Amor não vem para quem não se ama.
O amor é um presente, e todo presente vêm acompanhado de mérito.
E, amar a si mesmo não se trata de ser soberbo ou o tipo de pessoa que nunca pede desculpas.
Se trata de ser alguém que se importa em ser uma pessoa boa.
Um profissional bom.
Um bom amigo.
Um bom irmão.
Um bom filho.
Um bom tio.
Um bom funcionário, um bom chefe.
Amar a si mesmo é sobre construir uma vida onde cada dia recebe dedicação e boa vontade, com leveza e espontaneidade.
Não se trata de não aceitar os dias em que o mau humor vem ou de tentar ignorá-lo.
Amar a si mesmo é dar o seu melhor dentro do limite que cada dia apresentar.
É acordar, lembrar de responsabilidades que apresentam desafios e que vão te exigir superação, mas então, se colocar debaixo do chuveiro, e logo mais vestir-se, borrifar um bom perfume, e ficar feliz com o detalhe bobo e leviano que é ir trabalhar estando cheiroso.
É sentir gratidão em silêncio por pequenas coisas, e sugerir pra sua mente um dia positivo.
É respirar de forma consciente e fazer com que as horas pela frente sejam de poucas emoções acaloradas, que sejam de momentos com mais calma, receptividade e lucidez.
Amar a si mesmo é deixar que suas atitudes e conduta falem de você para os outros, e não sua boca.
Aliás, existe tanto sobre o quê se falar.
Amar a si mesmo é saber abrir exceções.
Amar a si mesmo é saber ouvir, começando por fazer isso com você próprio, pra aprender a ouvir também os outros.
Amar a si mesmo é saber quando dizer sim ou não para convites.
Amar a si mesmo é respeitar os próprios sentimentos com naturalidade, todo mundo é humano.
Amar, começa com cada um se amando.
Amar é discernimento.
De quando brincar, de quando se manifestar, de quando agir, de quando ficar em silêncio.
Amor é perdoar quem não te pediu nem desculpas.
Amor é gentileza.
Amor é aprender a ouvir palavras que não são ditas.
Amor é aceitação.
Amor é compreender que cada um no mundo vive fazendo o papel que lhe cabe, inclusive você. E ninguém é mais, ou menos, somos todos diferentes, únicos.
Amor é confiar. Não exclusivamente em terceiros, ou em Deus. Mas confiar. Apenas confiar.
Amor é entrega e paciência.
Amor é contemporização.
Amor é também viver no mundo lá fora.
É leveza.
Gastronomia.
Noites de filme.
Eventos sociais.
Debates em reuniões de trabalho.
Hospitalidade sincera com pessoas de culturas distintas.
Amor é TCC feito sem preguiça.
É faculdade feita não só com a cabeça, mas também com o coração.
Amor é levar o irmão mais novo pra tomar sorvete. E conversar com ele sobre a razão de as notas dele terem caído.
Amor é dar atenção para o universo que mora e respira vida no peito de outro alguém que não o de si mesmo.
Amor é achar a vida interessante.
Amor é como um labirinto de um só caminho, mas a gente sempre vai acreditar estar perdido diante de várias bifurcações e becos sem saída se quiser.
Amor é querer ter os pés no chão sem deixar de ter doçura nos olhos.
Amor é maturidade, de se permitir criar raízes sem cortar asas.
Amor é esquecer de vaidades, e necessidades triviais.
É não precisar mostrar que sabe mais que alguém que está em um caminho já trilhado em algum instante por você.
É orientar com objetividade e empatia alguém que te pede orientação.
Amar é disponibilidade.
Amar é dar as boas vindas para o adulto que existe dentro de si, mas sem permitir que ele seja a única versão de você mesmo na sua vida. Sua criança ainda vive em você, e ela será necessária em determinados episódios, inclusive, até de forma muito mais conveniente que o adulto.
Amor é não generalizar.
Amar é reconhecer a função da prudência.
Amor é cuidar sem interferir na liberdade do outro.
Amor é sentir zelo e fraternidade.
Amar é parar de condenar as pessoas do nosso cotidiano por quaisquer que for o suposto motivo.
Pois amor é compreender.
É abraçar.
Tudo que empurramos pra longe é só aquilo que nos faz sentir como criança que para tudo precisa dos pais, com medo de falhar, ser reprovado por terceiros, ou pior, por si próprio.
Amor é olhar de frente. É ir em frente, sempre reescrevendo o passado, para cada história que você se recordar em cada instante em que tiver conquistado novos olhos, novo olhar.
Amor é fé. E é ter coragem de ser um contraste perante uma sociedade anestesiada dos nossos sentimentos básicos.
Amar não é confuso, ou coisa complicada.
Amor é apenas ser.
Seria bom a gente lembrar da profundidade e da beleza que habita na simplicidade, antes que viremos gente rasa demais.
No fim das contas, o bicho homem sabe que não quer ser deserto árido quando há tanto mais pra se ser.
Amor é amar.
A quem se ama o amor de ninguém falta. A quem não, o de ninguém basta.
ResponderExcluirGK
Com certeza.
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