domingo, 26 de outubro de 2014

A vida é arte.

Eu queria ter uma vida que se deparasse com várias pessoas diferentes com jeitos interessantes e manias peculiares. Quero eventos diversos pra ir, me sentir em cada um deles e observar o que acontece. Quero conhecer lugares, costumes, culturas e rotinas. Falo da diferença do gosto do pão francês daqui e do de Nice, do que é o flerte aqui e o que é lá na Itália. De como os jovens vivem seus amores, onde estão vivendo.
A vida é arte, mas sem olhos que tenham a consciência disso, ela pode parecer bem monótona. A gente precisa aprender a ser cativado por outras coisas além do material, do sexo, status e ego, pois essas outras coisas são as que (me) interessam e interessariam mais pessoas se elas se permitissem.
Vida, vida de verdade, tem seu material como consequência do trabalho e nada mais, o sexo é aquela hora gostosa com a pessoa que você admira pelos seus detalhes pequenininhos que a fazem ser importante, com o bem material de alto preço e padrão você tem um determinado status mas não pensa nisso e não se vangloria dele, o ego não existe, apenas o orgulho e auto estima, que são coisas saudáveis, necessárias e muito diferentes do mal que o ego – atrelado ao egoísmo é.
A humildade, a única que pode ser chamado de tal, tem tudo a ver com não se colocar no pedestal (patético e infantil) do ego, tem tudo a ver com admitir, sem problema algum, errar. Tem tudo a ver com não fazer cara feia por ceder por alguém. Tem tudo a ver com ser uma pessoa legal de se conviver, e ser leve para si mesma.
A vontade e ânsia por conhecer lugares, realidades e pessoas em sua diversidade de ser e viver está ligada a querer levar comigo um pedacinho de cada uma dessas coisas citadas, como exemplo do que ser, não ser, referência do que fazer, criar, melhorar. O mundo é muito grande pra pensar que só vamos achar ideias úteis pra nós e as pessoas ao nosso redor no lugar em que residimos, por exemplo. E o mundo afora, é o mundo afora. Tem tudo de ruim, tem tudo de bom, tem tudo de tudo.
Você nunca é o mesmo nem depois de um dia rodeado pelas pessoas do seu cotidiano na sua cidade, imagine como seria um outro país, num outro cenário e contexto de vida, sentimentos e circunstâncias, outra cultura. Estar em um ambiente propício para sensações – da mais vibrante euforia até a mais genuína calma e consciência que você, sem aquele ambiente e aquele momento, talvez demorasse pra conhecer.
Vale muito a pena.

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