Ano de mudança. De cidade, estado – estado mental também – de casa, de gente com quem conviver dentro de casa, de início de pré vestibular, de saudade de quem ficou por lá mesmo – na cidade que ela deixava pra trás.
Em meio a ciência que ela tinha de sua necessidade de adaptação dali pra frente, o único pedido que fez sinceramente pros anjos lá no céu foi por um amigo – um ombro, um confidente, bastava, só um – pois é.
Ficou surpresa quando, no seu novo lar, ao passar do tempo, esse amigo – mais brincalhão, franco e leal – por quem pediu, acabou sendo o seu pai.
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