segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A irrelevância da generalização dos gêneros

Não concordo com a cultura, pelo menos a brasileira, de que homem que é homem não chora (e, se chora, sua masculinidade fica diminuída e o choro é motivo de vergonha), de que não pode cozinhar por não ser feito pra isso, de que mulher não manja de volante, que se transar com quem quiser é vagabunda, entre outros tantos (ignorantes) paradigmas que a gente vê, vira e mexe, por aí. Mas, se eu concordasse com esses termos, diria que sou um pouco (um pouco muito) homenzinho ás vezes.
Não quero brigar com a minha amiga se ela pegou o carinha na festa que eu queria ficar mas não me deu bola, por exemplo. Pelo contrário, vou comemorar com ela isso, não foi dessa vez pra mim mas foi pra ela.
E não vou achar nunca que um cara chorar, é ser viadinho. De novo, muito pelo contrário. Admitir o choro é coisa de gente segura. Só o inseguro tem receio de demonstrar ter sentimentos, como qualquer pessoa. E, sobre caras bonitos na balada, acho que existem causas mais relevantes pelas quais lutar e discutir.

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