Nova Igreja Universal de Curitiba vai custar quase 500 milhões
Usar esse dinheiro para utilidade pública e bem comum não, né? Uma pessoa que realmente compreendeu um pouco, não precisa nem ser muito, nem tudo, um pouco, do que Cristo foi, não faria NUNCA uso desse dinheiro para a construção de um templo de idolatria a Deus, principalmente enquanto estamos nas atuais circunstâncias, onde ainda há pessoas carentes de oportunidade acadêmica, nutrição, atendimento médico, e de qualidade, entre outros muitos direitos que não tem sido para todos como se diz ser na teoria constitucional. Mas sim, deveria ser para AJUDAR, E SER ÚTIL, para seus próximos. A finalidade de toda essa verba, se fosse direcionada a quem precisa, já teria feito o estômago de muitas famílias pararem de roncar, da mesma forma que poderia ser utilizada para a construção, e funcionamento, de creches, hospitais, colégios ou qualquer demais instituição de funcionalidade para a formação e sobrevivência humana. Parabéns pela hipocrisia e pela afirmação incontestável de desinteresse social, humanitário e das FUNDAMENTAIS causas altruístas, que foi o que Cristo mais se dedicou a mostrar e ensinar. A situação descrita na matéria é coisa que nenhum de vocês faria se tivessem entendido um mínimo de o que é fazer algo na vida além de pensar em si mesmo e nas pessoas de seus âmbitos pessoais, e defender interesses que beneficiam e englobam a realidade apenas de vocês. Vocês realmente acham, acreditam, que Deus precisa ver gente construindo templos em nome dele e afirmando louvor?? Qual o tamanho de um Deus que precisa disso? Antes de pensar na possibilidade de orientar o próprio caminho de vida de acordo com alguma religião as pessoas precisam ter o que comer, e comer bem, estudar em colégios que ofereçam segurança, seriedade, responsabilidade, senso crítico, conteúdo, as pessoas precisam ser atendidas nos hospitais públicos e quando forem atendidas, serem atendidas BEM, com um profissional consciente, devidamente orientado e formado, as pessoas precisam de meios de transporte público que atendam critérios de organização e de rotas, e que estejam na quantidade proporcional aos passageiros que dependem dele para sua locomoção pessoal, acadêmica e profissional. Como alguém vai conseguir orar sentindo fome? Pensando na avó que faleceu numa fila de SUS? Preocupado com os filhos que só conseguiram vaga no colégio que é também ponto de droga? Preocupado com o bebê que ficou aos cuidados da vizinha pois não teve vaga ou renda financeira suficiente para que ele estivesse numa creche ou colégio? Trabalhando em dois empregos pra sustentar a família pois não teve as mínimas oportunidades para ter uma formação que oferecesse ao menos um trabalho onde sua jornada diária permitisse que ele curtisse e acompanhasse a vida cotidiana dentro de casa?
SEJAM ÚTEIS AOS SEUS PRÓXIMOS, COMEÇANDO COM SUAS FAMÍLIAS, pois fazendo isso, de forma sincera e com boa vontade, já é muito, vocês não precisam se autoafirmar como pessoas de fé dispondo essa quantia toda de dinheiro viu, Deus não deve ser o tipo de Ser que se impressiona com poder monetário. Sejam um pouco mais corajosos e se disponham a ver qual é a utilidade de vocês quando não há dinheiro na mão. Podem ter certeza que isso tem mais valor. E é naturalmente mais difícil também. O que você, como indivíduo, irmão, amigo, filho, pai, vizinho, profissional, marido, ser humano, tem pra dar de bom quando sua doação não é material?
