Ela não sentia sono naturalmente. Existiam ocasiões pra isso, precisamente, cinco ocasiões.
Podia estar acordada há dois dias.
Estar deitada ao lado de alguém e, nesse laço de carinho, adormecer, mesmo sem sono, por sentir muita paz.
Estar ouvindo The XX e vendo a luz, que vinha da rua cheia de gente e carro, passando por uma parte pouco aberta da janela pra chegar na parede do quarto, sentindo um completo aconchego.
Estar só o pó.
Ou,
Ela podia estar muito triste.
Como diz um trecho de uma música de Michael Jackson, não havia nada nos olhos dela. Mas era assim que ela chorava.
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