Se desculpar com alguém após uma briga e admitir que a própria postura foi ruim não é afirmar que a da outra pessoa foi boa, é apenas se importar em fazer a sua parte e reconhecer o seu erro.
Se o outro perguntar qual foi o erro dele, serenamente e com a intenção verdadeira de alertá-lo, fale. Só se você disser nessas circunstâncias vale a pena expor, outra conduta traria mais conflito.
Não existe comparação no efeito, eficácia, que existe entre você enxergar os seus erros e no de outra pessoa – que tenha carinho por você e vice versa ou mesmo quem você ama, e que te ame – fazê-lo.
Por isso, não adianta muito enxergar e apontar as falhas alheias, a máxima
utilidade que existe em falar ela pra esse terceiro é de alerta, mudar cabe a
ele, sempre só a ele. Sim, sem exceções. Mudar por um dia, uma semana, e, se você conseguir forçar muito a barra contra si mesmo, um mês, não é mudar. Mudança não é algo definido, não é progressista, regressivo, estar melhor ou pior. A única coisa que podemos afirmar com exatidão sobre mudar é somente que a gente não volta ao que era – ao que foi um dia.
Cada um muda quando, de alguma forma – por infinitas e diversas possibilidades de motivação – as próprias atitudes não lhe fazem mais bem, ou começam a trazer situações desagradáveis (não, não... Não desagradáveis pra quem convive com ele, mas quando ao ver dele, por alguma razão, estão desagradáveis). O mais inteligente da nossa parte é ter o pensamento e a consciência de que o que deve ter importância pra cada um é mudar a si próprio, não os demais.
E essas mudanças de postura só começam quando você mesmo quer, pois quando você quer, você faz. Não é assim?
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