E que fique claro que essa crítica não traz nenhuma apologia religiosa e não é direcionada aos crentes e frequentadores dessa igreja, como de nenhuma igreja, reconheço que não apenas essa, mas igrejas em geral, ajudam muitas pessoas e que são também de eficiência política, pois há índices e pesquisas que trazem a evidência de que se diminui a criminalidade nas regiões onde elas, as igrejas, aparecem, portando, existe utilidade para a segurança pública. Não tenho intenção de criticar a fé pessoal de pessoa alguma, minha intenção é criticar a condução da administração do dinheiro que a igreja dispõe, e não a igreja, nem seus fiéis. (mas, de coração, se você tem interesse em adquirir uma vida espiritual mais rica, reflita. É essa a conduta e o exemplo que você quer ter pra seguir? Será que é só esse o caminho que você tem pra escolher? Se você, que estiver lendo, por acaso for fiel da Igreja Universal, eu não sugiro nem te convido, com esse texto, a deixá-la. Com essa leitura, eu te convido a refletir e levar essa crítica - que acredite, tem uma intenção só, e construtiva - para seus amigos, e pra você mesmo. Não desejo o fim de igreja alguma, desejo fidelidade, de forma prática e real, ao que as igrejas se propuseram a ser, um local de homens melhores, e de bem, e não tenho visto isso, tenho visto marketing, condenação às diferenças e personalização. Como achar que se tem autoridade para personalizar algo que não é humano, mas Divino? Essa forma de mente coletiva evita a entrada de sentimentos como integração, unidade, bem comum, objetivo comum, apoio às diferenças de pensamento - que nos fazem ser úteis em várias áreas profissionais e pessoais - que são de imensa importância, tolerância, confiança...)
Especificamente neste caso, a crítica é para os seus administradores, e para a hipocrisia e o egoísmo absurdo de ter esse valor na mão e usar para os fins mais irrelevantes e desnecessários perante as N realidades que estão diante de nós todos os dias que tem necessidades MUITO maiores, que construir um local luxuoso de culto. Vocês tem coragem de cultuar o quê, sabendo que conseguiram esse local pois ignoraram pessoas, irmãos, que vocês poderiam ter ajudado exponencialmente? Quantas dores, carências e desigualdades foram ignoradas pra esse templo de consolação ser construído? A que preço? E, por fim, isso ainda vale a pena pra vocês, essa ideologia separatista de investir tanto, e em algo que prega apenas uma linha de crença religiosa? Se houvesse realmente interesse em um mundo mais bondoso e com pessoas mais honestas, a verba teria sido disponibilizada para instituições diversas, pois vocês reconheceriam que tem um objetivo em comum. Mas como reconhecer isso, quando muito provavelmente, nem se sabe do que se tratam as demais religiões? Nisso, pergunto... Porque a sua é melhor e merece mais investimento? Como você sabe? Você sabe que faz bem pra você, de repente pra sua família. Mas não existe só o dia a dia, os sentimentos, a história, e a necessidade de vocês. Igreja Universal? Universal, de que tamanho? Universo de quem?
Religião, verdadeiramente, religião, reconhece que TODAS as instituições que se dizem religiosas são galhos de uma mesma árvore. Buda não era budista, Cristo, não era cristão, eles eram apenas mestres que ensinavam, cada um de sua forma, e cada um com a sua história, uma mesma coisa: AMOR.
Não se trata de qual instituição religiosa, do nome, do título dela, se trata de defender e acreditar em PRINCÍPIOS.
PRINCÍPIOS ESSES, QUE COM ESSE TIPO DE ATITUDE, VOCÊS DISTORCEM E DÃO UM EXEMPLO HORRÍVEL PARA AQUELES QUE TEM EM VOCÊS REFERÊNCIAS DE ESPIRITUALIDADE, FÉ E EXEMPLO DE SER HUMANO.
PARA VOCÊS, LÍDERES E ADMINISTRADORES DA IGREJA UNIVERSAL DE CURITIBA, EU DIGO, DAR ESSE DESTINO PARA O DINHEIRO QUE VOCÊS TINHAM, TEM, NA MÃO, FOI ERRAR FEIO. CONHECIMENTO E PODER EXIGEM RESPONSABILIDADE, SAIBAM LIDAR MELHOR, FAZENDO JUS, COM MÉRITO, COM AS RESPONSABILIDADES QUE VOCÊS CONQUISTARAM.
