quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dei banho naquela pequena, como todos os dias, e, a pedidos dela, a vesti com um vestido bonito aquela tarde. Quente, no nosso país tropical, interior de São Paulo, o quarto invadido pelo sol pedia um ventilador, ligado. De chupeta e um cobertorzinho, que naquele calor era inconveniente como pizza sem Coca-Cola, ela encostou o rosto na borda da cama, só me deixando ver metade do seu rostinho juvenil. Séria, ela me olhava quieta, mandei um beijo. Naquele meio rosto, vi olhos apertadinhos e uma ruga descendo ao lado do nariz.
Ela era linda, adormeceu.

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