domingo, 26 de outubro de 2014

O que aprendi sendo empurrada para uma piscina (é, tudo tem seu lado bom).

Quanta gente ela olhava em volta, movimento.
Pirulitos em forma de abóbora, aranhas de plástico, bebida colorida.
Via um aglomerado de monstros no bar, um fantasma, um médico ensanguentado, um esqueleto, uma diabinha, Amy Winehouse, uma bruxinha, um cara de jaleco fazendo drinks.
Ela, a menina fantasiada de Lana Del Rey, estava um pouco aérea, mas independente da tontura que ela estava começando a sentir e o formigamento das mãos, foi até o bar. A Lana bebeu bastante, e enquanto assistia aqueles monstrinhos dançando, fumando narguilé, conversando nos cantos e cantando por aí, percebeu um barulho estranho vindo de algum lugar e levado pelo médico ensanguentado um carrinho de mercado, que levava um cara, atravessou o salão em uma velocidade nada lenta. O carrinho parou na beira da piscina, antes de jogar o cara loiro de cabelo longo lá dentro. Ela riu.
No meio das bexigas laranjadas, pretas e roxas o loiro dava risada e espalhava água na piscina vazia de gente. Nadou até a borda, e, ao sair de lá, na beira da piscina, Lana chegou pertinho dele perguntou se ele pularia lá dentro com ela depois, o fez ingenuamente, aliás, ao terminar a frase, ele lhe deu o sorriso mais largo, a abraçou e empurrou a Lana, de vestido e salto alto, sem dó nenhuma. Depois de um grito agudo, se viu imersa na água, ao imergir, deu uma gargalhada.
Naquele momento ela tinha se despido de tudo, da pose que a menina em sociedade tem que ter, da timidez, receios, qualquer tipo de preocupação, formalidades ou etiqueta. Foi uma alegria boba, sincera e simples.
Aliás, se despir sem tirar a roupa, é sempre o melhor jeito de ficar nu.

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