Sozinha em casa, depois de um dia que, por uma pisada na bola dela, com si mesma, não foi tão bom, ela começou a pensar sobre seu jeito de lidar com as situações e pessoas. Começou a notar um pouco de diferença no seu jeito comparado aos demais conhecidos que ela tinha.
Se ela se referisse a algum cara com apelidos carinhosos com não tanto tempo de convivência, não significa que ela estava dando mole pra ele, muito pelo contrário. Ela, que acreditava muito na conquista, e não falo de joguinho, mas a real conquista, só chamaria um cara por apelidos se não estivesse interessada em nenhuma segunda intenção com ele, essa era a prova mais incontestável de que um cara estava na friendzone com ela. Aliás, ficar de apelidinho sem intimidade não combina com levar alguém a sério – ao ver dela.
Se ela falasse de algum ex vez ou outra quando algo o lembrasse, não é por não tê-lo "superado", novamente, pelo contrário, ela está falando dele numa boa, é porquê já passou.
Ela nunca fora carinhosa com alguém por sentir, por qualquer motivo, alguma obrigação, mas sim por se sentir na liberdade.
Não falava que sentia saudades se realmente não estivesse com o coração – levemente, ou não – apertadinho.
Nunca, também, era gentil com algum conhecido por intenção alguma. A intenção era só uma, ser gentil – apenas.
E as vezes ela achava engraçado a dificuldade das pessoas em ver como as coisas eram simplórias, ou poderiam ser se elas estivessem abertas para viver assim: de verdade.
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