Começou a notar como andavam os amores mundo afora.
Muito amor ao vestuário que o namorado ou namorada tinham.
Muito amor ao nome de família e o status que isso trazia.
Muito amor às noitadas regadas à álcool com aquela turma mais cool.
Muito amor aos donos dos perfis onde as fotos tinham muita repercussão e reação sociais, os tais likes - que agora já podiam ser configurados em "uau", até em "amei". Amei.
Muito amor por quem amava (não, não desse jeito bom, mas com idolatria) o próprio corpo, sempre expondo poses e peças de roupa que valorizavam o mesmo, nas fotos, no dia a dia.
Muito amor imediatista.
Amor fácil. Amor gratuito. Paixão sem conteúdo mental. Paixão pelo lifestyle do que o outro aparenta ter, ou têm, de fato.
E muito medo de sentir que se pode sentir amor por uma pessoa só.
Amor sem olhar calmo.
Amor sem olhar os projetos a longo prazo do outro.
Amor sem olhar as possibilidades de evolução e transformação individual.
Amor estático, amor pequeno. Amor, não jovial - sincero, leve, alegre, vivo - mas adolescente. Isso englobava algumas pessoas com mais de 40 primaveras também.
Começou a pensar nos amores gostosos.
Amor com presentes autênticos, incomuns, determinados não por etiquetas, mas por conversas. Presentes pessoais.
Amor sem fotos com o amado nas redes sociais todo fim de semana com longos textos.
Amor presente, mentalmente, fisicamente, amor sem ansiedade.
Amor honesto, amor que também sabe ser discreto.
Amor sem necessidade de se autoafirmar.
Amor que simplesmente é.
Amor que envolve duas pessoas que são elas mesmas o tempo todo.
Amor com segurança emocional individual.
Amor com generosidade, amor que não pensa na necessidade de recíproca pra sentir vontade de dar seu melhor lado. Amor que quer ser uma pessoa boa por princípios, por si mesmo, não por vanglória, não por moralidade, não por cobrança alheia.
Amor que também sabe ser fraternal por quem se sente desejo.
Amor altruísta.
Amor que deixa a si mesmo e o outro livres, amor que entende que ficar junto, que se mesclar com outro alguém, não tem a ver com limites, mas com expansão.
Amor que ama que o outro ame cozinhar, jogar tênis, estudar. Amor que ame que o outro tenha coisas que ele ama na vida.
Amor que não se resume a momentos dentro de um quarto, em cima de um colchão (aliás, por que criar determinados momentos apenas no quarto?).
Amor que ouve o que não é falado, porque conhece o outro. Suas reações, seu coração.
Amor que se sente feliz em conhecer os amigos e amigas de quem ama. Amor que mistura os amigos dos dois e cria algo gostoso.
Amor que gosta de arquitetura, gastronomia, artes.
Amor que ama as coisas do mundo, mesmo amando uma pessoa, mesmo amando alguém.
Amor que compra flores. Ou chocolates. Ou flores e chocolates.
Amor que tem identidade individual mesmo estando apaixonado.
Amor que tem identidade individual mesmo estando apaixonado.
Amor que divide amores com quem ama.
Amor que acha fidelidade natural, amor que não sabe ser amor sem fidelidade.
Amor que não sente ânsia descontrolada em saciar vontades físicas sem filtro e sem seleção alguma. Amor que se ocupa com si, com os amigos, com a família, amor que namora a vida e os próprios sonhos e objetivos quando está solteiro - amor que sabe dosar casualidade, caso ela exista.
Amor que faz cafuné.
Amor que não sente ânsia descontrolada em saciar vontades físicas sem filtro e sem seleção alguma. Amor que se ocupa com si, com os amigos, com a família, amor que namora a vida e os próprios sonhos e objetivos quando está solteiro - amor que sabe dosar casualidade, caso ela exista.
Amor que faz cafuné.
Amor que faz carinho nos dedos.
Amor que confia.
Amor que ri das manias peculiares do outro, amor que percebe as manias do outro.
Amor que se mostra emocionalmente, amor que é transparente.
Amor que sabe dizer que ama sem usar os lábios e a própria voz.
Amor que tem senso de humor. Sempre. Quase sempre.
Amor que faz café. Ou cappuccino.
Amor que não tem medo de novidades.
Amor que tem medo do desconhecido, mas se permite conhecê-lo.
Amor que gosta de sentir o cheiro do outro. E demonstra isso. Olha, chega perto. Bem perto.
Amor que beija gostosamente o pescoço. Demoradamente.
Amor criativo.
Amor que aprecia algo mais elaborado, ás vezes luxuoso, mas que sabe ser amor e ser feliz diante de programas singelos e aconchegantes. Sabe o valor de todas as coisas.
Amor que não desmerece aquilo que não lhe é familiar.
Amor criativo.
Amor que aprecia algo mais elaborado, ás vezes luxuoso, mas que sabe ser amor e ser feliz diante de programas singelos e aconchegantes. Sabe o valor de todas as coisas.
Amor que não desmerece aquilo que não lhe é familiar.
Amor de se enrolar no cobertor e olhar o céu a noite, na companhia de uma garrafa térmica.
Amor que independe de padrões sociais e conceitos gerais de o que é um relacionamento e de como funciona, para namorar, para cruzar seu caminho com o caminho de outra pessoa.
Amor que entende que a vida é composta por ciclos. Que começos são naturais, que términos também.
Amor que entende que a vida é composta por ciclos. Que começos são naturais, que términos também.
Amor que não depende de cor, etnia, classe social, distância.
Amor que só depende de quem ama, pra ser amor.
Amor em que, nos dias frios, se queira guardar as mãos da pessoa amada nos bolsos do próprio suéter.
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