Bondade, humildade, Amor, objetividade, cooperatividade, espiritualidade também englobam em si senso de dever, sensatez, lucidez e real fibra moral, seriedade, no que merece uma postura adulta, e isso merecia, e merece.
As pessoas não precisam de dogmas de uma fé muito distante e maior que elas, discursos, supostas esperanças ou uma igreja com uma estrutura que as deslumbre, as pessoas precisam de coerência!! Coerência de si mesmas, e de seus orientadores e pessoas que se colocam para os demais como exemplos.
(obs: antes de receios com a possibilidade de uma suposta falta de imparcialidade minha por seguir algo, não sigo religião nenhuma, pois pra mim religião é nada mais nada menos que algo que sua origem etimológica de religare significa, algo que religa, reconecta, o indivíduo com o Divino. Dessa forma, posso dizer que, pra mim, de forma pessoal, Amizade é uma religião, assim como ética, compaixão, altruísmo, objetividade, calma, transparência... Não vejo religião como algo necessariamente associado a instituição religiosa, e tenho afinidade com várias, pois não acho que religião ser associado com uma instituição seja algo ruim de forma nenhuma, pelo contrário. Mas, na minha vida, e apenas pra mim, religião são atitudes que me fazem sentir integrada com algo Maior.)
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Bagagem
Viajou por alguns cantos por aí, carregando algumas coisas.
Nas mãos, levava malas e um travesseiro.
No peito, amizades, algumas saudades, e objetivos - sonhos, como dizem.
Na mente, boas intenções.
Na memória, momentos - que revivia quando achava que ainda precisava aprender algo com eles. E, "eles", incluía também os bons momentos.
No coração, bom, no coração, depois de conhecê-lo em uma de suas viagens, ela ainda o levava.
E ainda levaria por um bom tempo.
Aliás, não são todos os dias que nós, nessa vida - como apenas humanos, sempre tão seguros de nós mesmos e da ordem lógica, afetiva e criativamente tão pobre, das coisas e do mundo - recebemos o privilégio de sentir Amor e Lealdade de uma forma tão forte, livre, sem posse, sem ciúme, e, ainda assim profunda e sincera, (e irracional?) por alguém.
Ela tinha coragem de Sentir, e depois da viagem - de várias viagens, mas daquela, principalmente, em um mês de verão, famoso por ser o início de novo ciclo - sabia que ela devia se compor e se construir como metade, pra merecer a oportunidade de convívio com ele, a metade dela.
Por um período, a Viajante não faria jus ao seu nome.
Não até sua formação acadêmica concluir-se e ela ser levada pela mesma até a França.
E precisava ser na cidade do Amor.
Lá ela teria duas formações pra concluir, a de obstetra, e a de metade.
Nas mãos, levava malas e um travesseiro.
No peito, amizades, algumas saudades, e objetivos - sonhos, como dizem.
Na mente, boas intenções.
Na memória, momentos - que revivia quando achava que ainda precisava aprender algo com eles. E, "eles", incluía também os bons momentos.
No coração, bom, no coração, depois de conhecê-lo em uma de suas viagens, ela ainda o levava.
E ainda levaria por um bom tempo.
Aliás, não são todos os dias que nós, nessa vida - como apenas humanos, sempre tão seguros de nós mesmos e da ordem lógica, afetiva e criativamente tão pobre, das coisas e do mundo - recebemos o privilégio de sentir Amor e Lealdade de uma forma tão forte, livre, sem posse, sem ciúme, e, ainda assim profunda e sincera, (e irracional?) por alguém.
Ela tinha coragem de Sentir, e depois da viagem - de várias viagens, mas daquela, principalmente, em um mês de verão, famoso por ser o início de novo ciclo - sabia que ela devia se compor e se construir como metade, pra merecer a oportunidade de convívio com ele, a metade dela.
Por um período, a Viajante não faria jus ao seu nome.
Não até sua formação acadêmica concluir-se e ela ser levada pela mesma até a França.
E precisava ser na cidade do Amor.
Lá ela teria duas formações pra concluir, a de obstetra, e a de metade.
Assinar:
Postagens (Atom)