quarta-feira, 14 de maio de 2014

Eu tinha muito a dizer. Sobre o amor. Sobre o que eu pensava do mundo e das pessoas, mas não como uma crítica a personalidade dos outros, e sim observando o jeito delas e o que movia cada uma a mover montanhas. Eu era rodeada de amigos quase o tempo todo, sempre apreciei a amizade e as boas companhias acompanhadas com gargalhadas, mas apesar dos bons pesares, sempre há algum amigo que a gente sente falta. Eu sempre fui de pensar muito, quando tinha três anos me lembro de contar a minha mãe que eu conseguia falar sem abrir a boca. E quando me encontro sozinha em madrugadas ou tardes tão propícias a saudade, mesmo que silenciosamente, não calo a boca aqui dentro. Isso podia ser um defeito, diante das manifestações de alguns pensei assim por um tempo, achando a mim mesma muito profunda, as vezes. Aprendi a ser reflexiva e dar oportunidade pra um início de conversa complexa com as pessoas certas e nas horas convenientes, meu senso com pessoas, o que alguns chamam de feeling, era um dom que eu era sinceramente grata por ter aprendido a usar. Não seria, pensar, um defeito. Que graça tem a vida quando não é assim, admitida, e de fato, interessante?

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