Ela só precisava se despedir.
No ano anterior, na data de ontem, 18 de janeiro, ela estava no endereço 788, sobrado 3, observando melancolicamente os guarda-roupas desmontados e o caminhão da mudança. Ela se ajeitou entre suas irmãs menores no banco de trás, e foi embora. Sem ver quem queria ter visto, sem fazer o que precisava ter sido feito, sem querer estar indo. Ela estava insatisfeita e irritada. Mas isso tinha sido há um ano atrás, quando ela tinha uma cabeça completamente diferente do que era hoje, quando as circunstâncias eram outras e ela nem via que eram ruins, desejando voltar á elas quando tudo mudou. Desde o dia em que ela havia ido embora com a família, quis voltar. E, um ano depois, voltou. E se sentiu em casa entrando na cidade em que havia crescido, ficaria uma semana, sete dias de despedida…
Ela viu seus amigos, resolveu suas pendências, conheceu os novos e terminados shoppings, reviu seus lugares de passeios antigos e lembrou da vida que levava. Viu sua casa, e riu ao ver que havia se tornado um salão de beleza, que ironia terem morado anteriormente cinco mulheres numa casa que depois virou um Salão, se divertia em ver amigos dizendo “fui cortar o cabelo na sua casa hoje”. Andava nos ônibus dentro da cidade admirando cada quadra, que saudades.
No dia de voltar, ela julgava que iria chorar, mas voltou tranquila, isso só aconteceu quando ela chegou na cidade, vendo suas luzes lá longe, brilhando, cidade cheia de gente e história, parte da história dela. Estava la, chegando no ônibus de viagem a menina na janela, ouvindo músicas que, em seu coração, eram importantes. Ela só precisava se despedir, de verdade, do jeito certo.
Não, apesar do coração calmo, ela não deixava de ter em sua cabeça o objetivo de voltar a morar lá, só não tinha mais a pressa, que não devia ter, pra isso. O coração estava leve e a bagagem que ele carregava era só a do novo, do bom e do agora. E isso não tinha preço, deixava o semblante dela do jeito que a alma estava, com um brilho diferente de tudo que ela já tinha sido.
Ela viu seus amigos, resolveu suas pendências, conheceu os novos e terminados shoppings, reviu seus lugares de passeios antigos e lembrou da vida que levava. Viu sua casa, e riu ao ver que havia se tornado um salão de beleza, que ironia terem morado anteriormente cinco mulheres numa casa que depois virou um Salão, se divertia em ver amigos dizendo “fui cortar o cabelo na sua casa hoje”. Andava nos ônibus dentro da cidade admirando cada quadra, que saudades.
No dia de voltar, ela julgava que iria chorar, mas voltou tranquila, isso só aconteceu quando ela chegou na cidade, vendo suas luzes lá longe, brilhando, cidade cheia de gente e história, parte da história dela. Estava la, chegando no ônibus de viagem a menina na janela, ouvindo músicas que, em seu coração, eram importantes. Ela só precisava se despedir, de verdade, do jeito certo.
Não, apesar do coração calmo, ela não deixava de ter em sua cabeça o objetivo de voltar a morar lá, só não tinha mais a pressa, que não devia ter, pra isso. O coração estava leve e a bagagem que ele carregava era só a do novo, do bom e do agora. E isso não tinha preço, deixava o semblante dela do jeito que a alma estava, com um brilho diferente de tudo que ela já tinha sido.
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