quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

É claro que ser sempre agradável com aqueles com quem não nos importamos é fácil, isso é indiferença.

Exatamente agora, em algum lugar do mundo tem alguém brigando. Tem alguém terminando um namoro, uma amizade, um relacionamento.
Tem alguém esclarecendo uma fofoca e rindo, reatando. Tem alguém fazendo as pazes de uma briga de dias, outros de meses, ainda outros  quem dirá  anos.
Mas, para todos esses, existem três possibilidades, e são essas três possibilidades que facilitam para que façam as pazes, ou não.
E digo três, pois são três estágios daria pra chamar assim? pelos quais todos nós passamos, conhecemos, ou ainda vamos passar e conhecer.
O primeiro, é de quando estamos com raiva. Estamos lá, querendo morder a parede, falando pra ele ou ela nunca mais ligar, tentados a deletar fotos, até as nossas prediletas, pois tem o rosto daquela pessoa ali. Estágio de ser irônico com o outro numa discussão. De querer jogar na cara desse outro alguém que você está bem  eu não preciso de você, estou bem, aliás, ótimo!
Nesse momento, é onde podemos ter a maior segurança de que (claro, depois que a maré se acalmar) a gente vai fazer as pazes e que vai ficar tudo bem de novo. Esse amigo, irmão, namorada, você, está brabo. 
Você e aquele alguém se importam. A gente só se incomoda com o que, de alguma forma, nos diz respeito, e sempre temos a escolha e o controle de o quê está relacionado a nós.

O segundo estágio é de quando a raiva passou, você fica triste. Fica desanimado, reflexivo e bem borocochô em um dos tipos de relacionamento, estágio mais conhecido como o momento em que as mulheres comem brigadeiro de panela e enchem a cara de sorvete com uma amiga e os homens tomam uma gelada com os amigos solteiros que querem dar uma animada nele vendo um bom jogo de futebol.
E acredito que é na tristeza que temos um tipo de prova, se quando sentimos tristeza, depois de o ego ter baixado e a poeira também, sentirmos saudade, é porquê a gente tem interesse em ficar pertinho daquela pessoa de volta. A gente começa a pensar com mais calma e enxergar as relevâncias e irrelevâncias, e escolhemos ser, ou não, maduros. Não valeu a pena brigar  poxa não era pra tanto. Pois é.

Mas, por mais que o ser humano possa ser bastante intenso, esperançoso e até iludido as vezes, ninguém fica triste pra sempre. Ninguém espera pra sempre. E, ressaltando, estou falando de todo relacionamento, os de irmãos, amigos, pais e filhos, os afetivos. 
Se nada fica bem nem muda de figura, uma hora a gente começa a pensar naquela pessoa como alguém que passou a ser figurante na nossa vida, que a gente pode ficar bem sem ela. Ou que ela não vai mudar, então nosso interesse em rolar a bola pra frente, aos poucos, aparece.
Esse seria o último... O terceiro estágio uau, ainda to achando estranha essa palavra num contexto referente a sentimentos é a indiferença. E, nesse momento, o laço não é laço, nem é mais nó. Ele se desfaz.



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