Eu não me permitia lamentar, choramingar ou me preocupar mais do que eu devia com nada, não sei ao certo se existe uma explicação pra isso, eu só não sentia necessidade de mais que alguns minutos e quando me via triste já me resgatava de mim mesma, a gente tem que se por pra cima quando consegue fazer isso sozinho, e, sim, a gente, na verdade, quase sempre consegue se tentar. Era compreensiva com situações tristes e brigas, é que, bom, a gente não pode julgar os sentimentos dos outros. Eu era aquela amiga a quem recorriam quando precisavam de riso, mas de consolo também, porém, não entendia a lógica de quem parecia gostar de estar em um clima deprimente dentro de si – insistir em se manter mal – achava mala aquelas pessoas que se esforçavam em enganar a si mesmas e forçavam esse tipo de situação – que por isso, se tornava dramática (e não no bom sentido). No fim das contas tudo é encarado em algum momento, é inevitável, adiar é perca de tempo e momentos bons, só traz coisas ruins pra si mesmo – só o fato de evitar conscientemente ou não coisas boas já é uma ruim .
Além de que, nada é o fim do mundo e tudo acaba bem. Mas, até acabar, entre as boas vão ter as más fases, onde você vai enxergar quem está ao seu lado, vai conseguir perceber quem são as pessoas que só estão com você pelos momentos de festa, ser alguém mais forte, e saber valorizar e diferenciar quais são os bons momentos.
Então, é claro que os momentos opostos aos de celebração, ás vezes de desunião, de má condição financeira... Enfim os malditos dos perrengues, tem valor e importância. Mas são momentos, não torne deles a sua vida – não coloque todo seu cotidiano em prol dessa situação que te desagrada.
A ênfase que damos pra cada coisa tem o poder de fazer uma diferença imensa no nosso dia a dia, tudo é postura mental. Como não deixar a sua a seu favor?
Ser bom pra si mesmo é imensamente inteligente e propício para a concretização e realização de tudo que almejamos, desde o material até nossa vida pessoal.
A liberdade de escolher é nossa, e, amigo... Fica tudo bom demais quando a gente descobre a veracidade em ter escolha.
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