domingo, 31 de agosto de 2014

Não precisa ser pra vida toda pra ser pra sempre.

O sol estava quase se pondo, ela falava com uma amiga amiga que se perguntava se valia a pena aceitar o encontro com o gringo legal que iria embora dali menos de uma semana.
Mas, afinal, qual era esse conceito de o que valia a pena?
Pra valer a pena, não tem que ter véu e grinalda, não tem que ser pra sempre pra ser lembrado com um sorriso jovial, malicioso e brincalhão. Acredito que se as pessoas começassem seus relacionamentos com essa leveza de não se sentir com alguma obrigação, nem pensar na existência de tal, e sem a intenção (imediata) de um relacionamento, tudo seria mais espontâneo e duradouro.
Geralmente, somos nós mesmos que nos pressionamos e isso nos distrai o suficiente pra que esqueçamos de perceber se estamos sentindo algo, nos ocupamos tanto com pré ocupações que não deixamos nós mesmos trilharmos um caminho com alguém sendo guiados pelo simples do gostar, do carinho que temos por esse outro, pela pureza que esses sentimentos tem.
Pra valer a pena, especialmente nesse caso, tem que ser divertido, leve e descompromissado aliás, ele vai embora mas ela pode ter um sincero afeto para com ele por quem e o que eles foram naqueles momentos, aquele dia legal que é o que vai dizer como ela vai lembrar dele. Se ele lembrará da mesma forma, o que importa? Talvez. Naquele momento vago aqui e acolá, provavelmente.
É um carinho leve a amistoso, carinho de quem não vai deixar de conhecer outra pessoa por isso. Só um carinho, daqueles pra guardar no peito com um sorriso quando a lembrança juvenil do dia juntos vier a cabeça de novo, numa tarde ou outra de domingo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário