elas, sendo o oposto da mocinha, geralmente madura e leve, que está na situação que elas acham tão fofa.
A verdade é que está todo mundo tão preocupado com merda – status, likes nas redes sociais, ostentar, ter, ter e mais ter – que esquece que ser tudo que eles desejam ser e admiram só depende de eles deixarem de serem patéticos e como todo mundo por motivos sempre fúteis e passageiros. Porém não fazem isso, aliás, o que terceiros por quem eles tem alguma admiração mínima, ou as vezes nem isso, podem pensar deles é super importante, quando na verdade eles – esses terceiros – não dão importância alguma, estão tão ocupados com os próprios narizes e em se ocupar em dar importância a própria reputação que nem olham para os outros a não ser que não faça parte da caçada deles de ter alguém pra admirar e tentar ser. E é por isso que a maioria das pessoas se esqueceu de ser espontâneo e de como fazer laços.
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