Elas se abraçaram numa despedida que prometia mais emoção do que o que realmente ela foi, frívola.
Uma das meninas – a morena, alta e de mãos delicadas – abraçou ela – a outra, de cabelos coloridos, olhar vago – e seus olhos umedeceram com facilidade, a outra também ficou com os olhos marejados.
A morena achava que elas eram unidas, tolinha, chorou receando que dali dois ou três dias ia começar a sentir saudade.
Mas o motivo pra um vestígio de lágrimas nos olhos delas não era o mesmo.
No dia desse abraço, a menina morena tinha achado que era.
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