Geralmente as pessoas começam como amigas, e terminam como namorado e namorada.
Ou lembrança - como meros conhecidos.
Ou noivos.
Ou parceiros no trabalho.
Ou colegas de happy hour.
Ou integrantes de um mesmo curso de culinária.
Ou como irmãos.
Ou vizinhos.
Ou o amor da vida vida um do outro - acontece.
Já eles, tinham começado como namorados, e terminado como amigos.
Porém, verdadeiramente amigos.
Eles se apoiavam, se ouviam, se observavam, conviviam.
Dividiam a mesa - sempre posta com aquele jogo americano.
Dividiam o pão também.
A torrada com requeijão no meio da tarde.
O chá gelado - era sempre ele quem o fazia.
As corridas ou caminhadas pela manhã.
As noites de filmes acompanhadas de cappuccino.
Dividiam o netflix.
O sentimento de empatia um pelo outro.
Em resumo, dividiam a reciprocidade de boa vontade.
Exceto a entrega do coração, eles entregavam muito um ao outro.
Respeito, bondade, sabedorias pessoais, cuidado, atenção, riso.
Isso era muito, sem dúvidas - e, mesmo sendo muito, era o suficiente.
Não excedia ao que sentia-se ser natural, espontâneo, entre os dois.
Era leve, pois a amizade era sincera e honesta para com os sentimentos de ambos.
E, mesmo tendo sido tão pouco tempo como namorados, parecia terem sido vários anos.
Ela percebeu quando as décadas acabaram, foi naquela noite, de uma só cama com dois cobertores.
Parecia que ela testemunhava a aceitação bonita de um final, enquanto ela o olhava segurando suas mãos perto do rosto dele enquanto dormia, sentindo o cheiro do creme que ela gostava de passar nas mãos antes de dormir.
Foi na mesma noite em que ela viu que tudo que ela sentia, no seu papel de namorada, cabia numa caixinha de macarons, onde ela notou estarem guardadas cartas e mimos com os quais ela o havia presenteado.
E era esse o problema da tentativa de namoro. Tudo cabia numa caixinha de doces.
Se era amor, não devia ter tamanho.
Adorei teu texto, na nossa vida aparece tantas pessoas, que sentimos diversas formas de expressões do amor, mas o amor construído através da amizade é o melhor deles
ResponderExcluirO convívio, o senso de humor em comum, o flerte, a empatia... São infinitas as formas que um Amor pode começar! Infinitas as formas e motivos que alguém pode se cativar por outro alguém... E entre tooodas essas possibilidades do nascer de um carinho, é mesmo muito bom ter a oportunidade de conhecer o universo de alguém desse jeitinho cheio de companheirismo que é a amizade, não? Legal, fico feliz que tenha gostado Alexandre! ;)
ExcluirÉ muito bom,ja tive amores dessa forma e digo que foi uma das melhores experiencias da vida, e devido as ocorrências da vida acabamos terminando, mas conseguimos manter a amizade que dura forte até hoje!! haha e você teve muitas experiencias assim?
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