Ouviu dizer que seria uma excelente psicóloga, pois sabia aconselhar com sabedoria e empatia os amigos e conhecidos quando lhes pediam, era observadora.
Ouviu dizer que seria uma advogada fodida. Pois sabia argumentar de forma afiada e persuasiva, nunca fugia da oportunidade de um debate, não havia medo em dar a cara a bater, além de compreender contextos.
Ouviu dizer que seria uma boa obstetra, pois era atenciosa e tinha tato para se dirigir às pessoas.
Ouviu dizer que seria uma professora fera, pois era dinâmica, comunicativa e paciente.
Ouviu dizer que publicidade e propaganda poderia cair bem, já que saíam palavras criativas e boas ideias de sua boca.
Ouviu dizer que antropologia seria bacana pra ela, já que tinha curiosidade sobre a origem das coisas.
Ouviu dizer sobre astronomia, que seria um complemento nota dez pra ela, já que se divertia quando estudava astrologia.
Ouviu dizer sobre moda, já que ela reconhecia a harmonia e a expressão nas peças que englobavam um bom look, gostava de desenhar, também.
Ouviu tanta coisa, e de repente se viu escrevendo sobre isso.
Mal sabia ela que já era jornalista.
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