terça-feira, 19 de maio de 2015

Somos todos diferentes, e iguais.

Pra quem ainda nem está nesse mundo há duas décadas, mudar de estado três vezes, ser uma alguém intenso e abençoado com uma boa observação pode trazer alguma maturidade e conhecimento sobre as pessoas.

De que adaptação tem tudo a ver com querer se adaptar e com dar tempo ao tempo (alguns mais curtos, outros nem tanto), da existência de aspectos culturais como o fato, por exemplo, de que paranaense entende mais de teatro que mineiro, e que mineiro entende mais de comida caseira do que paranaense, que mariliense entende mais de hospitalidade, que mineiro é mais discreto, pois é. São diferenças interessantes, e, ainda assim, a gente é tudo igual. 
Não se espante, a gente é. Não importa se você é nascido em Porto Alegre, na Espanha, na Rússia ou no Pará, somos todos um mesmo ser. Se, no seu país, é normal estudar 14 horas por dia, se os casamentos são arranjados, se são pobres, se são muito ricos, se tem uma renda estável, se vocês não comem carne vermelha, se são negros, se dividem-se em tribos, se são homossexuais, se usam burcas para sair na rua, se mulheres não tem direito de dirigir. Ainda assim, somos um só. Todos esses aspectos culturais são circunstâncias, o ser humano só se diferencia um do outro por se adaptar ao lugar que está, cada lugar tem sua cultura – seu modo, referências e tendências de o que ser e como viver
Mas, vamos voltar e falar de nós – como seres humanos  não é de aspectos circunstanciais que estou falando, eles são irrefutavelmente diferentes.

Todos queremos as mesmas coisas, queremos respeito, nosso espaço, uma família, amigos – ter com quem rir e poder contar, pra dividir a vida.
O que vem depois, aquele carro, aquela casa assim e assado, tal emprego, ir num show e todo o resto, já não tem a ver com a humanidade de cada um, mas sim com aspectos circunstanciais – como cultura e criação e com a ambição que existe dentro de cada indivíduo (apesar que, emprego ter a ver com a sua ambição e sua humanidade ou só com a sua ambição, é relativo, varia de pessoa pra pessoa, continuemos).

A gente cresce aprendendo que tudo tem catálogo, rótulo e gênero, e a maneira que nos enxergamos é querendo nos igualar a produtos, máquinas, mas essas classificações são para o que funciona com botões. Máquina, a gente não é, nem auto suficientes (o que é diferente de independência). Gostamos de afeto, gentileza, espírito de equipe, é inevitável. Já dizia Rousseau que, por natureza, o homem é bom – bondoso.
Em qualquer lugar do mundo, se você disser por favor e obrigado, vai ser bem visto. Se você ceder seu lugar para uma grávida ou um idoso, se devolver a carteira – com muito ou pouco dinheiro, aliás, isso não importa, é dele – daquele desconhecido que a deixou cair e não viu, se respeitar a dúvida de um colega na sua sala de aula, também.
Isso tudo, atitudes de Educação, Respeito, Gentileza, Honestidade, te torna Bondoso. E Bondade, que é composta por tais atitudes e mais outras, nos induzem para o Amor que inclui tudo que existe na Bondade, e mais. 
Amor, é isso que nos torna igual. 
O João é diferente da Maria quando o João ainda não dá nem recebe amor, quando ele der, e souber receber, eles se tornam iguais, o reflexo é o mesmo, se tornam um só, a nacionalidade do João e da Maria não faz diferença nenhuma.

Capiti?



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